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domingo, 7 de maio de 2023

Para download: "Diccionario histórico-crítico del Marxismo : conceptos de estética y cultura" (Buenos Aires, 2023)

Diccionario histórico-crítico del Marxismo : conceptos de estética y cultura

Wolfgang Fritz Haug, Frigga Haug, Peter Jehle, Wolfgang Küttler (editores) 

Edición en castellano al cuidado de Mariela Ferrari, Victor Strazzeri y Miguel Vedda




[...] Las entradas del Diccionario Histórico-Crítico del Marxismo que integran esta selección ponen de manifiesto la riqueza de estos controvertidos debates, ya sean los internos a la tradición marxista y revolucionaria, o los surgidos entre sus representantes y otrxs pensadorxs dedicadxs a los fenómenos estéticos y culturales.

Sin embargo, no es raro dar aún con personas que consideran que el ámbito de la literatura y el arte, e incluso el íntegro campo de la cultura, son espacios externos al marxismo o provincias menores, a los que solo habría que conceder un capítulo suplementario o una representación menor frente a las grandes secciones de la economía o la política; como si no hubieran existido las reflexiones estéticas de Lukács y Bloch, de Benjamin y Adorno, de Brecht y Kracauer, de Gramsci y Pasolini, de Sartre y Goldmann, de de Beauvoir y Moers, de Williams y Jameson, por mencionar solo algunos pocos nombres relevantes. [...]

Redactadas y publicadas en el lapso de varias décadas, las diferentes entradas llevan las marcas del momento en el que fueron escritas; justamente, uno de los principios rectores del Diccionario es mostrar esas marcas sin tratar de desdibujarlas como si fuera posible abordar el problema al margen de las coordenadas históricas específicas, desde una (imposible) posición externa y trascendental. El propio carácter autorreflexivo del pensamiento dialéctico de Marx debería funcionar, en sí, como una instigación a evitar cualquier pretensión de trascendencia. 

(Extracto de Presentación, por Mariela Ferrari, Victor Strazzeri y Miguel Vedda)


Disponible en pdf en: 

http://publicaciones.filo.uba.ar/sites/publicaciones.filo.uba.ar/files/Inkrit%20Berlin_interactivo.pdf

Diccionario histórico-crítico del Marxismo : conceptos de estética y cultura / Thomas Metscher ... [et al.]; Editado por Frigga Haug ; Wolfgang Fritz Haug ; Peter Jehle. - 1a ed - Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Editorial de la Facultad de Filosofía y Letras Universidad de Buenos Aires, 2023.

quarta-feira, 1 de março de 2023

José Martí - Obras Completas (edición crítica) - 29 volúmenes en acceso abierto y gratuito

CLACSO (Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales) presenta ​la Edición Crítica de las Obras ​C​ompletas​ ​de José Martí (1853-1895)​, una iniciativa del Centro de Estudios Martianos y del Ministerio de Cultura de la República de Cuba.

2023 - año del aniversario 170 de su natalicio

(28 de enero de 1853)



La colección, compuesta de 29 volúmenes en acceso abierto y gratuito,​ recoge los manuscritos e impresos de José Martí conocidos hasta hoy: proclamas, discursos, manifiestos, comunicaciones, dedicatorias, cartas, correspondencias periodísticas, crónicas, artículos, ensayos, narraciones, obras de teatro, poemas, semblanzas biográficas, traducciones, dibujos, borradores, fragmentos de escritos y cuadernos de apuntes.


El contenido de los tomos se ha ordenado y combinado por fechas, temas y géneros, apreciando la evolución y línea del pensamiento martiano, y el paralelismo de su accionar político, periodístico y literario, simultaneidad que empieza a manifestarse a partir de los años 1875-1876, para intensificarse posteriormente. Organizar cronológicamente los textos nos permite observar esa evolución del pensamiento martiano, pero a su vez, separa en diferentes tomos, grupos de textos que habitualmente (y por deseo expreso del autor en su carta devenida testamento literario) se han presentado juntos, como ocurre con las Escenas norteamericanas y las Escenas europeas.

La confrontación de los textos con sus originales o variantes de estos, ha conllevado a la natural rectificación de erratas, así como la fijación del texto más permisible. Los escritos de época han suscitado convenciones editoriales, atendiendo a los modernismos en la ortografía y el lenguaje. La peculiar puntuación martiana ha sufrido modificaciones imprescindibles, pero siempre respetando la intencionalidad del autor.

En términos generales, cada tomo contiene: textos martianos, notas al pie, notas finales, índice de notas finales, índice de nombres, índice geográfico, índice de materias, índice cronológico e índice general del tomo.

La Edición Crítica de las Obras completas es fruto de la colaboración de investigadores y editores del Centro de Estudios Martianos, expertos conocedores de la obra y de la caligrafía de Martí, estudiosos de la obra martiana en el mundo y numerosas instituciones, que han convertido esta “obra” en reflejo de la sentencia que incluyó Juan Marinello, en 1963, en su prólogo a la edición de las Obras completas de la Editorial Nacional de Cuba: “Una edición crítica es el hombre y su tiempo -todo el tiempo y todo el hombre-, o es un intento fallido”.

Descargue desde aquí las Obras Completas en acceso abierto:




terça-feira, 8 de novembro de 2022

Resenha do livro "Olga Benario Prestes. Eine biografische Annäherung" pelo estudioso literário Robert Cohen

A resenha do livro escrito pela historiadora Anita Prestes foi publicado hoje, 8/11/22, no jornal alemão junge Welt, disponível em: https://www.jungewelt.de/artikel/438328.antifaschismus-die-solidarit%C3%A4t-der-opfer.html

Leia a seguir a resenha traduzida para o português.

ANTIFASCISMO

A solidariedade das vítimas

A historiadora Anita Prestes escreve sobre a vida e morte da sua famosa mãe, a comunista judia Olga Benario.

