🍀 "Arte, Ciência e Ética num Brasil de Fato"
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
🍀 "Arte, Ciência e Ética num Brasil de Fato" recebe como convidada a historiadora Anita Prestes
domingo, 19 de setembro de 2021
75 anos da Constituição de 1946: a bancada comunista e a política do PCB
No blog da Boitempo, por ocasião dos 75 anos da Constituição de 1946, a historiadora Anita Prestes comenta a atuação do PCB na Constituinte, destacando os ensinamentos daquele momento para história dos comunistas brasileiros, mas também para as forças democráticas e progressistas do Brasil de hoje.
CLIQUE NO LINK PARA LER O TEXTO NA ÍNTEGRA:
domingo, 12 de setembro de 2021
Palestra "A democracia cubana"
Nesta segunda-feira, 13 de setembro, live com a historiadora Anita Prestes, às 19 horas, no canal do GSCL Grupo Sued Castro Lima, no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=stC5WSEPM-w
sexta-feira, 10 de setembro de 2021
Para download: Hegemonía y cultura en tiempos de contrainsurgencia "soft", de Néstor Kohan (Ocean Sur, 2021)
La revista «Contexto Latinoamericano» entrevista a Néstor Kohan sobre su nuevo libro Hegemonía y cultura en tiempos de contrainsurgencia "soft":
- El pensamiento de Gramsci es medular en sus reflexiones. ¿Cuáles son las principales ideas gramscianas que sustentan las tesis del presente libro?
Antonio Gramsci ha sido manipulado al infinito. Desde la socialdemocracia y el liberalismo hasta el autodenominado “posmarxismo” (en realidad…. ex marxismo) y los llamados “estudios poscoloniales”. Se lo ha intentado convertir en un tímido partidario de los acuerdos parlamentarios y en un inofensivo posmoderno que especula en forma diletante sobre “asuntos culturales”, desvinculándolo de todo proyecto revolucionario y estrategia de confrontación. ¡Como si su encarcelamiento y lento asesinato, ejercido con crueldad y a cuentagotas, a manos del fascismo italiano, hubieran sucedido “de casualidad”! Tratando de rescatar su pensamiento revolucionario nos hemos opuesto a los intentos de pasteurizarlo, descafeinarlo y volverlo un ícono “light”, fácilmente domesticable y adaptable para los fines más diversos. Como pensador revolucionario, ardiente admirador de Lenin y la revolución bolchevique, pensador de las periferias y las clases subalternas, militante clandestino durante años de la Internacional Comunista, Gramsci reflexionó a partir de una derrota, la del movimiento de los consejos de fábrica de Turín.
terça-feira, 7 de setembro de 2021
Curso FASCISMO E AUTORITARISMO: ontem e hoje
Curso que será oferecido durante a sexta edição do Salão do Livro Político, sendo a Aula Inaugural ministrada pela historiadora Anita Prestes. Com inscrições gratuitas, o curso será de 27/09 a 01/10. Confira a programação das aulas, que contarão com Marly Vianna, Antonio Rago, Antonio Carlos Mazzeo, Fabio Gentile, Virgínia Fontes, Osvaldo Coggiola, Luiz Bernardo Pericás e Bernardo Ricupero.
De 24 de setembro a 3 de outubro, o VI Salão do Livro Político, evento online, contará com a tradicional feira do livro somada a uma programação política e cultural diversa, incluindo debates, cursos e atividades artísticas.⠀
☛ Em breve, mais informações no salaodolivropolitico.com.br!
terça-feira, 31 de agosto de 2021
Pedagogia do Movimento: processo histórico e chave metodológica
Texto de Roseli Caldart.
Para ler e baixar o texto "Pedagogia do Movimento: processo histórico e chave metodológica", de Roseli Salete Caldart, clique no link abaixo:
https://mst.org.br/download/pedagogia-do-movimento-processo-historico-e-chave-metodologica/
Assista também a live de Roseli Caldart, realizada nesta terça-feira, dia 31/08/2021, como atividade 8ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (8ª JURA), promovida pela Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF/UERJ) e pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio | EPSJV/Fiocruz), cuja exposição tem por base o referido texto.
