sábado, 15 de abril de 2017

O CANTO DOS ESCRAVOS - Clementina de Jesus, Doca, Geraldo Filme

Em disco, Tia Doca da Portela, Geraldo Filme e Clementina de Jesus, três das majestades negras da música popular brasileira, registram 12 cantos de trabalho (ou vissungos) recolhidos nos anos 1930.

Em 1982, a gravadora Eldorado reunia em seus estúdios três das majestades negras da música popular brasileira: Tia Doca da Portela (pastora da Velha Guarda), Geraldo Filme (o primeiro-nome do samba paulista), e a Rainha Quelé, Clementina de Jesus. O projeto de Aluízio Falcão com direção musical de Marcus Vinícius e percussão de Papete viria a se tornar um dos mais antológicos álbuns da música popular: O canto dos escravos. Tratava-se da primeira gravação de 12 cantos de trabalho (ou vissungos) recolhidos na década de 1930 pelo folclorista mineiro Aires da Mata Machado Filho na região de Diamantina, no Norte de Minas Gerais. 


O CANTO DOS ESCRAVOS - Clementina de Jesus, Doca, Geraldo Filme

O sambista Geraldo Filme, clicado por Marcos Penteado, e Clementina de Jesus, a Rainha Quelé, por Julio C. Soares. (CEDOC FPA)
Tia Doca da Portela


Em 1928, indo em gozo de férias a S.João da Chapada, município de Diamantina, chamaram-me a atenção umas cantigas em língua africana ouvidas outrora nos serviços de mineração. Fui ter com um dos conhecedores, o meu bom amigo João Tameirão, que, com solicitude, satisfez à minha curiosidade de aprender as cantigas.

Tomei notas apressadas, que vim depois a rejeitar. E, nas curtas estadas naquele aprazível e tranquilo arraial, nunca deixei de observar alguma coisa sobre os tais cantos de trabalho, cuja importância foi crescendo em meu conceito, à medida que fui adquirindo conhecimentos novos.

Entendi, posteriormente, de realizar, de vez, o velho plano de recolher os "vissungos", como lhes chamam, reunindo ainda o vocabulário e a gramática da "língua de banguela", certamente transformada em nosso meio.

Quase nada consegui na primeira investida. Lá ficava, porém, o meu colaborador, Araújo Sobrinho, com instruções minhas.

Voltando, mais tarde, encontrei novidades: um vocabulário de duzentas palavras, colhidas na boca de "seu" Tameirão, algumas cantigas e a notícia do falecimento do nosso prestimoso amigo.

Fiquei pelos cabelos, imaginando que tudo estava perdido. Mas não tardaram em aparecer outros conhecedores. E, depois de peripécias que não vêm ao caso, conseguimos, com um outro cantador, letra, música e tradução, ou antes "fundamento", como eles dizem.

Não sei se seremos felizes com as notas e reflexões. O certo, porém, é que só o material, que tivemos a sorte de desencavar em nossa mineração, bastaria para justificar o aparecimento de um livro.

À colheita do material seguiu-se o exame da bibliografia sobre o assunto. Compulsando livros de linguistas e etnógrafos, tivemos ensejo de estabelecer confrontos e reforçar hipóteses. Muitas vezes, vimos a autenticidade dos modestos achados e a plausibilidade das reflexões confirmadas pelas contribuições dos eminentes estudiosos que antes de nós lavraram o terreno. Com isso pudemos evitar, quanto possível, generalizações apressadas, cotejos fantasiosos e afirmações apriorísticas. Se o não conseguimos, não foi por falta de necessária diligência.

AIRES DA MATA MACHADO FILHO

O texto acima foi publicado como introdução do livro "O Negro e o garimpo em Minas Gerais (Editora José Olímpio), de Aires da Mata Machado Filho, sendo aqui reproduzido com a permissão do autor, que igualmente autorizou o Estúdio Eldorado a realizar a gravação de quatorze das sessenta e cinco partituras registradas naquela obra.

