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quarta-feira, 9 de abril de 2025

Olga Benario Prestes na "Quinta-feira Política" na Peter-Weiss-Haus, em Rostock, Alemanha

Olga Benario Prestes é exemplo de resistência contra o fascismo

Como parte da Quinta-feira Política, um evento conjunto da arte sequencial Rostock e da Fundação Rosa-Luxemburg MV, Kristine Listau e Jörg Sundermeier (Verbrecher Verlag) apresentam o texto “Juventude Comunista de Berlim”, de Olga Benario, de 1929, e contam a história da vida da rebelde a partir da abordagem biográfica publicada por sua filha Anita Leocádia Prestes, cuja edição alemã se intitula "Olga Benario Prestes. Eine biografische Annäherung". O evento ocorre nesta quinta-feira, dia 10/04/2025, às 19h, na Peter-Weiss-Haus, em Rostock, Alemanha.



Berliner Kommunistische Jugend

Autor: Olga Benario

Traduzido do russo por Kristine Listau

Com prefácio de Anita Leocádia Prestes

"Já são dez e meia. Alguém sugere 'sair para tomar sorvete juntos!'" Todos concordam. Na Bergstrasse, há um pequeno café onde uma porção de sorvete custa dez pfennigs. A turma toda vai para lá. O sorvete é uma delícia! Mas uma tempestade está se formando. O dono do café está pagando seus funcionários abaixo do salário padrão. Quando soubemos disso, decidimos boicotar. O boicote dura uma semana até que o proprietário desista, com medo de perder seus clientes mais importantes conosco. Os funcionários são pagos de acordo com a taxa padrão, e visitamos o café novamente.

Olga Benario escreveu isso aos 21 anos em Moscou, para onde fugiu após a libertação sensacional de Otto Braun. Seu livro, que descreve a vida cotidiana da Juventude Comunista de Berlim, foi publicado em russo em Moscou em 1929.

Como há muito pouca literatura sobre a organização e os métodos de trabalho da KJVD e as histórias de Olga Benario sobre cartazes noturnos, arrecadação de fundos ou escritórios do partido são tão belas quanto perspicazes, este livro é um testemunho importante. E por último, mas não menos importante, o tom único de Benario, que oscila entre o orgulho e a autoironia, encantará todos os leitores.

www.verbrecherverlag.de/shop/berliner-kommunistische-jugend/


Existe um exemplar original em russo deste livreto escrito por Olga Benario Prestes no acervo da Coleção Luiz Carlos Prestes (LCP) das Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Comunitária da UFSCar (COLESP BCo/UFSCar).



Há um projeto em andamento do cinesta Silvio Tendler em lançar a edição em português do escrito inédito de Olga Benario Prestes, com prefácio da historiadora Anita Prestes.



Olga Benario Prestes. Eine biografische Annäherung

Autor: Anita Leocádia Prestes

Traduzido do português pelo Coletivo Tropeção

A historiadora Anita Leocadia Prestes descreve como sua mãe, a comunista Olga Benario Prestes, lutou por seus ideais nas mais adversas circunstâncias.

Graças à abertura do arquivo da Gestapo, Anita Prestes pôde acessar uma grande quantidade de novos materiais. Assim, ela cria uma narrativa que abrange desde a entrada da jovem Olga na luta política, suas estadias na União Soviética e no Brasil, sua extradição para a Alemanha nazista como uma mulher grávida em 1936 e sua morte no centro de extermínio de Bernburg em 1942. Fora da prisão, a sogra e a cunhada de Benario iniciaram uma campanha internacional para garantir sua libertação. Eles conseguiram que sua filha, Anita, nascida na prisão, fosse morar com a avó.

Olga Benario resistiu aos seus algozes até o fim e não traiu seus companheiros, mesmo sendo chantageada com a perspectiva de um reencontro com a filha. A abordagem biográfica é complementada por cartas de Benario e fotos, bem como uma entrevista com a autora.

www.verbrecherverlag.de/shop/olga-benario-prestes-eine-biografie-annaeherung



FONTESVerbrecher Verlag (Instagram)Peter-Weiss-Haus




sábado, 29 de julho de 2023

Exposição “Olga Benario Prestes: Amor materno, ideais de luta e revolução”.

Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Comunitária da UFSCar (COLESP BCo/UFSCar) apresenta a exposição “Olga Benario Prestes: Amor materno, ideais de luta e revolução”, de 9 de agosto a 5 de setembro de 2023. Inauguração, dia 9/8, com a presença de Anita Leocadia Prestes, filha de Olga e Luiz Carlos Prestes.

Data: 09 de Agosto de 2023, a partir das 17h.

Local: Hall de entrada da BCo, Piso 2 e Sala COLESP no Piso 5.



Dia 9 de Agosto, quarta-feira, às 17h, ocorre a abertura da exposição “Olga Benario Prestes - Amor materno, ideais de luta e revolução”, com a presença de Anita Leocadia Prestes, filha de Olga e Luiz Carlos Prestes.



No saguão principal da BCo, serão exibidas cópias de cartas de Olga e Luiz Carlos Prestes e correspondências com a família, incluindo o período em que Olga esteve presa no campo de concentração de Ravensbrück, na Alemanha. Além das cópias, estarão expostos objetos pessoais de Luiz Carlos Prestes e um exemplar de um livro raro, escrito em russo por Olga durante os anos de militância na Juventude Comunista.



Todos os itens da exposição foram doados por Anita ao Fundo Luiz Carlos Prestes da BCo-UFSCar.



