Vai ser na linha de frente do bloco revolucionário!"
Composta em 2012, é lançada agora uma nova versão de "Flor na trincheira", na voz de seu compositor, Davi Perez.
Excelente para trabalhar em sala de aula, abordando o protagonismo das mulheres, que se colocaram contra o status quo, articulado com várias temáticas dos conteúdos do ensino de História na educação básica (em especial, estudantes do 9° ano do ensino fundamental e do ensino médio).
Lançamento do livro "História da educação do Recôncavo da Guanabara à Baixada Fluminense", em conjunto com a comemoração de aniversário de 10 anos do Grupo Estudos de História da Educação Local (Ehelo) da UERJ. O livro foi organizado por Angélica Borges e Amália Dias, professoras da UERJ, e contou com a participação de 30 autores. O lançamento será dia 19/10 às 18h30 na FEBF-UERJ (Campus Caxias).
História da Educação do Recôncavo da Guanabara à Baixada Fluminense é uma obra destinada a reunir e divulgar os estudos sobre História da Educação deste território, sobretudo as pesquisas desenvolvidas no grupo de pesquisa Estudos de História da Educação Local (Ehelo), fundado em 2013 na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DO RECÔNCAVO DA GUANABARA À BAIXADA FLUMINENSE
SUMÁRIO INTRODUÇÃO: O EHELO E A PESQUISA EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DA BAIXADA FLUMINENSE Amália Dias e Angélica Borges, Líder e vice-líder do grupo de pesquisa Ehelo, Professoras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
PARTE I PROCESSOS DE ESCOLARIZAÇÃO E PROJETOS EDUCACIONAIS NO SÉCULO XIX: ENTRE ENGENHOS, QUILOMBOS E CAPELAS
1 DIFUSÃO DA ESCOLARIZAÇÃO NO RECÔNCAVO DA GUANABARA: INSTALAÇÃO E AMPLIAÇÃO DA MALHA ESCOLAR PRIMÁRIA NO PERÍODO DO IMPÉRIO Angélica Borges
2 “BENEFÍCIO INDISPENSÁVEL À CLASSE POUCO FAVORECIDA DA FORTUNA”: CONSIDERAÇÕES ACERCA DO DERRAMAMENTO DA INSTRUÇÃO NA VILA DE ESTRELA (1846-1889) Beatriz Souza dos Santos
3 A INSTRUÇÃO DA INFÂNCIA NO RECÔNCAVO DA GUANABARA: UMA ANÁLISE DA INSTRUÇÃO E DO MAGISTÉRIO FEMININO NO MUNICÍPIO DE MAGÉ (1839-1889) Kimberly Araujo Gomes Pereira
4 SUJEITOS, INSTITUIÇÕES E NORMAS: ASPECTOS DA ESCOLARIZAÇÃO EM IGUAÇU NO ÚLTIMO DECÊNIO DO IMPÉRIO (1879-1889) Aline de Morais Limeira, Ana Carolina de Farias Miranda
PARTE II PROCESSOS DE ESCOLARIZAÇÃO E PROJETOS EDUCACIONAIS NO SÉCULO XX: ENTRE REORDENAÇÕES GEOPOLÍTICAS E DISPUTAS EDUCACIONAIS 5 “VISTES QUE DA VERDADE A ESCOLA É UM TEMPLO”: EDUCAÇÃO E DOUTRINA ESPÍRITA NO ENSINO SECUNDÁRIO EM IGUAÇU (1930-1945) Ana Paula da Silva Esteves
6 A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NAS ATAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE DUQUE DE CAXIAS (1947-1955) Angélica de Sá de Oliveira Bauer Rodrigues
7 DUQUE DE CAXIAS, CIDADE INDUSTRIAL: PROJETOS DE EDUCAÇÃO E DISCIPLINARIZAÇÃO DE TRABALHADORES NA FÁBRICA NACIONAL DE MOTORES (1942-1970) Maissi de Cássia Julião Alves, Angélica Borges
8 O PATRONATO SÃO BENTO E AS ESCOLAS INSTALADAS EM SEU TERRITÓRIO (1950-1969) Márcia Spadetti Tuão da Costa