Por Robert Cohen* 


Olga Benario, cuja memória foi honrada muitas vezes na RDA [República Democrática Alemã], é agora também uma das bem conhecidas vítimas do Holocausto na República Federal da Alemanha. "Conhecido" não significa apenas uma forma de celebridade - que é questionável no contexto do Holocausto de qualquer modo - mas também nos lembra que a maioria das vítimas permaneceu desconhecida. Isto dá origem à obrigação para aqueles que vêm mais tarde de comemorar sempre na vítima individual também a totalidade das vítimas. Se falta esta solidariedade, ela leva a reações mal orientadas, como a que foi relatada por Theodor Adorno sobre um espectador de teatro que, após uma representação de O Diário de Anne Frank, se diz ter dito em choque: "sim, mas pelo menos a rapariga deveria ter sido autorizada a viver. "Olga Benario insistiu nesta solidariedade, mesmo no seu mais profundo sofrimento. Em 12 de Fevereiro de 1938, escreveu ao seu parceiro Carlos Prestes, que estava preso no Brasil, da prisão da Gestapo em Berlim, que ainda era capaz de distinguir "entre a insignificância das questões da sua pequena pessoa e os acontecimentos históricos mundiais gerais do nosso tempo".

A comunista de ascendência judaica de Munique inscreveu o seu nome nestes eventos: Para além de uma monografia, um romance e um filme documentário, a sua correspondência sobre a prisão e os campos de concentração e o seu arquivo da Gestapo foram publicados nos últimos anos, tendo sido lançado um livro áudio assombroso em 2020. 

Com o livro fino de Anita Prestes "Olga Benario Prestes. Uma Abordagem Biográfica", complementa estas apresentações de uma forma significativa. Baseia-se na avaliação do extenso dossiê da Gestapo sobre Olga Benario, que está acessível nos arquivos da Federação Russa desde Abril de 2015. O livro contém fotografias, várias cartas e uma entrevista com o autora destinada aos leitores alemães.

Uma breve descrição da juventude de Olga Benario e do compromisso comunista inicial é seguida na seção principal por uma montagem opressiva de cartas seleccionadas e documentos da Gestapo com comentários complementares de Anita Prestes. Isto mina o cliché de que o Holocausto deve permanecer incompreensível. A burocracia passo a passo que conduz à aniquilação de um ser humano é tornada acessível à mente analítica. Os acontecimentos da curta vida de Olga Benario - ela tinha trinta e quatro anos quando foi morta - são, por vezes, pouco credíveis. Daí as numerosas notas de rodapé e a bibliografia na edição original brasileira de 2017 (estão em falta na edição alemã).

Um aspecto notável do livro está enraizado na pessoa da autora: Anita Prestes é uma historiadora, mas é também filha de Olga Benario. Isto leva, inevitavelmente, a uma visão estereofónica. Por exemplo, no capítulo sobre o resgate de Anita, de 14 meses, da custódia da Gestapo para sua sogra brasileira. O que poderiam estas passagens ter exigido da autora, agora com 85 anos de idade? Anita Prestes encontrou uma solução para manter a sua própria consternação à distância: Ela fala do seu antigo eu na terceira pessoa: "a criança"; numa nota ela chama a atenção para isto. Esta nota sensibiliza o leitor para o difícil equilíbrio da autora entre historiografia e autobiografia.

O subtítulo foi também alterado para a edição alemã. No original lê-se: "Uma comunista nos arquivos da Gestapo". Anita Prestes, ela própria comunista e, segundo as suas memórias Viver é tomar partido (2019), por vezes ativa numa posição de liderança no PCB, insiste no compromisso político dos seus pais em tudo o que diz. Mesmo na sua ampla monografia sobre o seu pai, isto é assinalado no subtítulo sucinto: "Um comunista brasileiro". Mas mesmo sem a menção no título, a centralidade do empenho comunista de Olga Benario nas suas ações e destino torna-se clara; é um mérito da Verbrecher Verlag ter trazido à luz este livro.

A manipulação de Anita Prestes das origens judaicas da sua mãe é mais difícil. Ela não faz segredo desta origem, mas minimiza o seu significado. Olga Benario já tinha deixado a comunidade judaica aos dezessete anos de idade, como se pode ver num arquivo da Gestapo citado por Anita Prestes. A correspondência prisional de Olga Benario quase não menciona as suas origens judaicas. De acordo com Anita Prestes na entrevista, a comunidade judaica brasileira tinha-se apropriado de Olga Benario enquanto ignorava o seu comunismo. A autora tem razão em defender-se contra isto. Talvez a melhor maneira de fazer justiça à relação de Olga Benario com o judaísmo seja referir-se ao famoso ensaio de 1958 "The Non-Jewish Jew" do historiador comunista polaco-britânico Isaac Deutscher. Deutscher expõe uma linhagem judaica de "grandes revolucionários do pensamento moderno", entre os quais Marx, Rosa Luxemburgo e Trotsky. Tinham-se separado das suas origens judaicas; mas sem estas origens, o seu desenvolvimento não poderia ser compreendido. Neste sentido, Olga Benario poderia ser entendida como uma judia não judia.

Anita Prestes enfatiza repetidamente a firmeza da sua mãe. Apesar de todas as torturas mentais e físicas durante os anos na prisão e nos campos de concentração, ela não revelou nada, como é provado por citações do dossiê da Gestapo. Esta firmeza foi tão importante para Anita Prestes que ela colocou uma declaração da sua mãe como epígrafe do texto (falta-o na edição alemã). Para Anita Prestes, o conceito de solidariedade está inseparavelmente ligado à firmeza. Uma e outra vez ela sublinha a atitude de solidariedade da sua mãe para com todas as outras vítimas do fascismo. A solidariedade forma uma espécie de leitmotiv do livro, como já é assinalado na dedicatória: "Em memória de Olga Benario Prestes, da minha mãe e de todos aqueles que morreram na luta contra o fascismo". Com esta formulação, Anita Prestes, por seu lado, cumpre a obrigação de recordar sempre solidariamente a totalidade das vítimas na vítima individual.


Robert Cohen é o autor do épico romance Exil der frechen Frauen (2009), Olga Benario é uma das três personagens principais.

Anita Prestes: Olga Benario Prestes. Eine biografische Annäherung. Aus dem Portugiesischen vom Coletivo Tropeção. Verbrecher-Verlag, Berlin 2022, 114 Seiten, 16 Euro.



sexta-feira, 24 de junho de 2022

Consulta aos livros do acervo da Coleção Luiz Carlos Prestes (LCP) na Biblioteca Comunitária da UFSCar

Já é possível consultar os livros do acervo da Coleção Luiz Carlos Prestes (LCP), que se encontra na Biblioteca Comunitária da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos),   através do sistema informatizado de gerenciamento de dados Pergamum. Trata-se da biblioteca de livros adquiridos por Luiz Carlos Prestes (LCP). Há livros da prisão com carimbo da “Casa de Correção, RJ” - 1936-1945, muitos deles com anotações, e livros pós - prisão (1948-1958) com dedicatórias.

