sábado, 8 de fevereiro de 2014

Lisboa: Congresso internacional Marx em Maio

II Congresso Internacional Marx em Maio
8, 9 e 10 de Maio de 2014
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

ENTRADA LIVRE



Há 170 anos, Marx escrevia os famosos Manuscritos Económico-Filosóficos de 1844. No quadro de um materialismo novo em elaboração, era o arranque de uma longa investigação da estrutura económica da sociedade que viria a resultar, em 1867, na publicação do Livro Primeiro da sua obra magna, O Capital.
Há 100 anos, começava a I Guerra Mundial, guerra conduzida em nome do lucro e de uma nova partilha do mundo pelas potências imperialistas. No dia 18 de Janeiro de 1934, há 80 anos, os operários da Marinha Grande, opondo-se à fascização dos sindicatos, tornaram-se senhores do poder, ainda que apenas por algumas horas. A 25 de Abril de 1974, faz agora 40 anos, tombava em Portugal a ditadura fascista e os trabalhadores davam início a um processo revolucionário apontado ao socialismo.

Depois do assinalável sucesso do I Congresso, em 2012, é este conjunto de efemérides, assim como a violenta crise cíclica de acumulação do capitalismo e a consequente intensificação das lutas dos trabalhadores, que, em 2014, formam o contexto do II Congresso Internacional Marx em Maio. Assinalamos estas datas e os acontecimentos por elas evocados não com a intenção de nos encerrarmos no passado, à procura de uma fórmula mágica para os combates de hoje e do futuro, mas com o triplo objectivo da compreensão do mundo actual, da comemoração e do alerta.

A obra de Marx e o marxismo continuam a ser, do nosso ponto de vista, os mais penetrantes instrumentos de análise do real. O caminho percorrido por Marx até ao desvendamento da lei da mais-valia, âmago do capitalismo, ofereceu às ciências particulares novas perspectivas de fundo e novos campos de pesquisa. A própria filosofia ganhou novas pernas e outros trilhos para andar.

Por tudo isto, no II Congresso Internacional Marx em Maio voltaremos a contar com a participação de filósofos, de historiadores, de economistas, de sociólogos, de físicos, de geógrafos, de sindicalistas, de militantes e activistas sociais e políticos. Estes quadrantes de investigação e intervenção não se justapõem extrinsecamente, a sua razão de ser reside na própria envergadura e amplitude do trabalho de Karl Marx, na unidade multifacetada do marxismo.

Face aos ataques à racionalidade, à ciência e à cultura que acompanham, como complemento, as políticas de regressão social acelerada dos últimos anos, continuaremos a procurar cultivar um pensar ancorado numa racionalidade crítica e dialéctica.
COM INTERVENÇÕES DE

Alessio Arena - (n. 1984) militante comunista. Colaborador de Liberazione, jornal do Partido da Refundação Comunista, autor de vários artigos em publicações do movimento operário (tais como l'Ernesto, la Commune, Inchiostro Rosso). Publicou em Setembro de 2012 o seu primeiro livro "Où vont les Italiens?" (Éditions Delga), uma análise do estado actual da luta de classes em Itália e da sua relação com os acontecimentos da história recente.  O texto também foi publicado em Itália no ano de 2013 com o título "Dove vanno gli italiani?"

Ana Pato - 30 anos, é licenciada em Física pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), Mestre em História e Filosofia das Ciências pela Secção Autónoma de História e Filosofia das Ciências da FCUL com a dissertação intitulada "Materialismo e idealismo na física no final do século XIX e início do século XX a partir de Materialismo e Empiriocriticismo de Lénine. O caso exemplar da interpretação bohriana da Mecânica Quântica". Membro do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa. Funcionária do PCP e actualmente membro do seu Comité Central.