Download do livro "Pedagogia do Movimento Sem Terra: a escola é mais do que escola", de Roseli Caldart (Vozes, 2000):
https://ufrb.edu.br/educacaodocampocfp/images/livro-pedagogia-da-terra-mst.pdf
sábado, 21 de agosto de 2021
Entenda a Democracia Cubana
ANITA PRESTES SOBRE O SISTEMA POLÍTICO EM CUBA
No dia 23 de Agosto, às 20h, a Associação Cultural José Martí / RS estará recebendo a Historiadora Anita Prestes que nos falará como funciona a democracia cubana. Anita Leocadia Prestes comentará o sistema político de Cuba e o seu caráter popular e democrático, permanentemente distorcido e falsificado pela mídia a serviço dos interesses do grande capital internacionalizado.
Assista nos canais da Associação Cultural José Martí RS:
- do Facebook: https://fb.me/e/VlNcdDPh
- do YouTube: https://youtu.be/6SpyREXDshs
domingo, 15 de agosto de 2021
60 ANOS DA CAMPANHA DA LEGALIDADE: A LEI E A HISTÓRIA
Evento promovido pelo Centro Acadêmico André da Rocha, entidade representativa de estudantes de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
No dia 25 de agosto de 1961, iniciou-se a Campanha da Legalidade, movimento de massas em defesa da democracia capitaneado pelo então Governador do Estado do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, que buscou assegurar a posse do Presidente João Goulart – egresso de nossa Faculdade de Direito da UFRGS.
60 anos após o histórico acontecimento, o Centro Acadêmico André da Rocha realizará evento na efeméride da Campanha, buscando aproximar diferentes perspectivas sobre o que foi um dos maiores momentos da política nacional e gaúcha no século XX.
O evento, transmitido pelo canal do YouTube do CAAR, será composto por três momentos:
- uma abertura, proferida pelo Prof. Juremir Machado, com o título “A legalidade e o golpe parlamentarista” (24/08/2021, 11h); Link: https://www.youtube.com/watch?v=LaqHx4esM2Q.
- uma palestra, proferida pela Prof.ª Anita Leocádia Prestes (UFRJ) e pelo Prof. Henrique Carlos de Castro (UFRGS), com o título “A Campanha da Legalidade (1961) e o Golpe de 1964” (25/08/2021, 11h); Link: https://www.youtube.com/watch?v=nyIOBME4SLg.
- e um encerramento, proferido pelo jornalista Flávio Tavares, com o título “O último movimento de massas do Século XX – depoimento direto de um participante” (26/08/2021, 11h). Link: https://www.youtube.com/watch?v=TL2cMNIt0kU.
Haverá emissão de certificados para os assistentes.
FONTE: Fanpage do CAAR
quarta-feira, 4 de agosto de 2021
CUBA É UMA DITADURA OU UMA DEMOCRACIA?
O jornalista Breno Altman, na edição da sexta-feira do dia13/08/2021, do 20Minutos Entrevista, conversa com a historiadora Anita Prestes. Não perca, ao vivo, às 11h.
YOUTUBE: https://www.youtube.com/watch?v=i9w4lacxk5w
FACEBOOK: https://www.facebook.com/operamundi.br/posts/10159590145539120
LEIA O ARTIGO DA PROFESSORA ANITA PRESTES SOBRE O SISTEMA POLÍTICO EM CUBA:
http://prestesaressurgir.blogspot.com/2013/02/para-entender-o-sistema-politico-em-cuba.html
ROGER WATERS, CUBA E O BLOQUEIO
" Se você está interessado na minha casa e não pode comprá-la é porque eu não quero te vender, nem quero alugar pra você ...Aí você me tranca em minha casa e não me deixa sair para ir ao supermercado nem à farmácia, nem ao banco, e nem sequer deixa que me vendam as peças sobressalentes do carro ou da motocicleta, e além disso cancela minhas contas e cartões de crédito e poupança ...
Depois de um tempo meus parentes se desesperarão, alguns escaparão pela janela ... e do lado de fora você começará a gritar que sou inepto para conduzir as rédeas da minha casa e que sou um ditador, que faço minha família sofrer ... e então começará a dizer que o governo da minha casa está em CRISE e que os vizinhos terão permissão para INTERVIR e MATAR-ME a fim de atender à CRISE HUMANITÁRIA de minha família.
Na verdade... você nunca vai dizer que o que te interessa é ficar com a minha casa. Mas foi por isso que você me colocou nesta situação CRÍTICA diante da minha família."