O acervo é composto de 1.400 livros. O acervo está no quinto andar da Biblioteca Comunitária. “Livro de filosofia, de outros países que ele procurava conhecer, livro de música. É bem diversificado o acervo dele”, afirmou a bibliotecária Izabel da Mota Franco. Muitas edições se tornaram ainda mais especiais pelas dedicatórias como a que possui a assinatura de Cândido Portinari e outra de Euclides da Cunha, autor de ‘Os Sertões’. Uma biografia de Prestes escrita por Jorge Amado em 1942 também está entre as obras. (Ver em UFSCar faz restauração de parte do acervo de 1,4 mil livros de Luiz Carlos Prestes)

Para consultar os livros da Coleção Luiz Carlos Prestes (LCP), clique no link https://www.pergamum.ufscar.br/biblioteca/index.php. Em "Opções de consulta", clicar em "Índice". Em seguida, em "Buscar por", selecione a opção "Número de Chamada". Depois no campo "Pesquisa Geral", colocar a sigla LCP e clicar em "Pesquisar". 

A Coleção Luiz Carlos Prestes (LCP) é formada pelo acervo particular que pertenceu a Luiz Carlos Prestes (03/01/1898–07/03/1990) doado, em 2018, por sua filha Anita Leocadia Prestes. Este acervo é composto um conjunto representativo de materiais diversificados tais como: livros, arquivo pessoal, documentos e objetos. Um acervo composto de diversos tipos documentais e bibliográficos de uma das personalidades políticas mais influentes no Brasil durante o século XX, que revela parte da história do país.

O referido acervo faz parte das Coleções Especiais - UMMA (Unidade Multidisciplinar de Memória e Arquivo Histórico da UFSCar): Coleção Florestan Fernandes, Coleção Luiz Carlos Prestes, Coleção Luís Martins, Revista Ilustração Brasileira, Coleção Henrique Luiz Alves, Coleção de Ficção Científica e Coleção Brasiliana.




Acervo de livros de Luiz Carlos Prestes foram doados para a UFSCar — Foto: Marlon Tavoni/EPTV (2018)



Para saber um pouco mais dos materiais diversos da Coleção Luiz Carlos Prestes (LCP) da UMMA, veja as seguintes postagens deste blog:






terça-feira, 18 de agosto de 2020

Livro resgata documentos produzidos por Luiz Carlos Prestes em seus últimos dez anos

 Gustavo Rolim apresenta em Herança, Esperança e Comunismo a história de Prestes e do movimento comunista no Brasil

Katia Marko

Brasil de Fato | Porto Alegre | 18 de Agosto de 2020



A Editora Lutas Anticapital publicou recentemente o livro Herança, Esperança e Comunismo: Luiz Carlos Prestes e o movimento Comunista brasileiro – documentos (1980-1994), organizado por Gustavo Rolim.


O livro é um dossiê de documentos produzidos por Luiz Carlos Prestes, Anita Leocádia Prestes e o movimento comunista, a partir de 1980, quando este rompe com o Comitê Central do PCB. Além dos textos, também traz periódicos como o Ecos a Carta de Prestes, o Voz Operária e os primeiros números do Jornal Avançando.


No Prefácio, Lincoln Secco salienta que poucas personalidades no Brasil têm a grandeza política e moral de Luiz Carlos Prestes. “Nele confluem diferentes camadas históricas numa síntese única. Como Julio Mella ele foi um jovem inconformista dos anos 1920. Como Togliatti e Dimitrov, foi um dos símbolos da Revolução Mundial nos anos 1930. Como Dolores Ibárruri, que depois de ser La Pasionaria sobreviveu longos anos ao seu próprio tempo, ele foi muito além do Cavaleiro da Esperança.”


Segundo Gustavo, também foram incluídos dois textos de Florestan Fernandes, pela sua aguda capacidade de sintetizar em linhas gerais as contribuições de Prestes e de suas posições políticas para a história brasileira. Já no primeiro capítulo, Gustavo destaca essa descrição de Florestan: 


“A vida de Luiz Carlos Prestes atravessa a história do Brasil e marca, dramaticamente, os limites da atividade libertadora, nacionalista e revolucionária. Tornou-se herói antes de afirmar-se como símbolo das possibilidades frustradas e foi a sua lenda que levou os comunistas até ele [...] Inicia-se assim, uma carreira política ímpar. Luiz Carlos Prestes não foi do comunismo à revolução. Saltou da revolução ao comunismo. O que quer dizer que seu ardor revolucionário inquebrantável possuía raízes no solo histórico do nosso país e da América Latina. Ele nasce e se alimenta da recusa firme e decidida de uma ordem de privilégios, de iniquidades e de formas extremas de exploração e opressão, que são repelidas com intransigência [...] À sedução do poder, ele preferiu a luta tenaz e incerta pela criação de uma nova sociedade. É preciso que se reflita sobre isso, hoje e agora [...] É o caminho de todos os grandes revolucionários da América Latina. A recusa da sociedade existente, da ordem de iniquidades e do mandão como lobo de outros homens.” [FERNANDES, Florestan. "Luiz Carlos Prestes: esperança e revolução". In: ____. A contestação necessária: retratos intelectuais de inconformistas e revolucionários. São Paulo, Ática, 1995.]


Para abrir o livro, Gustavo escolheu Taiguara, um dos artistas mais censurados da Ditadura. A música "Voz do Leste" é uma homenagem ao periódico "Voz Operária" e aos comunistas alinhados a Prestes. Ela integra o álbum lançado em 1983, "Canções de amor e liberdade", extremamente político em toda a sua montagem. “Me pareceu justo fazer este encontro de camaradas na publicação. Além disso, este ano Taiguara completaria 75 anos, e creio cada vez mais que deva ser resgatado como o cancioneiro da nossa futura sociedade.”


Voz do Leste

Sou Voz Operária do Tatuapé

Canto enquanto enfrento o batente co'a mão

Trabalho no ritmo desse Chamamé

Meu pouco Salário faz minha ilusão


Sou voz operária do Tatuapé

Vivo como posso a me deixa o patrão

E enquanto respira dessa chaminé

Meu povo se vira e não vê solução


No teatro da vergonha

aonde a vedade não se diz

Tem quem representa a massa,

quem ri da desgraça

E quem banca o infeliz


Tem até burguês que sonha

que entra em cena e engana a atriz

Tem quem sustenta a trapaça

e depois que fracassa

amordaça o país


Tem quem sustenta a trapaça

E depois que fracassa,

Amordaça o país.