Annie Lacroix-Riz - é professora emérita de História contemporânea na Universidade de Paris VII-Denis Diderot. Doutorada em História pela Universidade de Paris I (Panthéon-Sorbonne) com a tese  « CGT et revendications ouvrières face à l'État, de la Libération aux débuts du Plan Marshall (septembre 1944-décembre 1947). Deux stratégies de la Reconstruction », 4 vol. Autora de numerosos artigos e  livros entre os quais : «La CGT de la Libération à la scission (1944-1947)» Paris, Éditions Sociales, 1983 ; «Le choix de Marianne: les relations franco-américaines de 1944 à 1948» Paris, Editions Sociales, 1986 ; «Industriels et banquiers français sous l'Occupation: la collaboration économique avec le Reich et Vichy» Paris, Armand Colin, 1999; «L'histoire contemporaine sous influence» Pantin, Le temps des cerises, 2004; «Le Choix de la défaite: les élites françaises dans les années 1930» Paris, Armand Colin, 2006; «Industriels et banquiers français sous l'Occupation», Paris, Armand Colin, 2013.

António Santos - é Mestre em Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa. Viveu durante vários anos nos EUA e colabora regularmente com publicações deste país e da sua terra.

António Vilarigues - foi funcionário do PCP de 1971 a 1991. Actividade de gestão, assessoria, formação profissional, certificação, tecnologias de informação e comunicação, publicista, formação de pessoal, organização de reuniões e de sistemas.

Arménio Carlos - 58 anos, é electricista. Dirigente do STRUP - Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal; FECTRANS - Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações; USL - União dos Sindicatos de Lisboa/CGTP-IN; CGTP-IN. É Secretário-Geral da CGTP-IN desde 2012.

Armen Mamigonian - é professor de Geografia na UFSC (Florianópolis-SC), na UNESP (Presidente Prudente-SP) e na USP (São Paulo-SP).

Aymeric Monville - (n. 1977) , dirige as Éditions Delga, editora marxista. É redactor-chefe adjunto da revista La Pensée.

Carlos Gomes - nasceu na cidade do Porto, Portugal, em 1925. Licenciado em Finanças pelo ISCEF - Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, da Universidade Técnica de Lisboa, exerceu sempre a sua actividade profissional em instituições financeiras. Frequentou numerosos cursos e seminários, em países europeus, nas áreas de operações bancárias, organização e gestão de empresas. No exercício da sua profissão assumiu a responsabilidade pela montagem e instalação dos serviços de um banco português em Angola, Moçambique e França e ainda pela renovação e modernização da sua sede social, no Porto. Por incumbência do Banco de Portugal coordenou, em 1975, a actividade de todos os bancos nacionalizados portugueses no Norte e Centro do País. Como residente na cidade de Almada, desempenhou as funções de deputado na Assembleia Municipal durante oito anos, participando da Comissão de Administração e Finanças e assumindo a sua presidência nos últimos quatro anos.  Em Novembro de 2002 foi editado o seu livro ECONOMIA DO SISTEMA COMUNITÁRIO, com o subtítulo "Enquanto a mercadoria e a moeda não existem", resultante de uma prolongada e meticulosa investigação durante vários anos. Em Fevereiro de 2009, procedeu ao lançamento de um novo livro, editado pelo autor, com o título de ANTECEDENTES DO CAPITALISMO, que aborda as mudanças ocorridas após o sistema comunitário que conduziram à formação de novas estruturas económicas e, finalmente, à emergência do Sistema Capitalista. Em Novembro de 2011 foi editado pela UNICEPE o livro A NACIONALIZAÇÃO DA BANCA EM PORTUGAL, Nove meses a construir, nove anos a destruir, que descreve a experiência do autor como "Coordenador da Banca Nacionalizada no Norte e Centro do País" em 1975, durante os últimos nove meses.

Carlos Bastien - é professor do ISEG - Universidade de Lisboa; Investigador de história económica e de história do pensamento económico. Publicou vários trabalhos no âmbito da história do pensamento económico marxista em Portugal.