9 OS COMITÊS POPULARES DEMOCRÁTICOS NA BAIXADA FLUMINENSE (1945-1947): EXPERIÊNCIA DE EDUCAÇÃO POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO POPULAR Marcos Cesar de Oliveira Pinheiro, Vitor da Silva Batista, Láiza Bianca Luna de Souza de Oliveira
PARTE III PROFISSÃO DOCENTE NA BAIXADA FLUMINENSE
10 DOCÊNCIA E ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS NEGRAS (FORMAIS E INFORMAIS) DE INSERÇÃO SOCIAL NO RECÔNCAVO DA GUANABARA Lucimar Felisberto dos Santos, Jessica Tomaz Ferreira, Angélica Borges
11 AGENTES DA INSTRUÇÃO PÚBLICA ESTADUAL EM IGUAÇU: EXPERIÊNCIAS DE FUNCIONARIZAÇÃO DOCENTE NA DÉCADA DE 1890 Isabela Bolorini Jara
12 LUGARES DE MAGISTÉRIO NO CENTENÁRIO DE IGUAÇU (1933) Amália Dias, Sara Cristina Gomes Barbosa da Silva, Mariana Hapuque Raphael da Silva, Cristiane Gonçalves de Araújo 13 NAS PÁGINAS DE O INFANTIL: O CAPITAL SOCIAL DOCENTE EM BELFORD ROXO (1939/1940) Kátia Maria Soares 14 FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA BAIXADA FLUMINENSE: PATRIMÔNIO EDUCACIONAL COMO DESAFIO Icléa Lages de Melo, Amália Dias
PARTE IV MEMÓRIA E PATRIMÔNIO NO CAMPO DA EDUCAÇÃO
15 PELOS CAMINHOS DA HISTÓRIA ORAL: MEMÓRIA, RESISTÊNCIA E EDUCAÇÃO PATRIMONIAL EM DUQUE DE CAXIAS Cristiane Dias Nunes, Marcia Montilio Rufino, Márcia Spadetti Tuão da Costa, Marluce Souza de Andrade, Renata Spadetti Tuão, Thays Rosalin de Araujo
16 HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DA BAIXADA FLUMINENSE NA DITADURA CIVIL-MILITAR: DESAFIOS E POSSIBILIDADES DE PESQUISAS Alzira Batalha Alcântara, Marlucia Santos de Souza
17 INSTITUTO HISTÓRICO: A FUNÇÃO EDUCATIVA NA CONSTRUÇÃO DE MEMÓRIAS NA CIDADE DE DUQUE DE CAXIAS (2001-2008) Eliana Santos da Silva Laurentino
18 “ENTÃO, COMO TRABALHAR A HISTÓRIA DA CIDADE, SE A HISTÓRIA DA CIDADE ESTÁ SENDO APAGADA AOS POUCOS?”: SENSIBILIDADES E EXPERIÊNCIAS NO ENSINO DA HISTÓRIA LOCAL DOS JOVENS MUNICÍPIOS DA BAIXADA FLUMINENSE Claudia Patrícia de Oliveira Costa
SOBRE OS AUTORES
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Seminário Elos do Magistério na Baixada Fluminense
O leitor já deve ter notado que, de um modo geral, quando se fala dos problemas da saúde no Brasil e da precariedade do transporte público nas grandes cidades, raramente ou nunca se imputa o problema à insuficiente formação da classe média ou das pessoas que trabalham na organização do trânsito.
O mesmo não ocorre, no entanto, em relação à educação escolar. Nesta, quase sempre quando se fala da suposta falta de qualidade da escola, imediatamente se argumenta que o principal problema é a falta de formação docente.
Nesta semana em que se comemora o Dia da Professora, é preciso combater o mito de que o principal problema da escola pública brasileira decorre da precária formação de seus profissionais. Essa é uma condição fundamental para que possamos, de fato, atacar os problemas estruturais para que a escola pública básica brasileira possa ter a qualidade socialmente referenciada que todas as nossas crianças, adolescentes e jovens têm direito e merecem.