Já meu drama é o da cegonha...

quase morre o meu guri...

Sobra pr'o Leste a fumaça

e a peste ameaça

O ar do Piqueri


Pior que a matança medonha

é o desemprego pra engolir...

Seja no peito ou na raça,

esse teatro devasso

Alguém tem que proibir...


Seja no palco ou na praça

Essas peças sem graça

vão ter que sair.

(sair de cartaz...)


Sou voz operária...


Taiguara, Canções de Amor e Liberdade, Voz do Leste (1983)


Confira a íntegra da entrevista.


Gustavo Rolim organizou dossiê de documentos produzidos por Luiz Carlos Prestes, Anita Leocádia Prestes e o movimento comunista, a partir de 1980 - Reprodução



Brasil de Fato RS – Por que lançar um livro sobre Luiz Carlos Prestes e o movimento comunista brasileiro neste momento em que o comunismo é mais uma vez eleito o inimigo a ser combatido pela extrema-direita?


Gustavo Rolim - Talvez justamente por isso! Acusar o comunismo de ser o maior inimigo do povo brasileiro sempre foi uma tática da extrema-direita brasileira. E precisamos saber afirmar as convicções e os programas que defendemos ainda mais quando se faz essas mistificações tão perigosas. Qualquer projeto político sério e honesto (comunista, socialista, social-democrata, nacionalista...) não pode rebaixar seu programa quando atacado por mentiras, as custas de aumentar ainda mais as mistificações sobre si próprio ou mesmo começar a autocensurar-se (o pior tipo de censura). 


BdFRS – Como surgiu a ideia de escrever este livro?


Gustavo - Na época da universidade me envolvi com o movimento estudantil, participei de organizações e conheci antigos militantes que se alinharam a Luiz Carlos Prestes nos anos 1980. Através deles tomei conhecimento de muitos dos textos apresentados no livro como a "Carta aos Comunistas" e o "A que herança devem os comunistas renunciar". Também tive acesso a alguns jornais antigos, como o "Jornal Avançando".


Na licenciatura fui estagiário no Memorial Luiz Carlos Prestes e vi que minha exposição sobre Prestes, principalmente sobre o final de sua vida, carecia de algumas publicações. Excetuando-se as obras de Anita Prestes, as teses e monografias brasileiras sobre os comunistas na reabertura não costumam citar estas documentações. Lembrando de algumas conversas que tive com a querida professora Silvia Petersen, pensei então em lançar o livro para suprir uma lacuna de fonte primária para pesquisa científica e debate político.


BdFRS - Quais são os documentos que tu reuniste no livro? E qual a atualidade deles?


Gustavo - Considero que a Nova República terminou em 2016 e 2018, afogada em suas contradições (e ainda vivemos um período de transição complicadíssimo, em elevada aceleração fascistizante). A análise do que era essa "Nova República" é de suma importância e as alternativas que visavam aprofundar a nossa democracia, ou mesmo as revolucionárias e socialistas, seguem tão atuais hoje quanto há 30 anos. Em que sentido: Prestes lançou, em 1982, uma "Proposta para discussão de um programa de soluções de emergência", tentando vincular as tarefas imediatas ao movimento real dos trabalhadores. A nova forma de dependência latino-americana, através da "dívida externa" também foi abordado por ele em Discurso em Havana de 1985. Seu texto em jornal, breve artigo de 1988, sobre a presença de uma tutela militar na nossa Constituição, agora parece ecoar cada vez mais, quando nossos militares voltam a ser agentes políticos tão presentes e atuantes quanto qualquer partido político.


A atualidade destes textos está muito no sentido de compreendermos as tarefas democráticas que não foram realizadas no findar da Ditadura, pois são estas as contradições que afloraram para acabar com o período republicano que estávamos vivendo.


Reunimos então estes documentos de Prestes, escritos em seus últimos dez anos de vida, acrescidos de jornais de militantes a ele vinculados, como o "Ecos a Carta de Prestes", o "Voz Operária" e o "Jornal Avançando". Da professora Anita Prestes trazemos dois textos, um fazendo balanço da história das táticas e estratégias dos comunistas brasileiros, de 1981, e outro inédito, recente, sobre a importância de Prestes para a revolução brasileira. Escolhemos também adicionar dois textos de Florestan Fernandes, pela sua aguda capacidade de sintetizar em linhas gerais as contribuições de Prestes e de suas posições políticas para a história brasileira.




BdFRS – Em uma entrevista ao Blog Prestes A Ressurgir tu falas que os posicionamentos de Luiz Carlos Prestes seguem via de regra nos meios políticos e acadêmicos muito mal compreendidos e incorporados. Na tua avaliação por que isso acontece?


Gustavo - A figura de Luiz Carlos Prestes não é fácil de se estudar. Um ano antes de ele morrer (1989) a República Brasileira fez 100 anos. Prestes foi ator político destacado em 70 destes 100. Ele engloba tanto o nacionalismo inconformado quanto a revolução comunista mundial. Tanto a resistência à Ditadura Vargas e o antifascismo quanto a tentativa de aprofundar o nosso momento democrático de 1945-1964. Tanto o combate à Ditadura Civil-Militar quanto a denúncia aos problemas da Nova República.


Em vários momentos ele se confunde com a própria história do comunismo no Brasil. Em outros é necessário ver seu próprio desenvolvimento intelectual para perceber suas ideias táticas e estratégicas. A ele a República foi oferecida em 1930. Se tivesse "se acomodado", com a anistia, poderia ter sido uma das grandes figuras consolidadoras da "Nova República" em sua tutela militar e aprofundamento do capitalismo sem nenhuma mudança profunda em conquistas democráticas.


Por isso é tão odiado, por direitistas e reformistas: ele nunca escolheu o lado fácil ou o lado apresentado pela burguesia. No final da vida, irá defender uma renovação do marxismo-leninismo, do movimento comunista brasileiro alinhado completamente às reivindicações das massas em ascensão, procurando por em prática a "revolução democrática" que Florestan Fernandes tanto pontuou.


É difícil para muita gente ter em mente que um dirigente de 80 a 90 anos de idade possa ter esse nível de disciplina e esclarecimento a favor da classe trabalhadora. Para coroar: justamente em um momento de crise do movimento comunista e sua capitulação ou mesmo liquidação. Compreender todo este complexo quadro é difícil, tanto política quando academicamente.