Demétrio Alves - é licenciado em Engenharia Química pelo IST, em 1978, e titular de uma Pós-graduação (parte curricular do Mestrado) em Política, Economia e Planeamento da Energia, no ISEG, com dezassete valores (1989), de uma Pós-graduação em Gestão do Território, FCSH/ UN LISBOA, junho 2006, dezassete valores, e do Grau de Mestre em Gestão do Território, obtido na FCSH/UNL, dezembro 2008, 17 valores, bem como de uma Pós-Graduação em Questões Jurídicas do Ordenamento do Território Urbanismo, Universidade de Lisboa, Faculdade de Direito, 2011, 16 valores, do Grau de Estudos avançados FCSH/UNL, 17 valores. Doutorando na FCSH/UNL, é investigador do Centro de Investigação e-Geo, UNL/FCSH, Vogal da Comissão Diretiva do Programa Operacional de Lisboa /QREN desde outubro 2007 em representação da ANMP; Conselheiro da ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços de Energia em representação dos consumidores genéricos e Professor convidado na FCSH/UNL, Curso de Geografia e Planeamento do Território. Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1999).

Diana Raby - é investigadora no Research Institute of Latin American Studies da Universidade de Liverpool e também professora emérita de História na Universidade de Toronto. Autora de numerosos artigos sobre a América Latina, milita activamente em movimentos de solidariedade tais como a Cuba Solidarity Campaign e o Centro de Informação sobre a  Venezuela (Reino Unido). Publicou, em 2006, Democracy and Revolution: Latin America and Socialism Today. Em Portugal, publicou também o conhecido estudo  A resistência antifascista em Portugal: comunistas, democratas e militares em oposição a Salazar, 1941-1974, Lisboa: Salamandra, 1990.

Domenico Losurdo - é um filosofo italiano, professor de História da Filosofia na Universidade de Urbino, presidente da Internationale Gesellschaft Hegel-Marx für dialektisches Denken. Autor de diversas obras, entre as quais:  La Comunità, la Morte, l'Occidente: Heidegger e l'Ideologia della Gerra. Torino, 1991, Hegel e la Libertà dei Moderni. Roma, 1992, Il Revisionismo Storico. Problemi e Miti. 1996, Antonio Gramsci dal Liberalismo al "Comunismo Critico". 1997, Hegel, Marx e a Tradição Liberal. Liberdade, Igualdade, Estado. Editora Unesp, 1998, L'Ipocondria dell'Impolitico. La Critica di Hegel Ieri e Oggi. 2001, Nietzsche, il Rebelle Aristocratico. Torino, 2002, Fuga da História? A Revolução Russa e a Revolução Chinesa Hoje, Cooperativa Cultural Alentejana, 2004 (trad. portuguesa 2009), Controstoria del Liberalismo, 2005, Stalin - História crítica de uma lenda negra. Editora REVAN 2010.

Eduardo Diniz Almeida - é licenciado em Ciências Militares pela Academia Militar, em Psicologia Clínica e em Medicina Dentária. Psicólogo Clínico desde 1992. Autor de duas importantes obras político-militares (1.500 pág./3 Vol.): "Origens e Evolução do Movimento dos Capitães" e "Ascensão, Apogeu e Queda do MFA". Candidato ao Parlamento Europeu, pela CDU, em 1999 e vereador pela CDU, na Câmara Municipal de Cascais, de 2001 até 2005. Foi proposto para a Ordem da Liberdade, pela Associação 25 de Abril, em 1999.

Eugénio Rosa - licenciado em economia e doutorado pelo ISEG com a tese "Grupos Económicos e o desenvolvimento em Portugal no contexto da globalização", publicada em livro com prefácio de João Ferreira do Amaral.

Fernando de Oliveira Baptista - é professor do Instituto Superior de Agronomia; tem como principais áreas de trabalho e de investigação a questão da terra, as dinâmicas sócio-económicas do espaço rural e o desenvolvimento rural, e ainda os critérios de gestão  da propriedade florestal.

Francisco Braz - é sindicalista, presidente do STAL (Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local).