LADO A

1 — CANTO I — com Clementina de Jesus, Geraldo Filme e Doca
2 — CANTO II — com Clementina de Jesus
3 — CANTO III — com Geraldo Filme
4 — CANTO IV — com Doca
5 — CANTO V — com Clementina de Jesus
6 — CANTO VI — com Geraldo Filme
7 — CANTO VII — com Doca

LADO B

1 — CANTO VIII — com Clementina de Jesus
2 — CANTO IX — com Geraldo Filme
3 — CANTO X — com Doca
4 — CANTO XI — com Geraldo Filme
5 — CANTO XII — com Clementina de Jesus
6 — CANTO XIII — com Doca
7 — CANTO XIV — com Geraldo Filme

PERCUSSIONISTAS:

Djalma Correia: tronco, atabaques, xequerê, enxada e cabaça
Papete: atabaques, xequerê, agogô e ganzá
Don Bira: atabaques, caxixi, xequerê e afoxê
Projeto e Coordenação Artística: Aluízio Falcão
Direção Musical, Produção e Direção de Estúdio: Marcus Vinícius
Técnico de Gravação e Mixagem: Flávio Barreira
Direção de Arte e Capa: Ariel Severino

Clementina de Jesus, cedida gentilmente pela gravadora Emi Odeon.

Para download: Mi vida con Lenin, de Nadiezhda Krúpskaya

Nadiezhda Krúpskaya, Mi vida con Lenin [Reminiscencias de Lenin], Barcelona: Madrágora, 1976.
Link para download:

Original en ruso: Надежда Крупская, Воспоминания о Ленине (Vospominaniya o Lenine), Partizdat, 1933.



(VIDEO) Gramsci: cultura y educación

Programa 196 - Gramsci: cultura y educación (historiadora Iraida Vargas)
Escuela de Cuadros (Formación marxista en TV)



La historiadora Iraida Vargas orienta el estudio de la cultura y la educación a partir de una serie de textos de Antonio Gramsci recogidos en "Los intelectuales y la organización de la cultura" (segundo cuaderno de la cárcel).


Para download: Dialéctica y conciencia de clase (capítulos diversos de Lukács)

Compilación de diversos capítulos de Lukács, correspondientes a épocas diversas. Incluye “La cosificación y la conciencia del proletariado”.

LINK PARA DOWNLOAD:


terça-feira, 11 de abril de 2017

DOSSIÊ 150 ANOS DE O CAPITAL, DE KARL MARX

Completando 150 anos da publicação do livro I de O Capital, o blog marxismo21 organizou um dossiê sobre este importante evento da história social e cultural da humanidade. Esta iniciativa está ancorada no fato de que esta obra magna de Karl Marx continua sendo decisiva para o conhecimento das estruturas e dinâmica da ordem capitalista bem como um instrumento indispensável para todas e todas que lutam pela sua radical transformação.   

CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ACESSAR O DOSSIÊ:



Para download: Atlas de Historia del mundo antiguo y Atlas de Historia de la Edad Media

Atlas de Historia del mundo antiguo y Atlas Historia de la Edad Media,  DGGC Cuba y URSS 1984

LINK PARA DOWNLOAD:




domingo, 9 de abril de 2017

CNBB: Reformas trabalhista e da Previdência atendem ao mercado, não ao povo

Crítica às reformas de Temer, CNBB pretende levar o tema a missas e comunidades

Janaina Garcia Do UOL, em São Paulo


O secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, 66.


Reformas como a trabalhista e a previdenciária, nos moldes propostos pelo governo do presidente Michel Temer (PDMB), podem até atender aos apelos do mercado, mas deixam de fora interesses básicos do cidadão –justamente o maior afetado por elas, e o que menos ou nada foi chamado a participar dessa discussão.

A opinião é da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), entidade que, nas últimas semanas, se reuniu com representantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e de outras centrais sindicais no debate por uma agenda de mobilização contra as reformas. No último dia 23, a confederação divulgou uma nota em que criticou duramente a reforma previdenciária ao afirmar, por exemplo, que a proposta defendida pelo governo "escolhe o caminho da exclusão social".

"Por que não discutir abertamente com a sociedade temas como esses, mas sem se preocupar em sinalizar apenas para o mercado, e sim, preocupado com o cidadão? Não é possível, a partir de um gabinete, determinar o que um cidadão pode ou não", afirma o secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, 66.

