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domingo, 21 de janeiro de 2024

Camarada Lênin, presente!!! Nos 100 anos de sua morte, a necessidade de conhecer e entender o legado de um dos maiores comunistas revolucionários da história

"O proletariado tem como única arma na luta pelo poder, a organização"

Vladímir Ilitch Lênin (22/4/1870 – 21/1/1924)


Escultura no Parque Lenin, em Havana, Cuba.

Como disse o historiador Valerio Arcary, "cem anos depois da morte de Lênin, nunca foi tão sentida a falta de leninistas" e adverte que passado todo esse tempo "não são muitos aqueles na esquerda que ainda hoje se definem como leninistas", sendo que o fato de Lênin não ser popular, "justiça seja feita, essa realidade nos diz mais sobre a maioria da esquerda contemporânea do que sobre Lênin" (em "Um leninismo para o século XXI", publicado em 19/01/2024 no Esquerda Online). 

Para se ter uma perspectiva efetivamente revolucionária, é incontornável e imprescindível conhecer e entender o legado de um dos maiores comunistas revolucionários da história, Vladímir Ilitch Uliánov "Lênin", que neste 21 de janeiro de 2024 completa-se 100 anos de sua morte. Todo seu legado está vinculado às dimensões políticas práticas de "mudar o mundo", unindo teoria e prática. Trata-se de um marxismo revolucionário aberto, não dogmático, porque é crítico sem ser doutrinário. Como afirma o historiador Tamás Krausz, autor da obra "Reconstruindo Lênin: uma biografia intelectual" (Boitempo, 2017), "sabemos que os revolucionários socialistas – pessoas cujas ações pretenderam lançar as bases de uma alternativa comunal-humanista ao capitalismo – não são tidos em grande estima pela historiografia moderna. O historiador pode ser tomado como o exemplar típico de 'intelectual servil'. Isso nos oferece amplas razões para nos aferrarmos à objetividade, da qual qualquer historiador precisará a fim de evitar seguir as opiniões em voga e também preservar uma abordagem crítica" (p. 12).

Assim, "pesquisas sobre o legado de Lênin foram deixados à margem da literatura acadêmica recente. Porém isso não significa que novos livros e estudos sobre Lênin, sua vida e sua obra não apareçam diariamente" (p. 12). Lênin é, certamente, uma figura incômoda aos donos do poder e ao grande capital, cujos intelectuais orgânicos preservam antigos equívocos e/ou acrescentam preconceitos de nossa época em relação às interpretações sobre Lênin. Trata-se de seguir a lógica da História Oficial de esquecer,   silenciar,   deturpar   e   combater as lideranças, os militantes, os ideais e as lutas dos setores, que não obtiveram êxito em seus propósitos revolucionários e transformadores e, muitas vezes, sofreram duras derrotas. Dessa  forma,  são  consagradas  inúmeras deformações históricas,  inúmeras inverdades  históricas  e  silenciados  numerosos  acontecimentos  da vida e da obra de Lênin que  não  são  do  interesse  dos  setores dominantes que sejam do conhecimento da grande maioria das pessoas e, em particular, das novas gerações. 

Ainda assim, na contramão dos intelectuais  orgânicos comprometidos com a burguesia que cumprem a função de produzir  tal  História  Oficial,  existem novos livros e estudos sobre Lênin, assim como novas edições dos escritos de Lênin. Merecem destaque as publicações das editoras Boitempo e LavraPalavra.

A Boitempo Editorial tem a coleção Arsenal Lênin, que já soma sete obras incontornáveis: o clássico O ESTADO E A REVOLUÇÃO; os preciosos CADERNOS FILOSÓFICOS, reunindo as famosas reflexões e estudos que o marxista russo fez sobre Hegel, às vésperas da Revolução Russa; e a coletânea DEMOCRACIA E LUTA DE CLASSES; O QUE FAZER?, publicado em comemoração aos 150 anos de nascimento de Lênin; IMPERIALISMO, ESTÁGIO SUPERIOR DO CAPITALISMO e DUAS TÁTICAS DA SOCIAL-DEMOCRACIA NA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA; e, recentemente, O DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO NA RÚSSIA, uma análise rigorosa da economia e da estrutura social da Rússia no período posterior à reforma de 1861, que aboliu a servidão do campesinato. 