#EliminaElBloqueo #CubaNoEstaSola
Tradução: Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
Olga Benário: a história da uma militante comunista - podcast com Anita Prestes
História FM, apresentado pelo historiador Icles Rodrigues, recebe a historiadora Anita Prestes, filha de Olga Benario Prestes (1908-1942) e Luiz Carlos Prestes (1898-1990), para falar sobre a trajetória de sua mãe.
LINK PARA OUVIR O PODCAST: https://anchor.fm/historia-fm/episodes/066-Olga-Benrio-a-histria-da-uma-militante-comunista-e155697
"A educação destrói mitos: o ofício da História em tempos de negacionismo" - XVI SEHIS - Semana Estudantil de História - UFSC
De 04 a 06/08/2021 - XVI SEHIS - O evento contará com uma série de atividades, contando com a participação de Anita Prestes, Demian Mello e Fernando Penna, entre outros.
Inscrições:https://linktr.ee/CALH?fbclid=IwAR1HncoADXLOmHb-QFaS3wdeVdRHPHxBZXcRpSHbBA0VJAqwB5EtsYWOJDw
VEM AÍ A XVI SEHIS 📢
Do Centro Acadêmico Livre de História UFSC
Contra o avanço do negacionismo e dos ataques aos serviços públicos, chamamos todo mundo a construir mais um importante evento de debate e organização em defesa de nossa educação pública, gratuita, estatal e de qualidade!
A XVI Semana Estudantil de História, que ocorrerá de quarta a sexta-feira dessa semana (de 04 a 06/08), vem com o tema "A educação destrói mitos: o ofício da História em tempos de negacionismo".
Contaremos com uma série de atividades com grandes nomes do campo da História, dos debates de gênero, educação e muito mais, e teremos uma Assembleia Estudantil da História também, para nos organizarmos coletivamente pros desafios que se apresentam nessa conjuntura! Confere aí:
04 de agosto, às 10h
Mesa 1 - Educação destrói mitos: Freire e os ataques à educação
[com Inny Accioly e Caio Oliveira, do Só Cria Pré-vestibular]
04 de agosto, às 18h30
Mesa 2 - A importância das leis 10.639/03 e 11.645/08 e a sua aplicação
[com Mônica Martins e Sandor Bringmann]
05 de agosto, às 10h
Assembleia Estudantil da História
05 de agosto, às 17h30
Mesa 3 - Negacionismo e o ofício da História
[com Anita Leocádia Prestes e Demian Mello]
LINK: https://www.youtube.com/watch?v=lBj-_MZ9Lgg
06 de agosto, às 10h
Mesa 4 - “Escola Sem Partido” e “ideologia de gênero”
[com Cristina Scheibe, Fernando Penna e Rafaella Machado]
06 de agosto, às 19h
Cine Debate - Documentário “Espero tua (re)volta”
Inscrições abertas pelo linktr.ee/CALH
Acompanhem nossas redes e venham com o CALH realizar mais uma baita SEHIS
terça-feira, 27 de julho de 2021
Anita Prestes no blog da Boitempo
Convidada para escrever uma coluna no blog da Boitempo, a historiadora Anita Prestes estreia nesta terça-feira, dia 27/7, com o texto "Bolsonarismo: uma ameaça fascista?".
"Não se deve descartar a possibilidade do estabelecimento de um regime de tipo fascista, meta implícita e explicitamente muitas vezes confessada por Bolsonaro – recurso extremo do qual o capital lança mão quando não consegue assegurar seu domínio através dos meios proporcionados pelo estado de direito burguês."
CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA LER O TEXTO NA ÍNTEGRA:
https://blogdaboitempo.com.br/2021/07/27/bolsonarismo-uma-ameaca-fascista/
Anita Leocadia Prestes, nascida em 27 de novembro de 1936 na prisão feminina de Barnimstrasse, em Berlim, na Alemanha Nazista, é uma historiadora brasileira, filha dos militantes comunistas Olga Benario Prestes e Luiz Carlos Prestes. É doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense, professora do Programa de Pós-graduação em História Comparada de UFRJ e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes. Autora da ambiciosa biografia política Luiz Carlos Prestes: um comunista brasileiro (Boitempo, 2015) e do livro Olga Benario Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo (Boitempo, 2017). narra sua extraordinária trajetória de vida em Viver é tomar partido: memórias (Boitempo, 2019). Assina o artigo “Luiz Carlos Prestes e a luta pela democratização da vida nacional após a anistia de 1979” publicado no livro Ditadura: o que resta da transição? (Boitempo, 2014), organizado por Milton Pinheiro.
sábado, 24 de julho de 2021
PRÉ-VENDA! Eleanor Marx: uma vida
Coleção Vida e Obra, História Geral, Editora Expressão Popular
Como resume a biógrafa Rachel Holmes: "Eleanor era uma escritora revolucionária; uma mulher revolucionária: uma revolucionária. Era uma pessoa de palavras e ação".
