segunda-feira, 16 de abril de 2018

Materiais produzidos pelo prof. Fernando Penna (UFF) analisando o movimento Escola Sem Partido

Por uma escola democrática e sem censura
Professores Contra o Escola Sem Partido


TEXTOS E ARTIGOS CIENTÍFICOS:
- O ódio aos professores (18/09/2015):
https://goo.gl/HbEc1S
(também publicado no livro “A ideologia do movimento Escola sem Partido”, baixe o livro aqui: https://goo.gl/Izw1E3)
- Proibido educar? Com o pretexto de evitar “doutrinação”, projeto de lei ameaça o ensino escolar e criminaliza a prática docente (01/05/2016):
https://goo.gl/3Aib2C
- O ódio aos professores se profissionaliza (14/11/2016):
https://goo.gl/2gDx3D
- Programa “escola sem partido”: ameaça a uma educação emancipadora (2016): https://goo.gl/nQGbVk
- Escola sem Partido como chave de leitura do fenômeno educacional (2017): https://goo.gl/9sbEyB
(publicado no livro "ESCOLA “SEM” PARTIDO: Esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira", baixe o livro aqui: https://goo.gl/JE5p3u)
- "Escola sem Partido" como ameaça à Educação Democrática: fabricando o ódio aos professores e destruindo o potencial educacional da escola (2017):
https://goo.gl/buKe7S
PARTICIPAÇÕES EM AUDIÊNCIAS PÚBLICAS:
Câmara Municipal do Rio de Janeiro (03/11/2015): https://youtu.be/XGK0_dLEQN0
Senado Federal (16/11/2016)
https://youtu.be/q8vw6aHq3jQ
Câmara dos Deputados (07/02/2017):
https://youtu.be/tsG8j1kkRow
Câmara Municipal do Rio de Janeiro (17/04/17):
https://youtu.be/MZfgFj_vJOA
Câmara Municipal de Ribeirão Preto - SP (24/04/17): https://youtu.be/ROaVcMvMdVk
Câmara Municipal de Salvador - BA (29/05/2017): https://youtu.be/s_W34wik_Ms
Câmara Municipal de Tubarão - SC (11/08/17):
https://youtu.be/3674qvNDGk4
ALERJ - Entrega da Medalha Tiradentes (05/03/2018):
https://youtu.be/b4Yg2YcXOSA
Câmara Municipal de Araraquara- SP (12/04/18):
https://youtu.be/i-mMm-X7ZpU
PALESTRAS:
O movimento Escola sem Partido e o ódio aos professores (18/04/2016): https://youtu.be/0OoXp6dSRMc
Escola Democrática X Escola sem Partido (24/06/2016): https://youtu.be/xGh-mFadrZA
Aula Magna da Faculdade de Educação – Escola sem Partido como chave de leitura (14/09/2016) - https://goo.gl/xjpG6c
Programas de TV:
Sala Debate – Canal Futura: https://youtu.be/J2v7PA1RNqk
Caminhos da Reportagem – TV Brasil: https://youtu.be/dKPz9_mTLk4
PODCASTs:
Sobre História Podcast - "Escola sem Partido"
https://goo.gl/s2xR8k
PCESP#1 - O que é uma boa educação?
https://goo.gl/9gXCQG
PCESP#2 - Democracia Radical
https://goo.gl/rEznWE
PCESP#3 - Censura e perseguição política às universidades
https://goo.gl/rp9ZYR
DOCUMENTO:
“Em defesa da liberdade de expressão dos professores” (carta aberta ao Senado): https://goo.gl/4BrSaE
Assinaturas da carta:
https://goo.gl/4rPhZw

sábado, 14 de abril de 2018

A ATUALIDADE DO LEGADO DE LUIZ CARLOS PRESTES E OS CAMINHOS DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA NO BRASIL

POR ANITA LEOCADIA PRESTES

(Texto apresentado em evento comemorativo dos 120 anos de Prestes e 110 anos de Olga, IFCS/UFRJ, 5/4/2018)

Luiz Carlos Prestes, ao pensar os caminhos da revolução socialista no Brasil, elaborou um pensamento crítico às concepções nacional-libertadoras amplamente difundidas junto a muitos partidos comunistas do nosso continente. Temos em vista as teses paras os países coloniais e semicoloniais aprovadas em 1928 no VI Congresso da Internacional Comunista e reafirmadas na 1ª Conferência dos Partidos Comunistas da América Latina, realizada em Buenos Aires, em 1929.