Uma outra indicação de livro da Boitempo é Reconstruindo Lênin: uma biografia intelectual, do historiador húngaro Tamáz Krausz, resultado de quatro décadas de pesquisas.



A editora LavraPalavra apresenta uma série de publicações dos escritos de Lênin, a saber: 

Escritos de Juventude de Lênin – volumes 1 e 2 Edição: 2020 (Atualmente, não mais reeditados pela editora)

A emancipação das mulheres e a revolução proletária – V. I. Lênin Edição: 2021

O centralismo democrático de Lênin: a luta pela organização revolucionária Edição: 2021

Lênin e a religião (coletânea) Edição: 2022

Estratégia e tática da hegemonia proletária, por Lênin Edição: 2023

Quem são os “amigos do povo” e como lutam contra os social-democratas?, por Vladímir Ilitch Lênin Edição: 2023

Um passo à frente, dois passos atrás Edição: 2024

O Pensamento de Lênin – Henri Lefebvre Edição: 2020

Meus dias com Lênin, por Máksim Górki Edição: 2021

Lênin e a filosofia: materialismo, dialética e a crise nas ciências Edição: 2023



Vale destacar um lançamento da editora Autonomia Literária. Trata-se do livro "Lênin anticolonial: as lutas dos povos colonizados contra o imperialismo", edição 2024, autoria de Vladímir Ilitch Ulianov Lênin; organização de Pedro Silva; prefácio de Jones Manoel.



Recomenda-se a leitura do artigo de Anita Prestes no blog da Boitempo, intitulado "V. I. Lênin (22/4/1870 – 21/1/1924), a luta pelo poder revolucionário e as 'esquerdas' no Brasil de hoje"No 152° ano de nascimento de Vladímir Ilitch Lênin, o grande artífice da Revolução de Outubro de 1917 na Rússia, a historiadora Anita Prestes analisa, em artigo no blog da Boitempo, as ideias mestras das transformações revolucionárias elaboradas por Lênin, destacando como estes ainda são ensinamentos valiosos para as forças de “esquerda” no Brasil de hoje.

CLIQUE NO LINK PARA LER O TEXTO DE ANITA PRESTES NO BLOG DA BOITEMPO:

https://blogdaboitempo.com.br/2022/04/22/v-i-lenin-22-4-1870-21-1-1924-a-luta-pelo-poder-revolucionario-e-as-esquerdas-no-brasil-de-hoje/


Dossiê "Vladimir Ilitch Ulianov – Lenin – 150 anos!"

Edição da revista Germinal: Marxismo e Educação em Debate (v. 12, n. 2, 2020).

https://periodicos.ufba.br/index.php/revistagerminal/issue/view/1999


Coleção raríssima: Obras Completas de Lênin (55 volumes), em espanhol

Em 1981, a Editora Progresso (soviética) iniciou a publicação da mais ampla compilação das Obras Completas de Lênin - são 55 volumes, reunindo todos os livros, folhetos, artigos, rascunhos e esboços, cartas escritas por Lênin. A edição é muito bem cuidada, com muitíssimas notas explicativas e biografias de personagens citados. 

LINK para download dos 55 volumes: https://archive.org/details/@gianferdinand?and[]=subject%3A%22obras+completas%22 (clique sobre cada volume e escolha sempre PDF, à direita, abaixo)  scan de boa qualidade.


Dossiê "Vladimir Illitch Lênin: 150 anos" – Marxismo21

A Editoria de Marxismo21 valeu-se do amplo material publicado nos Marxists Internet Archive e levantou textos de intérpretes da obra de Lênin, brasileiros e do exterior, Vídeos de debates e de cursos recentes sobre a obra do revolucionário russo também integram este extenso dossiê.

https://marxismo21.org/vladimir-illitch-lenin/


Lenin em vida (documentário raro)

Todos os filmes com Lenin que restaram no tempo, reunidos em documentário de 1969 por Mikhail Romm: "Живой Ленин" [Zhivoi Lenin] - "Lenin vivo" ou "Lenin em vida". Postos em ordem cronológica e acrescidos de comentários, formam material indispensável ao estudioso do comunismo, da União Soviética e do século XX.