Este verdadeiro mito sobre a “má formação docente como sendo a causa de todos os males da escola pública” vem de longe e é reiteradamente atualizado nos mais diversos discursos, inclusive daquelas pessoas que, bem-intencionadas, acabam por repeti-lo sem notar o desserviço que prestam à causa.
Há, inclusive, muitos programas atuais de melhoria da qualidade da escola pública que se baseiam, fundamentalmente, nessa premissa.
Problema não está na formação
A primeira razão da força do mito é sua fundação e sua reiteração. Ele vem de longe. Surge no século XIX, momento em que se percebia o “atraso” brasileiro no concerto das nações e buscava-se expandir a escola; porém, não havia dinheiro suficiente. Há quase 150 anos, Rui Barbosa, uma grande referência para políticos, juristas e educadores afirmava a necessidade de duas reformas: “a reforma dos métodos e a reforma do mestre: eis, numa expressão completa, a reforma escolar inteira”.
A segunda razão, possível de vislumbrar já no texto de Rui Barbosa, é que sistematicamente, se escolhe, em política pública para a educação no Brasil, o que é mais barato em detrimento ao que é mais fundamental ou estruturante. Reformar métodos e o mestre é a coisa mais barata em educação. O difícil mesmo é criar condições de salário, carreira e trabalho que garantam as boas condições do exercício da profissão.
Não por acaso, dizia o Secretário do Interior de Minas Gerais, pasta responsável pela instrução pública, em 1906: “O regulamento estabelece a preferência da professora para o ensino primário [por] que a professora com mais facilidade sujeita-se aos reduzidos vencimentos com que o Estado pode remunerar o seu professorado”.
Em terceiro lugar, a reiteração do mito é generificada, ou seja, a centralidade da formação advém do fato de que os discursos e as representações sobre a docência, como se pode ver acima, não representam vozes das mulheres que passaram a ocupar, a partir do final do século XIX, a sala de aula. Ele é sistematicamente atualizado na voz cada vez mais potente dos homens que, não estando na escola, dirigem os “negócios da educação”.
Não por acaso, como lembravam Zeila Demartine e Fátima Antunes em um estudo clássico sobre o tema: o magistério é uma profissão feminina, mas uma carreira masculina. Talvez, neste sentido, não seja por acaso que a gente não tenha tido, até hoje, nenhuma Ministra da Educação durante o regime democrático.
Ainda relacionado à generificação das análises e das políticas defendidas para o magistério, em que se sobrelevam as vozes em defesa de uma maior e melhor formação das mestras, está o fato de que, até hoje, perdure a errônea representação de que o salário das mulheres professoras é para complementar o salário dos maridos.
Ainda que o movimento sindical das professoras tenha buscado desmascarar este mito, ele persiste na cabeça de boa parte do parlamento brasileiro – majoritariamente masculino – que legisla sobre as carreiras e salários docentes.
Uma quinta razão para a permanência no mito é que ele é realimentado, continuamente, pelas próprias instituições de formação de professores, as quais, como forma de justificar e sua permanência e centralidade, não poupam esforços para oferecer razões para que o mito permaneça.
Hoje, boa parte das pessoas “qualificadas” para participar do debate sobre o tema se encontrem nas universidades e não se sentem cúmplices fundamentais de suas colegas que atuam na educação básica. Um sintoma disso é que, por exemplo, são raras as instituições de formação que celebram a Semana da Professora ou que têm o dia 15 de outubro como feriado.
Sendo claramente um mito, este da falta de formação docente como o aspecto central da educação brasileira, por que ele permanece e é reiteradamente atualizado nas políticas públicas, inclusive de governos ditos de “esquerda”?
Formação x salário e condições de trabalho
E por que ganha tamanha centralidade no debate educacional, ocupando, por exemplo, o lugar que deveria ser do debate sobre salário, carreira e condições de trabalho?
