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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Para download: "Iniciación al Vocabulario del Análisis Histórico", del historiador Pierre Vilar (1906-2003)

Via Enseñando Historia (Humana y Social)

Pierre Vilar "Iniciación al vocabulario del análisis histórico". 6 ed. Barcelona,  Crítica, 1999 (1 ed. de 1980).

Desde su larga experiencia en el oficio de historiador, el profesor Pierre Vilar reflexiona en estas páginas, guiadas por una clara intención pedagógica, sobre conceptos fundamentales del análisis histórico: «historia», «estructura», «coyuntura», «clases sociales», «pueblos, estados, naciones», «capitalismo» y «economía campesina». El resultado es un texto innovador, imprescindible para profesores y estudiantes de historia, por fin provistos de una verdadera herramienta de análisis, y que será de lectura obligada para todos aquellos que quieran iniciarse en el conocimiento de la historia auténtica...


LINK PARA DOWNLOAD:

http://www.mediafire.com/file/fspatkompn7nw50/Pierre_Vilar__-_Iniciaci%25C3%25B3n_al_vocabulario_del__an%25C3%25A1lisis_hist%25C3%25B3rico_%25281%2529.pdf/file




domingo, 29 de março de 2020

HISTÓRIA DO DIREITO, HISTÓRIA TOTAL, por Pierre Vilar

VILAR, P. História do Direito, História Total. Projeto História – História e Direitos, n. 33. Trad. Ilka Stern Cohen. São Paulo, Educ,, p. 19-44 dez. 2006.


CLIQUE NO TÍTULO ABAIXO PARA ACESSAR O TEXTO COMPLETO EM PDF

Pierre Vilar
Tradução de Ilka Stern Cohen
* VILAR, P. Une histoire en construction. Paris, Gallimard/Le Seuil, 1982, pp. 265-291.


O historiador Pierre Vilar, assumindo os lineamentos ontológicos de Marx, assegura que “é a sociedade civil que faz o Estado e não o Estado que faz a sociedade civil”. As formas políticas e jurídicas são sempre produtos da história, exprimem antagonismos próprios à atividade prática sensível de indivíduos sociais. O reconhecimento do primado da vida prática ancora-se na dinâmica da forma de produção e reprodução da existência material. Vilar atenta para o momento específico em que Marx, dirigindo a antiga Gazeta Renana, se vê diante dos interesses materiais, do vínculo entre forma jurídica e a propriedade privada, que se afirma ante seus olhos e o seu arsenal teórico arrimado na filosofia idealista alemã e não lhe permitia desvendar a natureza efetiva da politicidade. No fundo, Vilar mostra a gênese dos direitos burgueses precisamente assentado na dominância dos proprietários privados: “Trata-se da transição de um modo de produção para outro modo de produção, da morte da sociedade feudal, e a cristalização no direito dos princípios fundamentais do capitalismo” (p. 27).


quarta-feira, 25 de março de 2020

Dossier sobre «Marx y la Historia»

 Revista Nuestra Historia, Número 5 (primer semestre de 2018)

 En 1983, Pierre Vilar, conmemorando en Madrid el centenario de la muerte de Marx se preguntaba humorísticamente quien podía tener miedo al pensador revolucionario alemán. La respuesta, en el mismo tono, era que cualquiera, menos los historiadores. [...] Nos apropiamos de la respuesta a la retórica pregunta del gran historiador marxista Pierre Vilar: no sólo no tenemos miedo a Pensar con Marx hoy, sino que creemos que el debate crítico sobre su obra y su pensamiento constituye hoy un ejercicio imprescindible. (Editorial / Consejo de Redacción de Nuestra Historia)


Dossier: Marx y la Historia, 1818-2018
  • Presentación: razones y avatares de una encuesta. Consejo de Redacción de Nuestra Historia. [pdf]
  • La formación de un historiador marxista. Josep Fontana. [pdf]
  • Repensar el marxismo: después de las derrotas. Carlos Forcadell Álvarez. [pdf]
  • La historiografía catalana y el marxismo. José Luis Martín Ramos. [pdf]
  • Marx y la Historia. Carlos Martínez Shaw. [pdf]
  • El marxismo y la Historia: balance, aportaciones, posibilidades. Carme Molinero. [pdf]
  • Un discreto encanto. Algo queda de Marx. Xosé M. Núñez Seixas. [pdf]
  • Marx y el materialismo histórico: pasado, presente y futuro. Bryan D. Palmer. [pdf]
  • Marx para historiadores: aportaciones y estancamientos, capacidades y límites. Juan Sisinio Perez Garzón. [pdf]
  • Pensar la Historia con Marx (1818-2018). José Antonio Piqueras. [pdf]
  • La vigencia del marxismo en el análisis de las sociedades antiguas. Domingo Plácido. [pdf]
  • Marx: la revolución en el conocimiento histórico. Juan Trías Vejarano. [pdf]
  • Karl Marx y el aporte del marxismo para las 
Ciencias Sociales del Siglo XXI. Carlos Antonio Aguirre Rojas. [pdf]
Número 5 en A4 [versión en A4, con marcadores, para ver en pantalla: 9,4MB]
Número 5 en B5 [tamaño B5, sin marcadores, versión para imprimir: 20MB]


