terça-feira, 21 de julho de 2015

Duas resenhas sobre livro de ISTVÁN MÉSZÁROS

Sob perspectivas teóricas diferentes no campo do marxismo, segue abaixo duas ressenhas – especialmente escritas para o blog marxismo21 – sobre A MONTANHA QUE DEVEMOS CONQUISTAR. Reflexões sobre o Estado, de István Mészáros, Boitempo editorial. 2015.








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A MONTANHA QUE DEVEMOS CONQUISTAR 

Por Maria Cristina Soares Paniago /Docente da Faculdade de Serviço Social – UFAL

 Nesse fevereiro de 2015, mais um livro do filósofo húngaro marxista, István Mészáros, chega às livrarias no Brasil. Fato que se tornou corriqueiro, dada a enorme difusão de seu pensamento entre nós, realizada de forma mais intensa a partir da publicação de sua obra maior, Para Além do Capitalrumo a uma teoria da transição, em 2002. Trata-se do A Montanha que Devemos Conquistar, cujo tema principal é a crítica radical ao Estado e à função vital que exerce para a reprodução do sistema do capital, sob efeito da crise estrutural do capital e sua abrangência global.

O livro está dividido em sete capítulos. Conta ainda com dois apêndices, sendo que o primeiro é uma republicação do capítulo 13 – Como poderia o Estado Fenecer?, do Para Além do Capital, e o outro contém uma entrevista realizada com o autor, por Eleonora de Lucena, em 2013, publicada, à época, na Folha de S. Paulo – Caderno Ilustríssima. Logo na Introdução, Mészáros, nos alerta para o fato de que este livro é parte de um estudo mais completo em andamento, que constituirá um “volume vindouro” sob o título de “Critique of the State”. (Mészáros, 2015, p.15).

Recentemente, a Mothly Review Press (New York, 2015) publicou, do mesmo autor, The Necessity of the Social Control, cujo título remete a um dos títulos já publicado no Brasil, em 1987, pela Ensaio (A Necessidade do  Controle Social) num pequeno formato; este último corresponde apenas ao primeiro capítulo, em um total de doze capítulos neste formato mais recente. O seu décimo segundo capítulo, sob o título de “The Mountain we Must Conquer: Refletions on the State”, corresponde ao livro que ora conhecemos no Brasil – A Montanha que Devemos Conquistar – acrescido dos dois apêndices acima mencionados.

Estas duas publicações, quase simultâneas, nos permitem dirimir toda a dúvida que possa ser disseminada entre nós sobre a relação entre o titulo do livro no Brasil – A Montanha que Devemos Conquistar  – e a concepção crítica do autor sobre a essência histórico-ontológica do Estado e de seu papel no processo de transição para uma sociedade que supere o capital, e todas as formas sociais, políticas e econômicas que o constituem. ler mais


RETOMAR O DEBATE SOBRE O ESTADO

Por Luciano Cavini Martorano/ Universidade Federal de Alfenas, MG

A mais recente crise do capitalismo, iniciada em 2008, voltou a colocar no centro do debate politico, econômico e teórico o papel central do Estado nas formações sociais capitalistas. Contrariando a tese neoliberal sobre o “Estado mínimo”, inúmeros governos adotaram medidas para enfrentar a crise – ela mesma consequência da política neoliberal antes adotada –, que por seu conteúdo, significado, dimensão e profundidade só poderiam ser realizadas pelo Estado: ajuda financeira massiva a bancos e empresas, incluindo a estatização parcial ou não de alguns deles; amplos programas de incentivo à produção e ao consumo, tanto interno como externo; ações preventivas e ofensivas para conquistar e-ou assegurar mercados externos de matéria-prima e mão-de-obra a preço mais baixo, etc. Tais medidas  não só contrariavam o neoliberalismo, como também o próprio liberalismo que defende um Estado sempre afastado da economia. E eram também mais uma negação da teoria política liberal que continua defendendo a substituição da noção de Estado por alguma outra – por exemplo, a de sistema politico.

Nesse contexto, a última obra de István Mészáros, A montanha que devemos conquistar, oferece ao leitor brasileiro a possibilidade de retomar o debate sobre o tema do Estado. Tema historicamente bastante discutido não só entre as diferentes correntes marxistas, como também com as demais teorias (liberalismo, pluralismo, decisionismo, etc.), e isso já a partir do próprio Marx em suas polêmicas com Bakunin, Lassale e outros, e atravessando o século XX para chegar até os nossos dias.

Tendo como tema central o Estado, o presente trabalho de Mészáros, apresenta setes pequenos ensaios com base no material de conferências feitas em universidades brasileiras, além de dois apêndices: o primeiro é uma versão revisada do capítulo 13 do livro Para além do capital – “Como poderia o Estado fenecer?”-, e o segundo é uma entrevista concedida à jornalista Eleonora de Lucena e publicada em 17 de novembro de 2013.

Mas por que Mészáros retoma o tema do Estado, e mais do que isso, anuncia estar preparando uma outra obra a ser lançada com o título Critique of the State (A crítica do Estado) ? ler mais

FONTE: marxismo21

A pedagogia histórico-crítica na história da educação

Por Newton Duarte

Como citar este trabalho:
DUARTE, Newton. A pedagogia histórico-crítica no âmbito da história da educação brasileira. In: PINHEIRO, Antonio Carlos Ferreira; CURY, Cláudia Engler; ANANIAS, Mauricéia (Org.). História da educação brasileira: experiências e peculiaridades. João Pessoa: UFPB, 2014. p. 29-50.
Resumo  
Apresenta uma tese interpretativa acerca do desenrolar histórico da pedagogia histórico-crítica, tomando como referência a obra do professor Dermeval Saviani. Uma das formas possíveis de se distinguir a pedagogia histórico-crítica das outras concepções contra-hegemônicas na história da educação brasileira é pela via da análise das relações entre educação e revolução.
 