BdFRS – Por que tu escolheste o nome “Herança, Esperança e Comunismo” para o livro?


Gustavo - "Herança" é o termo que Anita Prestes utiliza em seu texto, resgatado de Vladmir Lenin, em "A que herança renunciamos" de fins do século XIX. Em se tratando de um olhar sobre Luiz Carlos Prestes e o movimento geral dos comunistas e dos trabalhadores há mais de 30 anos, me parece propício.


"Esperança" é o termo pelo qual Prestes ficou designado desde a Coluna, sendo chamado de "Cavaleiro da Esperança". Mostra também um pouco da utopia, necessária de termos em voga nos momentos mais duros. O último texto que trago dos “comunistas que se alinham às posições de Prestes” se chama "A Herança e a Esperança".


Adicionei “comunismo” a este último, porque afinal de contas, era a ideologia defendida por todos aqueles indivíduos históricos. Mais: era a batalha pela permanência de um marxismo-leninismo revolucionário em um momento de assenso de massas no Brasil – e também um momento em que cresciam ideias completamente contrárias ao materialismo histórico-dialético. Assim como Florestan dizia em 1980, que era necessário voltar à ótica comunista de Marx e Engels, achei que fazia por bem também colocar o termo já no título do livro.


BdFRS – Em meio a tantas incertezas e dificuldades de rumos para a esquerda, quais os principais ensinamentos de Prestes? Ou o que ele diria nesse momento?


Gustavo - Difícil pensar isso. O que diriam Florestan, Brizola, Prestes... e tantos outros?


Agora, certamente ele procuraria identificar pelo menos uma tarefa do presente: compreender a estrutura de classes no Brasil e atuar em prol daquilo que ela mais necessita. Enquanto escrevo estas linhas, ocorrem despejos imensos em acampamentos do MST, nossos povos indígenas enfrentam mais um genocídio comparável apenas ao tempo da Ditadura e a classe trabalhadora está se reduzindo a uma classe completamente órfã de direitos. E sabemos que essa agenda começou no Golpe de 2016. Já temos mais do que o necessário para traçarmos um projeto de unidade básica.


Talvez o estudo de Prestes (e de todas as figuras de luta da nossa história) seja compreender como e de que formas eles tiveram a compreensão das tarefas imediatas e necessárias a serem tocadas. Ajudando-nos enxergar como poderemos chegar às táticas corretas. Vamos esperar pela eleição de 2022? Achamos realmente que uma eleição presidencial reverterá um processo de fascistização do Estado e aparelhamento criminoso pela direita iniciado em 2016? Como se revertem tendências e processos históricos? Essas perguntas seguem em aberto...


BdFRS – A abertura do livro é com a letra da música “Voz do Leste” de Taiguara. Por que escolheu essa música?


Gustavo - Taiguara foi um dos artistas mais censurados da Ditadura, por suas músicas que, de poéticas e românticas começavam a ganhar tons cada vez mais interessantes de crítica social ao fechamento do regime. Foi impedido de gravar. Passou por dois exílios. Silenciamento. Esquecimento forçado. E mesmo assim escolheu, retornando ao Brasil, o caminho mais difícil, mais complicado. Alinhou-se ao comunismo de Prestes e ganhou novo motivo para ser censurado, por militares, mídia e um público que não queria saber de política. É uma trajetória única e merece ser mais reconhecida dentre a esquerda brasileira.


Por esta opção política, Taiguara foi seguido de perto pelo Serviço de Inteligência Nacional (SNI), desgostoso de seus discursos nas apresentações ao vivo, onde incitava o público sobre a luta da FMLN em El Salvador ou citava Che Guevara. O álbum lançado em 1983, "Canções de amor e liberdade" é extremamente político em toda a sua montagem. E "Voz do Leste" é uma música em homenagem ao periódico "Voz Operária" e aos comunistas alinhados a Prestes. Me pareceu justo fazer este encontro de camaradas na publicação.


Este ano Taiguara completaria 75 anos, e creio cada vez mais que deva ser resgatado como o cancioneiro da nossa futura sociedade.


Edição: Marcelo Ferreira


FONTEBrasil de Fato 


Link da Editora Lutas Anticapital para adquirir o livro Herança, Esperança e Comunismo: Luiz Carlos Prestes e o movimento Comunista brasileiro – documentos (1980-1994), organizado por Gustavo Rolim: https://lutasanticapital.com.br/collections/livros/products/heranca-esperanca-e-comunismo-luiz-carlos-prestes-e-o-movimento-comunista-brasileiro-documentos-1980-1995


quarta-feira, 1 de julho de 2020

Más de 500 libros del Fondo de Cultura Económica para descargar

Compendio con más de 500 libros (PDF y EPUB) con varias colecciones del Fondo de Cultura Económica de su acervo.



El Fondo de Cultura Económica (FCE) es un grupo editorial en lengua española, con se en México, presente en en la mayoría de los países hispanohablantes como Argentina, Chile, Colombia, Ecuador, España, Estados Unidos, Guatemala y Perú.

Entre sus distintas colecciones se encuentran las agrupan obras fundamentales de diversas áreas del conocimiento, algunas como Psicología, Psiquiatría y Psicoanálisis, colección que difunde las teorías más influyentes en el campo de la conducta y la personalidad; Poesía, la cual reúne prácticamente todos los poemarios que llevan el sello del Fondo; Lengua y Estudios Literarios, que contiene obras que abordan las diversas facetas de la literatura y el lenguaje y las colecciones de Historia, Filosofía, Economía, Antropología por mencionar algunas.

Link para descargar: 

quinta-feira, 14 de maio de 2020

BAIXAR LIVRO EM PDF: "A Rosa do Povo", de Carlos Drummond de Andrade

Publicado em 1945, A Rosa do Povo é o livro politicamente mais explícito de Carlos Drummond de Andrade, reunindo cinquenta e cinco poemas.

ANDRADE, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. 21ª Ed- Rio de Janeiro: Record, 2000.

LINK PARA DOWNLOAD:



terça-feira, 3 de março de 2020

“A Revolução de Anita”

Escrito pela autora canadense Shirley A. Langer, a obra é um relato ficcional da campanha de alfabetização realizada em Cuba no ano de 1961, em que mais de 700 mil pessoas – em sua maioria camponeses pobres – aprenderam a ler e a escrever. Tal ação tornou a pequena ilha território livre de analfabetismo. Essa campanha foi uma das primeiras iniciativas da Revolução Cubana para libertar o povo e o país do domínio colonial e da ignorância.