Última filha de uma família incomum – a família de Karl e Jenny Marx –, concentra em sua trajetória o legado das lutas socialistas que a precederam e investigações próprias acerca do feminismo sob perspectiva socialista. Além disso, foi um exemplo de militante internacionalista.
A biografia tem uma escrita fluida e cativante, e nos apresenta a vibrante trajetória de uma militante que se envolveu de corpo e alma nas principais questões da esquerda à época, abrangendo uma multiplicidade de frentes de ação. Eleanor escreveu panfletos, traduziu assembleias, encontros e inclusive autores como Flaubert e Ibsen. Deu aulas, apostou no trabalho de base, organizou arrecadações de fundos para partidos e sindicatos, fortaleceu campanhas fundamentais como a de libertação dos mártires de Chicago e realizou uma imensidade de falas públicas sobre o mundo do trabalho e a perspectiva socialista. Por todas essas vias, Eleanor Marx teve um engajamento exemplar e original em relação à preservação e continuidade do legado de Karl Marx e Friedrich Engels.
Rachel Holmes nasceu em Londres e foi criada na África do Sul. Este é o primeiro livro dela traduzido ao português. Dedicada à história radical, também biografou Sylvia Pankhurst e Sarah Baartman, além de coeditar coletâneas feministas.
Capa: @zangadas_tatu
* Pré-venda! Envios a partir de 5 de Agosto!
https://www.expressaopopular.com.br/loja/produto/eleanor-marx-uma-vida/
quarta-feira, 21 de julho de 2021
Maria Aragão, Prestes e a luta pelo socialismo
Live 30 anos sem Maria Aragão
Com a Professora Anita Prestes
Sexta-feira, dia 23/7/2021, às 17 horas.
Link para a live no YouTube: https://youtu.be/iMpv_vIk8Yg
Link para a live no Facebook: https://www.facebook.com/OiFranklin/
domingo, 11 de julho de 2021
Assista a "Brasil: democracia sob tutela militar"
Roda de Conversa do Coletivo Cotonetes realizada no dia 8 de julho de 2021
Live com
- Anita Leocadia Prestes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro
- Jonas Duarte, da Universidade Federal da Paraíba
Participação de Genaro Ieno e Romero Antônio (Coletivo Cotonetes)
Na abertura, a Presidenta do PC do B, Gregória Benário, presta uma homenagem ao seu pai, Nilson Poeta, recentemente falecido.
Mediação: Carmélio Reynaldo
Link para artigo citado por Anita Prestes sobre militarismo na política brasileira:
https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/12089
domingo, 4 de julho de 2021
sexta-feira, 2 de julho de 2021
BRASIL: A TRANSIÇÃO DA DITADURA MILITAR PARA UMA DEMOCRACIA TUTELADA PELOS MILITARES. CAUSAS, CONSEQUÊNCIAS E ENSINAMENTOS
ARTIGO DE ANITA PRESTES
Revista Novos Rumos, v. 58 n. 1 (2021).
CLIQUE NO LINK PARA LER OU FAZER DOWNLOAD DO TEXTO:
https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/12089/7353
Resumo
No artigo é feita uma análise sucinta do golpe civil-militar de 1964 no Brasil, da ditadura militar que se estabeleceu no país e de sua evolução para um regime de tipo fascista. É abordada a crise do regime ditatorial e a sua institucionalização iniciada nos anos 1970 e concluída com a promulgação da Constituição de 1988. São examinadas as causas e as consequências do regime de democracia tutelada pelos militares que se formou no país como resultado da institucionalização promovida sob a égide do Alto Comando do Exército. Registram-se a permanência dessa democracia tutelada nos governos do PT e os seus desdobramentos: a deposição do governo Dilma Rousseff pelo golpe jurídico-parlamentar de 2016, a eleição de Jair Bolsonaro e as dificuldades para o avanço da luta antifascista no país.