Na Sala das Coleções Especiais da BCo, no Piso 5, serão expostas as cinco cartas originais, além de quadros de fotos com a reprodução do livro “Olga”, doadas pelo escritor Fernando Morais à Anita Prestes.



Às 17:30h, ocorre o Café com a historiadora, professora e pesquisadora Anita Leocadia Benario Prestes, filha de Olga e Luiz Carlos Prestes. O encontro tem como tema a sua obra “Olga Benario Prestes: Uma Comunista nos Arquivos da Gestapo”, lançado pela editora Boitempo em 2017. Baseada em registros inéditos liberados com a abertura dos arquivos da polícia secreta nazista, a Gestapo, a obra foi escrita após extensa pesquisa da autora, incluindo oito dossiês com mais de dois mil itens, entre cartas, telegramas, anotações e fotografias. Finalista do 65º Prêmio Jabuti, a obra foi lançada recentemente em Berlim, em alemão.

O evento terá a mediação da Pró-Reitora Adjunta de Pesquisa da UFSCar, a Profa. Dra. Diana Junkes Bueno Martha.


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Anita Leocadia Prestes, filha de Olga Benario Prestes, comunista e ativista alemã de origem judaica e de Luiz Carlos Prestes, conhecido internacionalmente pela Coluna Prestes.

Anita nasceu em 17 de Novembro de 1936, na prisão feminina Barnimstrasse, em Berlim, na Alemanha nazista.

FONTEColeções Especiais da BCo (COLESP)_Instagram



terça-feira, 4 de julho de 2023

O CENTENÁRIO DA COLUNA PRESTES

O ano de 2024 irá marcar as celebrações pelos cem anos de história daquela que é considerada uma das maiores marchas revolucionárias da História da humanidade, a Coluna Prestes. Dessa forma, a Associação Memorial Luiz Carlos Prestes, de Porto Alegre, o Instituto Luiz Carlos Prestes, e o Memorial Coluna Prestes, de Santo Ângelo estão empenhados em viabilizar uma série de eventos com palestras, debates e apresentações teatrais voltados às comemorações de data tão simbólica de um dos acontecimentos mais importantes da História brasileira. 

Inserida no contexto político da crise da Primeira República (1889-1930), nos anos 1920, a Coluna Prestes foi resultado das ações do movimento tenentista, composto por jovens militares de baixa patente do Exército brasileiro, principalmente tenentes e capitães, e por seus aliados civis, que a partir de 1922 lideraram revoltas de contestação à estrutura política do Estado brasileiro, especialmente após a vitória de Artur Bernardes nas eleições presidenciais de março de 1922. Entre outras demandas, os rebeldes questionavam a legitimidade dos pleitos eleitorais e exigiam o direito ao voto secreto. 

Os primeiros levantes ocorreram em 5 de julho de 1922, sendo rapidamente esmagados pelo Governo de Epitácio Pessoa. O mais famoso, do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, reprimido com violência pelas forças legalistas contra os jovens rebeldes, foi imortalizado pela imagem dos “18 do Forte” que caminharam pelas areias da praia de Copacabana, sendo massacrados pelas tropas governistas; apenas Eduardo Gomes e Antônio de Siqueira Campos sobreviveram. Luiz Carlos Prestes, já naquele momento uma voz ativa do tenentismo não pôde tomar parte na revolta em função de estar acometido por um surto de febre tifoide. Porém, assim como outros envolvidos na revolta, não escapou das punições impostas pelo governo, sendo transferido para o interior do Rio Grande do Sul. 

Apesar das punições e perseguições aos envolvidos, as conspirações do movimento tenentista continuaram, especialmente em 1924, quando os irmãos Joaquim e Juarez Távora articularam com outras lideranças militares, entre elas o próprio Luiz Carlos Prestes, uma nova revolta. A adesão de parte da Força Pública de São Paulo sob a direção do major Miguel Costa, assim como do general da reserva Isidoro Dias Lopes, deu peso ao movimento que desencadeou uma nova ação armada em 5 de julho de 1924, dessa vez em São Paulo. Os rebeldes resistiram durante mais de 20 dias aos intensos ataques das forças legalistas que utilizaram artilharia pesada e até mesmo bombardeios aéreos destruindo boa parte da cidade no episódio que ficou conhecido como a Revolução de 1924. 

Buscando evitar mais destruição da capital paulista e com o objetivo de manter o movimento vivo, os rebeldes deixaram São Paulo e se estabeleceram na região de Foz do Iguaçu, no Paraná. Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, passou-se a articular a possibilidade de revoltas naquele estado, sendo delineada uma aliança entre os militares e os civis da Aliança Libertadora, liderados por Joaquim Francisco de Assis Brasil, os quais haviam travado batalha contra o governo de Borges de Medeiros na luta pelo Executivo estadual ao longo de 1923. A aliança entre os militares e os civis maragatos foi circunstancial, tendo em vista que os objetivos dos primeiros era depor o presidente da República e dos segundos o governador do Estado, Borges de Medeiros.

O fato é que desta aliança nasceram as revoltas na região das Missões e fronteira oeste do Rio Grande do Sul, quando quartéis dos municípios de Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga, São Borja, Uruguaiana, Alegrete e Cachoeira do Sul se rebelaram a partir do final do mês de outubro. Em Santo Ângelo a liderança do movimento esteve a cargo do capitão Luiz Carlos Prestes, auxiliado pelo jovem tenente Mário Portela Fagundes. Tendo em vista o tratamento humanizado que Prestes garantiu aos seus subordinados do 1º Batalhão Ferroviário durante o período em que atuou nesta guarnição, na noite de 28 de outubro de 1924, quando o quartel foi rebelado, Prestes contou com a adesão quase total do efetivo militar, prendendo o comandante do batalhão e fazendo distribuir um manifesto à população no qual eram explicados os motivos da revolta. 

