Mostrando postagens com marcador Karl Marx. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Karl Marx. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Sobre "O CAPITAL PARA EDUCADORES OU APRENDER E ENSINAR COM GOSTO A TEORIA CIENTÍFICA DO VALOR"

Livro de Vitor Henrique Paro, lançamento 2022 da Editora Expressão Popular.

Segundo o "Manual de instruções" no início da obra, afirma-se que "este não foi escrito apenas para ser lido, mas para ser estudado e permanentemente consultado e manuseado, no processo de leitura e compreensão da teoria científi ca do valor, cuja obra magna é O capital, de Karl Marx". O livro se destina não somente "para educadores profissionais, mas para todos aqueles que queiram ter acesso a uma porta que leva ao conhecimento da realidade social de nosso tempo". Sobre o título da obra, o "Manual de instruções" informa: "É verdade que seu títuloprocura destacar educadores, pela importância sem limites do papel destes na formação dos mais jovens, ao propiciar a apropriação de conteúdos científi cos e de valores humanitários. Mas o título decorre também do fato de O capital ser uma obra autenticamente pedagógica". Prossegue esclarecendo: 

A educação, objeto da Pedagogia, é a apropriação da cultura, ou seja, de tudo aquilo que é produzido a partir da vontade e ação do homem. Educação é, assim, autêntica atualização histórico-cultural do indivíduo, objetivando sua formação humano-histórica. Por isso, uma obra como O capital, que leva a compreender e conscientizar os leitores acerca da realidade econômica, pode e deve ter realçado seu caráter pedagógico. A leitura deste livro é, pois, para todos aqueles que queiram atualizar seu caráter humano-histórico, tornando mais fácil a apropriação de uma das obras mais importantes da humanidade.

Para ler o "Manual de instruções" na íntegra, que faz a abertura do livro O capital para educadores ou aprender e ensinar com gosto a teoria científica do valor, clique AQUI.

Para adquirir o livro, visite o site da Expressão Popular.



Paro, Vitor Henrique. O capital para educadores ou aprender e ensinar com gosto a teoria científica do valor. 1. ed.-- São Paulo: Expressão Popular, 2022.


terça-feira, 13 de setembro de 2022

Para download: "Marx no Soho", de Howard Zinn

Por ocasião do centenário de Howard Zinn, a Aetia Editorial disponibiliza mais um livro gratuito em seu site. "Marx no Soho" é uma obra-prima do teatro proletário dos EUA; ele imagina Karl Marx voltando dos mortos, ao estilo Brás Cubas, comentando o nosso mundo. São 40 páginas em PDF; dá para ler online ou baixar o arquivo. 

⚫ Howard Zinn. Marx no SoHo (2020) | Acessar em formato PDF no Academia.edu.




segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Livro gratuito Marx & Engels. Escritos sobre a Guerra Civil Americana | Marxists.org

A Aetia Edfitorial, com a Editora Peleja, disponibilizou o volume Escritos sobre a Guerra Civil Americana, de Marx & Engels, gratuitamente, no Marxists.org, o maior arquivo marxista internacional em hyperlink. 

Link para acessar a obra: https://www.marxists.org/portugues/marx/guerra/index.htm

• "Escritos sobre a Guerra Civil Americana" traz 52 artigos, até 2020 inéditos em português", em que Marx e Engels fazem um balanço de uma revolução burguesa que viram acontecer em tempo real: a Guerra da Secessão de 1861-65. Aqui se encontram suas principais manifestações sobre a escravidão transatlântica na época da máquina a vapor, do surgimento dos EUA como potência, racismo e solidariedade internacional da classe trabalhadora.

Por se tratar de uma tradução de artigos de jornal originalmente publicados em duas línguas, o trabalho editorial foi dividido entre o historiador Muniz Gonçalves Ferreira e o germanista Felipe Vale da Silva. Há dezenas de páginas de ambos os tradutores contendo a contextualização do período histórico e peculiaridades da escravidão norte-americana.






domingo, 21 de fevereiro de 2021

173 anos do Manifesto Comunista: a obra política mais lida e difundida do mundo

Leia a íntegra do Manifesto Comunista, disponibilizado gratuitamente no site da Jacobin Brasil. Trata-se da tradução feita por   Álvaro Pina e Ivana Jinkings para a edição da Boitempo do MANIFESTO COMUNISTA. 

Para ler a obra política mais lida e difundida do mundo, acesse o link: 

https://jacobin.com.br/2021/02/manifesto-comunista/?fbclid=IwAR0Q7IR6eX0No8lxpYRT6qimSsoN4xp2yv-elZcnfFVaf6_SFWGBZCloDsU

Em 21 de fevereiro de 1848, era publicado o tratado político mais popular e explosivo escrito por Karl Marx e Friedrich Engels, que expõe com com clareza uma nova concepção de mundo. O Manifesto tornou-se um documento histórico de grande significação política, exortando aos explorados e oprimidos a levar adiante a tarefa histórica de derrubar o capitalismo e construir uma sociedade mais justa e mais igualitária.






sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Para download: "Marx, 200 años. Presente, pasado y futuro". CLACSO, 2020.