Em um texto de 1985, o professor Miguel Arroyo perguntava: “Quem de-forma o profissional do ensino?”. Em resposta à sua própria pergunta Arroyo respondia: as próprias condições de trabalho em que estes profissionais atuam. E este tem sido a resposta também do movimento sindical das docentes da educação básica, que, felizmente, teimam em não cair no conto do vigário.
Mas, continuo perguntando, por que os políticos, jornalistas, profissionais das fundações privadas e até mesmo pesquisadores continuam repetindo o mantra da falta de formação? Por que não ouvem as professoras dizendo que o problema da educação brasileira não é a falta de formação do seu professorado e sim a precariedade de suas condições reais de existência?
Talvez possam ser trazidos aqui mais dois elementos importante para entendermos a questão: a primeira, o esquecimento; a segunda, a falta de cumplicidade com a luta das mulheres trabalhadoras da educação.
O esquecimento: quem conhece a história da universidade pública no Brasil sabe que, até final dos anos de 1960, elas eram quase exclusivamente instituições de ensino. O que as tornou uma potência na produção científica nas décadas seguintes, não foi o apelo à formação de seus quadros: foi a instituição de salários, carreiras, dedicação exclusiva... ou seja, a profissionalização.
A busca por uma maior formação foi uma consequência das exigências e dos benefícios da carreira, e não o contrário. Quem defende que a (boa) formação vem antes de salários e carreiras querem, na verdade, colocar o carro à frente dos bois (ou enganar a patuleia).
Falta de cumplicidade
Não é de hoje que se sabe que a profissão docente na escola básica brasileira vem sendo exercida nas últimas décadas por trabalhadoras pobres e, cada vez mais negras. Em contraste, as pessoas que dizem publicamente da profissão e legislam sobre a mesma são, majoritariamente, masculinas e brancas.
Então, este dia 15 de outubro – Dia da Professora - é ocasião, mais uma vez, de nos perguntarmos: com quais discursos e razões nos identificamos? Por que nos toca mais saber que as professoras brasileiras são mal formadas do que saber que recebem o pior salário do mundo? Quais os mitos abraçamos?
A quem prestamos nossa solidariedade e emprestamos a nossa cumplicidade?
Luciano Mendes de Faria Filho é pedagogo e doutor em Educação e Professor Titular da UFMG. Publicou, dentre outros, “Uma brasiliana para a América Hispânica – a editora Fondo de Cultura Econômica e a intelectualidade brasileira” (Paco Editorial, 2021)
Conhecendo um pouco da história da Revolução Cubana através do audiovisual.
Aniversário 70 do assalto aos quarteis Moncada y Carlos Manuel de Céspedes, em 23 de julho de 1953.
Cuba sí
Dirigido por Chris Marker, 1961 (53 min.)
Bastante conhecido por seus filmes em países socialistas, Cuba sí visava o combate às críticas da imprensa conservadora a Fidel, capturando diversas cenas significativas do cotidiano cubano contextualizadas dentro do trabalho de construção dos primeiros momentos da revolução cubana.
Historia de una batalla
Dirigido por Manuel Octavio Gómez, 1962 (33 min.)
O filme trabalha com o acervo audiovisual da Campanha de Alfabetização, uma batalha histórica contra o analfabetismo travada por um exército de jovens, adolescentes e crianças cubanos munidos de lápis, cartilhas e manuais, intercalados com memórias do ataque à Baía dos Porcos, ocorrida no ano anterior.
Vídeo muito interessante e útil do neurocientista e cientista brasileiro Miguel Nicolelis no Programa 20 Minutos, do Opera Mundi, com apresentação do jornalista Breno Altman.
Nicolelis foi o primeiro cientista a receber no mesmo ano dois prêmios dos Institutos Nacionais de Saúde estadunidenses e o primeiro brasileiro a ter um artigo publicado na capa da revista Science.
Formado e pós-graduado em fisiologia pela Universidade de São Paulo, Nicolélis é Professor Emérito da Universidade Duke, onde lecionou por 27 anos, e lidera o projeto do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN).