Palavras-chave: Golpe civil-militar; ditadura militar; fascismo; tutela militar; poder militar.
terça-feira, 29 de junho de 2021
Lançamento | História da Comuna de 1871
A Editora Expressão Popular, em parceria com a Adunirio – filiada ao Andes-SN –, acaba de publicar o livro A história da Comuna de 1871, de Hippolyte Prosper-Olivier Lissagaray. A obra é um clássico e teve sua primeira edição no Brasil em 1991, publicada pela Editora Ensaio na ocasião dos 120 anos da Comuna.
Na apresentação, já é possível entender sua relevância por contar uma história que tenta ser apagada a todo custo, como destaca o professor Paulo Douglas Barsotti: “as classes dominantes capitalistas sempre cobriram com um manto de obscurantismo a história dos trabalhadores e, em especial, de seus movimentos revolucionários. A Comuna de Paris de 1871 é um capítulo exemplar dessa ‘conspiração do silêncio’, que ignora a primeira revolução vitoriosa dos trabalhadores e tenta jogá-la na vala comum do esquecimento. Evento histórico banido da maior parte dos livros de história no Brasil e no mundo, ou, quando muito, referido em poucas linhas como a ‘revolução horrenda’ e minimizada sua importância”.
Já para Eleanor Marx Aveling, filha de Karl Marx, no texto de Introdução à primeira edição inglesa, em 1886, esta “é a única história autêntica e confiável que já foi escrita do movimento mais memorável dos tempos modernos". E completa: “é tempo de as pessoas compreenderem o verdadeiro significado desta Revolução; e isto pode ser resumido em poucas palavras. Significou o governo do povo pelo povo. Foi a primeira tentativa do proletariado se autogovernar”.
Deu vontade de ler e conhecer mais essa história? Você já pode garantir sua edição no site da Expressão Popular: https://bit.ly/historia_comuna1871
Vamos juntos e juntas compartilhar esse capítulo da história escrito pelo povo!
FONTE: https://www.facebook.com/ed.expressaopopular/photos/a.301967666592328/3864212233701169/
sexta-feira, 18 de junho de 2021
Anita: “Prestes denunciava tutela militar e deram pouca importância”
Entrevista de Anita Prestes ao PROGRAMA FAIXA LIVRE (17/6/3021)
Clique no link abaixo para ouvir a entrevista de Anita Prestes:
domingo, 13 de junho de 2021
Izquierda capitalista x ultra derecha facista son las venas abiertas del Brasil?
Programa Venas Abiertas de América Latina
Com la historiadora Anita Prestes
17 de Junio
8:00 pm Santiago del Chile
21h Brasil
El programa Venas Abiertas de América Latina de esta semana tendrá como tema el gigante dormido - Brasil.
El dilema actual del país en su situación política es una izquierda capitalista versus una ultra derecha capitalista fascista que abrió aún más las venas del gigante latinoamericano.
Y para comentar todo lo desastroso que vive Brasil tendremos una Camarada muy especial.
Historiadora comunista, hija de uno de los más importantes revolucionarios de este país, Luiz Carlos Prestes y de la revolucionaria ejecutada por el gobierno nazi fascista de Alemania en 1942 Olga Benario, Camarada Anita Leocádia Prestes.
Tramsmissión YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=h9QpiNHWyMw
terça-feira, 8 de junho de 2021
A DECISÃO CONIVENTE DO STF COM GETÚLIO VARGAS EM 1936 NO CASO DA EXTRADIÇÃO DE OLGA BENARIO PRESTES
ENTREVISTA DE ANITA PRESTES AO PROGRAMA JORNAL DA JUSTIÇA
A entrevista irá ao ar na TV JUSTIÇA, no dia 11/06/2021, 6a-feira, às 12h30min., no Jornal da Justiça - 1ª Edição.
A entrevista também poderá ser assistida no YouTube (ficará gravada): https://youtu.be/sTUeEzTtnJw.
segunda-feira, 7 de junho de 2021
Filha de Prestes emociona-se ao ler a carta de sua mãe Olga Benario
A emoção não foi somente da filha ao ler fragmentos da carta de Olga, sua mãe, como de todos que a assistiam e também compartilhavam da intensidade das palavras escritas pela revolucionária comunista semanas depois que conseguiu entregar sua filha a avó.