Ao acompanharmos a trajetória de Anita Fonseca, vemos a transformação de uma menina, de 14 anos de idade, cheia de privilégios, mas que impactada pela revolução – e pelo assassinato de Conrado Benítez, um jovem que queria alfabetizar camponeses – decide se tornar voluntária da campanha de alfabetização. Por meio de seu diário e de suas cartas, vivenciamos as contradições de uma jovem que está passando por várias transformações tanto sentimentais quanto físicas.

Além disso, podemos ver também uma pequena (grande) parte das mudanças que ocorreram na vida de Ramón, Clara e Zenaida, camponeses educandos de Anita, principalmente com relação à perspectiva de que suas vidas e seu futuro poderiam ser diferentes.


Trechos do livro
“1º de janeiro de 1962. Queridos Clara, Ramón e Zenaida, acredito que provavelmente sou a primeira pessoa a escrever-lhes uma carta. É maravilhoso estar em casa com a minha família, mas sinto saudades da minha vida com a família Pérez, mais do que eu possa lhes dizer. Outro dia, o meu pai disse algo maravilhoso quando falávamos sobre a campanha. Ele disse que durante a campanha, os camponeses descobriram o mundo das palavras e os brigadistas descobriram o povo esquecido de Cuba. Agora que eu os descobri, não quero perdê-los, então espero que vocês me respondam e contem sobre vocês. Por favor, não se preocupem com erros. Havia 1 milhão de pessoas ou mais no comício. Quando as pessoas aplaudiam, eu imaginava que estavam aplaudindo vocês”. (Diário de Anita, Trinfo da Campanha de Alfabetização)




quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Apuntes en torno a la guerra cultural

Abel Prieto Jiménez, presidente de Casa de las Américas, dialogó con JR sobre las ideas plasmadas en el libro que publicara hace ya dos años la editora Ocean Sur y su vigencia en los tiempos actuales

Por Osvaldo Pupo Gutiérrez 
Juventud Rebelde
Martes 07 enero 2020 | 10:47:53


Abel Prieto Jiménez
Autor: Abel Rojas Barallobre 
El intelectual cubano Abel Prieto Jiménez, presidente de Casa de las Américas, publicó en 2017 su libro Apuntes en torno a la guerra cultural con la editora Ocean Sur. El volumen reproduce artículos e intervenciones en las que el exministro de Cultura esboza genialmente este fenómeno de la sociedad contemporánea.

Retomar sus ideas, subrayarlas, cuando al parecer vuelven con fuerza los aires de dominación neoliberal a América Latina y el Caribe, fue la motivación de esta entrevista, que, sin duda, es un llamado de atención a la izquierda regional. 

—Usted asegura en su libro, como otros pensadores latinoamericanos, que la guerra de hoy es cultural, ¿por qué?

—Cada día resulta más obvio. La denominada guerra no convencional actúa a través de los símbolos en las redes sociales. Intentan destruir paradigmas como Lula, enjuiciándolos, acusándolos de corruptos, u otros del pasado glorioso de nuestra América, para debilitar culturalmente a las fuerzas progresistas de la región. A la vez, presentan a los jóvenes los símbolos del neoliberalismo como patrones modernos.

«El capitalismo quiere ganar la subjetividad de la mayoría, las conciencias de la gente. Hacer creer al pobre o al desempleado que tiene la culpa de su fracaso; exacerbar la famosa división triunfador-perdedor.

«En la guerra cultural el neoliberalismo cuenta con la maquinaria hollywoodense, la moda, la publicidad… La manipulación alcanza tales niveles que ya no se compran productos porque son buenos, sino porque entras al mundo de las grandes marcas, a la élite, donde te sientes superior, aunque seas infeliz y te haya costado mucho esfuerzo y dinero conseguirlo».



—En ese sentido, ¿cuánto daño ha hecho el capitalismo?

—Lograron dominar la cultura prácticamente en todas partes. Solo existen pequeños núcleos de resistencia como algunas editoriales, festivales, pero desarticulados. Con mayor frecuencia, la creación artística se percibe como mercancía. Vivimos en un reality show, en el que predomina la idea de que mientras más infantil sea el público, para que no formule preguntas complejas, es más fácil divertirlo y manipularlo.

«En el cine ya todo es más elemental. Los buenos son muy buenos; los malos, muy malos. No hay grises. El mundo no es así. Deberíamos creer, como Martí, en el mejoramiento humano. Fidel decía que el ser humano no es una alimaña, en él hay ideas solidarias. Sin embargo, el capitalismo incentiva la ferocidad».

—¿Qué fin persiguen con esta estrategia?

—Tres objetivos. Primero, desmovilizar políticamente a las nuevas generaciones para liquidar su potencial revolucionario. Eso no se ha logrado del todo. Las manifestaciones en Chile, país considerado como el modelo, el oasis, la vitrina neoliberal, indican lo contrario.

«Segundo, convertirte en un consumidor para concebir la felicidad como la acumulación de bienes materiales. Tercero, a esas personas adormecidas, atontadas, desalentadas, utilizarlas como tropa de choque para derribar gobiernos progresistas».

—¿Puede la izquierda contratacar?

—Cuando los integrantes de la Red de Intelectuales, Artistas y Movimientos Sociales en Defensa de la Humanidad nos reunimos en Caracas, en diciembre de 2004, la gran prensa al servicio de Estados Unidos silenció todo ese debate del pensamiento antihegemónico. Señalaron que participaron solo viejos y, en efecto, el promedio de edad de los intelectuales era alto. Asistieron jóvenes, pero nadie los conocía, ni siquiera nosotros, porque desde la década del 70 los mecanismos de legitimación o divulgación cultural están en manos de las corporaciones que responden a la derecha.

«Hubo un esfuerzo de Fidel y Chávez para crear mecanismos de legitimación cultural desde la izquierda. Se creó el Premio ALBA Cultural de las Artes y de las Letras para reconocer a una gran figura de nuestra América, cuya obra hubiese contribuido a la emancipación de los pueblos. Entre los ganadores están el escritor venezolano Luis Britto, Silvio Rodríguez, Alicia Alonso…, pero nadie lo sabe. Quedó silenciado por los grandes medios y nos faltó la estrategia de comunicación».