Las páginas de Marx, 200 años conforman una producción colectiva extraordinariamente potente en torno al pensamiento del hombre que desarrolló la teoría política, filosófica y sociológica más influyente del siglo XX.

Revisitado desde diferentes aproximaciones (la relación de Marx con América Latina y el devenir mundial; los alcances de su revolución teórica; su análisis de la dinámica económica capitalista y las reflexiones en torno a la política y la democracia), este libro plantea un acercamiento a las ideas de Marx que se alimentaron del entusiamo y la vitalidad que rodeó la Conferencia Latinoamericana y Caribeña organizada por CLACSO en la ciudad de Buenos Aires en noviembre de 2018.


Coordinadores: Esteban Torres, Elvira Concheiro Bórquez, Félix Valdés García, Matías Bosch Carcuro, Pablo Vommaro, Rodolfo Gómez


Escriben: Enrique Dussel, Álvaro García Linera, Atilio Boron, Marcello Musto, Göran Therborn, Esteban Torres, Bob Jessop, Guilherme Leite Gonçalves, Enrique de la Garza Toledo, Orlando Caputo, Robert Boyer, Anwar Shaikh, Elvira Concheiro Bórquez, Beatriz Rajland, Klaus Dörre.


Descargar el librohttp://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/se/20200630060440/Marx-200.pdf







sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Da utopia à ciência

Por Ana Pato  


Se o movimento revolucionário muito deve a Marx e a Engels, é igualmente verdadeira a afirmação de que, com eles, a filosofia e a teoria do conhecimento científico se enriqueceram de forma indelével. E o interessante é que estas são duas faces da mesma moeda.




Há duzentos anos nascia Friedrich Engels. Estudou o mundo, elaborou teoria, interveio nele na prática. Foi um revolucionário.

Engels foi um dos fundadores do comunismo científico. Juntamente com Marx, muniu o proletariado da arma teórica para a transformação do mundo. Apesar de o nome Karl Marx ser popularmente mais conhecido, o facto é que a obra (e a vida) de Marx é inseparável da de Engels. Comentava Lénine que: «As lendas da Antiguidade contam exemplos comoventes de amizade. O proletariado da Europa pode dizer que a sua ciência foi criada por dois sábios, dois lutadores, cuja amizade ultrapassa tudo o que de mais comovente oferecem as lendas dos antigos». A afinidade de ambos era completa. A obra é comum.

Mas o que faz o adjectivo científico à frente de comunismo?

Um dos grandes contributos de Engels e de Marx foi a elevação do sonho a projecto. As concepções utopistas que dominaram as ideias socialistas do século XIX, nota Engels, queriam descobrir um sistema novo e mais perfeito de ordem social. Mas pretendiam implantá-lo na sociedade vindo de fora, por meio da propaganda. Nessas concepções, caracteriza Engels, “o socialismo é a expressão da verdade, da razão e da justiça absolutas, e basta que seja descoberto para que, pela sua própria força, conquiste o mundo”. Contudo, esses novos sistemas sociais, constata, “estavam de antemão condenados à utopia; quanto mais elaborados nos seus pormenores, mais tinham de se perder na pura fantasmagoria”.

Mas, aquilo que inicialmente era um desejo, pleno de ideias de justiça e boas intenções, ganhava agora a força da possibilidade real. O ponto é este: “Para fazer do socialismo uma ciência ele tinha primeiro de ser colocado sobre um terreno real”. Para transformar o mundo, importava explicar o mundo através do próprio mundo. Isto é uma concepção materialista.

Contudo, o materialismo também se revelava limitado, como mostrou Engels. Fruto da sua época, este era um materialismo mecanicista – o facto de a ciência da natureza mais desenvolvida ser a mecânica conduziu à aplicação do seu padrão a domínios como a química ou a biologia, onde as leis mecânicas valem certamente, mas não são determinantes – e anti-dialéctico – isto é, incapaz de apreender a natureza e a história no seu desenvolvimento, enquanto processo. Era, pois, necessário elevar este materialismo a um materialismo dialéctico. E aplicá-lo aos domínios da natureza, da sociedade e do pensar. Marx e Engels abriram essa porta.

Se Marx desenvolveu sobretudo a teoria económica, Engels analisa e desenvolve questões fundamentais da filosofia e das ciências naturais e sociais. A Engels devemos a aplicação da dialéctica materialista ao conhecimento das leis da natureza. Se não é estranho dizer que o movimento revolucionário muito deve a Marx e a Engels, não é certamente mentira a afirmação de que, com eles, a filosofia e a teoria do conhecimento científico se enriqueceram de forma indelével. E o interessante é que estas são duas faces da mesma moeda.