PUBLICADO EM JUNHO 7, 2021 | POR ESTADOS GERAIS DA CULTURA
A voz dela tremeu um pouco e embargada pela emoção fez a leitura da carta de Olga Benario Prestes para seu marido Luiz Carlos Prestes: “Que Anita Leocádia seja a representante do nosso amor e da nossa solicitude junto a nossa mãe”.
Com essa frase Olga Benário Prestes encerra a primeira carta dirigida ao líder comunista, Luiz Carlos Prestes, datada de 12 de fevereiro de 1938, escrita logo após a entrega da filha Anita Leocádia para sua avó paterna, uma grande conquista da alemã-judia Olga, que se encontrava numa prisão nazista e precisava proteger seu bebê do encaminhamento a um orfanato na Alemanha, no qual seria criado na época de acordo com os interesses de Hitler.
Anita Leocádia Prestes hoje tem 84 anos. Vive no Brasil, é escritora, professora e historiadora. Sua vida foi marcada pela trajetória revolucionária dos pais e graças ao poder da literatura e da arte, pode contar a história de seus pais, um casal que em nenhum momento desistiu de lutar pela igualdade e liberdade de um povo
A leitura das cartas dos dois revolucionários foi um presente a todos que assistiram o encontro promovido pelos Estados Gerais da Cultura, num fim de tarde dominical, um dos mais emocionantes debates, entre os maravilhosos já realizados, que nos trouxe alguns fragmentos de uma história desumana e injusta sobre equívocos do poder e abusos cometidos pelos homens em nome de causas políticas, inserido no tema Teatro Remoto e Resistência Artística.
Luiz Carlos Prestes foi um militar e político brasileiro, comunista e uma das personalidades políticas das mais influentes no Brasil durante o século XX. Olga Benario, sua companheira, foi militante política alemã-judia da Internacional Comunista, juntos tiveram uma filha Anita Leocádia, cujo parto foi feito numa prisão na Alemanha.
A primeira carta lida por Anita foi a de Luiz Carlos Prestes dirigida à sua mãe Leocádia, que estava no México, em novembro de 1940. Uma preciosidade histórica, na qual Prestes revela de si uma tenacidade fora do comum e um espírito de humildade e esperança. Em nenhum momento percebe-se palavras de desalento e a vontade de desistir. Ele tinha sido condenado já por 16 anos e oito meses de prisão e quando escreve a carta soube de uma nova sentença que lhe condenava a cumprir mais 30 anos, num total 46 anos de prisão.
“Quero que tenha a certeza de que apesar que tudo que há de triste e desagradável na situação em que me encontro não me sinto absolutamente infeliz e não há nada que consiga a levar ao desespero. Cada vez compreendo mais, claro e nitidamente os acontecimentos e isso me dá uma grande força. Além do mais, tudo que me acontece na vida. por mais que negativo que nos pareça, tem sempre seu lado positivo e é sobre ele que devemos refletir quando nada mais podemos fazer. Esta última condenação, pela própria brutalidade de sua grandeza muito me tem feito pensar. Seja ela definitiva ou transitória eu bem sinto que marcou definitivamente a minha vida. Parece que assim como a morte, esta grande niveladora que a todos, pobres e ricos, sábios e ignorantes, a todos nos iguala. Esta sentença livrou-me agora do resto do orgulho e ou de vaidade que certamente ainda possuía e atirou-me definitivamente no mar imenso dos mais humildes e desprotegidos. E isto sinceramente não me desagrada.”
A primeira carta de Olga Prestes depois da entrega do bebê, a mãe Leocádia, um mês depois, expõe a mulher forte e determinada que foi essa alemã-judia em sua militância, sobretudo o grande amor que unia o casal. Anita Leocádia saiu da prisão em 21 de janeiro de 1938 e Olga escreveu a carta em 12 de fevereiro do mesmo ano. É uma carta que se lê deixando lágrimas escorrerem livremente pela face, tal é a intensidade de sentimentos misturados com o afeto pelo marido e pela filha, expressa na mensagem. Olga escreve que o período mais negro de sua vida foi de março de 1936 a fevereiro de 1938, período da prisão dos dois. Mal ela sabia, que ainda viveria por mais quatro anos suportando todo o tipo de tortura praticados nos campos de concentração nazistas, na Alemanha, contra os judeus.