Arcebispo auxiliar de Brasília e desde 2001 secretário-geral da entidade, Steiner falou ao UOL sobre como a representação máxima dos bispos, de um país ainda de maioria católica, pretende atuar em relação às medidas defendidas por Temer, seja em posicionamentos oficiais –além de nota do mês passado, o assunto deve entrar na pauta da Assembleia Geral anual da CNBB, no final deste mês --, seja em ações práticas nas comunidades eclesiásticas –como, por exemplo, a abordagem crítica das reformas em missas.

"Não é uma posição político-partidária, mas política, no sentido da polis, do cuidado de todas as pessoas. É importante que se debata e que se converse sobre isso. E faremos", afirmou.

Leia, a seguir, a entrevista concedida por telefone.

*

UOL – Como a CNBB avalia a reforma da previdência defendida pelo governo do presidente Michel Temer? 
DOM LUCIANO STEINER – Temos várias observações que já expressamos aos deputados, por meio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e também ao presidente Michel Temer, mas falamos disso explicitamente em uma nota.

A primeira preocupação é a necessidade de um debate com a sociedade. Uma reforma dessas não pode ser algo que o Executivo envie à Câmara e, depois, ao Senado, para que, após, se decida --ainda mais quando se envolvem milhões de pessoas.

Outra preocupação é sobre quais os dados reais, qual a dinâmica da Previdência, seja a Previdência Social, seja também a que envolve os funcionários públicos. É preciso colocar a sociedade a par, porque, sabendo do que se trata, não se negará a buscar, também, soluções para os problemas.

E há outra preocupação de que um dos argumentos é de que essas reformas "precisam sinalizar ao mercado". Ora: é o mercado que importa ou o cidadão e a cidadã brasileira que são importantes?

E como fica essa reforma em relação aos povos indígenas? Como ela fica para o agricultor familiar? Os povos indígenas e todas as pessoas, o Estado tem obrigação de assistir na velhice. Simplesmente colocar homens e mulheres no mesmo patamar da aposentadoria é não levar em consideração a jornada dupla ou tripla por parte da mulher. Ela tem algumas responsabilidades maiores do que tem o homem.

Além disso, exigem determinado tempo de trabalho mesmo para determinadas profissões que são muito exigentes, como professor. Ou mesmo o agricultor. Nasci em uma família de agricultores –como esperar que alguém chegue aos 65 anos [mínimos, para se aposentar] de sol a sol, após uma vida marcada também por decepções com as colheitas? São várias as questões que precisariam ser aprofundadas. Mas a maior preocupação nossa é como o Estado deve cumprir sua responsabilidade com as pessoas idosas, mas também as que se aposentam e não têm determinada assistência. Também as pessoas que sofrem acidentes, ou as que nascem com dificuldades de locomoção ou intelectuais.

Por que não discutir abertamente com a sociedade temas como esses, mas sem se preocupar em sinalizar apenas para o mercado, e sim, preocupado com o cidadão? Não é possível, a partir de um gabinete, determinar o que um cidadão pode ou não.

UOL – O senhor sente que se tenta aprovar essas medidas sem que a sociedade seja ouvida?

STEINER – Essa não é só uma sensação, é algo real. Tanto que esta havendo manifestações em que as pessoas querem ser ouvidas, elas querem participar. Acho que todo mundo entende que haja uma necessidade de determinadas mudanças. Mas não pode ser algo elaborado por um pequeno grupo. E por que não discutir os altos salários, as altas aposentadorias? Por que não incluir todo mundo no debate? Creio que isso é muito importante, porque estamos falando do nosso futuro.

UOL – Na nota emitida mês passado, contrária às reformas, a CNBB afirmou que "O debate sobre a Previdência não pode ficar restrito a uma disputa ideológico-partidária, sujeito a influências de grupos dos mais diversos interesses." Um trecho como esse cita também bancadas como a da bala e a evangélica no Poder Legislativo?