Clique no link: https://www.fishuk.cc/2016/01/lenin-vivo.html


sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Arguição de Anita Prestes na defesa de tese "Trabalho e Proteção Social na Rússia Soviética"




Este vídeo é um recorte da banca de defesa de doutorado de Giovanny Simon Machado, intitulada "Trabalho e Proteção Social na Rússia Soviética (1917-1922): os anos formativos" e submetida ao Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UFSC. Ocorrida no dia 25 de agosto de 2022, a banca contou com a arguição da profa. Anita Leocadia Prestes, cuja fala constitui o elemento principal desse vídeo. Além da profa. Anita, as profas. Sara Granemann, Angela Amaral e os profs. Ricardo Lara (presidente) e Paulo Pinheiro Machado (suplente) também compuseram a comissão examinadora.

Como a banca foi realizada remotamente, a gravação foi feita pelo próprio software de conferências online da UFSC. A edição é de Michele de Mello.



sexta-feira, 22 de abril de 2022

V. I. Lênin (22/4/1870 – 21/1/1924), a luta pelo poder revolucionário e as “esquerdas” no Brasil de hoje

Artigo de Anita Prestes no blog da Ed. Boitempo

"O proletariado tem como única arma na luta pelo poder, a organização"

Vladímir Ilitch Lênin (22/4/1870 – 21/1/1924)

No 152° ano de nascimento de Vladímir Ilitch Lênin, o grande artífice da Revolução de Outubro de 1917 na Rússia, a historiadora Anita Prestes analisa, em artigo no blog da Boitempo, as ideias mestras das transformações revolucionárias elaboradas por Lênin, destacando como estes ainda são ensinamentos valiosos para as forças de “esquerda” no Brasil de hoje.

CLIQUE NO LINK PARA LER O TEXTO DE ANITA PRESTES NO BLOG DA BOITEMPO:

https://blogdaboitempo.com.br/2022/04/22/v-i-lenin-22-4-1870-21-1-1924-a-luta-pelo-poder-revolucionario-e-as-esquerdas-no-brasil-de-hoje/

TRECHOS DO REFERIDO TEXTO

Na atualidade, observamos que os principais partidos das ditas “esquerdas” estão voltados quase exclusivamente para os processos eleitorais em curso no país, sem revelarem preocupação efetiva com a formação do “bloco histórico” destinado a conduzir a luta pela transformação revolucionária do Brasil. Predomina nesses partidos e em diversos movimentos populares e sociais a espontaneidade, o culto à “luta de classes” sem uma direção voltada para a revolução, a defesa de uma suposta autonomia das massas e a subestimação de qualquer esforço dirigido à construção de um partido efetivamente revolucionário. Predomina o reformismo burguês, despido de um empenho efetivo em subordinar a luta pelas reformas aos objetivos da transformação revolucionária da sociedade.

As concepções reformistas apontadas alimentam a ilusão na eleição presidencial de Lula como solução para os problemas atuais do país, sem perceber que, mesmo vitorioso, mas sem o apoio de organização popular, Lula será forçado a submeter-se aos ditames do grande capital. Lideranças das ditas “esquerdas” conclamam o povo a sair à rua para protestar contra o governo e apoiar os candidatos dessas forças, esquecendo que, em determinadas circunstâncias, as massas desorganizadas podem sair às ruas e protestar, mas voltarão para casa desorganizadas como estavam. Sem um trabalho prévio de organização popular nos locais de trabalho, de moradia, de convivência, não se terá contribuído para o avanço efetivo das forças capazes de dar sustentação a um governo progressista e, muito menos, a uma saída revolucionária para a situação atual do país.