“Certamente já sabe há muito tempo, pela nossa querida mãe, que a nossa pequenina não está mais comigo. Posso afirmar, com certeza, que de 5 de março de 1936 a 21 de janeiro de 1938, atravessei o período mais negro de minha vida. Entende certamente, o quanto um homem pode compreender o que se passou em mim e o que se percebe e o que significa ser mãe. Diante de tais acontecimentos tem-se a seguinte alternativa: o bem se é quebrado ou bem se endurece. Tu sabes que somente a segunda alternativa pode a mim colocar-se. Para isso sou ajudada firmemente pelo fato de que ainda sou capaz de distinguir entre pouco significado do que diz respeito a uma pequena pessoa em particular e os acontecimentos que interessam em geral a todos e ao inverso. Mas já imaginaste alguma vez, como são extraordinários os azares do destino. Nós dois estamos atrás dos muros de uma prisão em dois continentes diferentes. Da nossa vida em comum nasceu um pequeno ser e agora este ser encontra-se seguro nos braços da nossa querida mãe. Que Anita Leocádia seja a representante do nosso amor e da nossa solicitude junto a nossa mãe”.
Como é para você Anita revendo este passado dos seus pais, como é para você que continua na luta que eles tiveram?
Desde muito pequena fui educada pelas minha avó e minha tia. Desde a mais tenra infância, dentro do entendimento de uma criança, eu sabia da história dos meus pais que estavam numa prisão, um no Brasil e outro na Alemanha e tinha uma ideia simplificada do que era o nazismo, o fascismo- no olhar de uma criança. Mas sempre me orgulhei da luta deles empenhados num futuro melhor para todas crianças do mundo.
Eu sempre fui criada numa família comunista, minha avó e minha tia. Eu fui criada neste clima de muita solidariedade. Os exemplos de meus pais sempre orientaram a minha vida. Nunca pretendi ser igual a eles, evidentemente, mas seguir o exemplo. E sempre tive e continuo tendo muita admiração por eles. E hoje em dia que já estou com muita idade, 84 anos, às vezes relembro estas cartas e as coisas que eles escreveram e realmente relendo aqueles textos agora, os entendo de maneira diferente. Compreendo-os com mais profundidade, a grande profundidade dos sentimentos, do sofrimento e mesmo da firmeza destes dois revolucionários. Acima de tudo, o Prestes e a Olga já eram revolucionários. O Prestes antes de ser comunistas já era revolucionário. A Olga desde os 15 anos já tinha saído de casa para participar dos movimentos revolucionários na Alemanha. Eu fui educada neste ambiente e hoje relendo esses documentos, essas cartas, claro que frequentemente me emociona, apesar de já conhecer a história de longa data, me surpreendo com a firmeza deles. Este meu último livro, a comunista Olga nos arquivos da Gestapo, foi para complementar o livro de Fernando Moraes, com essa documentação que estava desconhecida. Uma documentação riquíssima que traz informações sobre Olga que nós não tínhamos. Ela não saiu do campo de concentração como outras colegas conseguiram sair para países que ofereciam asilo político porque ela nunca concordou em delatar os companheiros da Internacional Comunista e os dela .Tem vários depoimentos dela e a Gestapo pressionava neste sentido. “Se outros se tornaram traidores eu jamais serei”. Por isso não saiu da Alemanha, e por isso que foi assassinada em abril de 1942 numa câmara de gás. Então, essa firmeza deve ser um exemplo para novas gerações. Por isso, procuro aproveitar os espaços para que estas informações cheguem as novas gerações. Acho muito importante teatro, cinema, arte, trabalhos culturais, porque é uma forma de levar para as grandes massas, para juventude, o conhecimento. O conhecimento chega de forma muito mais palatável, muito mais compreensível, através da arte, de um bom filme, do teatro, da música, muitas mais do que como nós, historiadores, escrevemos longos tratados. Isso não quer dizer que uma coisa invalida a outra. Mas a forma de chegar ao povo, às grandes massas, que a cultura a arte permitem, é insubstituível. Não é por acaso que um governo que caminha para o fascismo como este do Bolsonaro, atinge, grandemente, em grande parte, prioritariamente, a cultura e a arte. O cerco é de desmantelar. Depoimento de Anita Leocádia.
Confiram mais no vídeo:
quinta-feira, 3 de junho de 2021
Teatro Remoto e Resistência Artística.