Download do trabalho completo



Para download: "El marxismo y la justicia social. La idea de igualdad en Ernesto Che Guevara" [Libro completo]

 Para descargar el libro, cliquear en el siguiente link:  

“Es motivo de gran satisfacción acompañar la aparición del magnífico estudio que estamos prologando sobre los aportes del Che a la discusión sobre la justicia. Este libro no sólo es importante porque ilumina y facilita la reapropiación de las ideas de Guevara sobre tan ardua temática, eclipsadas por la gigantesca figura del “guerrillero heroico”, lo cual constituye de por sí un mérito innegable; también lo es porque mediante este ejercicio se avanza en el desarrollo de la teoría marxista de la justicia. […] Tal como lo plantea Fernando Lizárraga en los párrafos finales de este libro, 'la intuición [del Che] y su no menos aguda mente analítica lo llevan a entrever que los principios de justicia propuestos por Marx deben ser perfeccionados'. A intuir, en otras palabras, que la teoría de la justicia apenas esbozada en la tradición del materialismo histórico era insuficiente y que había que plantear nuevos argumentos y diseñar nuevos dispositivos. Como en tantos otros terrenos, el Che abrió una brecha que nos toca a nosotros seguir profundizando”.  (Del "Prólogo" de Atilio Boron).

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Textos Antigos e Medievais – traduzidos

Uma coleção de textos antigos e medievais traduzidos para o português, pelo professor Ricardo da Costa, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
Confira no link abaixo:

Os que aplaudem a pauperização do Povo Grego

O papel canalha da Confederação Europeia de Sindicatos

por PAME [Frente Militantes de Todos os Trabalhadores]


No seu comunicado de imprensa sobre o Acordo-Novo Memorando na Grécia, a Confederação Europeia de Sindicatos (CES) expressa o seu alívio!   "A UE evitou a catástrofe de uma saída da Grécia do euro (Grexit)" afirma a CES enquanto perora sobre a sua compreensão da vitimização – mais uma – do Povo Grego!

Esta posição da CES é uma provocação contra os trabalhadores da Grécia e da Europa. A CES mostra, mais uma vez, o seu papel de defensora, a todo o custo, da Comissão Europeia, da UE e dos interesses das multinacionais e do Capital.


Quando as forças da Federação Sindical Mundial (FSM) na Grécia, a PAME, estão na vanguarda da organização da luta contra o novo memorando anti-operário, as forças do Capital no movimento sindical, a CES, celebram o Acordo que exige o sangue dos trabalhadores de modo a salvar os Grupos Económicos.

Já sangramos que chegue! Já pagamos que chegue!

A CES tem de ser condenada por todo sindicato honesto e militante. Apoiar a CES significa apoiar o memorando, apoiar o esquartejar dos direitos dos trabalhadores e submissão dos trabalhadores à União Europeia imperialista.

A PAME apela a uma reposta massiva e militante ao Novo Memorando do governo SYRIZA. A PAME apela à luta sem tréguas contra os empregadores, contra os lay offs, contra os cortes de salários, contra os lock outs, em cada local de trabalho, em cada indústria e em cada bairro.

Fortalecer a Solidariedade!   Medidas imediatas para a protecção dos desempregados!

Abaixo o vergonhoso e brutal Novo Acordo!

Abaixo os que apoiam a pauperização do Povo Grego!

Condenemos o papel canalha da Confederação Europeia de Sindicatos! 

Ver também:
  • On the Great Demonstrations of July 15th - We denounce the plans of the SYRIZA Government to attack the demonstrators using riot police forces
  • Enormous Demonstration of PAME in Athens (PHOTOS)

    A versão em inglês encontra-se em pamehellas.gr/i... e a tradução para português em peloantimperialismo.wordpress.com/...


    Este documento encontra-se em http://resistir.info/ .
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    Elite e classe dominante: notas sobre o marxismo inspirado na teoria das elites

    Por Danilo Enrico Martuscelli

    •  Revista Outubro Edição 18



     Resumo: O  objetivo  deste  artigo  é  discutir  o  significado  e  os  limites  da  apropriação  da noção de elite por certas análises vinculadas à tradição teórica marxista, em especial sua variante anglo-saxônica representada pelos trabalhos de Tom Bottomore e Ralph Miliband. Entendemos que esta apropriação conceitual corrobora a tese elitista da separação dos poderes econômico e político, do enfoque subjetivista do poder e da concepção economicista das classes sociais. Polemizando com o marxismo com inspiração na teoria das elites, sustentamos que há uma correlação  entre  poder  político  e  econômico  que  só  se  separam  em  situações excepcionais, cuja tendência é o restabelecimento da cumulatividade de poderes num momento posterior. Além disso, indicamos que a noção de elite não é adequada para a compreensão das relações de poder entendidas como relações de classe.

    Palavras-chave: 1. elite; 2. classe dominante; 3. marxismo.