Entre os meses de novembro e dezembro o efetivo revolucionário foi concentrado no pequeno município de São Luiz Gonzaga. Já nomeado comandante da divisão revolucionária do Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Prestes reorganizou as tropas que contavam com cerca de mil e quinhentos homens, além de umas trinta mulheres que se aproximaram dos acampamentos. Algumas delas percorreram os 25 mil quilômetros da Marcha da Coluna Prestes pelo Brasil, revelando grande resistência e heroísmo. 

Ao final do mês de dezembro de 1924, tanto o governo federal de Artur Bernardes quanto o governo estadual de Borges de Medeiros designaram um efetivo de quatorze mil homens visando encurralar os rebeldes na região de São Luiz Gonzaga. Em uma manobra estratégica, Luiz Carlos Prestes conseguiu furar o chamado “anel de ferro” governista, deslocando-se em direção à região norte do estado e buscando juntar-se aos rebeldes paulistas acantonados no estado do Paraná. Naquele momento se delineou a “estratégia da guerra de movimento”, que se tornou uma marca da Coluna Prestes: conhecimento do terreno e das ações do inimigo, deslocamento muito rápido e surpresa. Esta estratégia permitiu a sobrevivência da Coluna – lutando em condições extremamente desfavoráveis contra forças muito superiores - em seu périplo pelo Brasil por 2 anos e 3 meses, através de 13 estados, sem nunca ter sido derrotada e, ao contrário, tendo derrotado 18 generais do Exército nacional. A Coluna Prestes transformou-se num movimento militar, político e social com características populares e dimensão nacional, que empolgou amplos setores anti-oligárquicos, acelerando a desagregação da República Velha.

Naquele período em que os rebeldes furaram o bloqueio legalista, o movimento já se tornara conhecido com o nome de Coluna Prestes, o que significava o reconhecimento da liderança de Luiz Carlos Prestes, assim como do fato de a Coluna Prestes ter iniciado a marcha pelo Brasil no Rio Grande do Sul, a partir de 27 de dezembro de 1924, dia em que os rebeldes romperam o cerco de São Luiz Gonzaga. 

Grande parte da historiografia continua, entretanto, insistindo na ideia de que a marcha da Coluna teve início a partir do encontro das tropas gaúcha e paulista no Paraná, em abril de 1925. Na realidade, os rebeldes paulistas estacionados na região de Foz do Iguaçu haviam sofrido pesada derrota frente às tropas legalistas, cogitando abandonar o movimento e buscar refúgio em país vizinho. Quando Luiz Carlos Prestes, em nome da coluna gaúcha que chegara vitoriosa, decide prosseguir a marcha pelo Brasil, parte dos rebeldes paulistas sob o comando de Miguel Costa adere à Coluna Prestes.

Ao longo dos anos de 1925 e 1926 a Coluna Prestes seguiu a marcha pelo centro-oeste, norte e nordeste do Brasil, sempre perseguida por forças regulares do Exército ou por grupos de jagunços aliciados por fazendeiros a mando do governo federal. Até mesmo Lampião foi atraído para dar enfrentamento ao efetivo da Coluna, o que não aconteceu. Tendo chegado ao norte de Minas Gerais, a Coluna, desprovida de armamentos e de munição, foi forçada a recuar, iniciando um trajeto rumo ao exílio na Bolívia, em fevereiro de 1927. 

Ao conhecer de perto a realidade do povo pobre do interior do Brasil, das condições de servidão ou semiescravidão em que a maioria vivia, as lideranças da Coluna ficaram impressionadas e especialmente Luiz Carlos Prestes se convenceu de que a simples mudança de homens no poder não resolveria a situação em que o país se encontrava. Para Prestes, o problema era social e ele precisava estudar para encontrar a solução.

Durante o exílio na Bolívia e depois na Argentina e no Uruguai, Prestes teve contato com as ideias do marxismo, encontrando nessa teoria as respostas para os problemas que tinha visto e vivenciado na marcha da Coluna. Sua adesão ao comunismo e ao Partido Comunista o levou a não dar seu apoio a Getúlio Vargas nas eleições de 1930, embora o candidato das oligarquias oposicionistas tivesse buscado se aproximar dos “tenentes”, pois o prestígio do tenentismo e especialmente de Prestes daria um peso simbólico à sua candidatura. 

Após tentar conquistar sem sucesso os antigos companheiros para suas novas posições, Prestes rompe com os “tenentes”, lançando seu Manifesto de Maio de 1930, documento em que se posiciona definitivamente a favor da revolução social e do programa do Partido Comunista.

A partir desse momento, Prestes passa a enfrentar dura rejeição por parte das forças políticas hegemônicas do Brasil, algo que se ampliou após a derrota dos levantes antifascistas de 1935. Ao longo do tempo se construiu no Brasil um imaginário anticomunista que teve em Luiz Carlos Prestes seu principal inimigo.  

Essas representações anticomunistas sobre Prestes acabaram por afetar a história da Coluna Prestes, o que resultou na produção de falsificações e deturpações que seguem até os dias de hoje, gerando também um profundo silenciamento acerca desse acontecimento na historiografia brasileira. 

Ao longo do tempo, a construção de lugares de memória que relembram a trajetória de Luiz Carlos Prestes e da Coluna têm sido alvos de ataques, especialmente de grupos conservadores ligados a partidos e ideologias de extrema direita, casos do Memorial Coluna Prestes, de Santo Ângelo, nos anos 1990 e, mais recentemente, do Memorial Luiz Carlos Prestes, em Porto Alegre, inaugurado em 2017. 