Tratava-se de uma concepção estratégica falsa, uma vez que inadequada à realidade que os comunistas pretendiam transformar, pois o capitalismo implantado no país surgira na época do domínio imperialista mundial exercido pelas potências centrais desse sistema, o que determinou sua posição subordinada, ou seja, a dependência a que ficou submetido. Não havia condições para a conquista de um desenvolvimento livre e independente do capitalismo brasileiro, meta que era perseguida pelos comunistas.




terça-feira, 10 de abril de 2018

Para download: "Os intelectuais e a defesa da educação brasileira"

Os intelectuais e a defesa da educação brasileira
Organizadores: Eraldo Leme Batista; Paulino José Orso; Bruno Botelho Costa
NAVEGANDO PUBLICAÇÕES, 2018

LINK PARA DOWNLOAD:

Sumário

PREFÁCIO
Maria de Fátima Felix Rosar
APRESENTAÇÃO
Os Organizadores

CAPÍTULO I
LOURENÇO FILHO: A OBRA DE UMA VIDA, A VIDA NUMA OBRA
Carlos Monarcha

CAPÍTULO II
DEMOCRACIA E EDUCAÇÃO: OS PILARES DA CONSTRUÇÃO DO NOSSO FUTURO EM ANÍSIO TEIXEIRA
Josildeth Gomes Consorte

CAPÍTULO III
ENTRE O UNIVERSAL E O PARTICULAR: O DIREITO À EDUCAÇÃO E SUAS EXPRESSÕES EM FERNANDO DE AZEVEDO (1894–1974)
José Carlos Souza Araújo

CAPÍTULO IV
A EDUCAÇÃO E DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO PÚBLICO NA PERSPECTIVA TEÓRICA DE PASCHOAL LEMME
Eloá Soares Dutra Kastelic

CAPÍTULO V
A TRAJETÓRIA INTELECTUAL DE ROQUE SPENCER MACIEL DE BARROS
Paulino José Orso

CAPÍTULO VI
A LEITURA SOCIOLÓGICA DO FOLCLORE PAULISTANO: A CONTRIBUIÇÃO DE FLORESTAN FERNANDES
Débora Mazza

CAPÍTULO VII
FLORESTAN FERNANDES E O COMPROMISSO DO INTELECTUAL COM A DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA
Gilcilene de Oliveira Damasceno Barão

CAPÍTULO VIII
PAULO FREIRE E EDUCAÇÃO PARA PENSAR CRITICAMENTE E A INTERVIR NA REALIDADE
Bruno Botelho Costa

CAPÍTULO IX
EDUCAÇÃO E POLÍTICA: AS IDEIAS PEDAGÓGICAS DE PAULO FREIRE NOS ANOS DE 1960
Ana Paula Salvador Werri

CAPÍTULO X
O PENSAMENTO DO INTELECTUAL – POPULAR CARLOS RODRIGUES BRANDÃO
Érico Ribas Machado
Karine Santos
Fernanda dos Santos Paulo

CAPÍTULO XI
DERMEVAL SAVIANI – UMA TRAJETÓRIA DE LUTA E COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA
Eraldo Leme Batista
Marcos Roberto Lima

CAPÍTULO XII
Atualidade e necessidade do pensamento de Álvaro Vieira Pinto: Educação e desenvolvimento em debate
Rita de Cássia Fraga Machado

SOBRE OS AUTORES

sábado, 7 de abril de 2018

Ken Loach: ‘Marx é sempre um farol’

Jornal do Brasil
RODRIGO FONSECA* Especial para o JB

Embora já tenha anunciado sua aposentadoria do cinema muitas vezes, Ken(neth Charles) Loach não larga o osso: aos 81 anos, o diretor inglês, consagrado com duas Palmas de Ouro por seu modo poético de traduzir engajamento a lutas sociais em forma de filmes, segue a idealizar longas-metragens. De 1967, quando estreou como cineasta com “A lágrima secreta”, até 2016, quando foi contemplado com sua segunda Palma em Cannes por “Eu, Daniel Blake”, rodou cerca de 40 produções, entre ficções, documentários e telefilmes. Desse pacote, 22 títulos foram reunidos pelas curadoras Claudia Oliveira e Fernanda Bastos numa retrospectiva da estética piqueteira do cineasta, que começa hoje na Caixa Cultural, no Centro, onde segue até o dia 15. No dia 7, às 16h30, será exibido o longa que deu a ele sua primeira Palma, “Ventos da liberdade”, de 2006. Ao fim da sessão, a Associação de Críticos do Rio de Janeiro (ACCRJ) vai debater sua filmografia, que sempre se alimenta dos escritos marxistas em prol dos direitos humanos. 