Junto ao referido predomínio das correntes reformistas no meio das ditas “esquerdas”, encontramos os partidários da fraseologia pseudo-revolucionária, capazes de impressionar os incautos e os jovens adeptos com discursos eloquentes e aparentemente radicais, desligados, entretanto, de uma prática efetiva de organização, mobilização e conscientização popular. Tais supostas lideranças costumam proclamar insistentemente objetivos finais (estratégicos) nos seus programas, eivados de generalidades e carentes de propostas táticas viáveis na realidade concreta existente, assim como desligados dos objetivos estratégicos apresentados.




sábado, 5 de março de 2022

Coleção raríssima: Obras Completas de Lênin (55 volumes)

Em 1981, a Editora Progresso (soviética) iniciou a publicação da mais ampla compilação das Obras Completas de Lênin - são 55 volumes, reunindo todos os livros, folhetos, artigos, rascunhos e esboços, cartas escritas por Lênin. A edição é muito bem cuidada, com muitíssimas notas explicativas e biografias de personagens citados. 

LINK para download dos 55 volumes: https://archive.org/details/@gianferdinand?and[]=subject%3A%22obras+completas%22 (clique sobre cada volume e escolha sempre PDF, à direita, abaixo)  scan de boa qualidade.

FONTE: blog Universidade Popular






segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Luta de classes, Estado e democracia (Assista ao vídeo)

Aula ministrada pela professora Anita Prestes, em linguagem clara e acessível., no II Curso de Formação Política, Crise Econômica e Direitos Sociais no Brasil e América Latina, do Núcleo Práxis da USP.




A aula da professora e historiadora marxista Anita Prestes pode ser assistida a partir de 18 minutos e 35 segundos do vídeo.


https://www.youtube.com/watch?v=sOzoqYsZvcA&t=1112s

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Dossiê "Vladimir Ilitch Ulianov – Lenin – 150 anos!"

 A mais recente edição da revista Germinal: Marxismo e Educação em Debate (v. 12, n. 2, 2020).



v. 12, n. 2 (2020)

Vladimir Ilitch Ulianov – Lenin – 150 anos!

Sumário

Editorial

Rodrigo Castelo
1-5

Debate

Vijay Prashad
6-20
Marina Machado Gouvea
21-34
Muniz Ferreira
35-49
Jones Manoel
50-68
Luis Eduardo Rocha Maia Fernandes
69-85
Jaime Ortega
86-100

Artigos

Víctor Antonio Carrión
101-112
Ranieri Carli
113-121
Ademar Bogo
122-133
Marcos Del Roio
134-145
Anderson Deo
146-165
Fábio Palácio de Azevedo
166-180
Túlio C.D. Lopes
181-192
Ana Carolina Marra de Andrade, Júlio César Villela da Motta Filho
193-204
Mariléia Maria da Silva, Luciana Pedrosa Marcassa
205-221
Edson Teixeira da Silva Júnior
222-235
Leonardo César de Albuquerque
236-248
Raphael Seabra
249-261
Victor Neves
262-276
Theófilo Machado Rodrigues
277-288
Lucas Bezerra
289-310
Marizete Andrade da Silva
311-321
Juberto Antonio Massud de Souza
322-334
Lucas Barbosa Pelissari
335-346
Vagno Emygdio Machado Dias
347-358
Vinícius Azevedo, Lucas André Teixeira
359-371
Leonardo Marcelino Luz
372-383
Júlio Ernesto Souza de Oliveira
384-394
Gustavo Borges Monteiro, Carlos Henrique Ferreira Magalhães
395-405

Entrevista

Mauro Iasi
406-413

Clássico

Vladimir Lenin
414-421

Resenhas

Guilherme de Rocamora
422-425
Hevilla Wanderley Fernandes
426-429

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Para download: EL ESTADO Y LA REVOLUCIÓN _ Vladimir Lenin

Via La lectura es la fábrica de la conciencia revolucionaria (Facebook)


El estado y la revolución es una obra de Vladimir Lenin escrita a lo largo de 1917 (en plena revolución rusa) en ella se dedica a analizar y teorizar sobre la cuestión del estado y su rol en la sociedad de clases.