É com o intuito de desfazer tais representações negativas, ao mesmo tempo em que se busca valorizar a trajetória de Luiz Carlos Prestes e da Coluna Prestes, que estão sendo organizados eventos em homenagem ao centenário da Coluna Prestes em 2024. Acontecimento tão marcante na história e na memória brasileiras não deve ser silenciado nem esquecido; é necessário que chegue ao conhecimento das novas gerações, sabidamente expostas às mentiras e falsificações da realidade em tempos de “pós-verdade”.  

ASSOCIAÇÃO MEMORIAL LUIZ CARLOS PRESTES - Geraldo Pereira Barbosa.

INSTITUTO LUIZ CARLOS PRESTES - Anita Leocádia Prestes

MEMORIAL COLUNA PRESTES - Amilcar Guidolim Vitor.

domingo, 18 de junho de 2023

Fernanda Montenegro, Anita Prestes e Silvio Tendler prestigiam a 1ª Semana de apresentações do espetáculo "Olga e Luiz Carlos - Uma História de Amor"

A primeira semana de apresentações do espetáculo "Olga e Luiz Carlos - Uma História de Amor" foi abrilhantada pelo público, que compareceu ao SESC Copacabana, onde a peça fica em cartaz até o dia 9 de julho, de 5a a domingo, às 20h. No dia da estreia, 15/6, contou com a presença de Silvio Tendler, que assina a criação e direção geral da peça, e de Anita Prestes, historiadora e filha do casal retratado no espetáculo.


Fernanda Montenegro e Anita Prestes com o elenco do espetáculo, Marianna Mac Niven, Julio Adrião e Vera Novello, na Arena do Sesc Copacabana – 17/06/2023.

Na apresentação deste sábado, dia 17/6, houve o encontro entre Silvio Tendler, Anita Prestes e a prestigiosa atriz Fernanda Montenegro, que, ao final, fez entusiasmados elogios do elenco a toda execução técnica e produção do espetáculo, que definiu como “bem brechtiano”.

“Olga e Luiz Carlos - Uma História de Amor” mostra a incrível história vivida por Olga Benario Prestes (Marianna Mac Niven) e Luiz Carlos Prestes (Julio Adrião) durante os seis anos em que estiveram presos, ele no Brasil da ditadura Vargas e ela na Alemanha nazista. O público é transportado pela narrativa baseada na correspondência entre ambos durante o cárcere, revelando a afinidade nas convicções políticas e o amor profundo que uniu o casal.

A dramaturgia é de Silvio Tendler e Vera Novello; A direção de encenação é de Isabel Cavalcanti; o cenário é de Lidia Kosovski; Ney Madeira e Dani Vidal assinam o figurino e visagismo; a iluminação é de Paulo Denizot; na direção musical, Marcelo Alonso Neves e a direção de movimento é de Marina Salomon. A CALIBAN produz o espetáculo em parceria com a LÚDICO PRODUÇÕES.



SINOPSE:

“Olga e Luiz Carlos – Uma História de Amor” apresenta ao público a afetuosa troca de cartas entre Olga Benário e Luiz Carlos Prestes no tempo em que permaneceram presos, de 1936 a 1942. Ele no Brasil, ela na Alemanha. Nas cartas, censuradas pela Gestapo e pela Polícia Política de Vargas, Olga e Prestes trocam informações sobre a filha, Anita Leocádia, nascida na prisão em Berlim, pouco depois da deportação de Olga. Também trocam poemas, breves reflexões; falam das condições de saúde em que vivem no cárcere; das saudades que sentem; e sobretudo da esperança do reencontro que nunca aconteceu.

SERVIÇO:

OLGA E LUIZ CARLOS – Uma história de amor

De 15 de junho a 9 de julho de 2023 de quinta a domingo às 20h

Local: Arena do Sesc Copacabana

Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira) gratuito (PCG)

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento:

Terça a sexta – das 9h às 20h.




LEIA A MATÉRIA SOBRE A ESTREIA DO ESPETÁCULO NA PÁGINA DO SOPA CULTURAL:

sábado, 27 de maio de 2023

Estreia do espetáculo "Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança"

Via fanpage Coletivos de Galochas


O grupo de teatro Coletivo de Galochas estreia o espetáculo "Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança no dia 2 de junho, sexta-feira, no Teatro Arthur Azevedo, às 21 horas, com ingressos gratuitos.

Dirigida por Rafael Presto, que também assina a dramaturgia junto de Antonio Herci, a montagem busca reconstruir cenicamente uma das passagens mais icônicas e importantes da história do Brasil do século XX, a marcha da Coluna Prestes, que tinha por objetivo libertar o povo da exploração e da ignorância, evento que marca o fim da Primeira República.

O enredo se passa no década de 1920, quando a Coluna Prestes rasga o país. Durante a marcha, um grupo de oito pessoas, dos mais diferentes lugares, formam uma inusitada família, entrelaçando e mudando suas vidas. É com essa gente simples que Luiz Carlos Prestes aprende, forjando seu espírito revolucionário.

Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança é resultado do projeto de mesmo nome contemplado na 39ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura. No processo de criação, o Coletivo de Galochas realizou oficinas profissionalizantes, ciclos temáticos de palestras sobre a prática e a fundamentação teórica do teatro historicista e intervenções artísticas em locais que foram bombardeados ou que têm relação com a Revolução Paulista de 1924.