Hernâni Resende - nasceu em 1942. Estudos superiores no estrangeiro. Licenciatura e Mestrado em História Moderna e Contemporânea na Universidade Lomonóssov de Moscovo onde se iniciou no estudo da história do séc. XVIII e da Revolução Francesa, 1963-1970. Inscrito no Seminário de Doutoramento de Albert Soboul (Universidade de Paris-I, Sorbonne), trabalhou na preparação da dissertação sobre um tema da história social das ideias, daí resultando oito publicações em França (241 pp.), 1970-74. Em Paris conheceu Vasco de Magalhães-Vilhena com quem colaborou. Professor Auxiliar convidado da Faculdade de Letras de Lisboa, 1975-1985. Equiparado a bolseiro pela Fundação Calouste Gulbenkian, 1977-1979, 1986. Participou em congressos nacionais e internacionais. Equiparado a Mestre em História Moderna e Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa, 1989. Autor de estudos como Socialisme utopique et question agraire [...], 1976, 1977, trad. port. 1979 ; Prólogo à Revolução Francesa [...], 1989 ; Prévision et histoire chez Mably [...], 1997 ; Estudos Inéditos de Filosofia Antiga, de Vasco de Magalhães-Vilhena, edição crítica, tradução, prefácio e notas de Hernâni Resende, 2003; António Sérgio. O Idealismo Crítico. Génese e Estrutura. Raízes Gnoseológicas e Sociais [...], de Vasco de Magalhães-Vilhena, edição, prefácio e notas de Hernâni Resende, 2013. Publicações em revistas portuguesas e estrangeiras.

Inês Brasão - é doutorada em Sociologia pela Universidade Nova de Lisboa e docente de Sociologia no Instituto Politécnico de Leiria desde 1999. É autora de Dons e Disciplinas do Corpo Feminino: Os discursos sobre o corpo no período do Estado Novo, obra premiada pela Comissão para a Condição Feminina em 1998. É também co-autora de Leitores de Bibliotecas Públicas e de Comunidades de Leitura, Cinco estudos de sociologia da cultura. Mais recentemente, dirigiu a sua atenção para o estudo dos subalternos, com particular destaque para uma reconstituição da história das trabalhadoras domésticas em Portugal, no salazarismo, tendo a obra sido publicada com o título O Tempo das Criadas.

João Carlos Graça - é professor do ISEG, Universidade de Lisboa, e investigador do Socius, centro de investigação em sociologia económica e da organizações.

João Tomé - é licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com uma tese dedicada à estética de Lukács e às teorias da arte de raiz marxista. Actualmente mestrando do mesmo curso e com artigos publicados na revista Vértice sobre a sistematização dos princípios estéticos do materialismo dialéctico. Membro do Grupo de Estudos Marxistas e do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

João Vilela - nasceu no Porto em 1987, e nessa cidade se licenciou em História em 2008 e obteve o grau de mestre em História e Educação, com a tese «Os Estudantes do Porto e a Resistência ao Estado Novo (1968/74)» em 2010. Activista em movimentos inorgânicos desde 2011, co-organizou as manifestações da Geração à Rasca, d'Os Indignados, e do Que Se Lixe a Troika no Porto, tendo desenvolvido e participado em inúmeras acções de luta contra a austeridade e o trabalho precário.

Jorge Cadima - 57 anos, é professor de Estatística e Matemática no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa.

José Barata-Moura - é professor catedrático do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Vice-Presidente da Internationale Gesellschaft Hegel-Marx für dialektisches Denken. Reitor da Universidade de Lisboa (1998-2006). Autor de diversas obras, entre as quais: Kant e o Conceito de Filosofia (1972); Totalidade e Contradição (1977); Ontologias da "Práxis" e Idealismo (1986); Materialismo e Subjectividade (1997); O Outro Kant (2007).Estudos Sobre a Ontologia de Hegel. Ser, Verdade, Contradição (2010). Sobre Lénine e a Filosofia. A Reivindicação de Uma Ontologia Materialista Dialéctica Com Projecto (2010). Totalidade e Contradição. Acerca da Dialéctica (2ª edição revista e aumentada) (2012); Filosofia em O Capital. Uma Aproximação (2013).

José Paulo Netto - (Minas Gerais/1947) é  Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tradutor e ensaísta. Membro do Conselho Editorial de várias revistas da área das Ciências Sociais.