STEINER – Não estamos falando dessas bancadas, especificamente. Estamos falando de pessoas que tenham interesse de facilitar o mercado em detrimento do cidadão. É uma questão ética. A Constituição Federal de 1988 colocou uma questão muito importante: criou uma espécie de solidariedade social com a Previdência. Sentimos que essa solidariedade social dentro dessa nova proposta está sendo rompida.

UOL – E qual o efeito mais imediato desse "rompimento"?

STEINER – Qual a contribuição que podem dar, por exemplo, para as pessoas que vivem de uma cultura de subsistência? Ainda não temos incluídas na Previdência todas as pessoas. Tivemos o acréscimo de 13 milhões de pessoas que estavam fora da Previdência Social, mas, com a Constituição, devagar, foram sendo incluídas. Com a nova reforma, temos a sensação de que elas serão completamente excluídas. Temos povos indígenas e outros pequenos que ainda não têm contato com a sociedade --e como serão inseridos? Como essas comunidades distantes, como os quilombolas, serão inseridas? Existe um corte muito claro da solidariedade social.

UOL –  "Mais que apoio político, é preciso apoio humanitário" às reformas, salientou esta semana o presidente da CUT, Vagner Freitas, depois de se reunir com a CNBB para falar sobre as reformas em curso. Na prática, o que isso vai significar?

STEINER – É preciso apoio humanitário no sentido de haver solidariedade social: o Estado deve cuidar dos mais frágeis e assistir as pessoas. Se em uma família nasce uma criança que tenha necessidades especiais, por exemplo, pode ser que, até determinado tempo, essa família dê conta dessa situação. Se não conseguir, o Estado terá que suprir, isso é uma questão de humanidade. Mas também é preciso fazer a diferenciação entre homem e mulher na questão de idade mínima, bem como às profissões que têm uma exigência maior, e não só pelo aspecto da insalubridade. Exigir de todos dentro de uma mesma regra demonstra falta de solidariedade social.

Isso está expresso também no fato de que não se pode pensar na Previdência apenas como contribuição do trabalhador e da cota patronal. O Estado, na coleta que faz de impostos, também tem uma obrigação. Isso eu também chamo de solidariedade social. Não se pode pensar simplesmente que a contribuição do trabalhador e a cota patronal serão suficientes para assistir tantas pessoas. É claro que não serão suficientes. É preciso criar então outros mecanismos que ajudem nessa solidariedade social.

UOL – De que maneira a CNBB considera que é preciso "movimentar a sociedade" em relação às reformas, como dirigentes da entidade colocaram, publicamente, nos últimos dias?

STEINER – Debatendo isso, o que já está acontecendo, hoje, por exemplo, pelo diálogo nas comunidades e nas audiências públicas em diversos municípios. Buscamos criar consciência e levar as pessoas a perceberem as dificuldades dessa reforma e propor, de outro lado, soluções. Não vemos, aliás, nenhum problema de que pessoas se manifestem sobre isso, publicamente, nas ruas. Aliás, são importantes as manifestações para que o Congresso e o Executivo percebam que a sociedade está atenta agora, e não apenas em relação às eleições de 2018.

UOL – O presidente da CNBB, Dom Sergio da Rocha, afirmou em entrevistas que o tema das reformas precisa ser debatido nas comunidades, mas deixou a forma como isso será feito a critério dos bispos diocesanos. O senhor vê com bons olhos um padre abordar criticamente a reforma em uma missa, por exemplo?

STEINER - Sugerimos aos bispos para lerem a nota da CNBB [sobre a reforma da previdência] nas missas. Não é uma posição político-partidária, mas política, no sentido da polis, do cuidado de todas as pessoas. É importante que se debata e que se converse sobre isso. E faremos. É importante lembrar, aliás, que a própria lei impõe restrições à atuação político-partidária dentro das igrejas. Mas abordar questões tão importantes sobre a questão do trabalho, da previdência, e outras, como aborto, têm a ver com política, só que no sentido do bem comum. Aqui não se está atacando o governo, mas se está atacando propostas – e dialogando sobre propostas. Acho que é bem diferente.

UOL – Há alguma conversa entre a Igreja Católica e outras religiões sobre essas reformas?