—¿Estamos ajenos a la ofensiva cultural del neoliberalismo?

—Fidel decía que no podemos formar a los cubanos del presente y del futuro en una urna de cristal. Es una pretensión ridícula tratar de aislar a alguien para, en cierto lugar no contaminado, inculcarle los valores del socialismo. Eso es absurdo.

«Con fenómenos como la circulación underground del denominado paquete semanal, la idea de prohibir algo resulta ridícula. Sin embargo, las tecnologías no son culpables en sí mismas. También son portadoras de mensajes valiosos, pero la mayoría de las veces son instrumentos de las grandes corporaciones.

«No puede explicarse de otra manera que los famosos tengan tantos seguidores en las redes, incluso cubanos. La trampa está en la idea de que el joven puede hacer su propio menú de consumo cultural. Tecnológicamente es posible. Puedes escoger, pero solo lo que la agenda de los monopolios de la información te pone delante».

—¿Qué hacer desde Cuba?

—No creo que haya otro país en el mundo con mejores condiciones para defenderse de esa ofensiva colonizadora. En Cuba no hay educación ni medios de prensa privados, tenemos una Brigada de Instructores de Arte, más de 10 000 bibliotecas escolares y más de 3 000 públicas, eventos que movilizan a la población como la Feria del Libro. Debemos seguir batallando por la coherencia, por lograr que la calidad sea el emblema de la producción cultural nacional.


sábado, 28 de setembro de 2019

Museu da República tem Primavera Literária 0800 com feira e mais!

Em homenagem à Amazônia, a 19ª edição reúne 70 editoras e promove atrações como debates, lançamentos, música e festival de poesia

Por: Redação do Catraca Livre

A partir de
03
de outubro 2019
Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
Das 10h às 20h

Amazônia sim! 💚 De volta ao Museu da República, a Primavera Literária homenageia nossa região Amazônica em sua 19ª edição, que acontece de 3 a 6 de outubro. Neste ano, o evento traz como tema “Equidade, Sustentabilidade e Bibliodiversidade”. Mais atual impossível, né?

São quatro dias de evento e uma programação cultural diversa, dividida em cinco espaços. Além de conferir a tradicional feira de livros (com 70 editoras!) e estar ao lado de escritores nacionais e internacionais, você pode participar de oficinas, atividades educativas, debates, lançamentos e muito mais! Tudo 0800!



A Rua do Desenho e um Bar Literário com shows nos jardins estão entre as novidades desta Primavera Literária no Museu da República. Além disso, a programação conta com um festival de poesia, encontro de podcasters e mesas de debate sobre assuntos como arteterapia, mitos, feminismo, ecologia social, gastronomia, oralidade e mercado. Sempre reforçando o papel das editoras independentes nas discussões destas pautas contemporâneas.

A tradicional feira de autores e editoras independentes é organizada pela LIBRE desde 2002. A proposta desta edição é aproximar o mercado editorial de outras frentes da indústria criativa e do empreendedorismo.

Para o passeio ficar completo, você pode se deliciar na área gastronômica e ainda levar os pequenos para aproveitar atividades educativas como contação de histórias e oficinas de ilustração!





✽ PROGRAMAÇÃO - PRIMAVERA LITERÁRIA RIO 2019 ✽

◤ 3 DE OUTUBRO - QUINTA-FEIRA ◢

⫷ Espaço Educativo ⫸

14h - O gângster e outros monstros - Um bate-Papo sobre crime e literatura.

16h - Sustentabilidade 4.0 - O novo mindset do desenvolvimento sustentável.

⫷ Auditório ⫸

➥ Dia do Editor 2019 - O livro encontra outros mercados

9h - E esse tal de marketplace?
O que é preciso entender e fazer para começar a vender direto através de outros canais?

10:30h - Números de mercado e a questão das listas: onde estão os números das editoras independentes e dos nichos?

11:45h - Processos pra que te quero. Colocar a casa em ordem pode te ajudar a salvar os $.

14h - Ser a agulha no palheiro: como se diferenciar em um mercado de similares.

15h - Curadoria: do pessoal à inteligência artificial, tudo são dados.

16h - Meu livro imigrante: apresentando o cenário e soluções para internacionalização do livro.

17h - Livro para todos: inclusão se faz com acessibilidade"

⫷ Tenda Taperebá ⫸

18h - CENSURA - Como sobreviverá nossa democracia?

⫷ Tenda Curumim ⫸

10h - Contação e Criação de Histórias

14h - Fubá - um conto para crianças

15h - Contação de Histórias Fada Banguela

16h - Oficina Criando Poemotes

◤ 4 DE OUTUBRO - SEXTA-FEIRA ◢

⫷ Espaço Educativo ⫸

12h - Apresentação do aplicativo Vem CA - lançamento da plataforma de cultura acessível da Escola de Gente.

14h - Escola Multimídia

16h - Histórias Orais – Escuta, afeto e os desafios de registros

18h - Positividade tóxica: Ser feliz não é uma obrigação.
Auditório

➥ Ocupação Afroliterária:

14h às 19h - Formação de Professores/as
Atualização pedagógica de professoras e professores da Educação Básica para o ensino das Literaturas Africanas e Afro-brasileira.

⫷ Tenda Taperebá ⫸

10h - Adolescência: construindo caminhos - Comportamentos adolescentes baseados em suas vivências ou observação.

12h - Ecologia e Sociedade – Os impactos políticos da sociologia, com um viés da ecologia social e seus desdobramentos.

14h - Moda e Sustentabilidade: inclusão, hábitos e processos.

16h - Folclore – Lendas, mitos e Amazônia na construção da subjetividade brasileira

18h - Fascismo – Que #@$% é essa e o que temos a ver com isso?

⫷ Tenda Curumim ⫸

14h - Cantar e Contar - Contação e cantação de histórias. Lançamento do Livro Um Presente Fabuloso

15h - Escrevendo e ilustrando: o casamento entre texto e imagem

16h - Tem coragem de abrir a caixa? Uma caixa não só guarda objetos, também prende suas histórias. Você tem coragem de conhecê-las?

⫷ Bar Literário ⫸

10h - PNLL e os eventos literários – Políticas públicas do livro e leitura, em conversa com as festas literárias e o valor simbólico do livro

12h - Arquitetura que viaja.

14h - Amor e outros temas íngremes

16h - Quem conta um conto aumenta o quê? Mediadores de leitura contam suas histórias.