Ora, foi precisamente porque partiram dessa posição materialista e dialéctica que puderam mostrar como o socialismo é o resultado necessário do desenvolvimento das forças produtivas e, consequentemente, fazer a crítica do socialismo utópico demonstrando que (usando as palavras de Lénine) “não são as tentativas bem intencionadas dos homens de coração generoso que libertarão a humanidade dos males que hoje a esmagam, mas a luta de classe do proletariado organizado”. Foi Engels, aliás, quem assinalou, pela primeira vez, o papel de vanguarda do proletariado, a partir do estudo da situação da classe operária em Inglaterra. Como resume Lénine, “Engels foi o primeiro a declarar que o proletariado não é só uma classe que sofre, mas que a miserável situação económica em que se encontra empurra-o irresistivelmente para a frente e obriga-o a lutar pela sua emancipação definitiva. E o proletariado em luta ajudar-se-á a si mesmo. O movimento político da classe operária levará, inevitavelmente, os operários à consciência de que não há para eles outra saída senão o socialismo. Por seu lado, o socialismo só será uma força quando se tornar o objectivo da luta política da classe operária”.

Sucede que, para descobrir as vias reais para o socialismo, era necessário estudar a sociedade – naquilo que ela é – e descobrir as suas leis de desenvolvimento – prevendo, nos traços gerais, aquilo que ela devirá – para que, identificando as contradições e as forças motrizes, estas últimas melhor saibam conduzir a luta em que estão inseridas, quer queiram, quer não. Recorrendo a uma ideia hegeliana, trata-se de conhecer a necessidade. A liberdade, escreve Engels, “não reside na independência sonhada relativamente às leis da Natureza, mas no conhecimento dessas leis, e na possibilidade, com ele dada, de planificadamente as fazer operar para determinadas finalidades. Isto vale tanto por referência às leis da Natureza exterior, como àquelas que regulam a existência corpórea e espiritual do próprio ser humano: duas classes de leis que nós, no máximo, podemos separar, uma da outra, na representação, mas não na realidade [efectiva]”. Isto é, pois, válido quer para o domínio da natureza, quer para o domínio da sociedade.

Ora, uma penetração científica nos domínios do ser natural ou social requer uma transposição do nível fenoménico da realidade, bem distinta de uma abordagem positivista ou empirista, marcada pelo mero registo e ordenação do que aparece imediata e positivamente. Pois, como diz Marx, a ciência “seria supérflua se a forma fenoménica e a essência das coisas coincidissem imediatamente”. A questão está em captar a “conexão interna” dos fenómenos, o seu “vínculo interior”. Trata-se de captar o processo (no qual o fenómeno corresponde apenas a uma etapa) cujo movimento se determina na resolução de contradições. Como diz Engels: “uma exposição exacta do sistema do mundo, do desenvolvimento dele e do [desenvolvimento] da humanidade – bem como da imagem especular deste desenvolvimento nas cabeças dos seres humanos –, apenas pode, portanto, ser posta de pé por um caminho dialéctico”, o que significa atender às “universais acções recíprocas”. A ciência é tributária de uma filosofia materialista dialéctica.

Assim, tomando o ser social, uma correcta acção política dirigida à transformação revolucionária não pode ser correctamente dirigida se não partir de uma abordagem materialista e dialéctica com a qual se compreenda e domine os processos objectivos nas quais as diferentes forças estão inseridas. Aqui reside a unidade de teoria e prática. Isto é muito diferente de navegar à vista, tomando apenas o imediato. Também é muito diferente de substituir possibilidades objectivas por desejos e utopias bem intencionadas. Escusado será dizer que uma teoria que parta de tal abordagem necessariamente se actualiza e transforma com o próprio mundo em transformação e o com o desenvolvimento da ciência da época em que se insere. Por aqui se vê como um movimento que se queira revolucionário, de facto, reclama uma abordagem científica. Trabalhosa é certo. Como diz Marx: “Não há estrada real para a ciência e só têm possibilidade de chegar aos seus cumes luminosos aqueles que não temem fatigar-se a escalar as suas veredas escarpadas”.


Fonte: https://vozoperario.pt/jornal/2020/11/28/da-utopia-a-ciencia/


FONTE: ODiario.info


domingo, 4 de outubro de 2020

Marx, Engels e a guerra civil nos Estados Unidos

Por Literatura Marxista


O livro Escritos sobre a Guerra Civil Americana, de Marx e Engels, compila 52 artigos comentados (a grande maioria inédita em português) escritos por ambos os autores, em inglês e alemão, enquanto atuavam como correspondentes internacionais do New-York Daily Tribune (dos EUA), Die Presse (da Áustria), Der Sozial-Demokrat (Alemanha) e demais veículos de mídia.


Os artigos selecionados por Felipe Silva e Muniz Ferreira trazem análise importantes sobre a Guerra Civil estadunidense durante todo o período em que durou, de 1861 a 1865. Esta foi a guerra em que os estados do sul dos EUA se separaram da União em um ato de reivindicação do direito de manter a escravidão em seus territórios. Além de uma guerra permeada por óbvios interesses financeiros, deu início ao questionamento acerca de questões humanitárias e raciais que perduram na história dos EUA até hoje, e cujo desfecho foi a abolição da escravatura naquele país. Essa abolição, junto da abolição haitiana de meio século antes, inspirou movimentos antiescravistas em Cuba, Brasil e demais países latino-americanos significantemente, e por isso são de interesse também para nós.