Luís Carapinha - é licenciado em Ciências da Comunicação. Desenvolve investigação sobre a Nova Política Económica (NEP) na URSS e a temática da transição socialista no âmbito de doutoramento em História Moderna e Contemporânea que realiza no ISCTE.

Maria Helena Serôdio - é Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde dirige a pós-graduação em Estudos de Teatro, é investigadora do Centro de Estudos de Teatro (CET) e docente no Departamento de Estudos Anglísticos (DEA). É Presidente da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (APCT) e Secretária Geral Honorária da Associação Internacional de Críticos de Teatro (AICT-IATC). Participou na fundação e no Conselho Editorial das revistas internacionais:  Critical Stages (da AICT-IATC) - http://www.criticalstages.org/ - e Prospero European Review: Theatre and Research - http://www.t-n-b.fr/en/prospero/european-review/ (do Réseau Européen de Théâtre Prospero- Communauté Europénne, como uma das representantes do Centro Cultural de Belém). Dirige, desde 2004, a revista semestral Sinais de Cena (da APCT-CET), tem publicado inúmeros artigos em revistas nacionais e internacionais e é autora de vários livros sobre teatro, entre outros, William Shakespeare: A sedução dos sentidos. Lisboa: Cosmos, 1996; Questionar apaixonadamente: O teatro na vida de Luís Miguel Cintra. Lisboa: Cotovia, 2001; A República do Teatro (vol. II da colecção A República das artes, Coord. Rui Vieira Nery. Lisboa: Tugaland, 2010, pp. 9-27; Joaquim Benite desafiou Próspero ... e inscreveu o mundo no seu teatro. Almada: Companhia de Teatro de Almada, 2013; Financiar o teatro em Portugal: A actuação da Fundação Calouste Gulbenkian (1959-1999). (ebook). Lisboa: BonD / Bicho do Mato, 2013.

Manuel Deniz Silva - é investigador auxiliar do Instituto de Etnomusicologia - Centro de Estudos de Música e Dança (INET- MD), da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Licenciado em Ciências Musicais pela FCSH-UNL, doutorou-se em 2005 na Universidade de Paris 8 (St. Denis), com uma tese intitulada "'La musique a besoin d'une dictature': musique et politique dans les premières années de l'État Nouveau Portugais (1926-1945)". Actualmente conduz uma investigação sobre a música no cinema em Portugal, da introdução do sonoro ao fim da ditadura (1931-1974), tendo coordenado o projecto de investigação "À escuta das imagens em movimento: novas metodologias interdisciplinares para o estudo do som e da música no cinema e nos media em Portugal", financiado pela FCT. É editor da revista Kinetophone e co-editor da Revista Portuguesa de Musicologia.

Manuel Dias Duarte - é um filósofo, escritor e ensaísta, ex-professor do Secundário, do Instituto Superior de Serviço Social, da Escola Superior de Educação de Almada, da Universidade Lusófona  de Humanidades e Tecnologias. Membro do GEM.

Manuel Loff - lecciona História Contemporânea desde 1997 na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde é Professor Associado e membro do Departamento de História e Estudos Políticos e Internacionais. É investigador do Instituto de História Contemporânea da FCSH da Universidade Nova de Lisboa. É autor, entre outros, de «O nosso século é fascista!» O mundo visto por Salazar e Franco (1936-1945) (Porto: Campo das Letras, 2008), e coordenou com Teresa Siza, Resistência. Da alternativa republicana à luta contra a ditadura (1891-1974) (s.l.: Comissão Nacional para a Comemoração do Centenário da República, 2010), catálogo da exposição com o mesmo nome que, sempre com Teresa Siza, comissariou no Centro Português de Fotografia (Porto). É presentemente Investigador Responsável pelo projeto «Estado e memória: políticas públicas da memória da ditadura portuguesa (1974-2009)», financiado e aprovado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, coordenando uma equipa de 17 investigadores.