Es considerada una obra de tremenda importancia tanto para la teoría marxista como para comprender, en un contexto histórico, las intenciones de Lenin respecto a la nación que nacía a partir del desplome de la Rusia zarista.

En el capítulo I del libro, Lenin demuestra que el Estado surgió en un grado determinado del desarrollo social, como un producto de la inconciliabilidad de las contradicciones de clase. El Estado es el órgano de la dominación violenta de una clase sobre otra.


DESCARGA

https://drive.google.com/file/d/12UqGZvtx9E4y01tNH22LwV7J8vlVtAaY/view?fbclid=IwAR3_2KQiMPGBNTsA5lfD-sSsdaxpDOqufhqRc_EP6soW7fP1wqU6g7k6Si4





terça-feira, 1 de setembro de 2020

Para download: La estrategia y táctica socialistas de Marx y Engels a Lenin _ Vania Bambirra e Theotonio Dos Santos vol. I e II

 Da página "La lectura es la fábrica de la conciencia revolucionaria"

(Via marxismo21.org)





La estrategia y táctica socialistas de Marx y Engels a Lenin Volumen I

(Versión original: Dos Santos, Theotonio y Vania Bambirra (1980), La estrategia y táctica socialistas de Marx y Engels a Lenin, tomo I, México. Edit. Era.)

Prólogo

Introducción: Apuntes sobre estrategia y táctica

Primera parte: La estrategia y la táctica socialistas en Marx y Engels

I. Concepciones estratégicas y tácticas del movimiento obrero antes del marxismo 

II.  Las concepciones estratégicas del Manifiesto comunista

III. La revolución de 1848 y la tesis de la revolución permanente

IV. La fundación de la I Internacional: nuevos avances estratégicos y tácticos

V. Las resoluciones de la Internacional y la maduración táctica

VI. La Comuna de París

VII. La crisis de la Internacional y la revolución española: la crítica del anarquismo

VIII: La formación del Partido Socialista Alemán: socialismo de estado, nación y sufragio universal

IX. La II Internacional y la estrategia revolucionaria de masas

X. Las concepciones estratégicas y tácticas de Marx y Engels: un balance

Segunda parte: Cuestiones estratégico-tácticas de la II Internacional

I. El contexto general del desarrollo de la II Internacional

II. El debate del revisionismo: Bernstein

III. La crítica centrista del revisionismo: Kautsky

IV. La crítica de la izquierda: Rosa Luxemburgo

V. La participación en los gobiernos burgueses

VI. La huelga de masas como instrumento revolucionario

VII. Imperialismo, nacionalismo, militarismo y guerra

VIII. La II Internacional: un balance

LINK PARA DOWNLOAD:

https://drive.google.com/file/d/1Yll9RC46XKpiBi_z5GTlhw4YErRLBFAD/view?usp=drivesdk


La estrategia y táctica socialistas de Marx y Engels a Lenin Volumen II

(Versión original: Dos Santos, Theotonio y Vania Bambirra (1980), La estrategia y táctica socialistas de Marx y Engels a Lenin, tomo II, México, Edit. Era.)

Primera parte: La lucha por el poder

Nota previa

I. Socialismo agrario y terrorismo en contra de la autocracia

II. La crítica de la concepción populista de la Revolución rusa

III. Leninismo versus economicismo: La constitución del partido

IV. ¿Partido de masas o de cuadros? El surgimiento del bolchevismo

V. 1905: La táctica del proletariado en la Revolución democrática

VI. 1905: Experiencias y balance

VII. El descenso como acumulación de fuerzas

VIII.  El nuevo ascenso, de la guerra y la traición de la II Internacional

IX. La táctica de Lenin en la Revolución rusa

X. Las condiciones políticas y materiales, el triunfo de las revoluciones de octubre vistas por Lenin

Segunda parte: Defensa, consolidación y proyección del poder revolucionario

I. Cuestiones estrategico-tácticas del poder soviético

II. Lenin y la III Internacional

III. Síntesis: El Leninismo, su estrategia y su táctica

LINK PARA DOWNLOAD:

https://drive.google.com/file/d/1x48ncxJb9WEHW8RqiecEQnjunZdQWkVF/view?usp=drivesdk