Serviço

Espetáculo: Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança
Estreia: 2 de junho de 2023 – Sexta, às 21h
Temporada: 2 a 25 de junho - Sexta e sábado (às 21h) e domingo (às 19h).
Ingressos: Gratuitos – Retirar na bilheteria 1h antes das sessões.
Duração: 100 minutos. Gênero: Drama. Classificação: 14 anos.

Sinopse: Brasil, década de 1920. A Coluna Prestes rasga o país. Durante a marcha, um grupo de oito pessoas, dos mais diferentes lugares, formam uma inusitada família, entrelaçando e mudando suas vidas. É com essa gente que Luiz Carlos Prestes aprende, forjando seu espírito revolucionário.

FICHA TÉCNICA – Direção: Rafael Presto. Dramaturgia: Antonio Herci e Rafael Presto. Direção musical, arranjos, regência e sonoplastia: Antonio Herci. Elenco / personagens: Benedita Maria de Jesus Bueno Dias (Isabel Pisca-Pisca), Daniel Lopes (Soldado Ângelo), Diego Henrique (Sargento Garcia), Eder dos Anjos (Cabo Firmino), Ivone Dias Gomes (Onça), Kleber Palmeira (Comandante Prestes), Mona Rikumbi (Tia Maria) e Wendy Villalobos (Santa Rosa). Coro Cênico: Luísa Borsari, Maria Kowales Aguirre, Matheus Kawa, Giovana Carneiro, Jota Silva, Leandro Duarte, Mateus Vicente, Nayra Priscila, Priscila Ribeiro, Silvia Lys, Tércio Moura e Victor Carriel. Musicistas/músicos: Antonio Herci (piano e sintetizadores), Jéssica Nunes (sanfona), Lula Gama (violão de 7 cordas), Miguel D’Antar (contrabaixo acústico) e Natália Lima (percussão e bateria). Cenografia, figurino e adereços: Kleber Montanheiro. Iluminação: Sueli Matsusaki e Marcos Feire. Coreografia: Letícia Doretto. Técnico de som: Gustavo Trivela. Provocação cênica: Júlio Silvério. Colaboração na criação: Nicolle Puzzi e Verônica Valentino. Audiovisual e vídeo mapeado: Diogo Gomes. Direção de produção: Gabriela Morato. Produção: Maura Cardoso. Gestão de redes sociais: Dora Scobar. Fotos: Camila Rios e Diogo Gomes. Designer Gráfico: Gustavo Oliveira. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Idealização e realização: Coletivo de Galochas.

Teatro Arthur Azevedo
Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca. São Paulo/SP.
Telefone: (11) 2604-5558. Na rede: @teatroarthurazevedosp.




segunda-feira, 8 de maio de 2023

Vídeo do evento "Anita Leocádia Prestes sobre Olga Benário Prestes. Uma abordagem biográfica", no Literaturforum im Brecht-Haus (Fórum de Literatura na Casa Brecht)

Olga Benario Prestes celebrada como exemplo de combatente antifascista e comunista convicta





Evento organizado pela Fundação Rosa Luxemburgo e realizado  no Literaturforum im Brecht-Haus (Fórum de Literatura na Casa Brecht), em Berlim, na Alemanha, nesta segunda-feira, dia 08/05/2023, Dia da Vitória (das forças aliadas - União Soviética, EUA, Grã-Bretanha, França, entre outras nações - sobre os forças nazifascistas). Neste evento, a historiadora Anita Prestes apresenta seu livro Olga Benario Prestes. Eine biografische Annäherung (Olga Benario Prestes. Uma abordagem biográfica), publicado pela editora alemã Verbrecher Verlag.


Transmissão em português: 


sábado, 6 de maio de 2023

Série épica soviética "Libertação", composta de 5 filmes, sobre a Segunda Guerra Mundial. Disponível de 05/05/2023 às 19:00 até 07/05/2022 às 19:00

CINEMA SOVIÉTICO E RUSSO EM CASA

Disponível : de 05/05/2023 às 19:00 até 07/05/2022 às 19:00

De Yuri Ozerov, está na programação a série “Libertação”, de 5 filmes, completa. Recentemente restaurado pelo Estúdio Mosfilm em 4K, o épico é considerado uma referência entre os filmes de guerra, e é uma coprodução da União Soviética com Itália, Alemanha Oriental, Iugoslávia e Polônia. Ozerov o concebeu entre 1967 e 1971, retratando os momentos mais importantes da Segunda Guerra Mundial: a batalha de Kursk, a travessia do Dnieper, a libertação de Kiev, a conferência de Teerã, as intensas batalhas por Berlim e a tomada do Reichstag, a rendição da Alemanha nazista e a conferência dos chefes da coalizão anti-Hitler em Yalta.


Libertação Parte 1 - O Arco de Fogo | Filme Legendado | 4K


Libertação Parte 1 - O Arco de Fogo
1968 / COR / 92 MIN / GUERRA
Direção: Yuri Ozerov
Roteiro: Yuri Bondarev, Oscar Kurganov e Yuri Ozerov
Música: Yuri Levitin
Produção: Mosfilm

A primeira parte do épico Libertação é focada nos episódios que vão da contraofensiva soviética após a vitória em Stalingrado até a batalha de Kursk. Os alemães lançam a Operação Cidadela e estão determinados a estrangular as forças soviéticas em Kursk, dando um golpe fatal no Exército Vermelho. Sabendo que o próximo objetivo alemão é a eliminação de Kursk, os generais russos decidem preparar uma poderosa defesa na região.