Nuno Teles - é investigador júnior  no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e doutorado em Economia pela School of Oriental and African Studies (SOAS), da Universidade de Londres. Os seus interesses em investigação centram-se na área da financeirização das economias e do desenvolvimento. Membro do grupo Research on Money and Finance, é um dos autores do livro Eurozone in Crisis (Verso, 2011).

Octávio Augusto Teixeira - economista, 69 anos de idade. Licenciado pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF), tendo terminado o Curso Superior de Finanças em 1968, foi técnico da Lisnave e do Banco de Fomento Nacional e técnico consultor do Banco de Portugal. Integrou as direcções da Associação de Estudantes do ISCEF (em 1964/65), do Sindicato dos Comercialistas (Economistas) antes do "25 de Abril de 1974" e da Associação dos Economistas Portugueses. No âmbito politico, participou na campanha eleitoral de 1973, apoiando a CDE; membro do PCP desde Maio de 1974, tendo integrado o seu comité central e comissão política; deputado entre 1979 e 2001 e presidente do grupo parlamentar do PCP durante 11 anos.

Periklis Pavlidis - é professor assistente de Filosofia da Educação na Universidade Aristóteles, em Tessalónica. Mestre em História pela Universidade Estatal Lomonosov de Moscovo e doutorado em Filosofia pela mesma Universidade, com uma tese sobre O Ideal ético-social de Karl Marx (até 1848). É membro da International «Logic of History» School, centro de estudos marxistas em torno da obra do filósofo soviético V. Vaziulin. Publicou, entre outros, "The Rise of General Intellect and the Meaning of Education" (2012), "Critical Thinking as Dialectics. A Hegelian-Marxist Approach" (2010), "Социалистическая перспектива в концепции Логики Истории" (2004), "Бюрократизм и социалистические перевороты XX века" (2002).

Regina Marques - é Licenciada em Ciências Psicológicas pela Universidade Livre de Bruxelas; Mestre em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa e Doutora em Ciências da Comunicação pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Tese de doutoramento " Mediatização retórica do aborto - A sublimidade de Antígona". Autora de "A volta ao mundo da cidade" editado pela Câmara Municipal de Setúbal, 1988, Escola Não Sexista. Utopia ou realidade? Co-autora, Projecto TENET, 1990, Carreira das Professoras, Um curso para as mulheres estudantes, Agaath Moerman e Regina Marques, Ministério da Educação Nacional da Holanda, 1995, Maria Lamas, Uma mulher do nosso tempo, Co-autora, Câmara Municipal de Lisboa, 2005, O aborto, Col. Mulheres do Sec.XVIII, Ed. Ela por Ela, Lisboa, 2006, A memória, a obra e o pensamento de Maria Lamas (coordenação) - Textos vários,  Colibri e MDM, 2008 e Maria Lamas, precursora de novos paradigmas para a luta das mulheres do nosso tempo - in A memória, a obra e o pensamento de Maria Lamas, Colibri e MDM, 2008, (pp.93-99). Faz parte da Direcção Nacional (DN) e Conselho Nacional (CN) do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) desde 1984. Membro da Direcção da Federação Democrática Internacional de mulheres (FDIM). É membro do Conselho Consultivo da CIG (Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género) e do Conselho Económico e Social (CES) em representação do MDM.

Roger Keeran - nasceu em Lapeer, Michigan, em 1944. Licenciado em Filosofia pela Wayne State University (Detroit), Mestre de História Americana e Doutorado em História pela Universidade de Wisconsin (Madison). Enquanto estudava, trabalhou na fábrica de automóveis da General Motors e foi co-presidente do Detroit Committee to End the War in Vietnam. Ensinou nas Universidades de Cornell, Princeton e Rutgers e foi professor e responsável pelo programa de pós-graduação em estudos sobre as políticas laborais do Empire State College (Universidade Estadual de Nova York). É autor de The Communist Party and the Auto Workers Union  (Indiana University Press, 1980),  e co-autor, com Thomas Kenny, de Socialism Betrayed:  Behind the Collapse of the Soviet Union, International Publishers, 1984 (em Portugal: O Socialismo Traído. Por trás do colapso da União Soviética, Edições Avante!, 2008). Escreveu também diversos artigos sobre a História dos Comunistas no Estados Unidos. Desde 2013, é Professor Emérito no Empire State College.