Ademais, aqui encontramos escritos valiosos para pensarmos na abordagem marxiana da questão do racismo. É um erro grosseiro dizer – como se ouve por aí – que Marx e Engels não se preocuparam com a questão racial. Na verdade, foi por falta de tradução: os textos em que trataram do tema não estavam disponíveis em português. Até agora. A acurada edição ainda conta com prefácio assinado por August Nimtz, posfácio dos organizadores, mapas, índice onomástico e linhas do tempo sobre os principais eventos históricos da Guerra Civil.


Ficha técnica

Título: Escritos sobre a Guerra Civil Americana

Autores: Karl Marx e Friedrich Engels

Tradutores: Felipe Vale da Silva e Muniz Ferreira

Editora: Aetia e Peleja

Ano da publicação: 2020

Páginas: 340

Preço: R$ 60,00


FONTE: Literatura Marxista

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Para download: Cartas sobre "El Capital", de Karl Marx e Friedrich Engels

 Via La lectura es la fábrica de la conciencia revolucionaria (Facebook)

La correspondencia entre Marx y Engels es fecunda y diversa, pues abarca las más variadas temáticas. Cartas sobre "El Capital" consiste en una selección de las que tratan problemas económicos y fueron escritas paralelamente a la elaboración de "El Capital".


DESCARGA

https://drive.google.com/file/d/1qUmqjWcMU3QqmR-LDL990zQ6YRMmhOrS/view?fbclid=IwAR2gwFzr7aN4FnuKy4YrrJEMNEGi4n8QeKWNeTPDPXH13F2M99WG27AGYdk




quinta-feira, 10 de setembro de 2020

O grupo Militantes em Cena apresenta "Marx baixou em mim" (teatro virtual)

 E todo mundo pensando que ele tinha morrido

📣TEATRO VIRTUAL📣
ENSAIO ABERTO
🎭"Marx Baixou em Mim"🎭
🗓Domingo - 13 de setembro
⏰17h - horário no Brasil
💻No Zoom:
Join Zoom Meeting
Login: 819 1992 1266
Senha: 390907



terça-feira, 1 de setembro de 2020

Para download: La estrategia y táctica socialistas de Marx y Engels a Lenin _ Vania Bambirra e Theotonio Dos Santos vol. I e II

 Da página "La lectura es la fábrica de la conciencia revolucionaria"

(Via marxismo21.org)





La estrategia y táctica socialistas de Marx y Engels a Lenin Volumen I

(Versión original: Dos Santos, Theotonio y Vania Bambirra (1980), La estrategia y táctica socialistas de Marx y Engels a Lenin, tomo I, México. Edit. Era.)

Prólogo

Introducción: Apuntes sobre estrategia y táctica

Primera parte: La estrategia y la táctica socialistas en Marx y Engels

I. Concepciones estratégicas y tácticas del movimiento obrero antes del marxismo 

II.  Las concepciones estratégicas del Manifiesto comunista

III. La revolución de 1848 y la tesis de la revolución permanente

IV. La fundación de la I Internacional: nuevos avances estratégicos y tácticos

V. Las resoluciones de la Internacional y la maduración táctica

VI. La Comuna de París

VII. La crisis de la Internacional y la revolución española: la crítica del anarquismo

VIII: La formación del Partido Socialista Alemán: socialismo de estado, nación y sufragio universal

IX. La II Internacional y la estrategia revolucionaria de masas

X. Las concepciones estratégicas y tácticas de Marx y Engels: un balance

Segunda parte: Cuestiones estratégico-tácticas de la II Internacional

I. El contexto general del desarrollo de la II Internacional

II. El debate del revisionismo: Bernstein

III. La crítica centrista del revisionismo: Kautsky

IV. La crítica de la izquierda: Rosa Luxemburgo

V. La participación en los gobiernos burgueses

VI. La huelga de masas como instrumento revolucionario

VII. Imperialismo, nacionalismo, militarismo y guerra

VIII. La II Internacional: un balance

LINK PARA DOWNLOAD:

https://drive.google.com/file/d/1Yll9RC46XKpiBi_z5GTlhw4YErRLBFAD/view?usp=drivesdk


La estrategia y táctica socialistas de Marx y Engels a Lenin Volumen II

(Versión original: Dos Santos, Theotonio y Vania Bambirra (1980), La estrategia y táctica socialistas de Marx y Engels a Lenin, tomo II, México, Edit. Era.)

Primera parte: La lucha por el poder

Nota previa

I. Socialismo agrario y terrorismo en contra de la autocracia

II. La crítica de la concepción populista de la Revolución rusa

III. Leninismo versus economicismo: La constitución del partido

IV. ¿Partido de masas o de cuadros? El surgimiento del bolchevismo

V. 1905: La táctica del proletariado en la Revolución democrática

VI. 1905: Experiencias y balance

VII. El descenso como acumulación de fuerzas

VIII.  El nuevo ascenso, de la guerra y la traición de la II Internacional

IX. La táctica de Lenin en la Revolución rusa

X. Las condiciones políticas y materiales, el triunfo de las revoluciones de octubre vistas por Lenin

Segunda parte: Defensa, consolidación y proyección del poder revolucionario

I. Cuestiones estrategico-tácticas del poder soviético

II. Lenin y la III Internacional

III. Síntesis: El Leninismo, su estrategia y su táctica

LINK PARA DOWNLOAD:

https://drive.google.com/file/d/1x48ncxJb9WEHW8RqiecEQnjunZdQWkVF/view?usp=drivesdk

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Para download: "Manifesto do Partido Comunista" (tradução diretamente do alemão)

A Editora Expressão Popular indica e está disponibilizando em pdf gratuito a obra "Manifesto do Partido Comunista", de Karl Marx e Friedrich Engels, uma obra clássica do pensamento político.