domingo, 26 de abril de 2020

Lenin, a 150 años de su nacimiento

Por Atilio A. Boron 

Fuentes: Rebelión
Vladimir Illich Ulianov nació en un día como hoy [22/04], de 1870, en Simbirsk, Rusia. Fue el fundador del Partido Comunista Ruso (Bolchevique), el líder indiscutido de la primera insurrección obrero-campesina triunfante a escala nacional en la historia de la humanidad: la Revolución de Octubre en Rusia (que llevó a su término lo que la heroica Comuna de París no pudo hacer) y arquitecto y constructor del Estado Soviético.

Como si lo anterior no bastase fue también un notable intelectual, autor de numerosos y medulares escritos sobre temas tan variados como filosofía, teoría económica, ciencia política, sociología y relaciones internacionales.[1] “Práctico de la teoría y teórico de la práctica” según la brillante definición que de él propusiera György Lukács, Lenin introdujo tres aportaciones decisivas a la renovación de una teoría viviente, el marxismo, que siempre la entendió como una “guía para la acción” y no como un dogma o un conjunto esclerotizado de preceptos abstractos. Gracias a Lenin  los cimientos teóricos establecidos por Karl Marx y Friedrich Engels se enriquecieron con una teoría del imperialismo que arrojaba luz sobre los desarrollos más recientes del capitalismo en la primera década del siglo veinte; con una concepción acerca de la estrategia y táctica de la conquista del poder o, dicho en otros términos, con una renovada teoría de la revolución basada en la alianza “obrero-campesina” y el papel de los intelectuales; y con sus distintas teorizaciones sobre el partido político y sus tareas en distintos momentos de la lucha social. Una herencia teórica extraordinaria, como brota de la precedente enumeración. 

En este breve recordatorio del nacimiento de un personaje excepcional como el que nos ocupa quisiera llamar la atención sobre una de esas tres aportaciones: la cuestión del partido. En efecto, preocupa la nociva persistencia de un lugar común -y profundamente erróneo- consistente en hablar de “la teoría” del partido en Lenin como si éste hubiera forjado una, absolutamente imperturbable ante los cambios y los desafíos del proceso histórico. Como lo hemos demostrado en nuestro estudio introductorio en una nueva edición del ¿Qué Hacer? Lenin modificó su concepción del partido en correspondencia con las variaciones en las condiciones que caracterizaban los distintos momentos del desarrollo de la lucha revolucionaria en Rusia.[2] Es una obviedad subrayar que su sensibilidad histórica y teórica era incompatible con cualquier dogmatismo, lo que hizo que tomara rápidamente nota de las enseñanzas que dejara la revolución de 1905 y el marginal papel que en ella jugara la organización política a la que pertenecía,  el Partido Obrero Social Demócrata de Rusia. Su reflexión autocrítica se volcó  en el prólogo a un frustrado libro –iba a llamarse En Doce Años – que recopilaría los  libros y artículos que escribiera entre 1895 y 1907. Pese a la módica  liberalización que el zarismo había consentido luego del ensayo revolucionario de 1905 y la derrota que las tropas del zar habían sufrido en la guerra ruso-japonesa, lo cierto es que aquellos materiales fueron confiscados por la censura y nunca vieron la luz pública. No obstante, el prólogo quedó a salvo y deja importantes claves para comprender la evolución  del pensamiento de Lenin.[3]  En esa reflexión  de 1907 Lenin explica que el modelo de partido propuesto en el  ¿Qué Hacer? se explicaba por las durísimas condiciones impuestas por la lucha clandestina contra el zarismo y su impresionante aparato represivo. Ahora bien, una vez triunfante la Revolución de 1905 Lenin modifica su concepción del partido -que sigue siendo revolucionario pero que ya no debe actuar en la clandestinidad- y se acerca a una postura en cierto sentido similar a la de la socialdemocracia alemana (recordar que Lenin recién repudia la teorización de Karl Kautsky en 1909) que, en ese momento, era el “partido guía” de la Segunda Internacional. Dado que el partido no es una entelequia que sobrevuela las contingencias y los azares de la historia el cambio en la correlación de fuerzas entre el zarismo y las fuerzas sociales de la revolución, amén de las mutaciones operadas en el marco institucional en el que se daba la lucha política- modificaron profundamente la visión de Lenin sobre el carácter del partido, su estructura organizativa, sus tácticas y su actividad organizativa en las nuevas circunstancias históricas. La lucha por la revolución, sobre la cual Lenin jamás hizo ninguna concesión, debía apelar a un nuevo formato partidario. Y lo hizo.