sábado, 29 de dezembro de 2018

Althusser e história: ensaio de diálogo com Pierre Vilar

Louis Althusser (1918-1990) e Pierre Vilar (1906-2003)


Traduzido por Danilo Enrico Martuscelli [1]

Em Ler O Capital, Althusser preparou o cenário para uma ampla discussão sobre o tempo histórico. Em um artigo de 1973 publicado nos Annales, o grande historiador comunista da Catalunha moderna, Pierre Vilar, respondeu brilhantemente as exigências althusserianas: como pensar a pluralidade dos tempos históricos e sua articulação? Como combinar a análise empírica com o conceito de modo de produção? Por vezes, afiada, a intervenção de Vilar defende, com benevolência, a prática do historiador como prática teórica. Nunca antes publicado, a tentativa de Althusser de responder é parte de sua trajetória autocrítica: a filosofia não é mais a fiadora da Ciência marxista, mas luta de classes na teoria. 



Manuscrito de uma resposta a Pierre Vilar – Louis Althusser (sem data, em torno de 1973)

Obviamente, eu corri grandes riscos ao me aventurar no domínio da história, não da categoria filosófica de história, mas da história dos praticantes, dos historiadores. E Vilar fez muito bem ao salientar a precipitação de alguns dos meus julgamentos. Mas eu não penso, ao ler as críticas que ele dedicou a mim, que ele tenha rejeitado o princípio.

Com efeito, penso que a pretensão da filosofia marxista de dizer uma palavra sobre o trabalho dos historiadores é, em princípio, fundamentada. Por uma primeira razão muito simples: existe na história, como em qualquer ciência, uma ideologia dos praticantes, que denominei, seguindo Lênin, de sua filosofia espontânea. E essa filosofia espontânea, que à primeira vista parece estar limitada ao círculo restrito da relação entre o praticante e sua prática, sempre se refere, de fato, a temas filosóficos desenvolvidos, para além dessa prática, pelas grandes filosofias antagônicas, digamos, pelas filosofias dominantes e por aquelas que contestam essa dominação. Se no detalhe a demonstração requeria pesquisas precisas, é claro, para tomar apenas este grande exemplo, que a Escola dos Annales na França nasceu de uma reação política e ideológica contra a história universitária reacionária dominante e que, por trás dessa reação, havia a realidade das grandes lutas políticas francesas, que deveriam levar à Frente Popular. Mas há uma outra razão, que se inscreve sob a primeira, não mais do que qualquer outra ciência, a ciência histórica não pode se privar de filosofia, espontânea, ou refletida. Em princípio, portanto, a filosofia pode ter algo a dizer sobre o trabalho dos historiadores. E quando esta filosofia se baseia na teoria marxista da história, ela tem um duplo significado: filosófico e teórico.

Penso que é necessário, desde o início, dissipar um mal-entendido sobre o historicismo. Quando dizemos, como eu, que o marxismo não é um historicismo, corremos o risco de sermos incompreendidos pelos historiadores, que, não só por razões de palavras, mas também por razões teóricas, acreditam que a história está sendo questionada, senão acusada.