    Elite and ruling class: notes on elite theory inspired Marxim
    Abstract: The purpose of this article is to discuss the meaning and the limits of the appropriation of the notion of “elite” by some analysis linked to the Marxist theoretical tradition, especially its Anglo-Saxon variant represented by Tom Bottomore and Ralph  Miliband’s  writings.  This  conceptual  appropriation  confirms  the  elitist thesis of separation of the economic and political powers, of the subjective approach of power and of the economicist conception of social classes. Debating against the elite theory inspired Marxism, we sustain that there is a correlation between economic and political powers. These powers are split only in exceptional  circumstances  and,  even  so,  these  circumstances  tend  to  subsequently restore  the  bond  between  those  two  kinds  of  power.  Besides,  we  indicate  that the notion of “elite” is not adequate to understand the relationships of power, conceived here, in a restrict way, as class relationships.
    Keywords: 1. elite;  2. ruling class; 3. Marxism.

    Chanceler cubano exige fim do embargo durante abertura da embaixada nos EUA

    O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, discursa durante abertura da embaixada de Cuba em Washington nesta segunda-feira (20) (Foto: Chip Somodevilla/Getty Images/AFP)

    O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, exigiu nesta segunda-feira (20) aos Estados Unidos o fim do embargo e a devolução do território no qual está a base naval de Guantánamo em um combativo discurso por ocasião da reabertura da embaixada cubana em Washington.

    "É grande o desafio porque nunca houve relações normais entre EUA e Cuba, apesar de um século e meio de intercâmbios entre seus povos", destacou Rodríguez.

    O ministro das Relações Exteriores felicitou os funcionários de ambos países que participaram das negociações para a normalização das relações, por terem conseguido que ondeie de novo em Washington a "bandeira da estrela solitária".

    A bandeira içada no edifício que desde 1977 acolhia o Escritório de Interesses de Cuba é a mesma que foi tirada há 54 anos, quando os países romperam relações, e desde então foi conservada por uma "família de libertadores" na Flórida e depois em um museu, "antecipando que este dia chegaria", destacou Rodríguez.

    "Chegamos aqui graças à condução suprema do líder Fidel Castro", destacou o representante cubano em discurso pronunciado dentro da embaixada, após o solene içamento da bandeira no exterior.

    Primeiro chanceler cubano que visita Washington desde 1959, Rodríguez fez várias referências ao herói cubano José Martí e à história de "ingerência" dos Estados Unidos nos assuntos de Cuba.

    O chanceler transferiu aos presentes ao ato de reabertura da embaixada o "firme compromisso" do governo cubano para avançar nas relações entre os dois países, embora "sem menosprezo algum" da independência do povo cubano e "sua luta centenária pela plena autodeterminação".

    "Hoje é aberta a oportunidade de voltar a fundar relações bilaterais novas e distintas frente a tudo e ao anterior. Para isso, o governo cubano compromete toda sua vontade e pede a devolução de Guantánamo, o fim do bloqueio e o respeito da soberania de Cuba", destacou o chefe da diplomacia cubana.

    Só levantando o embargo e devolvendo a base de Guantánamo "se dará sentido ao que estamos vivendo hoje", advertiu Rodríguez, que avisou que "persistir nos objetivos obsoletos (...) não ajudará ao interesse dos Estados Unidos".



    Discurso del Ministro de Relaciones Exteriores de la República de Cuba, Bruno Rodríguez Parilla, en la Ceremonia de Reapertura de la Embajada de Cuba en los Estados Unidos.
    Washington, 20 de julio de 2010

    Excma. Sra. Roberta Jacobson, secretaria de Estado Adjunta y señores funcionarios del Gobierno de los Estados Unidos que la acompañan:

    Honorables Miembros del Congreso:

    Estimados Representantes de las Organizaciones, Movimientos e Instituciones estadounidenses que han realizado ingentes esfuerzos por el cambio de política hacia Cuba y el mejoramiento de las relaciones bilaterales:

    Estimados Representantes de las Organizaciones y Movimientos de la emigración patriótica:

    Excelentísimos Sres. Embajadores:

    Compañeros de la Delegación Cubana:

    Encargado de negocios José Ramón Cabañas, funcionarios y trabajadores de la Embajada de Cuba:

    Estimadas amigas y amigos:

    La bandera que honramos a la entrada de esta sala es la misma que aquí fue arriada hace 54 años, conservada celosamente en la Florida por una familia de libertadores y luego por el Museo de nuestra ciudad oriental de Las Tunas, como anticipación de que este día tendría que llegar.

    Ondea nuevamente en este lugar la bandera de la estrella solitaria que encarna la generosa sangre derramada, el sacrificio y la lucha más que centenaria de nuestro pueblo por la independencia nacional y la plena autodeterminación, frente a los más graves desafíos y peligros.

    Rendimos homenaje a todos los que cayeron en su defensa y renovamos el compromiso de las generaciones presentes y, con absoluta confianza en las que vendrán, de servirla con honor.

    Invocamos la memoria de José Martí, quien vivió consagrado a la lucha por la libertad de Cuba y conoció profundamente los Estados Unidos. En sus “Escenas Norteamericanas”, nos dejó una nítida descripción de la gran nación del norte y el elogio de lo mejor de ella. También, nos legó la advertencia de su desmedida apetencia de dominación que toda una historia de desencuentros ha confirmado.

    Hemos llegado aquí gracias a la conducción firme y sabia del líder histórico de la Revolución Cubana Fidel Castro Ruz, a cuyas ideas siempre guardaremos lealtad suprema. Recordamos su presencia en esta ciudad, en abril de 1959, para promover relaciones bilaterales justas y su sincero homenaje a Lincoln y Washington. Los propósitos que tempranamente lo hicieron venir, son los que hemos intentado en estas décadas y coinciden exactamente con los que nos proponemos hoy.