18h - Encontro de Podcasters

➥ Lançamentos:

10h - Rio Count Zero - Garotas Ciborgues e Punk Rock. Autor Peter LaRubia, Editora Luva

14h - Inversos. Autora Carol Dias, Editora The Gift Box

16h - O cheiro da sauduade. Autor Luís Pimentel, Editora Lago de Histórias

◤ 5 DE OUTUBRO - SÁBADO ◢

⫷ Espaço Educativo ⫸

10h - Literatura contemporânea amazônica - O que andam produzindo os escritores e ilustradores da Amazônia.

12h - Cinema de Brincar e processos subjetivos - questões em torno dos processos subjetivos colocados no livro "Cinema de Brincar"

14h - Afrovisualidades: política e estética da imagem negra

16h - Literatura Marginal - quem conta as histórias silenciadas?

18h - Lima Barreto em quatro tempos - conversa e lançamento de livro.

⫷ Tenda Taperebá ⫸

10h - Algum lugar para cair e fechar os olhos - Escritores falando sobre literatura e a cidade.

12h - A condição atual da pesquisa científica no Brasil

14h - A importância da liberdade religiosa – com um babalaô e um pastor.

16h - Lançamento coletivo Ibis Libris

18h - XIII Festival de Poesia da Primavera Literária Rio de Janeiro

⫷ Tenda Curumim ⫸

10h - Oficina de ilustração para pequenos

14h - Contação de histórias: A menina dos olhos.

16h - Bate Papo sobre o processo de escrita e desenvolvimento do livro "Esse turu turu"

18h - Confecção do Lápis Semente Viva.

⫷ Bar Literário ⫸

12h - Show Lia e Mila.

14h - Maternidade e Empreendedorismo - Redes, trocas, parcerias e finanças associadas à maternidade.

16h - Mulheres na política – A importância da presença de mulheres no executivo e legislativo nos dias atuais.

18h - Como se escreve Índio? - Protagonismo indígena, cultura e território

➥ Lançamentos:

10h - Reflexões aos sessenta. Autor Sérgio Afonso, Editora Jaguatirica

12h - Algum lugar para cair e fechar os olhos. Autor Raphael Vidal, Editora Pallas

14h - Limite. Autor Luiz Costa Lima. Editora Relicário

14h - Coleção Profissas. Editora Oficina Raquel

16h - GÓTICO SUBURBANO + gothic - Horror no Século XIX?. Autor Hedjan C.S., Editora Luva

18h - Diamantes no sertão garimpeiro. Autor Rogério Reis Devisate, Editora Jaguatirica

◤ 6 DE OUTUBRO - DOMINGO ◢

⫷ Espaço Educativo ⫸

10h - Leitor – Quem és tu?

12h - Como ler os clássicos?

14h - Racismo no mercado de trabalho e discurso de ódio

16h - Dando asas às narrativas – o poder mágico da palavra.

18h - Amazônia: quem inventou o fogo?

⫷ Auditório ⫸

➥ Ocupação Afroliterária:

10h - Contação de histórias do Benin

11h - Escritoras negras da Literatura Infantojuvenil brasileira

12h - Homenagem à Marielle Franco e ao Machado de Assis

14h - Intelectuais e ativistas negras na luta antirracista

15h - Escrita criativa de mulheres negras e de homens negros

16h - Literaturas e estéticas de mulheres negras

⫷ Tenda Taperebá ⫸

10h - A questão étnico-racial na formação de professores

12h - Bibliodiversidade: direito de todos

14h - As narrativas de um romance para o público adolescente e jovem adulto.

16h - Feminismos de gerações - Sobre a literatura “para mulheres” e a construção do feminismo.

18h - Lançamento e debate sobre o tema "Biografia Política: como pesquisar e escrever?"

⫷ Tenda Curumim ⫸

10h - Oficina de Atividades - Construa este Diário

14h - Contação o Feijão Fujão

15h - Em Busca do Mar

16h - Oficina Como Desenhar um dinossauro

18h - Oficina de Construção de um livro para crianças

⫷ Bar Literário ⫸

10h às 12h - Quem tem coragem de falar de preconceito?

12h às 14h - O impacto social da cerveja artesanal no Rio de Janeiro.

14h às 16h - Com quantas letras se escreve família?

16h às 18h - Homens que choram – Masculinidade e empatia

18h às 20h - Sarau Afro

➥ Lançamentos:

10h - A menina dos olhos. Autores Ed Vasconcellos e Edilma Trajano. Editora Jaguatirica

12h - Dança dos sabres. Autor Rodrigo Rosa, Editora Jaguatirica

16h - Matalauê está me chamando. Autora Vera Moll, Editora Alameda

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Gramsci para crianças!

O rato e a montanha, de Antonio Gramsci e ilustração de Laia Domènech.
Lançamento do Boitatá, selo infantil da Boitempo.



Um rato bebe um copo de leite, sem se dar conta que era a única coisa que uma mãe tinha para alimentar seu bebê. O bebê acorda chorando de fome, e a mãe chora porque não tem como alimentá-lo. Arrependido, o rato parte para buscar mais leite com a cabra, mas o que parecia uma tarefa simples revela-se uma longa jornada a fim de reverter os estragos da guerra e da exploração incansável do meio ambiente e dos bens comuns.

Este conto da tradição oral da Sardenha foi originalmente transcrito pelo filósofo marxista Antonio Gramsci em junho de 1931, em uma das inúmeras cartas que enviou da prisão à sua mulher, com o pedido de que ela recontasse aos filhos. Cumprindo o desejo do saudoso pensador sardo, a artista catalã Laia Domènech deu vida à jornada desse incansável ratinho, agora publicada no Brasil pela Boitempo.

Título: O rato e a montanha
Título original: El ratón y la montaña
Autor: Antonio Gramsci
Ilustradora: Laia Domènech
Tradução: Luiz Sérgio Henriques e Thaisa Burani
Letramento: Leitura compartilhada: pré-leitor (até 5 anos) e leitor iniciante (6-7 anos). Leitura autônoma: leitor em processo (8-9 anos)
Número de páginas: 44
Preço: R$ 49,00
Formato: 24,5 cm x 22,5 cm
ISBN: 978-85-7559-617-3
Editora: Boitatá
Apoio: Institut Ramon LLuLL
Disponível a partir de: 16 de setembro de 2019.
[ESTE LIVRO ENCONTRA-SE EM PRÉ-VENDA]


segunda-feira, 12 de agosto de 2019