00:00 Abertura
01:30 Miguel Nicolelis explica o que é Inteligência Artificial
01:45 Miguel Nicolelis: "IA não é inteligência, nem artificial"
07:00 Miguel Nicolelis: "Chat GPT faz plágio"
09:50 Quais as vantagens do uso de Inteligência Artificial?
12:00 O maior problema é eliminar o trabalho humano ou a concentração dos lucros das ferramentas?
22:10 Computação quântica pode eliminar as limitações atuais da IA?
23:30 Miguel Nicolelis: "Sou poster boy anti-Elon Musk"
24:20 Robôs não podem se tornar humanos. Humanos podem se tornar robôs?
25:40 Miguel Nicolelis: "Vivemos a robotização da mente"
36:20 Yuval Noah Harari, autor de “Sapiens” e “Homo Deus”, escreveu artigo afirmando que “a inteligência artificial hackeou o sistema operacional da nossa civilização”. Essa afirmação faz sentido?
47:50 Miguel Nicolelis responde perguntas da audiência
50:15 O momento que estamos vivendo é parecido com o filme “Jogos de Guerra”, do início dos anos 1980, no qual um garoto tem a inglória tarefa de “ensinar” a IA que comanda a defesa norte-americana de que uma guerra nuclear total seria destrutiva para a própria IA?
52:30 Na educação, a questão da IA se coloca como um problema para além do plágio dos alunos no método agora antigo, o do copia e cola. Os professores devem temer a IA? Ou ela é, como foi o uso de planilhas e calculadoras, uma ferramenta que vai aprimorar a produção dos alunos, se bem usada? Ela não é uma espécie de “excel” para a escrita de textos?
56:00 Miguel Nicolelis: "Chat GPT não é Carlos Drummond, nem Manuel Bandeira"
56:35 Quais são os maiores riscos da inteligência artificial?
59:10 Miguel Nicolelis: "Inteligência artificial precisa ser regulada"
1:00:10 Qual deve ser a posição de esquerda sobre a inteligência artificial?
1:10:10 Qual seria o papel do Ministério da Ciência e Tecnologia no desenvolvimento e acompanhamento dessas tecnologias?
1:12:00 Miguel Nicolelis: "Ciência virou economia"
1:13:40 Miguel Nicolelis responde mais perguntas da audiência
1:14:00 Miguel Nicolelis: "Vivemos a ditadura do algoritmo"
1:15:30 Indicações culturais de Miguel Nicolelis
Lançamento do livro de Maria Leite pela editora CRV (2023).
LEITE, Maria do Carmo Luiz Caldas. Cuba insurgente: identidade e educação. Curitiba: CRV, 2023.
A autora diz o seguinte aos amigos nas redes sociais:
Estimados amigos
QUERO COMPARTILHAR COM VCS A ALEGRIA DA PUBLICAÇÃO DE MEU LIVRO.
Antes de tudo é preciso dizer, quase confessar, que o estudo retratado neste livro é um recorrido por tudo que vi e vivi em Cuba, ao longo das últimas quatro décadas. No avesso das detalhadas, exaustivas e acadêmicas investigações, leituras documentais, visitas técnicas e entrevistas, este trabalho encerra impressões, imagens, vivências e afetos dos bons e maus momentos e das superações que a Ilha e eu vivenciamos em mais de um terço de século. Estes elementos, de uma certa, necessária e inevitável subjetividade, estão subsumidos no contexto mais amplo do trabalho, integrando-o. A esta altura de minha existência, não poderia deixar de compartilhar com amigos e outros interessados a acumulação que a sociedade cubana generosamente me propiciou (Maria Leite).
Sobre a autora:
MARIA DO CARMO LUIZ CALDAS LEITE
Doutora e mestre em Educação pela UNISANTOS, licenciada e bacharel em Física pela PUC-SP, pesquisadora da Educação em Cuba há quatro décadas, diretora de relações internacionais da Associação Cultural José Martí da Baixada Santista.
Livro de Vitor Henrique Paro, lançamento 2022 da Editora Expressão Popular.