Para resumir, podemos ter a tendência de considerar que se o marxismo é um anti-historicismo, ele só pode afastar-se da história, ou pode tratar a história apenas reduzindo-a às estruturas abstratas, incapazes de explicar o devir histórico, as lutas históricas, etc. Mas é exatamente o contrário que é verdade, mas com uma condição, que a tese do anti-historicismo do marxismo seja destinada a colocar em evidência. Qual é essa condição? A distinção entre história vivida e conhecimento da história, a distinção entre as representações ideológicas da história e as categorias e análises científicas que levam ao conhecimento da história. Esta distinção, Marx expressou repetidamente com sagacidade: se a essência (ou o conhecimento) fosse reduzida ao fenômeno (ao dado imediato), não precisaríamos de ciência (ironia engraçada, que provavelmente retoma a famosa anedota britânica: se minha tia tivesse duas rodas…). Esta distinção, Marx também a expressou dizendo que não é pela junção de sucessões que conseguimos explicar o funcionamento do todo social, ou insistindo ainda no fato de que não havia identidade entre ordem de sucessão de categorias na teoria e sua ordem de sucessão na história, etc. O anti-humanismo teórico significa, portanto, que os conceitos que permitem o conhecimento da história não existem no estado imediato na história visível e, em termos mais gerais, o conhecimento da história, ao mesmo tempo que é também um evento da história, não é histórico no sentido vulgar do termo, isto é, não é subjetivo ou relativo.

Falei de um mal-entendido: mas devo acrescentar, com base em suas críticas, que nunca houve o menor mal-entendido entre mim e Pierre Vilar. As críticas e as reservas de Vilar são frutíferas, porque dizem respeito a quaisquer questões internas à compreensão da lógica dos conceitos da ciência marxista da história.

[1]     Texto publicado pela primeira vez na Revue Période em agosto de 2016: http://revueperiode.net/inedit-althusser-et-lhistoire-essai-de-dialogue-avec-pierre-vilar/ Esta publicação vinha acompanhada do texto “História marxista, história em construção: ensaio de diálogo com Althusser”, elaborado em 1973 por Pierre Vilar. Este texto pode ser encontrado em português no seguinte livro: VILAR, Pierre. “História Marxista, história em construção” In: LE. GOFF, Jacques; NORA, Pierre (Org.). História: novos problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1979.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Para download: História do Marxismo vol. 1 em português

1º volume da coleção coordenada por Eric Hobsbawm - publicada no Brasil pela Ed. Paz e Terra.

HISTORIA DO MARXISMO - VOL. 1: O MARXISMO NO TEMPO DE MARX
Os ensaios deste primeiro volume indicam os temas que pontuam as reflexões sobre o marxismo no tempo de Marx: o socialismo antes do filósofo; o materialismo histórico; a crítica da economia política; evolução, revolução e Estado; a transição do capitalismo ao socialismo.

Link para download:


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Para download: La independencia en el Perú

Una contribución al esclarecimiento del proceso de la Independencia, breve momento histórico en el cual se sancionó la ruptura política entre el Perú y su metrópoli español.

Ensayos de H. Bonilla, P. Chaunu, T. Halperin, E. Hobsbawm, K. Spalding, P. Vilar

LINK PARA DOWNLOAD:

 


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Pierre Vilar (1906-2003): una obra de historiador

 Por Pablo F. Luna, en Investigaciones Sociales, Vol. 9, Núm. 14 (2005).

Texto completo:

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Resumen


Se presenta algunas de las características del oficio de historiador de Pierre Vilar, asi como sus principios contribuciones al enriquecimiento de la disciplina histórica. El pensar históricamente; en tanto que actitud vital y existencial, fue para el una actividad cotidiana y un desafio constante, porque en su opinión cada ciudadano podía y debía practicarlo, evitando la repetición de los errores cometidos y descartarlo las negligencia y tragedias del pasado. A pesar de las diferencias que le separaban de sus actuales exponentes, Pierre Vilar inscribió su obra en el espíritu de los fundamentos de la revista Annales. Pero su obra tuvo dos fidelidades esenciales: por un lado, la historia económica y social de Ernest Labrousse, a quien considero como su maestro. Por otro lado, la fecundidad y vitalidad de la teoría histórica marxista para entender el pasado e intentar conocer el presente

Palabras clave


Historia total; pensar historicamente; marxismo; hecho nacional; España; Cataluña; Historia en construccion
 
 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Download: VILAR, Pierre. "Iniciación al vocabulario del análisis histórico"


"Iniciación al vocabulario del análisis histórico", de Pierre Vilar, es un texto que todas las personas en proceso de ser historiadores deben analizarlo ya que encontraremos conceptos de historia, estructura y coyuntura, clases sociales, pueblos, naciones y estado.

Con la ayuda del análisis de cada concepto fundamental estudiado durante el proceso histórico podremos saber lo que verdaderamente significa cada palabra que muchas veces durante el tiempo a sido desviada de su concepto, como nos dice Pierre Vilar tenemos que aprender a situar cosas detrás de las palabras.