STEINER – Não temos nada estabelecido nesse sentido, nada oficial, ainda que haja, claro, um diálogo entre as religiões. Mesmo porque várias igrejas têm tomado essa iniciativa também e emitido notas, como fizemos.

UOL - Em que ponto se verificou a necessidade de a Igreja chamar para si essa articulação – lembrando que a CNBB tem se reunido, nos últimos dias, com entidades como a CUT e outras centrais sindicais?

STEINER – A CNBB é procurada para debater muitos temas, não se recusa a receber ninguém --inclusive quem tem posições contrárias. Nesses momentos de maior tensão muitas entidades e pessoas nos procuram. Claro que isso ajuda a refletir, e tudo o mais. Mas em se tratando de temas que envolvem os mais pobres e os mais fragilizados, temos nos manifestado e procurado dialogar com Executivo e Congresso. Sempre temos feito isso.

UOL - As reformas do governo Temer podem pautar de alguma forma a Assembleia Geral da CNBB [que acontece de 26 de abril a 5 de maio]? Como será a participação da entidade, este ano, nos eventos do 1º de Maio, que devem ter um contorno político forte por conta das reformas?

STEINER –  A pauta e os temas das assembleias são sempre preparados com antecedência; as notas e manifestações são decididas no início. Mas sempre temos nos manifestado como CNBB para o 1º de Maio. Certamente acontecerá de novo este ano, da mesma forma que vai haver uma manifestação dos bispos na assembleia sobre as reformas.

UOL – Ao se referir à reforma, a CNBB tem se mostrado preocupada com aqueles que ficam expostos à vulnerabilidade social e chegou a defender que "nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores éticos-sociais e solidários." Nesse contexto, como a entidade avalia o cenário atual de polarização política no país, e em que medida discursos como o do deputado Jair Bolsonaro, que se coloca pré-candidato à Presidência, mas que, em declarações recentes, fez ataques à figura da mulher e do negro, contribui ou não para isso?

STEINER –  Creio que, em relação à reforma da Previdência e outras reformas, não existe muita polarização. E acho que a polarização está diminuindo cada vez mais. Existe uma tensão crescente, mas não na sociedade: é uma tensão no sentido de que essa reforma, do jeito que está, não deve passar.

Penso que sobre a polarização politica, existe hoje, de um modo geral, mais possibilidade de diálogo.

Sobre os discursos, internamente ainda não conversamos oficialmente sobre isso. Mas é claro que todas as declarações que levam ao descarte das pessoas ou ao preconceito nunca são convenientes a um debate político --isso prejudica a própria política, que é muito importante. Vemos crescer um preconceito contra a política, mas ela é necessária até como elemento que ajude na construção da harmonização social.


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Conferência "A Crise nas Universidades Públicas", por Marilena Chauí

Professora e intelectual da USP fala sobre a crise nas universidades públicas brasileiras
Transmissão feita pela TV UERJ
Palestra proferida em 3 de abril de 2017, no auditório 11 da UERJ, campus Maracanã.



Marilena Chauí: "Universidades devem entender que fazem parte da luta de classes"

Para Marilena, os problemas da UERJ vão muito além da relação com o governo do estado. “A crise nas universidades é resultado do avanço neoliberal e da entrada da iniciativa privada internacional no mercado brasileiro”, afirmou a filósofa durante a palestra.





terça-feira, 28 de março de 2017

Escravidão, Abolição e Pós-Abolição

Página criada pela Fundação Casa de Rui Barbosa, apresenta uma variedade de materiais e referências sobre os temas Escravidão, Abolição e Pós-Abolição.

Documentos digitalizados, referências e links para sítios correlatos, exposições representadas em forma de catálogos organizadas pela Fundação Casa de Rui Barbosa, espaço interativo com uma série de jogos organizados a partir de cópias digitais dos documentos.


CLIQUE NO LINK PARA ACESSAR A PÁGINA Escravidão, Abolição e Pós-Abolição:


Raízes do Brasil - Uma Cinebiografia de Sérgio Buarque de Holanda

Documentário, de Nelson Pereira dos Santos, sobre o historiador Sérgio Buarque de Hollanda dividido em dois capítulos. O primeiro se dedica à sua vida íntima, apresentando por meio de entrevistas sua paixão pela pesquisa e a leitura, além da convivência com a família e com os amigos. O segundo traz os apontamentos que redigiu dos fatos mais importantes de sua vida, além de trechos do livro Raízes do Brasil e de outros textos do pensador que é uma das referências para o conhecimento da cultura e da história do Brasil.