    Muchos en esta sala, políticos, periodistas, personalidades de las letras o las ciencias, estudiantes, activistas sociales estadounidenses, atesoran infinitas horas de enriquecedora conversación con el Comandante que les permitieron comprender mejor nuestras razones, objetivos y decisiones.

    Este acto ha sido posible por la libre e inquebrantable voluntad, la unidad, el sacrificio, la abnegación, la heroica resistencia y el trabajo de nuestro pueblo, y por la fuerza de la Nación y la cultura cubanas.

    Varias generaciones de la diplomacia revolucionaria confluyeron en este esfuerzo y entregaron sus mártires. El ejemplo y el verbo trepidante de Raúl Roa, el Canciller de la Dignidad, continúan animando la política exterior cubana y estarán en el recuerdo de los más jóvenes y de los futuros diplomáticos.

    Soy portador de un saludo del Presidente Raúl Castro, expresión de buena voluntad y de la sólida decisión política de avanzar, mediante el diálogo basado en el respeto mutuo y la igualdad soberana, hacia una convivencia civilizada, aun dentro de las diferencias entre ambos gobiernos, que favorezca la solución de los problemas bilaterales, promueva la cooperación y el desarrollo de vínculos mutuamente ventajosos como desean y merecen ambos pueblos.

    Sabemos que ello sería una contribución a la paz, el desarrollo, la equidad y la estabilidad del continente, al ejercicio de los propósitos y principios consagrados en la Carta de las Naciones Unidas y en la Proclama de América Latina y el Caribe como Zona de Paz, firmada en la II Cumbre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños, en La Habana.

    Con el restablecimiento de las relaciones diplomáticas y la reapertura de Embajadas, culmina hoy una primera etapa del diálogo bilateral y se abre paso al complejo y seguramente largo proceso hacia la normalización de las relaciones bilaterales.

    Es grande el desafío porque nunca ha habido relaciones normales entre los Estados Unidos de América y Cuba pese a un siglo y medio de intensos y enriquecedores vínculos entre los pueblos.

    La Enmienda Platt, impuesta en 1902 bajo ocupación militar, cercenó un esfuerzo libertador que había contado con la participación o la simpatía de no pocos ciudadanos norteamericanos y dio origen a la usurpación de territorio cubano en Guantánamo. Sus nefastas consecuencias marcaron indeleblemente nuestra historia común.

    En 1959, Estados Unidos no aceptó la existencia de una pequeña y vecina isla totalmente independiente y unos años después, aun menos, la de una Revolución socialista que tuvo que defenderse, y desde entonces, encarna la voluntad de nuestro pueblo.

    Cito la historia para afirmar que hoy se abre la oportunidad de empezar a trabajar para fundar unas relaciones bilaterales nuevas y distintas a todo lo anterior. Para ello, el gobierno cubano compromete toda su voluntad.

    Solo la eliminación del bloqueo económico, comercial y financiero que tanto daño y privaciones ocasiona a nuestro pueblo, la devolución del territorio ocupado en Guantánamo y el respeto a la soberanía de Cuba darán sentido al hecho histórico que estamos viviendo hoy.

    Cada paso que se avance contará con el reconocimiento y la favorable disposición de nuestro pueblo y gobierno, y recibirá seguramente el aliento y el beneplácito de la América Latina y el Caribe y del mundo.

    Ratificamos la voluntad de Cuba de avanzar hacia la normalización de las relaciones con los Estados Unidos, con ánimo constructivo, pero sin menoscabo alguno a nuestra independencia, ni injerencia en asuntos que pertenecen a la exclusiva soberanía de los cubanos.

    Persistir en objetivos obsoletos e injustos y solo proponerse un mero cambio en los métodos para conseguirlos, no hará legítimos aquellos ni ayudará al interés nacional de los Estados Unidos ni al de sus ciudadanos. Sin embargo, si así ocurriera, estaríamos dispuestos a aceptar ese desafío.

    Acudiremos a este proceso, como escribiera el presidente Raúl Castro en su carta del 1ro. de julio al Presidente Barack Obama, “animados por la intención recíproca de desarrollar relaciones respetuosas y de cooperación entre nuestros pueblos y gobiernos”.

    Desde esta Embajada, continuaremos trabajando con empeño para fomentar las relaciones culturales, económicas, científicas, académicas y deportivas, y los vínculos amistosos entre nuestros pueblos.

    Trasmitimos el respeto y reconocimiento del gobierno cubano al Presidente de los Estados Unidos por su llamado al Congreso a levantar el bloqueo y por el cambio de política que ha enunciado, en particular por la disposición que ha expresado de ejercer sus facultades ejecutivas con ese propósito.

    Recordamos especialmente la decisión del Presidente Carter de abrir Secciones de Intereses respectivas en septiembre de 1977.

    Me complace agradecer al gobierno de la Confederación Suiza por su representación de los intereses cubanos durante los últimos 24 años.

    En nombre del Gobierno y del pueblo de Cuba, deseo expresar nuestra gratitud a los miembros del Congreso, académicos, líderes religiosos, activistas, grupos de solidaridad, empresarios y tantos ciudadanos estadounidenses que se esforzaron a lo largo de muchos años para hacer llegar este día.

    A la mayoría de los cubanos residentes en los Estados Unidos, que han defendido y reclaman una relación diferente de este país con nuestra Nación, expresamos reconocimiento. Nos han dicho, conmovidos, que multiplicarán sus esfuerzos, leales a la tradición de la emigración patriótica que sirvió de sustento a los ideales de independencia.