Escrito entre dezembro de 1847 e janeiro de 1848, o Manifesto foi impresso e publicado pela primeira vez em Londres, entre fevereiro e março desse último ano. O pequeno livro é, a um só tempo, documento histórico e material de formação clássico dentro do pensamento marxista, indispensável na formação militante e também de pesquisadores e professores das ciências humanas em geral.

A tradução desta edição ficou a cargo do professor Victor Hugo Klagsbrunn, do Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminente (UFF) e foi feita diretamente do alemão (Marx-Engels-Werke, v.4, Institut für Marxismus-Leninismus, Dietz-Verlag, Berlin, 1982) e se baseia no texto da última edição revisada por Friedrich Engels, em 1890.


Você pode baixar de forma gratuita diretamente CLICANDO AQUI ou seguir com a compra do livro digital e contribuir com o projeto editorial popular da Expressão Popular, clicando no link:


domingo, 29 de março de 2020

HISTÓRIA DO DIREITO, HISTÓRIA TOTAL, por Pierre Vilar

VILAR, P. História do Direito, História Total. Projeto História – História e Direitos, n. 33. Trad. Ilka Stern Cohen. São Paulo, Educ,, p. 19-44 dez. 2006.


CLIQUE NO TÍTULO ABAIXO PARA ACESSAR O TEXTO COMPLETO EM PDF

Pierre Vilar
Tradução de Ilka Stern Cohen
* VILAR, P. Une histoire en construction. Paris, Gallimard/Le Seuil, 1982, pp. 265-291.


O historiador Pierre Vilar, assumindo os lineamentos ontológicos de Marx, assegura que “é a sociedade civil que faz o Estado e não o Estado que faz a sociedade civil”. As formas políticas e jurídicas são sempre produtos da história, exprimem antagonismos próprios à atividade prática sensível de indivíduos sociais. O reconhecimento do primado da vida prática ancora-se na dinâmica da forma de produção e reprodução da existência material. Vilar atenta para o momento específico em que Marx, dirigindo a antiga Gazeta Renana, se vê diante dos interesses materiais, do vínculo entre forma jurídica e a propriedade privada, que se afirma ante seus olhos e o seu arsenal teórico arrimado na filosofia idealista alemã e não lhe permitia desvendar a natureza efetiva da politicidade. No fundo, Vilar mostra a gênese dos direitos burgueses precisamente assentado na dominância dos proprietários privados: “Trata-se da transição de um modo de produção para outro modo de produção, da morte da sociedade feudal, e a cristalização no direito dos princípios fundamentais do capitalismo” (p. 27).


sexta-feira, 27 de março de 2020

Para download gratuito: 5 mini livros da Boitempo Editorial

Para download gratuito, cinco mini livros com conteúdos exclusivos de publicações da Boitempo Editorial. Aproveite!


◢ A mulher negra como teórica social crítica, de Patricia Hill Collins

◢ Uma breve biografia de Karl Marx, de Friedrich Engels

◢ A história oculta da fofoca, de Silvia Federici




VEJA MAIS 

E-BOOKS GRATUITOS PARA A QUARENTENA!!!
De 23 de março a 01 de maio, 10 títulos gratuitos e descontos de 20% em todo o catálogo de e-books da Boitempo.


quarta-feira, 25 de março de 2020

Dossier sobre «Marx y la Historia»

 Revista Nuestra Historia, Número 5 (primer semestre de 2018)

 En 1983, Pierre Vilar, conmemorando en Madrid el centenario de la muerte de Marx se preguntaba humorísticamente quien podía tener miedo al pensador revolucionario alemán. La respuesta, en el mismo tono, era que cualquiera, menos los historiadores. [...] Nos apropiamos de la respuesta a la retórica pregunta del gran historiador marxista Pierre Vilar: no sólo no tenemos miedo a Pensar con Marx hoy, sino que creemos que el debate crítico sobre su obra y su pensamiento constituye hoy un ejercicio imprescindible. (Editorial / Consejo de Redacción de Nuestra Historia)