Raizes do Brasil - Sergio Buarque de Hollanda - Parte 1


Raízes do Brasil - Sergio Buarque de Hollanda - Parte 2

Raízes do Brasil - Uma Cinebiografia de Sérgio Buarque de Holanda Brasil, 2004, Cor/PB (imagens de arquivo), Parte 1: 85', Parte 2: 87' Direção: Nelson Pereira dos Santos, Produção: Nelson Pereira dos Santos, Roteiro: Nelson Pereira dos Santos e Miúcha, Fotografia: Edgar Moura, Documentário.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Para download: Salvador Allende - Obras Escogidas 1970 1973

LINK PARA DOWNLOAD:
https://mega.nz/#!Mddx3YKJ!czvckLRjAjwyENfWPO1be7RR4PGL0yuWVQtRFZXbHzk


Anita Prestes lança livro sobre a mãe pela Boitempo

POR ANCELMO GOIS

A editora Boitempo lançará, em abril, “Olga Benário Prestes”, escrito pela filha dela, Anita Prestes. O livro é em cima de documentos da Gestapo recuperados por Anita.

Repertório Popular - Clementina de Jesus

Show de Clementina gravado no ano de 1980.

Repertório Popular - Clementina de Jesus


JC Debate | Clementina de Jesus | 28/02/2017  
Há 30 anos, o Brasil perdeu Clementina de Jesus, referência no samba chamado de "raiz" no país. O canto ancestral de origem africana foi admirado por grandes artistas nacionais.


Clementina de Jesus da Silva (Valença, 7 de fevereiro de 1901 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1987)


Quelé, A Voz da Cor - Biografia de Clementina de Jesus

Costa, Luana / Munhoz, Raquel / Castro, Felipe / Marquesini, Janaína

Civilização Brasileira

Descrição
A primeira biografia de uma das maiores vozes da história do samba.
Mais do que a primeira biografia de Clementina de Jesus, este é o registro definitivo da grandiosidade da artista fluminense. Mulher, negra, mãe e dona de uma voz que “parecia subir da terra e vir do oco do tempo”, como registrou a jornalista Lena Frias, Clementina foi revelada aos palcos brasileiros em 1964, aos 63 anos, no show O Menestrel. Menos de dois anos depois, arrebataria o público internacional, no I Festival Mundial de Artes Negras, no Senegal, e em show no Festival de Cannes, na França.
“Quelé, A Voz da Cor” traz a público a força, a doçura – e também a resistência – de Clementina de Jesus, desde seu nascimento em Valença, interior do Rio de Janeiro, em 1901, até sua morte, na capital do estado, em 1987. Não faltam a convivência apaixonada com o marido, Albino Pé Grande, o cuidado com os filhos, os netos e a amizade e o carinho com grandes nomes da música brasileira.
“O Brasil em que eu acredito tem a voz dela. Rainha.” - Teresa Cristina, cantora e compositora.
“Clementina de Jesus é muito mais que um ícone do samba e da música brasileira. Ela é o símbolo da mulher negra guerreira que, apesar de todos os preconceitos e injustiças, sobreviverá, oxalá, neste lindo livro que conta a sua história.” - Mariene de Castro, atriz, cantora e compositora.
“Ela foi mesmo um acontecimento, aquela voz maravilhosa e forte, diferente de tudo o que as pessoas estavam acostumadas a ouvir. Cantava aqueles sambas maravilhosos com aquela elegância toda.” - Paulinho da Viola, cantor e compositor.


domingo, 26 de março de 2017

DIEESE: Nota Técnica sobre terceirização

A terceirização irrestrita ameaça a proteção do trabalho e penaliza o trabalhador no Brasil

Terceirização e precarização das condições de trabalho
Condições de trabalho e remuneração em atividades tipicamente terceirizadas e contratantes

CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ACESSAR O DOCUMENTO:


quinta-feira, 23 de março de 2017

OS PENSADORES, COLEÇÃO COMPLETA | 55 LIVROS PARA DOWNLOAD



Dos pré-socráticos aos pós-modernos! Coleção “Os Pensadores -: 55 livros sobre os pensadores das principais escolas filosóficas em PDF, disponível para download.