    Expresamos gratitud a nuestros hermanos latinoamericanos y caribeños, que han estado de manera decisiva junto a nuestro país y reclamaron un nuevo capítulo en las relaciones entre los Estados Unidos y Cuba, al igual que lo hicieron con extraordinaria constancia muchísimos amigos en todo el mundo.

    Reitero nuestro reconocimiento a los gobiernos, aquí representados por el Cuerpo Diplomático, que con su voz y voto en la Asamblea General de las Naciones Unidas y en otros ámbitos dieron una contribución decisiva.

    José Martí organizó desde aquí el Partido Revolucionario Cubano para conquistar la libertad, toda la justicia y la dignidad plena de los seres humanos. Sus ideas, reivindicadas heroicamente en el año de su Centenario, siguen siendo la esencial inspiración en este camino que nuestro pueblo, soberanamente, ha escogido.

    Muchas gracias.

    Her Excellency Mrs. Roberta Jacobson, Assistant Secretary of State;

    Officials of the US Government accompanying her;

    Honorable members of Congress;

    Esteemed Representatives of the US Organizations, Movements and Institutions who have made huge efforts in favor of the change of the US Cuba policy and the improvement of bilateral relations;

    Esteemed Representatives of the Organizations and Movements of the patriotic emigration;

    Distinguished Ambassadors;

    Comrades of the Cuban Delegation;

    José Ramón Cabañas, Chargé D’ Affairs;

    Officials and workers of the Cuban Embassy;

    Esteemed friends;

    The flag that we revere at the entrance of this room is the same that was hauled down here 54 years ago, which was zealously kept in Florida by a family of liberators and later on by the Museum of our eastern city of Las Tunas, as a sort of premonition that this day would certainly come.

    Flying once again in this place is the lone-star flag which embodies the generous blood that was shed, the sacrifices made and the struggle waged for more than one hundred years by our people for their national independence and full self-determination, facing the most serious challenges and risks.

    Today we pay homage to all those who died in its defense and renew the commitment of the present generations, fully confident on the newer ones, to serve it with honor.

    We evoke the memory of José Martí, who was fully devoted to the struggle for the freedom of Cuba and managed to get a profound knowledge about the United States: In his “North American Scenes” he made a vivid description of the great nation to the North and extolled its virtues. He also bequeathed to us a warning against its excessive craving for domination which was confirmed by a long history of disagreements.

    We’ve been able to make it through this date thanks to the firm and wise leadership of Fidel Castro Ruz, the historic leader of the Cuban Revolution, whose ideas we will always revere with utmost loyalty. We now recall his presence in this city, in April of 1959, with the purpose of promoting fair bilateral relations, as well as the sincere tribute he paid to Lincoln and Washington. The purposes that brought him to this country on such an early time are the same that have pursued throughout these decades and coincide exactly with the ones that we pursue today. Many in this room, whether politicians, journalists, outstanding personalities in the fields of arts or sciences, students or American social activists, have been able to treasure unlimited hours of enriching talks with the Commander, which allowed them to have a better understanding of our reasons, goals and decisions.

    This ceremony has been possible thanks to the free and unshakable will, unity, sacrifice, selflessness, heroic resistance and work of our people and also the strength of the Cuban Nation and its culture.

    Several generations of the revolutionary diplomacy have converged in this effort and offered their martyrs. The example and vibrant speech of Raúl Roa, the Chancellor of Dignity, have continued to inspire Cuba’s foreign policy and will remain forever in the memory of the younger generations and future diplomats.

    I bring greetings from President Raúl Castro, as an expression of the good will and sound determination to move forward, through a dialogue based on mutual respect and sovereign equality, to a civilized coexistence, even despite the differences that exist between both governments, which makes it possible to solve bilateral problems and promote cooperation and the development of mutually beneficial relations, just as both peoples desire and deserve.

    We know that this would contribute to peace, development, equity and stability in the continent; the implementation of the purposes and principles enshrined in the UN Charter and in the Proclamation of Latin America and the Caribbean as a Zone of Peace, which was signed at the Second Summit of the Community of Latin American and Caribbean States held in Havana.

    Today, the re-establishment of diplomatic relations and the re-opening of embassies complete the first stage of the bilateral dialogue and pave the way to the complex and certainly long process towards the normalization of bilateral relations.

    The challenge is huge because there have never been normal relations between the United States of America and Cuba, in spite of the one and a half century of intensive and enriching links that have existed between both peoples.

    The Platt Amendment, imposed in 1902 under a military occupation, thwarted the liberation efforts that had counted on the participation or the sympathy of quite a few American citizens and led to the usurpation of a piece of Cuban territory in Guantánamo. Its nefarious consequences left an indelible mark in our common history.

    In 1959, the United States refused to accept the existence of a fully independent small and neighboring island and much less, a few years later, a socialist Revolution that was forced to defend itself and has embodied, ever since then, our people’s will.

    I have referred to History to reaffirm that today an opportunity has opened up to begin working in order to establish new bilateral relations, quite different from whatever existed in the past. The Cuban government is fully committed to that.

    Only the lifting of the economic, commercial and financial blockade which has caused so much harm and suffering to our people; the return of the occupied territory in Guantánamo and the respect for Cuba’s sovereignty will lend some meaning to the historic event that we are witnessing today.

    Every step forward will receive the recognition and the favorable acceptance of our people and government, and most certainly the encouragement and approval of Latin America and the Caribbean and the entire world.