No obstante, el triunfo de la revolución en Febrero de 1917 precipitó la gestación de una tercera teorización en donde la centralidad del partido en la vanguardia del proceso revolucionario fue desplazada por el arrollador protagonismo de los soviets. Con su proverbial sagacidad Lenin advirtió esta mutación, una suerte de revolución copernicana en la esfera de la política, antes que ningún otro dirigente del partido Bolchevique y la dejó impresa para la historia en su asombrosa (y para muchos camaradas, escandalosa) consigna de “¡Todo el poder a los Soviets!” Esto significó, en los hechos, una extraordinaria revalorización del poderío insurreccional de estas inéditas formaciones políticas y un cierto –y transitorio- relegamiento del partido en la “fase más caliente” de la conquista del poder, antes y poco después del triunfo de Octubre. Como veremos más abajo de ninguna manera podría argüirse que Lenin había devaluado definitivamente la importancia del partido. Pero fino observador como era no podía dejar de corroborar su transitorio eclipse en el horno incandescente de la revolución, donde la  arrolladora potencia plebeya de los soviets y su condición de actores imprescindibles a la hora de lograr el triunfo definitivo de la revolución eran incuestionables. La historia se encargó de demostrar que aquella sorprendente consigna, tan discutida en su tiempo por sus propios camaradas bolcheviques, a la larga demostró ser acertada pues en el complejísimo tránsito entre la revolución democrático-burguesa de Febrero y la consumación de la revolución socialista de Octubre, el protagonismo excluyente recayó sobre los soviets y no sobre el partido. Lenin fue uno de los muy pocos que supo comprender este cambio y, también, en darse cuenta que este desplazamiento estaba lejos de ser definitivo y que más pronto que tarde el partido volvería a ocupar un lugar de preponderancia en las luchas políticas. Cosa que efectivamente ocurrió.

En efecto, la estabilización del poder soviético y los enormes desafíos de la construcción del socialismo -en un país devastado por la Primera Guerra Mundial y por la guerra civil declarada por la aristocracia terrateniente, los capitalistas y sus aliados en los gobiernos europeos- dio lugar al nacimiento de una nueva teorización sobre el partido, la cuarta. En esta nueva concepción el partido revolucionario es redefinido (y permítaseme abusar de un didáctico anacronismo) “en clave gramsciana”; es decir, el partido como el gran organizador de la dirección intelectual y moral de la revolución, como educador y concientizador de las masas y especialmente de la juventud; como el forjador de una nueva conciencia civilizatoria e instrumento imprescindible para asegurar la perdurabilidad del triunfo revolucionario. Los últimos escritos de su vida, ya consolidada la victoria de las masas obreras y campesinas rusas, marcan precisamente ese retorno del partido al centro de la escena política, resaltando su centralidad estratégica ante la inmensa tarea de dar comienzo a la construcción de la nueva sociedad comunista y de una nueva estatalidad revolucionaria que, inspirada en las enseñanzas de la Comuna de París, no debía ser remedo del estado capitalista. Y eso no sólo en el plano nacional: la creación de la Internacional Comunista en 1919 proyectó sobre el escenario mundial el papel del partido en momentos en que parecía que el capitalismo se enfrentaba a un callejón sin salida y que el triunfo de la revolución proletaria mundial parecía inminente.   