Libertação Parte 2 - A Ruptura | Filme Legendado | 4K



Libertação Parte 2 - A Ruptura

1968 / COR / 89 MIN / GUERRA

Direção: Yuri Ozerov

Roteiro: Yuri Bondarev, Oscar Kurganov e Yuri Ozerov

Música: Yuri Levitin

Produção: Mosfilm

O segundo episódio da série de cinco filmes tem início em julho de 1943, com a destituição de Mussolini e a invasão da Itália pelas tropas de Hitler. Prossegue com a travessia do Dnieper pelo Exército Vermelho, a retomada de Kiev e o encontro de Roosevelt, Stalin e Churchill, em Teerã, para decidir a abertura da frente ocidental.


Libertação Parte 3 - A Direção do Ataque Principal | Filme Legendado | 4K



Libertação Parte 3 - A Direção do Ataque Principal

1970 / COR / 127 MIN / GUERRA

Direção: Yuri Ozerov

Roteiro: Yuri Bondarev, Oscar Kurganov e Yuri Ozerov

Música: Yuri Levitin

Produção: Mosfilm

A terceira parte da saga é dedicada à operação "Bagration", como resultado da qual a Bielorrússia foi completamente libertada das tropas nazistas. Durante a operação, o exército soviético infligiu a maior derrota do exército hitlerista em toda a história militar da Alemanha, derrotando o Centro do Grupo de Exércitos da Wehrmacht.


Libertação Parte 4 - Batalha de Berlim | Filme Legendado | 4K



Libertação Parte 4 - Batalha de Berlim

1971 / COR / 82 MIN / GUERRA

Direção: Yuri Ozerov

Roteiro: Yuri Bondarev, Oscar Kurganov e Yuri Ozerov

Música: Yuri Levitin

Produção: Mosfilm

1945, últimos meses da guerra. Nos primeiros dias de fevereiro, na Conferência de Yalta, os chefes de governo Josef Stalin, Winston Churchill e Franklin Delano Roosevelt tratam das futuras operações militares. O episódio retrata os momentos imediatamente anteriores à luta pela capital do Reich - a campanha da primavera de 1945 -, que culminou no cerco de Berlim pelo Exército soviético.


Libertação Parte 5 - O Último Ataque | Filme Legendado | 4K



Libertação Parte 5 - O Último Ataque

1971 / COR / 74 MIN / GUERRA

Direção: Yuri Ozerov

Roteiro: Yuri Bondarev, Oscar Kurganov e Yuri Ozerov

Música: Yuri Levitin

Produção: Mosfilm

Uma vez derrotada a resistência das últimas tropas alemãs que lutavam nos arredores de Berlim, as tropas soviéticas tomam o Reichstag e desfraldam a bandeira da vitória. Em 2 de maio, após negociações, a guarnição de Berlim se rende incondicionalmente. O filme termina nos lembrando de todos os danos que o fascismo causou, enumerando as mortes causadas pela guerra em diferentes países.


sexta-feira, 28 de abril de 2023

Em maio, na Alemanha, Olga Benario Prestes será celebrada como exemplo para a resistência antifascista no presente

"Olga foi uma vítima do fascismo entre milhares de outras e que seu martírio deve servir de exemplo para que não permitamos que tais horrores se repitam" (trecho do livro "Viver é tomar partido: memórias", de Anita Prestes, Boitempo, 2019, p. 26).




Diante da chocante reaparição de movimentos neonazistas no mundo em pleno século XXI, como a versão brasileira representada pelo bolsonarismo, lembrar da resistência das lutadoras e dos lutadores antifascistas que arriscaram suas vidas ao longo da história faz parte da luta e resistência dos combatentes antifascistas de hoje para fazer a coisa certa, derrotar as forças nazifascistas.

Na segunda semana de maio, a convite da Fundação Rosa Luxemburgo e da Galeria Olga Benario, a historiadora Anita Prestes vai a Berlim, na Alemanha, cumprindo uma série de compromissos, para apresentar seu livro Olga Benario Prestes. Eine biografische Annäherung (Olga Benario Prestes. Uma abordagem biográfica), publicado no segundo semestre do ano passado editora alemã Verbrecher Verlag. A edição alemã é uma versão do livro “Olga Benario Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo”, publicado originalmente pela editora brasileira Boitempo em 2017.

De acordo com a página da Fundação Rosa Luxemburgo, a programação é a seguinte:



♦ 8. Mai 2023

DISCUSSÃO/PALESTRA

Anita Leocádia Prestes sobre Olga Benário Prestes. 

Uma abordagem biográfica

Dia 08/05/2023, 19h00 - 21h00, no Literaturforum im Brecht-Haus (Fórum de Literatura na Casa Brecht).

Além de falar sobre o livro, a Fundação Rosa Luxemburgo destaca também que será uma ocasião junto à palestrante para celebrar o dia 8 de maio, dia da vitória das forças aliadas sobre o nazifascismo na Segunda Guerra Mundial (12939-1945) e conversar sobre a importância da história para a resistência antifascista no presente e no futuro.

O evento será transmitido ao vivo.  

A conversa decorrerá em alemão e português e com tradução simultânea.

O evento é organizado pela Fundação Rosa Luxemburgo e pela editora Verbrecher Verlag, em cooperação com Literaturforum im Brecht-Haus (Fórum de Literatura na Casa Brecht)

FONTERosa Luxemburg Stiftung _ Anita Leocadia Prestes über Olga Benario Prestes. Eine biografische Annäherung




♦ 9. Mai 2023

DISCUSSÃO/PALESTRA

Em diálogo com Anita Prestes

Sobre a vida e a resistência. Contra o esquecimento.