    We reaffirm Cuba’s willingness to move towards the normalization of relations with the United States in a constructive spirit, but without any prejudice whatsoever to our independence or any interference in the affairs that fall under the exclusive sovereignty of Cubans.

    To insist in the attainment of obsolete and unjust goals, only hoping for a mere change in the methods to achieve them will not legitimize them or favor the national interest of the United States or its citizens. However, should that be the case, we would be ready to face the challenge.

    We will engage in this process, as was written by President Raúl Castro in his letter of July 1st to President Obama, “encouraged by the reciprocal intention of developing respectful and cooperative relations between our peoples and governments.”

    From this Embassy, we will continue to work tirelessly to promote cultural, economic, scientific, academic and sports relations as well as friendly ties between our peoples.

    We would like to convey the Cuban government’s respect and recognition to the President of the United States for urging the US Congress to lift the blockade as well as for the change of policy that he has announced, but in particular for the disposition he has showed to make use of his executive powers for that purpose.

    We are particularly reminded of President Carter’s decision to open the respective Interests Sections back in September of 1977.

    I am pleased to express my gratitude to the Government of the Swiss Confederation for having represented the Cuban interests for the last 24 years.

    On behalf of the Government and the people of Cuba, I would like to express our gratitude to the members of Congress, scholars, religious leaders, activists, solidarity groups, business people and so many US citizens who worked so hard for so many years so that this day would come.

    To the majority of Cubans residing in the United States who have advocated and called for a different kind of relation of this country with our Nation, we would like to express our recognition. Deeply moved, they have told us that they would multiply their efforts and will remain faithful to the legacy of the patriotic emigration that supported the ideals of independence.

    We would like to express our gratitude to our Latin American and Caribbean brothers and sisters who have resolutely supported our country and called for a new chapter in the relations between the United States and Cuba, as was done, with extraordinary perseverance, by a lot of friends from all over the world.

    I reiterate our recognition to the governments represented here by the Diplomatic Corps, whose voice and vote at the UN General Assembly and other fora made a decisive contribution.

    From this country José Martí organized the Cuban Revolutionary Party to conquer freedom, all the justice and the full dignity of human beings. His ideas, which were heroically vindicated in his centennial year, continue to be the main inspiration that moves us along the path that our people have sovereignly chosen.

    Thank you, very much.

    FUENTE: CubaDebate

    domingo, 19 de julho de 2015

    Escritor cubano rebate repórter da Veja no Roda Viva

    No programa da última quinta-feira (16), Nathalia Watkins disse que em Cuba “o povo continua sofrendo, miserável, com fome”. Leonardo Padura, um dos principais nomes da Flip deste ano, respondeu à altura: 
    Em Cuba, é certo que há pobreza, não posso negar. Mas não acho que em Cuba alguém morra de fome. Em Cuba, ninguém morre de fome. De uma forma ou de outra, as pessoas comem e têm um teto. Há mais gente na rua em um quarteirão aqui de São Paulo do que em toda Cuba”

    Por Redação

    Convidado do programa Roda Viva Internacional, da TV Cultura, na última quinta-feira (16), o escritor cubano Leonardo Padura, um dos principais nomes da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, rebateu pergunta maldosa feita pela repórter Nathalia Watkins, da revista Veja. 

    Padura falava sobre o fato de que, por ser cubano, estaria “condenado” a falar sobre política sempre.”Não acha que não é até uma omissão não se manifestar politicamente? Porque não sei, estive recentemente em Cuba e fiquei bastante tocada pela situação e sofrimento do povo cubano, enquanto está todo mundo noticiando uma abertura política, é mentira, não tem abertura nenhuma, o povo continua sofrendo, miserável, com fome”, afirmou a jornalista.

    Foi então que o escritor respondeu à altura. “Uma das coisas que tento evitar sempre, quando me perguntam sobre as realidades de um país que visito, é dar minha opinião. Porque uma realidade só pode ser conhecida por quem participa dela, vive nela. Em Cuba, é certo que há pobreza, não posso negar. Mas não acho que em Cuba alguém morra de fome. Em Cuba, ninguém morre de fome. De uma forma ou de outra, as pessoas comem e têm um teto. Há mais gente na rua em um quarteirão aqui de São Paulo do que em toda Cuba”, declarou. “Faço a minha representação da realidade social cubana no meu trabalho como escritor. O faço no cinema, no jornalismo e na literatura. Essa é minha função, esse é meu trabalho, o trabalho que faço.”

    Confira (do 44’20″ em diante):

     FONTE: Portal Fórum

    sábado, 18 de julho de 2015

    Combater ideologização em sala de aula é censura? SIM

    O centro da conspiração

    Por Lincoln Secco*

    Não bastasse a fúria legiferante do Congresso que destrói cláusulas pétreas da Constituição, procura constitucionalizar golpes de Estado, promover cultos religiosos em plenário e defender o "direito à homofobia", ainda temos que discutir a censura à escola.

    É disso que tratam os projetos de lei nº 867/2015 e nº 1.411/2015, de dois deputados do PSDB, ora em tramitação na Câmara Federal. Eles propõem a "escola sem partido" e criminalizam o que chamam de "assédio ideológico". Naturalmente, os autores dos projetos não se consideram ideólogos. 

    Já existem vários projetos do mesmo tipo em Legislativos estaduais e municipais. Fazem parte da onda obscurantista que varre uma parte da sociedade brasileira. Para esta há o centro de uma grande conspiração intocado pela ação saneadora dos meios de comunicação. 