“Marx é sempre um farol para o mundo, pois ele aponta questionamentos onde muitos só enxergam certezas”, disse Loach. Na entrevista a seguir, dada ao “Jornal do Brasil “ na França, ele explica como constrói sua linguagem e também fala sobre o país. 



JORNAL DO BRASIL: Seu cinema incorpora fatos reais, emprega não-atores. O que há de documental nele? 

KEN LOACH: Fiz filmes como “Espírito de 45” (em exibição na Caixa Cultural no dia 13, às 17h) que são essencialmente documentais: usam imagens de arquivo e não ficcionalizam nada. Ali, eu tenho um documentário. Fora isso, conto histórias, inventadas, com uma reflexão moral na maneira como os personagens encaram suas jornadas. Não uso câmera na mão, não invado o espaço do ator para desfocar sua interpretação e valorizar o que está em torno dele, e me baseio sempre em roteiros. Uso tripé, com câmera fixa, ensaio... Tudo isso quebra uma certa estética documental que ficou em voga nos últimos anos e que tem seu valor. Mas não sigo esse caminho. Eu observo. Minha câmera é testemunha de reflexões que meus atores – mais ou menos experientes na prática de atuar – fazem acerca de problemas universais que apresento a eles. E parto de pesquisa na escrita dos scripts, feita pelo meu parceiro Paul Laverty. Ao observar, enquadro o real e o analiso.   

JB: O que o rótulo de “cineasta marxista” representa para o senhor? 

KL: Houve um momento na História do século XX no qual, qualquer atitude dialética, que envolve a preocupação com o bem-estar da sociedade, passou a ser encarada como expressão política. Se o rótulo vier dessa ótica, está aceito, embora ele seja redutor. Leio Marx décadas a fio, porque o Velho Barbudo sempre tem o que explicar acerca de nossas incongruências. Marx não é religião, é iluminação. Agora, o fato de eu passar por ele para falar sobre pessoas – que é o que meus filmes buscam fazer – faz da minha obra “cinema político”. Há uma linhagem de filmes que assumem melhor essa classificação, como eram os longas de Elio Petri, de Costa-Gavras, do seu Glauber Rocha e muitos documentários. Eu conto histórias sobre pessoas em conflitos pessoais diante de dilemas práticos. E, muitos desses dilemas, é o Estado que cria. Enquanto o Estado não parar de culpar os pobres por seu infortúnio, não pararei de filmar, enquanto tiver forças.

JB: O senhor é um dos poucos diretores a ter duas Palmas de Ouro no currículo. A segunda, conquistada por “Eu, Daniel Blake”, em 2016, veio às vésperas do seu aniversário de 80 anos, ampliando sua popularidade em circuito. Qual é o valor ético desse filme na sua obra? 

 KL: Todos os meus filmes partem de um olhar sobre as cidades onde eles se passam, ou sobre países, como é o caso da Espanha franquista em “Terra e liberdade”. A cidade é um coprotagonista, pois ela interage todo o tempo com os personagens, modificando como eles agem. “Eu, Daniel Blake” tem muitas universalizações, mas tem também um foco geográfico bem específico: Newcastle, uma cidadezinha a 450 Km ao Norte de Londres, com uma tradição de lutas sindicais. É um lugar mais pobre do meu país, que adotei como cenário a fim de gerar uma reflexão sobre o quanto é desordenada a assistência aos desempregados. A Inglaterra é um país do desemprego e de muitas outras contradições. Muitas delas vieram à tona com o plebiscito acerca da nossa saída da União Europeia e o Brexit. Nesse filme, tive a sorte de partir do conflito do desemprego para falar sobre amizade e denunciar o peso da burocracia nos centros de assistencialismo. 

JB: O senhor manifestou interesse, há quase uma década, em fazer um filme sobre Jean Charles de Menezes, brasileiro morto no metrô de Londres, em 2005. Também mostrou desejo de filmar o impeachment de Dilma Rousseff. Qual é a imagem que o senhor tem do Brasil hoje?