Ronaldo Fonseca - é licenciado em Ciências Sociais pela Universidade de Praga, possui o mestrado em Sociologia pela Universidade de Paris-Nanterre e o doutoramento em Sociologia pela Universidade de Paris-Vincennes. Em Portugal foi docente no departamento de História e Ciências Sociais da Universidade do Minho, onde teve a oportunidade de leccionar pela primeira vez no nosso país a obra do grande antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro, "O processo civilizatório". Nos países onde viveu, integrou-se sempre como militante activo do movimento estudantil, sindical e popular, desde meados dos anos sessenta, acumulando uma significativa experiência. No Portugal de Abril, país que escolheu para viver, participou intensamente nas bases do grande movimento popular que se desenvolveu durante os anos de 1974 e 1975. No Minho, a partir de fins de 1975, continuou a sua actividade política e foi, juntamente com Santos Simões, Eduardo Ribeiro, Ribeiro Pacheco e outros democratas de esquerda, co-fundador e um dos redactores do periódico "Nortada", órgão de resistência ao terrorismo da direita que grassava nessa região, na tentativa de inverter o processo democrático de Abril. Publicou na editora Livros Horizonte, "A questão do estado na revolução portuguesa", na editora centelha, "O idealismo acadêmico" e na editora Campo das Letras,"Marxismo e globalização", além de inúmeros artigos em publicações nacionais e estrangeiras. Foi um dos fundadores da edição portuguesa do jornal "Le monde diplomatique". É colaborador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Brasil.

Sérgio Dias Branco - é Professor Auxiliar Convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde coordena os Estudos Fílmicos e da Imagem no curso de Estudos Artísticos. Cursou Estudos Fílmicos na Universidade de Kent, onde se doutorou. Integra o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra e o grupo de análise fílmica da Universidade de Oxford, "The Magnifying Class". É co-editor das revistas Cinema: Revista de Filosofia e da Imagem em Movimento e Conversations: The Journal of Cavellian Studies. Tem apresentado trabalhos nas Universidades Yale e de Glasgow, entre outras, e publicado ensaios em revistas como a Fata Morgana e em livros colectivos sobre a estética das obras da imagem em movimento. É activista do Manifesto em Defesa da Cultura.

Thomas Kenny - é economista e trabalha desde 1981 no movimento sindical de Nova York. Mestre  em economia pela Fordham University, visitou em 1972, enquanto estudante, a URSS para estudar a sua economia planificada. Depois de uma curta passagem pelo sector empresarial, dedicou a sua carreira à investigação económica e política para os sindicatos e ao jornalismo militante: escreve para publicações de esquerda e contribui para o site Marxism-Leninism Today. Vive em Nova York.

Virgínia Fontes - é uma historiadora e filósofa brasileira, doutorada em filosofia pela Universidade de Paris X, Nanterre, e autora de "O Brasil e o capital-imperialismo - teoria e história" (Editora da UFRJ, 2010) e de "Reflexões Im-pertinentes - história e capitalismo contemporâneo" (Bom texto, 2005).

Wladimir Pomar - escritor e activista político brasileiro. Militante político desde 1949, ajudou a fundar o PC do B em 1962. Preso no regime militar, atuou clandestinamente durante a década de 70 até a extinção do AI-5 em 1978 por Ernesto Geisel. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (1980) e integrou a executiva nacional do PT (1984-1990). Foi coordenador-geral da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva de 1989. Colabora regularmente com o jornal Correio da Cidadania e a revista Teoria e Debate. É autor de diversos livors e estudos sobre a China, entre os quais O Enigma chinês: capitalismo e socialismo (Alpha Ômega); China, o dragão do século XIX (Ática); Revolução Chinesa (Ed. Unesp) e China - Desfazendo mitos (Publisher Brasil).
FONTE: Pravda.ru

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