    É a escola! Basta ler a justificativa de um dos projetos e encontraremos a razão recôndita: prepara-se no Brasil uma doutrinação ideológica baseada no filósofo italiano Antonio Gramsci e nas teses do 5º Congresso do PT (sic)! 

    Como o processo educativo ainda é um encontro de pessoas, é claro que os professores não podem se despir de suas crenças quando ensinam, tampouco as crianças, que trazem para a sala de aula os preconceitos que absorvem em suas famílias ou meios de comunicação. 

    Assim, não se espera que um professor religioso de biologia finja não crer em Deus ao ensinar a evolução das espécies. Mas deve tratá-la pelo que é: uma teoria científica. Qualquer professor sabe disso. Igualmente, o educador deve corrigir manifestações racistas que, eventualmente, o aluno traga de casa. 

    O nosso problema não é aquilo em que movimentos, como o Escola sem Partido, acreditam. Eles criaram um novo conceito sociológico: o "aparelho ideológico de Estado petista". Só que a escola perdeu centralidade no processo pedagógico. 

    A educação nunca foi um processo apenas escolar, mas professores mal pagos em escolas abandonadas e sob estafantes jornadas de trabalho que continuam fora do horário escolar não podem competir com a internet nem com a televisão. 

    O próprio PT jamais teve projeto pedagógico e, no poder, submeteu a educação ao superavit primário. A revolução educacional defendida por Florestan Fernandes e Paulo Freire nem sequer foi lembrada. Ainda assim, o Ministério da Educação assegurou princípios éticos, como a solidariedade e autonomia, e estéticos, como a valorização de diferentes culturas. Obviamente, a educação segue também princípios políticos, entre eles a defesa da cidadania e o respeito à democracia. 

    Contra quais desses parâmetros os projetos de lei se insurgem? Seriam contra a história da África, só porque foi inserida no currículo pelo governo Lula? Contra o direito a brincar que é um dos princípios definidos pelo Ministério da Educação para a escola infantil? 

    Afinal, talvez haja um conteúdo chinês no jogo da amarelinha ou a preparação para a clandestinidade no esconde-esconde! 

    Que o leitor entenda aqui a ironia como o último recurso diante da língua simplificada dos neofascistas. Apresentam-se como defensores da liberdade, assim como o golpe de Estado é sempre pela democracia. 

    E, quando você discorda, lê nos seus esconderijos virtuais termos como "idiotice", "masturbação sociológica" e a suprema ofensa: "petista" (outrora seria "comunista"). Curiosamente, eles são os frutos da mesma escola que nos doutrina como esquerdistas incorrigíveis. 

    * LINCOLN SECCO, 46, é professor livre-docente de história contemporânea na USP.

    FONTE: Folha de São Paulo, 18 de julho de 2015. 

    James Petras: “O Partido Comunista da Grécia tinha razão”

    Grécia - LibreRed - [Tradução do Diário Lierdade] Durante uma entrevista na Rádio Centenário do Uruguai, o professor e sociólogo norte-americano James Petras, analisou a grave situação social gerada no país heleno fruto do último acordo entre o Governo de Alexis Tsipras e a Troika, conformada pelo Banco Central Europeu (BCE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Comissão Europeia (CE).

    A assinatura deste novo memorando tem como consequência a imposição de novos recortes sociais, feito com que entra em contradição direta com as promessas de campanha realizadas pelo partido de Governo, Syriza, que assegurou que terminaria com as medidas neoliberales que açoitam à classe trabalhadora.

    Este pacote neoliberal supõe cortes às pensões, privatizações em massa e aumento do IVA. "A Grécia entrega toda a sua soberania, supõe a colonização da Grécia", denúncia Petras durante a sua intervenção radial.

    "Dissemos muitas vezes que não se pode funcionar nas organizações controladas pelos poderes imperialistas", disse o sociólogo em referência à União Europeia (UE).
     
    Com respeito à decisão de Alexis Tsipras de aceitar as condições da Troika, o professor disse: "tenho quase 58 anos de militância e nunca vi uma traição tão profunda a um povo inteiro".

    Petras assegurou que sim há alternativas e advogou por abandonar a UE, não pagar a dívida e desenvolver uma política independente, bem como nacionalizar a banca e socializar a economia.

    "O Partido Comunista da Grécia, desde o começo dizia que Syriza era um traidor, um partido disposto a colaborar com a UE, a OTAN, etc, e tinham razão", sentenciou Petras.

    FONTE: Diário Liberdade

    Não à rendição! A saída está na luta dos trabalhadores e do povo

    Nota de imprensa do KKE (Partido Comunista da Grécia)
    16.07.2015



    Ontem 15 de Julho o Syriza, que tinha prometido apresentar uma “lei de um só artigo” que aboliria os memorandos e as medidas antipopulares, apresentou e fez passar de urgência no parlamento uma “lei de um só artigo” com os primeiros requisitos das medidas antipopulares do terceiro memorando e o acordo com as organizações imperialistas UE-BCE-FMI. Na mesma altura, o vice-presidente do governo Y. Dragasakis, falando à rádio do Syriza, agradeceu publicamente ao governo dos EUA e ao presidente Obama pelo contributo dado à conclusão do acordo.

    Na votação nominal no parlamento requerida pelo KKE votaram “sim” 229 deputados, “não” 64, e 6 abstiveram-se, num total de 299 deputados presentes.