Dia 09/05/2023, 14h00 - 16h30, na Biblioteca da Fundação Rosa Luxemburgo

Em uma roda de conversa com Anita, a proposta é dialogar com jovens multiplicadores da educação política de esquerda sobre por que devemos lidar com essas histórias de vida. As histórias tratam de revolução, resistência, inflexibilidade, comunismo e internacionalismo.

Infelizmente, os lugares são limitados. Contato e inscrição até 2 de maio de 2023 com Lucie Matting: matting@rosalux.org. As inscrições serão confirmadas  por e-mail.

FONTEhttps://www.rosalux.de/veranstaltung/es_detail/D86GU/im-dialog-mit-anita-prestes?cHash=0a8fd6bb74119948048e76d8578ba435




♦ 10. Mai 2023

LEITURA/CONVERSA

Leia contra o esquecimento

Relembrando a queima de livros há 90 anos

Dia10/05/2023, 17h00 - 18h30, no Bebelplatz (A praça é conhecida devido aos acontecimentos ocorridos na noite de 10 de maio de 1933, onde foi o cenário de uma grande fogueira na qual foram queimados milhares de livros de alguns autores censurados pelos nazistas, como Karl Marx, Heinrich Heine e Sigmund Freud.)

“Os eventos de 1933 a 1945 deveriam ter sido travados em 1928, o mais tardar. Mais tarde já era tarde. Não se deve esperar até que a luta pela liberdade seja chamada de traição." (Erich Kästner, Sobre a queima de livros, 10 de maio de 1953)

O evento homenageará os escritores cujos livros foram queimados publicamente há 90 anos em 22 cidades universitárias alemãs - começando na atual Bebelplatz em Berlim. Na ocasião ocorrerá leitura de trechos dos referidos livros, tendo os seguintes convidados:

  • Jens-Uwe Bogadtke, ator
  • Knut Elstermann, jornalista
  • Anita Prestes, historiadora, filha de Olga Benario Prestes
  • Christian Grashof, ator
  • Gregor Gysi, membro do Bundestag
  • Tania Concha Hidalgo, política chilena
  • Beate Klarsfeld, caçadora de nazistas
  • Anna Koellner, Laura Talenti, Jakob Guhring, alunos da Ernst Busch Academy of Dramatic Arts
  • Petra Pau, vice-presidente do Bundestag alemão
  • Alejandro Soto Lacoste, músico
  • Ingo Schulze, escritor
  • Robert Stadlober, ator
  • Moderador: Gesine Loetzsch, membro do Bundestag

Foram convidamos artistas e políticos chilenos para o 50º aniversário do golpe no Chile. Entre outras coisas, será lido o Canto Geral de Pablo Neruda – um dos livros queimados em massa pela junta militar chilena.

O evento é promovido por um grupo de esquerda no Bundestag (parlamento alemão) em cooperação com a Fundação Rosa Luxemburgo.

FONTE: https://www.rosalux.de/veranstaltung/es_detail/QJOII/lesen-gegen-das-vergessen?cHash=ba40c5d6152e4b229dda7dbb22a8bbe3




♦ 11. Mai 2023

Por ocasião da estreia da peça de teatro musical ICH HEB‘ DIR DIE WELT AUS DEN ANGELN [EU VOU LEVANTAR O MUNDO PARA VOCÊ] na Neuköllner Oper e da publicação da tradução alemã de uma biografia escrita por Anita Prestes sobre sua mãe Olga Benario, a Galeria Olga Benario apresenta, desde o dia 03/11/2022, a versão atualizada da sua exposição biográfica sobre Olga, agora intitulada OLGA BENARIO – Annäherungen an eine Revolutionärin [OLGA BENARIO – Abordagens de uma revolucionária]. E no dia 11 de maio de 2023, Anita Prestes será a convidada da Galeria Olga Benario!

FONTEhttps://galerie-olga-benario.de/










terça-feira, 18 de abril de 2023

"Cinedebate Direito em Tela": Exibição do filme "Olga'" marcará retorno do projeto

Parceria da OABRJ com o Centro Cultural da Justiça Federal reforça importância da cultura


Por Comunicação OABRJ | Caarj


Como parte do projeto 'Cinedebate - Direito em tela', a OABRJ e o Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) exibirão o filme 'Olga' no próximo dia 25, às 17h, no Plenário Evandro Lins e Silva, na sede da Seccional. Lançado em 2004, o longa trata da história da militante alemã Olga Benário que, após ser perseguida pela polícia, foge para Moscou, onde recebe treinamento militar. É, por isso, incumbida da missão de realizar a segurança de Luís Carlos Prestes no seu retorno ao Brasil, durante o governo de Getúlio Vargas. O filme brasileiro é estrelado por nomes celebrados do cinema nacional, como Camila Morgado e Fernanda Montenegro.


Além da exibição, o evento contará com um debate entre a doutora em História pela UFF e filha de Olga Benário e Luiz Carlos Prestes, Anita Leocadia Prestes, e o jornalista e escritor da trilogia Getúlio, Lira Neto. A discussão terá a mediação da pós-doutoranda em Direito na Uerj Clarissa Pires de Almeida Naback.


O encontro oferecerá quatro horas complementares de estágio para os estudantes que participarem. O Plenário Evandro Lins e Silva fica na Avenida Marechal Câmara, 150, 4º andar.


FONTEOABRJ





Livro escrito pela historiadora Anita Prestes reúne material inédito encontrada no arquivo da Gestapo, a polícia secreta nazista, de mais de dois mil documentos sobre sua mãe, a comunista revolucionária Olga Benario Prestes.