Edição de 1984, publicada pela editora Abril Cultural.

LINK PARA DOWNLOAD DOS LIVROS:

Segue abaixo a lista de títulos disponíveis:

ARISTÓTELES I

ARISTÓTELES II

BACHELARD

BENJAMIN, HABERMAS, HORKHEIMER E ADORNO

BERKELEY E HUME

COMTE

CONDILLAC, HEVELTIUS E DEGÉRANDO

DESCARTES

DIDEROT

EPÍCURO, LUCRÉCIO, CÍCERO, SÊNECA E MARCO AURÉLIO

ERASMO E THOMAS MORE

ESPINOSA

FICHTE

GALILEU, BRUNO E CAMPANELLA

HEGEL

HOBBES

JEFFERSON, FEDERALISTAS, PAINE E TOCQUEVILLE

KANT I

KANT II

KIERKEGAARD

LEIBNIZ

LÉVI-STRAUSS

LOCKE

MAQUIAVEL

MARX

MERLEAU PONTY

MONTAINE

MONTESQUIEU

MOORE

NEWTON E LEIBNIZ

NIETZSCHE

PASCAL

PAVLOV E SKINNER

PEIRCE E FREGE

PIAGET

PLATÃO

ROSSEAU

SANTO AGOSTINHO

SANTO ANSELMO ABELARDO

SCHELLING

SCHOPENHAUER

STUART MILL E BENTHAM

TOMÁS DE AQUINO, DANTE, DUNSCOT E OCKHAM

VICO

VOLTAIRE

WITTGENSTEIN


segunda-feira, 20 de março de 2017

MAX WEBER: bibliografia em PDF para download, 14 livros:

O sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) ao lado de Émile Durkheim e Karl Marx integra o trio dos grandes pensadores clássicos responsáveis pela fundação da Sociologia.

Lista de livros de Max Weber disponíveis em PDF:
A CIÊNCIA COMO VOCAÇÃO | A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO | CIÊNCIA E POLÍTICA | CONCEITOS BÁSICOS DE SOCIOLOGIA | ECONOMIA E SOCIEDADE. FUNDAMENTOS DA SOCIOLOGIA COMPREENSIVA | ENSAIOS DE SOCIOLOGIA | GRANDES CIENTISTAS SOCIAIS | HISTÓRIA AGRÁRIA ROMANA | METODOLOGIA NAS CIÊNCIAS SOCIAIS VOLUME I | METODOLOGIA NAS CIÊNCIAS SOCIAIS VOLUME II | O QUE É BUROCRACIA | OS FUNDAMENTOS RACIONAIS E SOCIOLÓGICOS DA MÚSICA | PSICOFÍSICA DO TRABALHO INDUSTRIAL | TEXTOS SELECIONADOS (OS ECONOMISTAS)

PARA FAZER O DOWNLOAD DOS LIVROS DE MAX WEBER, CLIQUE NO LINK ABAIXO:


FONTE: Filosofando

domingo, 19 de março de 2017

PARA DOWNLOAD: "MAIS MARX: material de apoio à leitura d'O Capital, Livro I"

Recomendado como apoio didático – dentro e fora dos meios acadêmicos – para grupos de estudos e cursos de leitura, ou como material suplementar para a leitura feita por conta própria, a obra MAIS MARX conduz os leitores pelos conceitos e passagens centrais do primeiro volume de O capital, de Karl Marx.  Este material de trabalho é uma coletânea de slides de PowerPoint comentadas, com textos introdutórios, instruções detalhadas e notas concisas para contribuir no entendimento e apropriação da crítica da economia política.

Trata-se de um material educacional de apoio à leitura do Livro I d'O Capital, que não substitue uma leitura introdutória da obra de Marx, muito menos a leitura do próprio livro.