Concluyo esta breve reflexión diciendo que la habitual caracterización del revolucionario ruso como un atento lector y discípulo de Marx no le hace justicia a la inmensidad de su legado. Como constructor del primer estado obrero mundial, uno de cuyos más perdurables logros civilizatorios fue su decisiva contribución a la derrota del nazismo, y como refinado pensador que aportó valiosos y necesarios desarrollos al corpus teórico del marxismo la obra de Lenin alcanza una estatura teórica que no pasó desapercibida para un atento observador de la derecha. Hablamos, claro está, de Samuel P. Huntington, quien en uno de sus más importantes libros sentencia que “Lenin no fue el discípulo de Marx; más bien, éste fue el precursor de aquél. Lenin convirtió al marxismo en una teoría política,”[4] Tesis que sin duda debe ser tomada con pinzas y abre numerosas e inquietantes preguntas, pero que contiene algunos elementos de verdad que no pueden ser simplemente desdeñados. Y hoy, cuando se cumplen 150 años del nacimiento de Lenin, el desafío que nos propone la heterodoxa tesis del estadounidense es una buena ocasión para invitar a la militancia anticapitalista a retomar el estudio de la vasta producción teórica del fundador de la Unión Soviética.

Notas:


[1] Las Obras Completas de Lenin, que reúne los libros, artículos, ensayos, intervenciones periodísticas, discursos y mensajes de diversos tipo, fueron publicadas por primera vez en lengua castellana por la Editorial Cartago del Partido Comunista Argentino entre 1957 y 1973. Consta de 50 tomos y dos más conteniendo los índices de la obra. Cabe recordar que Lenin muere a los 54 años, lo cual pone de relieve el extraordinario caudal de su talento como escritor, publicista y dirigente  político.

[2] Para un análisis más detallado de estas cuestiones ver nuestra introducción en: V. I. Lenin, ¿Qué Hacer? Problemas candentes de nuestro movimiento (Buenos Aires: Ediciones Luxemburg, 2004), pp. 13-73.


[3] Lenin se refiere a este escrito suyo  en su ¿Qué Hacer?  (op. cit), pp. 75-83.


[4] Ver su  Political Order in Changing Societies  (New Haven: Yale University Press, 1968), p. 336.

FUENTE: Rebelión


quarta-feira, 22 de abril de 2020

PARA DOWNLOAD: Livro "Lenin 150"

Livro digital em homenagem aos 150 anos de nascimento de Lênin

No dia 22 de abril de 1870, um século e meio atrás, nascia o pensador marxista e líder revolucionário russo Vladímir Illitch Uliánov, mais conhecido como Lênin.

Em celebração aos 150 anos de seu nascimento, a editora Expressão Popular, em parceria com a editora Batalla de ideas, Argentina, LeftWord, Índia, e o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social, traz à luz este volume cujo objetivo é manter vivo o pensamento e o exemplo deste que foi um dos mais importantes revolucionários da história. Lenin dedicou e empenhou sua vida em construir uma nova sociedade, baseada não na exploração do ser humano pelo ser humano, mas na cooperação entre si, a partir de novos valores que têm como princípio a humanidade e não a mercadoria.

O livro Lenin 150 reuni um breve texto de Vijay Prashad, que figura como apresentação às Obras escolhidas de Lenin publicada pela Leftword na Índia, que traz a trajetória política e teórica de Lenin, demonstrando sua preocupação cotidiana e permanente com a construção da organização da classe trabalhadora para a revolução social; o poema “Vladimir Ilitch Lenin”, de Maiakovski, cuja escrita se iniciou logo após a morte do dirigente revolucionário, em janeiro de 1924, e finalizada em outubro deste mesmo ano; e, por fim, o breve e denso texto de Lenin “As três fontes e as três partes componentes do marxismo”, em que ele recupera as tradições das quais Karl Marx se valeu para elaborar sua teoria social, a saber: a Filosofia clássica alemã, a Economia Política inglesa e o Socialismo francês.

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SUMÁRIO

Nota editorial ........................................................................................................ 5

Ao camarada Lenin, em seu 150º aniversário ........................................................ 7
Vijay Prashad

Vladimir Ilitch Lenin (1924)................................................................................17
Vladimir Maiakovski

As três fontes e três partes componentes do marxismo .......................................117
Vladimir I. Lenin

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