KL: Não cheguei exatamente a planejar filmes sobre esses fatos que citou, apenas penso que eles deveriam ser filmados, mas não por mim, porque eu não falo português. A língua é essencial para falar de uma outra cultura. Eu entrei no cinema numa época em que o Brasil estava em moda, com filmes de grande potência, do chamado Cinema Novo. Vez por outra, surge algum fenômeno, como “Cidade de Deus”, mas não é sempre. O que eu sei é que vocês passaram por um golpe de estado e isso vai ter consequências sobre vocês e sobre nós, aqui do Velho Mundo, com a desestabilização da América Latina.

* Rodrigo Fonseca é roteirista e presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ)


Mostra "O Cinema Político de Ken Loach"
Caixa Cultural-RJ exibe retrospectiva do diretor Ken Loach

De 3 a 15 de abril (terça a domingo)
Ver programação em:


quarta-feira, 4 de abril de 2018

BCo recebe doação de acervo de Luiz Carlos Prestes [+ vídeo]

Biblioteca da UFSCar  recebe acervo de Luiz Carlos Prestes. São livros e objetos que pertenceram ao líder revolucionário brasileiro.

Por Adriana Arruda - Publicado em 04-04-2018


Lembrança do PCB pertencente a Prestes (Foto: DeCORE-BCo)
No mês de março, a Biblioteca Comunitária (BCo) da UFSCar recebeu a doação de arquivos do acervo de Luiz Carlos Prestes, militar e político brasileiro que comandou a revolucionária marcha Coluna Prestes entre os anos de 1925 e 1927. Para tanto, no dia 19 de março, a BCo recebeu a visita de Anita Prestes, filha do militar com a militante comunista judia Olga Benário. Chegaram na Universidade mais de 360 pacotes, que contêm livros pertencentes a Prestes, bem como documentações e correspondências de amigos e familiares, fotos, quadros, medalhas e outros objetos pessoais do político.

O intuito é organizar o material e disponibilizá-lo na BCo para a consulta de pessoas interessadas. "Este é um acervo histórico muito rico para pesquisas, sobretudo para historiadores, sociólogos e outros pesquisadores que estudam a temática do comunismo. Teremos na UFSCar uma fonte riquíssima a ser explorada por esses pesquisadores", ressalta Izabel da Mota Franco, bibliotecária do Departamento de Coleções de Obras Raras e Especiais (DeCORE) da BCo.

Franco conta que todos os objetos recebidos estão etiquetados e separados por períodos - pré-prisão, prisão e pós-prisão. "Neste primeiro momento, nós cuidaremos dos livros, para disponibilizá-los à consulta de todas as pessoas interessadas. Para isso, já iniciamos o processo de análise de cada obra, que possivelmente passarão por higienização e pequenos reparos. Além disso, as que necessitarem serão encaminhadas para restauro, seguido de catalogação no sistema da Biblioteca", informa Franco. Segundo a bibliotecária, os livros pertencentes a Prestes devem estar disponíveis para consulta da população a partir do segundo semestre de 2018.

Em seguida, a equipe da BCo pretende disponibilizar os demais objetos de Prestes para a montagem de um minimuseu, iniciativa que deve atrair não só pesquisadores, mas também a comunidade local, para visitas. "O intuito é mostrar curiosidades de Prestes e, consequentemente, elementos e conteúdos que fazem parte da história brasileira, sobretudo à comunidade de São Carlos e região", relata a bibliotecária. Os materiais pertencentes a Luiz Carlos Prestes estarão disponíveis no Piso 5 da BCo, localizada na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar.

Saiba mais sobre a doação do acervo para a Universidade em matéria produzida pela TV UFSCar:



Sobre Luiz Carlos Prestes
Luiz Carlos Prestes foi um militar e político brasileiro, casado com a militante comunista judia alemã Olga Benário. Além de comandar a Coluna Prestes, foi líder do Partido Comunista Brasileiro (PCB) por mais de 50 anos. Em 1936, o político foi preso, juntamente com Olga, que estava grávida de Anita à época e acabou sendo entregue a agentes do governo nazista alemão. Prestes foi uma das figuras da América Latina mais perseguidas do século XX.

FONTEUFSCar