Dossier: Marx y la Historia, 1818-2018
  • Presentación: razones y avatares de una encuesta. Consejo de Redacción de Nuestra Historia. [pdf]
  • La formación de un historiador marxista. Josep Fontana. [pdf]
  • Repensar el marxismo: después de las derrotas. Carlos Forcadell Álvarez. [pdf]
  • La historiografía catalana y el marxismo. José Luis Martín Ramos. [pdf]
  • Marx y la Historia. Carlos Martínez Shaw. [pdf]
  • El marxismo y la Historia: balance, aportaciones, posibilidades. Carme Molinero. [pdf]
  • Un discreto encanto. Algo queda de Marx. Xosé M. Núñez Seixas. [pdf]
  • Marx y el materialismo histórico: pasado, presente y futuro. Bryan D. Palmer. [pdf]
  • Marx para historiadores: aportaciones y estancamientos, capacidades y límites. Juan Sisinio Perez Garzón. [pdf]
  • Pensar la Historia con Marx (1818-2018). José Antonio Piqueras. [pdf]
  • La vigencia del marxismo en el análisis de las sociedades antiguas. Domingo Plácido. [pdf]
  • Marx: la revolución en el conocimiento histórico. Juan Trías Vejarano. [pdf]
  • Karl Marx y el aporte del marxismo para las 
Ciencias Sociales del Siglo XXI. Carlos Antonio Aguirre Rojas. [pdf]
Número 5 en A4 [versión en A4, con marcadores, para ver en pantalla: 9,4MB]
Número 5 en B5 [tamaño B5, sin marcadores, versión para imprimir: 20MB]


domingo, 15 de março de 2020

KARL MARX, UM LEGADO REVOLUCIONÁRIO!!!

Neste 14 de março de 2020, completa-se 137 anos da morte de Karl Marx (1818-1883). Para marcar essa ocasião, segue os textos publicados  na revista Germinal: Marxismo e Educação em Debate (Salvador, v. 10, n. 1, mai. 2018), na Seção Documentos Clássicos, um conjunto de cartas que recuperam Karl Marx no seio das relações íntimas, possibilitando-nos uma aproximação aos feitos do grande pensador, a partir da perspectiva dos que o amaram e com ele conviveram (Engels, Eleanor e Lafargue), fazendo frente aos ataques que Marx sofre pós morte.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Para download: "Marx e a luta política", de Marcos Del Roio

Marcos Del Roio
Marx e a Luta Política1ª edição
LUTAS ANTICAPITAL
Marília - 2018

Encomenda do livro impresso: edlutasanticapital@gmail.com (Falar com Mariana)





No ano [2018] em que comemoramos o bicentenário do nascimento de Karl Marx, o debate sobre a atualidade de sua obra nos é imposto, mais uma vez, como irremediável urgência histórica.

As análises propostas por Marcos Del Roio em Marx e a Luta Política apontam para elementos fundamentais do processo de constituição categorial da obra de Marx, capturando os conceitos essenciais de sua teoria social, em sua inextirpável vinculação à realidade do proletariado, resultado direto de sua práxis política revolucionária.

Evidenciando grande maturidade intelectual e profundo rigor analítico, a obra que agora nos é apresentada por Marcos Del Roio repõe a necessidade histórica de organização política do proletariado, a partir da Filosofia da Práxis desenvolvida por Karl Marx.

Anderson Deo
FFC-UNESP-Marília


Sumário
Apresentação................................................................7
I - Os tempos do Manifesto Comunista............................9
II - Luta de classes e luta revolucionária em Marx.......29
III - Marx e a Internacional: o problema da educação das
massas.......................................................................51
IV - Marx e a questão do Oriente.................................83
V - Engels e a origem do marxismo............................119
VI – Referências........................................................153


domingo, 13 de outubro de 2019

OS MANUSCRITOS ECONOMICO-FILOSÓFICOS DE 1844 DE KARL MARX: dificuldades para publicação e interpretações críticas

Por Marcello Musto

Resumo
MUSTO, Marcello. OS MANUSCRITOS ECONOMICO-FILOSÓFICOS DE 1844 DE KARL MARX: dificuldades para publicação e interpretações críticas. Cad. CRH [online]. 2019, vol.32, n.86, pp.399-418.

Os Manuscritos econômico-filosóficos de 1844 constituem um dos escritos de Karl Marx mais célebres e difundidos em todo o mundo. Todavia, este texto, tão debatido e tão presente nos debates marxistas permaneceu desconhecido por muito tempo. As leituras instrumentais, que um e outro grupo fizeram sobre os Manuscritos econômico-filosóficos de 1844, são um claro exemplo de como a obra de Marx tenha sido constantemente objeto de conflitos teórico-políticos. Para melhor evidenciar tal realidade, o segundo e o terceiro parágrafo deste artigo reconstroem as dificuldades editoriais ligadas à sua publicação. Os parágrafos quarto, quinto e sexto apresentam, no entanto, uma breve resenha. Uma análise filológica dos Manuscritos econômico-filosóficos de 1844 foi desenvolvida no sétimo e oitavo parágrafos, tendo por base a nova edição históricocrítica MEGA. Na conclusão, segue uma tabela que reconstrói a cronologia da elaboração dos manuscritos e dos cadernos de extratos do período.

Palavras-chave : Manuscritos Econômico-Filosófico de 1844; Jovem Marx; Marxismo; Alienação; MEGA.