Link do site do material de formação PolyluxMarx (Mais Marx) para a leitura d’O Capital:



sexta-feira, 17 de março de 2017

STF determina que Superior Tribunal Militar libere arquivos secretos da ditadura

Por unanimidade, ministros do Supremo reiteraram que documentos e gravações do período militar são públicos. STM tem negado acesso a arquivos sob o argumento de "preservação da intimidade".

Por Fabiano Costa, G1, Brasília

16/03/2017

Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quinta-feira (16) que o Superior Tribunal Militar (STM) libere o acesso ao público de documentos e áudios de julgamentos da década de 1970, incluindo aqueles classificados como “secretos”.

O STF já havia decidido, em 2006, que as informações e os arquivos do período do regime militar são públicos e devem ser disponibilizados à sociedade sempre que solicitados.

Apesar da jurisprudência, o STM continuou mantendo parte de seus arquivos sob sigilo, negando, por exemplo, acesso a gravações de julgamentos de presos políticos nos anos 70.

A decisão do STF foi tomada nesta quinta depois que os ministros julgaram ação apresentada pelo advogado Fernando Augusto Fernandes, do Rio de Janeiro, que teve negada uma solicitação para ter acesso a gravações de trechos de julgamentos rotulados como “secretos” pela ditadura.

Ao negar o acesso aos arquivos, o tribunal militar argumentou que não podia liberar as gravações para assegurar a “preservação da intimidade dos processados”.

Na ação judicial, o autor reclamou ao STF que o Superior Tribunal Militar tem desrespeitado a decisão da Suprema Corte e a própria Constituição.

“Os processos que correram sem nenhum decreto de sigilo são, portanto, públicos, o que significa que qualquer cidadão pode ter vista e tirar cópias”, diz trecho da reclamação que pediu acesso aos arquivos da ditadura.

A decisão do Supremo para que o STM libere integralmente o acesso aos seus arquivos do período da ditadura foi dada exatamente no mesmo dia em que tomará posse a nova direção do tribunal militar.
No final da tarde desta quinta, José Coêlho Ferreira será empossado na presidência do STM, e o general do Exército Lúcio Mário de Barros Góes assumirá a vice-presidência.

"Democracia da ignorância"

Relatora da ação, a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, recomendou que os colegas de tribunal acolhessem a reclamação do advogado e reiterassem ao STM que os arquivos da época do regime militar têm caráter público, ainda que tenha sido, inicialmente, classificados como “secretos”.

Cármen Lúcia afirmou em seu voto que a Constituição determinou caráter público irrestrito aos arquivos da ditadura.

Segundo ela, têm caráter público, inclusive, sustentações orais dos advogados e dos integrantes do Ministério Público o registro dos debates mantidos pelos ministros do STM durante os julgamentos.

“Quanto ao requisito de interesse público, este milita em favor da publicidade, e não da manutenção de segredos e silêncio. [...] O STM, ao autorizar o acesso apenas à parte pública, violou a decisão do Supremo Tribunal Federal”, disse a presidente do Supremo.

Magistrado mais antigo do STF, o ministro Celso de Mello ressaltou em seu voto que, atualmente, não se pode mais aceitar como legítima a “democracia da ignorância”, na qual, observou, “todos são iguais no desconhecimento do que se passa no exercício do poder usurpado e silenciosamente desempenhado".

"Não se pode impor óbice à busca da verdade e à busca da preservação da memória histórica em torno dos fatos do período em que o nosso país foi dominado pelo regime militar", afirmou Celso de Mello.

FONTE: G1 Política

quarta-feira, 15 de março de 2017

"A Construção da Pedagogia Socialista" - Nadezhda Krupskaya

Lançamento 2017 da Editora Expressão Popular

Esta obra traz um conjunto de 24 textos de Nadezhda Krupskaya (1869-1939), publicados pela primeira vez no Brasil e traduzidos diretamente dos originais russos, selecionados por Luiz Carlos de Freitas e Roseli Salete Caldart. 

Para saber mais, leia a seguir o prefácio de Luiz Carlos de Freitas




Nadezhda Krupskaya na construção da pedagogia socialista


Por Luiz Carlos de Freitas, em prefácio de A construção da pedagogia socialista