Segundo o "Manual de instruções" no início da obra, afirma-se que "este não foi escrito apenas para ser lido, mas para ser estudado e permanentemente consultado e manuseado, no processo de leitura e compreensão da teoria científi ca do valor, cuja obra magna é O capital, de Karl Marx". O livro se destina não somente "para educadores profissionais, mas para todos aqueles que queiram ter acesso a uma porta que leva ao conhecimento da realidade social de nosso tempo". Sobre o título da obra, o "Manual de instruções" informa: "É verdade que seu títuloprocura destacar educadores, pela importância sem limites do papel destes na formação dos mais jovens, ao propiciar a apropriação de conteúdos científi cos e de valores humanitários. Mas o título decorre também do fato de O capital ser uma obra autenticamente pedagógica". Prossegue esclarecendo:
A educação, objeto da Pedagogia, é a apropriação da cultura, ou seja, de tudo aquilo que é produzido a partir da vontade e ação do homem. Educação é, assim, autêntica atualização histórico-cultural do indivíduo, objetivando sua formação humano-histórica. Por isso, uma obra como O capital, que leva a compreender e conscientizar os leitores acerca da realidade econômica, pode e deve ter realçado seu caráter pedagógico. A leitura deste livro é, pois, para todos aqueles que queiram atualizar seu caráter humano-histórico, tornando mais fácil a apropriação de uma das obras mais importantes da humanidade.
Para ler o "Manual de instruções" na íntegra, que faz a abertura do livro O capital para educadores ou aprender e ensinar com gosto a teoria científica do valor, clique AQUI.
Paro, Vitor Henrique. O capital para educadores ou aprender e ensinar com gosto a teoria científica do valor. 1. ed.-- São Paulo: Expressão Popular, 2022.
A revista Germinal,neste número, expõeum conjunto de reflexões que analisa o combate ao racismo pelo viés da construção permanente e intransigente da revolução socialista. Convictos de que o caminho até a revolução brasileira é germinado pela filosofia da práxis –questionada quanto às suas possibilidades de contribuição ao aniquilamento das opressões, especialmente pela ação burguesa penetrada nas lutas sociais, via ação ultraliberal e conservadora no Estado brasileiro, empenhado no anticomunismo e na fragilização das lutas pelo pacote de contrarreformas, hasteando a bandeira do empreendedorismo –,apresentamos um material de pesquisa que reafirma a atualidade da categoria classe social paraa interpretação das opressões étnico-raciais, especialmente quando partimos da premissa de que raça e gênero informam a classe sobre quem ela é, e como se movimenta. Isto nos faz afirmar não ser possível ler a classe trabalhadora sem o debate étnico-racial, o colocando na centralidade da luta de classes. (Primeiro Parágrafo do Editorial do volume 14, número 2, de agosto de 2022)
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[PDF] Populações e territórios espoliados pela ampliação recente da infraestrutura industrial capitalista: focos de luta política e ideológica na América do Sul
[PDF] Saberes do curso de especialização em agroecossistemas (UFSC/PRONERA): fundamentos, princípios e práticas agroecológicas e formativas no campo Vol. 1
Marília Carla de Mello Gaia, Marie-Anne Stival Pereira e Leal Lozano, Estevan Felipe Pizarro Muñoz, Maria Jose Hötzel, Alexandre Giesel, Denise Pereira Leme, Daniele Cristina da Silva Kazama e Inês Claudete Burg (Organização)
[PDF] Saberes do curso de especialização em agroecossistemas (UFSC/PRONERA): estratégias e resistências nos territórios rurais Vol 2
Marília Carla de Mello Gaia, Marie-Anne Stival Pereira e Leal Lozano, Estevan Felipe Pizarro Muñoz, Maria Jose Hötzel, Alexandre Giesel, Denise Pereira Leme, Daniele Cristina da Silva Kazama e Inês Claudete Burg (Organização)
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Os que lutam
"Há homens que lutam um dia e são bons, Há outros que lutam um ano e são melhores, Há os que lutam muitos anos e são muito bons, Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis." (Bertolt Brecht)
"De nada valem as idéias sem homens que possam pô-las em prática." (Karl Marx)