    Os deputados do Syriza (111 em 149), ANEL, ND, POTAMI e PASOK votaram a favor do acordo e do enunciado de medidas. 32 deputados do Syriza votaram não e 6 abstiveram-se. Estas divergências não assumem um carácter substancial. É revelador da dimensão do embuste que quadros da chamada “Plataforma de Esquerda” tenham declarado de forma muito nítida que votariam contra as medidas mas que apoiam totalmente o governo e o primeiro-ministro que as agendaram!

    Na mesma altura milhares de trabalhadores manifestaram-se no exterior do parlamento e em dezenas de outras cidades por todo o país, nos grandes desfiles militantes convocados pelo PAME. Manifestações que fizeram ecoar uma sonora mensagem contra o governo e os partidos burgueses de oposição, que estão a “servir” ao povo mais um memorando de forma a continuar a sangrá-lo em nome dos lucros do capital. O carácter de massas, a militância e a segurança do PAME impediram que tivesse sucesso uma provocação planeada que actuou com o objectivo de atacar o magnífico comício do PAME em Atenas.

    O Secretário-Geral do CC do KKE, Dimitris Koutsumpas, assinalou no seu discurso que a tentativa consciente de enganar o povo chegou ao cúmulo e sublinhou que o povo será obrigado a pagar o desgraçado memorando de Tsipras, que o governo Syriza-ANEL, utilizando os mesmos argumentos dos governos que o precederam, apresentam como a única saída. Sublinhou também que este acordo é extremamente frágil, uma vez que se agudiza a disputa entre França e Alemanha acerca do futuro da Eurozona, tal como sucede com a disputa entre EUA e Alemanha pela hegemonia na Europa. A vítima destes confrontos é o povo grego. Por esta razão, e apesar deste acordo temporário, não é de excluir um Grexit nos tempos mais próximos; sublinhando também que uma Grécia capitalista com a dracma como moeda não constitui uma solução alternativa para o povo.

    Acentuou que uma saída efectiva implica a ruptura com a UE, com o capital e com o seu poder. Para abrir caminho a esta saída é necessário que o povo se una e organize de imediato, que o movimento dos trabalhadores se reagrupe e adquira uma clara orientação anticapitalista. Na base destes requisitos o movimento dos trabalhadores deve desenvolver alianças sociais com outros movimentos populares que se assumem em confronto com os monopólios. O povo deve reforçar a sua cooperação com o KKE, superando reservas e divergências que possam existir.



    Para download: Marx e Engels – História (org. Florestan Fernandes) – Coleção grandes cientistas sociais

    Coleção Grandes Cientistas Sociais 36. K. Marx, F. Engels. História. Organizador: Florestan Fernandes. Uma antologia escolhida com extremo rigor por um dos maiores sociólogos brasileiros.

    LINK PARA DOWNLOAD:


    quinta-feira, 16 de julho de 2015

    "O pensamento de Antônio Gramsci e a história política"

    Disciplina oferecida pela historiadora Anita Prestes no 2o semestre de 2015

    Programa de Pós-Graduação em História Comparada - PPGHC/UFRJ


    Disciplina: "O pensamento de Antônio Gramsci e a história política" 
    (Tópicos Formas Políticas e Formações Sociais)

    Docente: Profa Dra Anita Leocadia Prestes
    Período: 2015.2 Dia: 3ª feira Horário: 14h às 17h

    Ementa da disciplina: A partir do estudo de textos de A.Gramsci e de alguns de seus intérpretes e analistas, verificar seu papel como criador de uma teoria marxista da política. Abordar os conceitos de estado ampliado, sociedade civil e sociedade política, consenso e hegemonia, guerra de movimento e guerra de posição, revolução passiva, bloco histórico, intelectual orgânico e partido. A. Gramsci hoje: sua importância para a história política e a atuação política no Brasil atual.







    BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
    ACANDA, Jorge Luis. Sociedade civil e hegemonia. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2006.
    BIANCHI, Álvaro. O laboratório de Gramsci: filosofia, história e política. São Paulo: Alameda, 2008.
    BIGNAMI, Ariel. El pensamiento de Gramsci; una introducción. 2ª ed. Buenos Aires: Ed. El Folleto, s.d.
    ___. Gramsci: pensamiento, conciencia y revolución. Buenos Aires: Ed. Luxemburg, 2010.
    COUTINHO, Carlos Nelson (org.). O leitor de Gramsci: escritos escolhidos 1916-1935. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
    GRAMSCI, Antônio. Cadernos do cárcere. V. 3. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.
    GRUPPI, Luciano. Tudo começou com Maquiavel (as concepções de Estado em Marx, Engels, Lênin e Gramsci). Porto Alegre: L&PM, 1980.
    HOBSBAWM, Eric. Como mudar o mundo; Marx e o marxismo, 1840-2011. Cap. 12 (Gramsci). São Paulo: Comp. das Letras, 2011.
    MARX, C., ENGELS, F. Obras escogidas em tres tomos. Tomo III (Cartas). Moscú: Ed. Progreso, 1976.
    LIGUORI, Guido. Roteiros para Gramsci. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2007.
    SEMERARO, Giovanni. Gramsci e a sociedade civil. Petrópolis: Vozes, 1999.
    SEMERARO, Giovanni et alii (org.). Gramsci e os movimentos populares. Niterói: Ed. da UFF, 2011.



    MAIS INFORMAÇÕES:
    https://ppghc.wordpress.com/
     
    EMENTÁRIO DE DISCIPLINAS – 2015 - PPGHC
    https://ppghc.files.wordpress.com/2014/02/disciplinasppghc2015-ementario1.pdf