LINK DO ARTIGO EM PDF: 

Escultura de Karl Marx, do artista plástico Sergio Romagnolo.

domingo, 22 de setembro de 2019

O que Marx entendia sobre a escravidão

Marx, como gerações de socialistas, viu o caráter particularmente capitalista da escravidão no Novo Mundo – e o elo inextrincável entre a emancipação dos escravizados e a libertação de toda a classe trabalhadora.
Escultura do artista plástico Sergio Romagnolo, utilizada na capa do livro Marx nas margens: nacionalismo, etnias e sociedades não ocidentais(Boitempo, 2019), de Kevin B. Anderson.



Por Kevin B. Anderson.*

Este ano marca o 400º aniversário da chegada dos primeiros africanos escravizados à Virgínia. Embora esse evento funesto esteja sendo atualmente discutido de maneiras profundas e penetrantes, poucos na grande mídia estão dando atenção para o caráter particularmente capitalista da forma moderna de escravidão do Novo Mundo – um tema que atravessa a crítica ao capital de Marx e suas extensas discussões sobre capitalismo e escravidão.


Marx não via a escravização em larga escala dos africanos pelos europeus, iniciada no começo do século XVI no Caribe, como uma repetição da escravidão Romana ou Árabe, mas como algo novo. Ela combinava formas antigas de brutalidade com a forma genuinamente moderna de produção de valor. A escravidão, escreveu ele em um rascunho de O capital, atinge “sua forma mais odiosa . . . em uma situação de produção capitalista”, na qual “o valor de troca se torna o elemento determinante da produção”. Isso leva à extensão da jornada de trabalho além de qualquer limite, fazendo pessoas escravizadas literalmente trabalharem até a morte.

Seja na América do Sul, no Caribe ou nas plantations do sul dos Estados Unidos, a escravidão não era um elemento periférico, mas central do capitalismo. Como o jovem Marx teorizou essa relação em 1846 em A miséria da filosofia, dois anos antes do Manifesto comunista:

“A escravidão direta é o eixo da indústria burguesa, assim como as máquinas, o crédito etc. Sem escravidão, não teríamos o algodão; sem o algodão, não teríamos a indústria moderna. A escravidão deu valor às colônias, as colônias criaram o comércio universal, o comércio universal é a condição da grande indústria. Assim, a escravidão é uma categoria econômica da mais alta importância.”

Tais conexões entre capitalismo e escravidão estão por toda parte nos escritos de Marx. Mas ele também abordou como várias formas de resistência à escravidão poderiam contribuir para a resistência anticapitalista. Esse foi especialmente o caso antes e durante a Guerra Civil estadunidense, quando ele apoiou fervorosamente a causa antiescravista.

Uma forma de resistência abordada por Marx foi a dos afro-americanos escravizados. Por exemplo, ele levou muito a sério o histórico ataque de 1859 a um arsenal em Harpers Ferry, Virgínia, realizado por militantes antiescravistas, tanto negros quanto brancos, sob o comando do abolicionista radical John Brown. Ainda que o ataque tenha falhado em desencadear a insurreição de escravos que os militantes esperavam, Marx concordou com os abolicionistas de que esse foi um evento importante, depois do qual a situação não seria mais a mesma. Mas ele acrescentou uma comparação internacional com os camponeses russos e a ênfase na ação autônoma dos afro-americanos escravizados em seu potencial contínuo de insurreição em massa:

“A meu ver, a coisa mais importante que está acontecendo no mundo hoje é, de um lado, o movimento entre os escravos na América, iniciado pela morte de Brown, e o movimento entre os escravos na Rússia, de outro . . . Acabei de ver no Tribune que houve uma nova revolta de escravos no Missouri, naturalmente reprimida. Mas o sinal já foi dado.”

Nesse momento, Marx parecia perceber uma insurreição em massa dos escravos como a chave para a abolição, e talvez algo mais no que tange ao desafio da própria ordem capitalista. Logo depois, quando o Sul declarou sua secessão e a Guerra Civil eclodiu, ele declarou seu apoio à causa do Norte, não obstante os ataques abrasadores a Lincoln por sua hesitação inicial em defender, sem mencionar levar a cabo, a abolição da escravidão e o alistamento de tropas negras.

Durante a guerra surgiu uma segunda forma de resistência ao capitalismo e à escravidão, não nos Estados Unidos, mas na Inglaterra. Enquanto as classes dominantes do país ridicularizavam os Estados Unidos como um experimento fracassado de governo republicano e até atacavam o plebeu Lincoln por sua falta de sofisticação, as classes trabalhadoras britânicas viam as coisas de maneira diferente. Ainda lutando por seus direitos diante da necessidade de comprovar exorbitantes qualificações de propriedade os trabalhadores viam os Estados Unidos como a forma mais ampla de democracia que existia na época, especialmente depois que o Norte se comprometeu com a abolição.