Olga Benario Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo

autor: Anita Leocadia Prestes

orelha: Fernando Morais

selo: Boitempo

páginas:144

publicação: 2017



domingo, 2 de abril de 2023

Live "El Caballero de la Esperanza, Vida de Luís Carlos Prestes”, un libro de Jorge Amado

El Teoría, Programa de Ideología del PCM [Partido Comunista de México ☭], presentará, el 5 de abril de 2023, miércules, un live con Anita Prestes e Ivan Pinheiro hablando sobre el libro "El Caballero de la Esperanza, Vida de Luís Carlos Prestes”, a cargo del escritor brasileño Jorge Amado (1912-2001), que es reeditado por el editorial Fondo de Cultura Económica.

Transmisión en vivo en YouTube por el canal del Partido Comunista: 

https://www.youtube.com/watch?v=s6FRAxhk4h4


En “El Caballero de la Esperanza, Vida de Luís Carlos Prestes”, el autor de “Doña Flor y sus dos maridos” sigue el recorrido del político comunista encarcelado por Getúlio Vargas. A su mujer, alemana, ese gobierno brasileño la devolvió a los nazis, que la mataron en la cámara de gas.



Los interesados en la historia de Brasil que conozcan el papel destacado de Luís Carlos Prestes en las luchas populares del siglo xx encontrarán en El Caballero de la Esperanza. Vida de Luís Carlos Prestes una obra indispensable. Situado entre el relato político y la biografía novelada, este libro presenta diversos hechos del periodo de 1856 a 1941, sin embargo, el principal evento que sirve de telón de fondo es la legendaria Columna Prestes: una marcha de veinticinco mil kilómetros, realizada por más de mil hombres, entre 1925 y 1927, que cruzó varios estados brasileños para denunciar la explotación de los más pobres, exigir el voto secreto, la obligatoriedad y la gratuidad de la enseñanza y la nacionalización de las industrias fundamentales. Esta obra es un homenaje a Prestes, un brasileño notable, figura convertida en leyenda y símbolo, en Brasil y más allá de sus fronteras.


Editorial: Fondo de Cultura Económica

Colección: Colección popular

Formato: Rustica, 21 x 14 cm

Páginas: 384

Primera edición: 2022

Temas: Biografías / Testimonios

Fondo de Cultura Económica: https://fce.com.ar/tienda/biografia/el-caballero-de-la-esperanza/


quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

𝐄𝐗𝐏𝐄𝐑𝐈𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐎𝐋𝐆𝐀 no 𝐀𝐫𝐦𝐚𝐳é𝐦 𝐝𝐚 𝐔𝐭𝐨𝐩𝐢𝐚.

 10 sessões gratuitas - 02 a 06 de fevereiro.

"𝐔𝐦 𝐞𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐬𝐞𝐜𝐫𝐞𝐭𝐨 𝐞𝐬𝐭á 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐚𝐬 𝐠𝐞𝐫𝐚çõ𝐞𝐬 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐞 𝐚 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚." (𝐖𝐚𝐥𝐭𝐞𝐫 𝐁𝐞𝐧𝐣𝐚𝐦𝐢𝐧)


A Companhia Ensaio Aberto quer, com o Experimento Olga, lembrar as lutas, derrotas e vitórias da esquerda brasileira. A história oficial, no Brasil, negou aos revolucionários de 1935 qualquer reparação. Os torturadores desse período nunca foram punidos. Os ministros, embaixadores e o presidente Getúlio Vargas nunca responderam pelas violações da Constituição. Olga Benario e muitos outros militantes foram expulsos do país sem nenhum processo legal. Vencedores e vencidos tiveram o mesmo tratamento da história: o esquecimento ou a falsificação da realidade.

O Experimento Olga também é uma abertura do processo de criação da companhia. Serão apresentados cenas da montagem original de 2006 e estudos de novas cenas que farão parte da futura montagem. Dentro da tradição do Teatro Documentário sua dramaturgia é feita a partir de longa pesquisa em arquivos brasileiros e europeus e em documentos primários desconhecidos do público. A encenação desse material realiza uma nova abertura da história ao apontar as contradições e camuflagens produzidas pela história oficial.

Com direção e dramaturgia de Luiz Fernando Lobo, cenografia de J.C.Serroni, figurinos de Beth Filipecki e Renaldo Machado, luz de Cesar de Ramires, música e direção musical de Felipe Radicetti e o experimento conta com um coletivo de 15 atores e atrizes em cena.

Lote único de retirada de ingressos disponível 5ª (19/01) no Sympla  (link:  https://www.sympla.com.br/produtor/armazemdautopia).

𝐀𝐫𝐦𝐚𝐳é𝐦 𝐝𝐚 𝐔𝐭𝐨𝐩𝐢𝐚
►Para agendamento de grupos entre em contato no WhatsApp (21) 98909-2402
►𝐓𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐂𝐮𝐫𝐭𝐚
Dias: de 02 à 06 de fevereiro de 2023
Horário: 1ª Sessão às 19h | 2ª Sessão 21h
►𝐀𝐛𝐞𝐫𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐚 𝐜𝐚𝐬𝐚 𝟏𝐡 𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐢𝐧í𝐜𝐢𝐨 𝐝𝐨 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐭á𝐜𝐮𝐥𝐨
Classificação indicativa: 14 anos

Ministério da Cultura, Secretaria Nacional da Economia Criativa e Diversidade Cultural | Laboratório Utopia - Termo de Fomento - Plataforma + Brasil nº 911138/2021.