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O conceito de Modo de Produção segundo o historiador marxista Pierre Vilar


"Modo de Produção" é um dos conceitos centrais do Materialismo Histórico. O conceito, todavia, beneficiou-se de inúmeras releituras, depois de proposto por Marx e Engels por ocasião da fundação do paradigma do Materialismo Históirico. Historiadores, sociólogos e filósofos vários, ligados a este paradigma, rediscutiram o conceito à luz de novas proposições teóricas, de novas constatações empíricas a partir da história efetiva, ou de novas demandas teórico-metodológicas. No texto abaixo, veremos a posição de Pierre Vilar com relação à delimitação deste conceito.

O texto foi extraído do primeiro capítulo do Volume III deTeoria da História [BARROS, José D'Assunção. Teoria da História, volume III: Os Paradigmas Revolucionários. Petrópolis: Editora Vozes, 2011]. 

O Modo de Produção segundo Pierre Vilar [Teoria da História, III, p.62-64]

Em diversificados textos de Pierre Vilar, o tratamento mais complexo dispensado ao modo de produção – concebido como simultaneamente determinado e determinante – expressa-se através da atenção conferida a aspectos por vezes secundarizados pelo marxismo mais corriqueiro de sua época. Assim, no artigo escrito para a revista dos Annales de 1973, intitulado “Histoire Marxiste, histoire em construction” (1973-b), Pierre Vilar chama atenção para um aspecto pouco abordado no delineamento de um Modo de Produção: as condições geográficas. Depois de destacar a influência do clima, do relevo, e de outros aspectos geográficos na vida humana, Vilar acrescenta que cada sociedade manipula o espaço em função de suas técnicas, necessidades e organização interna (LEMARCHAND, 2007, p.97). Percebe-se simultaneamente o diálogo com Febvre e Braudel, e a preocupação em estabelecer os horizontes marxistas de sua concepção.

Avançando ainda mais na complexificação do conceito de Modo de Produção, Vilar acrescenta-lhe também a importância da Demografia, impondo-se ao mesmo tempo para redefinir as forças de produção e o potencial de consumo. Para aquilatar a importância das reflexões pioneiras de Vilar neste sentido, devemos acompanhar as análises de Lemarchand, que dissertou mais sistematicamente sobre “A Noção de Modo de Produção em Pierre Vilar” (2007, p.98). Um artigo de Pierre Vilar datado de 1956, intitulado “Le temps du Quixotte”, escrito para a revista Europa, já trazia a Demografia para primeiro plano. O ensaio de Pierre Goubert que introduz o estudo da demografia para a França do século XVII, intituladoBeauvais et Le Beauvasis data de 1960. E os materialistas históricos dos anos 1960, na sua maioria, ainda expressariam uma acentuada desconfiança em relação à Demografia, então uma ciência recente.

Tudo isto ilumina o caráter inovador de Pierre Vilar ao trazer para as discussões sobre o Modo de Produção simultaneamente as instâncias Geográfica e Demográfica. Isto, naturalmente, sempre dentro do horizonte maior do Materialismo Histórico, e será oportuno lembrar que em 1960, mesmo ano da publicação do Beauvais de Pierre Goubert, Pierre Vilar profere uma conferência intitulada “Crescimento Econômico e análise histórica” na qual ressalta a importância da dimensão demográfica mas critica a autonomização da Demografia, ressaltando que o fator população não poderia se constituir na chave universal para a compreensão da História.

Por fim, Pierre Vilar acrescenta ao Modo de Produção o aspecto mais renitente entre os marxistas de sua época: a superestrutura, a começar pelo papel do Estado, sempre lembrando que seu principal objeto de estudos históricos nos anos 1960 refere-se à Monarquia na Espanha dos séculos XVI e XVII. Em seguida, a Ideologia, incluindo o desprezo da aristocracia espanhola pelo trabalho, e, particularmente, a Religião, destacada com especial cuidado por Pierre Vilar para uma correta compreensão do mundo feudal, o que é nos dias de hoje uma instância de primeira ordem para a compreensão do modo de produção feudal, mas cujo papel fora muito negligenciado pelos marxistas franceses da época de Pierre Vilar. Vale ainda lembrar que, sintonizando com uma concepção análoga expressa nos anos 1960 pela micro-sociologia política de Georges Gurvitch, Pierre Vilar ainda chama atenção para o fato de que cada instância da formação social – a economia e a Política, por exemplo – tem o seu ritmo próprio.
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