Como Marx relatou em vários artigos, as reuniões de massas organizadas pelos trabalhadores britânicos ajudaram a bloquear as tentativas do governo de intervir a favor do Sul. Nesse exemplo magnífico do internacionalismo proletário, os trabalhadores britânicos rejeitaram as tentativas de vários políticos de fomentar a animosidade em relação ao Norte com base no fato de que os bloqueios da União haviam reduzido o fornecimento de algodão, criando assim desemprego em massa entre os trabalhadores têxteis de Lancashire. Como Marx entoou em um artigo de 1862 para o New York Tribune,

“Quando grande parte das classes trabalhadoras britânicas sofre direta e severamente com as consequências do bloqueio sulista; quando outra parte é indiretamente afetada pelos cortes com o comércio estadunidense, devido, como é dito, à egoísta “política protecionista” dos Republicanos [dos EUA] . . . em tais circunstâncias, a mais simples justiça exige que se preste homenagem à sensata atitude das classes trabalhadoras britânicas, mais ainda quando contrastada com a conduta hipócrita, intimidatória, covarde e estúpida do John Bull oficial e bem-de-vida.”

Em 1864, a Primeira Internacional era formada, com muitos dos seus primeiros militantes sendo provenientes dos quadros organizadores dessas reuniões antiescravistas. Nesse sentido, um movimento antiescravista da classe trabalhadora ajudou a formar a maior organização socialista que Marx lideraria durante sua vida.

Com o fim da guerra, uma Reconstrução Radical estava em pauta nos Estados Unidos, incluindo a perspectiva de dividir as antigas plantations escravistas para viabilizar as doações de quarenta acres e uma mula para as pessoas anteriormente escravizadas. No prefácio de 1867 a O capital, Marx comemorou os seguintes desenvolvimentos: “Após a abolição da escravidão, uma transformação radical nas atuais relações de capital e propriedade da terra está em pauta”. O que não ocorreu, pois a medida foi bloqueada pelas forças moderadas no Congresso estadunidense.

No rescaldo da Guerra Civil, Marx discutiu o surgimento, novamente Estados Unidos, de uma terceira forma de resistência ao capitalismo e à escravidão, bem como ao racismo. Na sua visão, séculos de trabalho negro escravo convivendo com trabalho branco formalmente livre tinham criado enormes divisões entre os trabalhadores, tanto urbanos quanto rurais. A Guerra Civil varreu parte da base econômica dessas divisões, criando novas possibilidades. Novamente em O capital, ele discutiu essas possibilidades com evidente apreço, quando também pôs no papel sua frase mais notável sobre a dialética entre raça e classe, aqui destacada em itálico:

“Nos Estados Unidos da América do Norte, todo movimento operário independente ficou paralisado durante o tempo em que a escravidão desfigurou uma parte da república. O trabalho de pele branca não pode se emancipar onde o trabalho de pele negra é marcado a ferro. Mas da morte da escravidão brotou imediatamente uma vida nova e rejuvenescida. O primeiro fruto da guerra civil foi o movimento pela jornada de trabalho de 8 horas, que percorreu, com as botas de sete léguas da locomotiva, do Atlântico até o Pacífico, da Nova Inglaterra à Califórnia. O Congresso Geral dos Trabalhadores, em Baltimore (agosto de 1866), declarou: ‘A primeira e maior exigência do presente para libertar o trabalho deste país da escravidão capitalista é a aprovação de uma lei que estabeleça uma jornada de trabalho normal de 8 horas em todos os Estados da União americana. Estamos decididos a empenhar todas as nossas forças até que esse glorioso resultado seja alcançado.”

De fato, os líderes sindicais de 1866 estavam dispostos a pôr o capitalismo diretamente na mira, algo que posteriormente não seria visto com muita frequência nos Estados Unidos. No entanto, o sonho de Marx de solidariedade de classe com transversalidade racial não foi alcançado naquele momento devido à relutância dos sindicatos brancos em incluir trabalhadores negros como membros. O tipo de solidariedade com transversalidade racial que Marx vislumbrava pôde ser vista em larga escala algumas vezes desde então, principalmente na sindicalização em massa na década de 1930.

Quatrocentos anos após a chegada dos africanos escravizados na Virgínia, os afro-americanos continuam a experienciar o legado da escravidão nas condições de encarceramento em massa, no racismo institucionalizado tanto das políticas habitacionais como de emprego, e na crescente desigualdade de riqueza.

Ao mesmo tempo, somos confrontados com o governo mais reacionário e antitrabalhadores de nossa história, um governo que fomenta e se alimenta das mais odiosas formas de racismo e misoginia para obter apoio entre setores da classe média e das classes trabalhadoras. Sob esse prisma, a declaração de Marx, “o trabalho de pele branca não pode se emancipar onde o trabalho de pele negra é marcado a ferro”, continua sendo um lema tão relevante quanto era há 150 anos.

* Publicado originalmente na revista Jacobin, por ocasião dos 400 anos da chegada de escravizados aos EUA. A tradução para o português é de Allan M. Hilani e Pedro Davoglio, para a Jacobin Brasil.

***

Kevin B. Anderson é professor de sociologia e ciência política na Universidade da Califórnia-Santa Bárbara. Ele é autor de Marx nas margens: nacionalismo, etnias e sociedades não ocidentais (Boitempo, 2019), Lenin, Hegel, and Western Marxism, (sem tradução) e, com Janet Afary, de Foucault e a revolução iraniana: as relações de gênero e as seduções do islamismo (É Realizações, 2011). Também editou livros sobre Raia Dunaiévskaia e Rosa Luxemburgo, e um volume sobre os cadernos etnológicos de Marx, ainda no prelo.