Os Estados Gerais da Cultura recebem a historiadora Anita Prestes, filha dos revolucionários comunistas Luiz Carlos Prestes e Olga Benario Prestes
Domingo, dia 06/06, às 17h. Transmissão pelo YouTube (https://www.youtube.com/c/EstadosGeraisdaCultura) ou Facebook (https://www.facebook.com/EstadosGeraisDaCultura/)
Os Estados Gerais da Cultura reúnem um grupo exemplar na produção de arte como militância em política e questões sociais, para falar sobre Teatro Remoto e Resistência Artística. Será um encontro memorável com a filha de Luiz Carlos e Olga Prestes, que carrega na sua trajetória parte relevante da história do comunismo no Brasil e junto com ela três nomes do mundo artístico, Fernanda, Vera e Fábio, que colocam em primeiro plano a poética da vida refinada pela arte.
Anita Leocadia Prestes nasceu em 27 de novembro de 1936 na prisão de mulheres de Barnimstrasse, em Berlim, na Alemanha nazista, filha dos revolucionários comunistas Luiz Carlos Prestes, brasileiro, e Olga Benario Prestes, alemã. Autora de vasta obra sobre a atuação política de Luiz Carlos Prestes e a história do comunismo no Brasil, é doutora em história social pela Universidade Federal Fluminense, professora do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da UFRJ e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes. Publicou, pela Ed. Boitempo Luiz Carlos Prestes: um comunista brasileiro (2015), Olga Benario Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo (2017) e Viver é tomar partido: memórias (2019).
Vera Novello é atriz, autora, produtora e professora. Há 26 anos à frente da Lúdico Produções, realizou mais de 130 projetos de teatro, ballet, ópera, patrimônio. Em 2019 produziu e atuou em “Vianinha conta o último combate do homem comum” – dir. Aderbal Freire Filho no Sesc 24 de maio (SP). Escreveu em parceria com Ana Velloso o premiado musical infantil “O Choro de Pixinguinha”, que circulou no SESC Rio também em 2019. Durante a pandemia produziu espetáculos online como “Segredo de Justiça” inspirada no livro da Juíza Andréa Pachá; “The And”, de Isabel Cavalcanti de Cláudio Gabriel, a partir da obra de Beckett; “Mãe-De-Ninguém” projeto do grupo Yonis Magníficas; entre outras. Em 2021, atuou e produziu “Atlântida – uma radionovela”, em cartaz no Canal Sesc /Youtube.
Fábio Ferreria é diretor teatral, dramaturgo, tradutor e professor universitário. Escreveu crítica teatral em publicações como o Jornal do Brasil/Caderno B, Revista Bravo!, Revista Gesto e Revista Questão de Crítica. Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC Rio/ Universidade de Copenhagen. Professor da PUC Rio/Artes Cênicas e Letras, atuando também no Curso de Especialização em Arte e Filosofia, do Departamento de Filosofia, da PUC Rio. É diretor artístico da Cia Bufomecânica junto com Claudio Baltar. Criou os Festivais Rio Cena Contemporânea e ArtCena: Processos de Criação. É curador internacional de artes da cena. Pesquisador do Grupo de Estudos sobre Samuel Beckett, da USP/CNPq.
Fernanda Azevedo é atriz, professora e pesquisadora teatral. Mestre em teatro pela Unesp. Integrante Movimento de Teatro de Grupo de São Paulo e do Coletivo Comum.
O encontro contará com a dupla musical da Associação Zona Franca, Alejandra e Bruno Menagatti, uma Pensata na voz de Eduardo Tornaghi, abertura pelo cineasta Silvio Tendler, e mediadores.
FONTE: ESTADOS GERAIS DA CULTURA
quinta-feira, 27 de maio de 2021
Triunfo da esquerda no Chile: foram abertas “as grandes avenidas”
Por Atilio Boron
Nas eleições do passado fim de semana no Chile as forças populares e democráticas obtiveram um grande sucesso. Serão largamente maioritárias na Convenção Constitucional, e a direita nem sequer conseguiu o terço de representantes com que contava para bloquear uma nova constituição que ponha fim ao pinochetismo. As grandes lutas de massas (quase insurreccionais) de Outubro de 2019 tiveram expressão determinante na votação popular.
Como condição para aceitar a convocação para a Convenção Constituinte, a direita tinha imposto a regra dos dois terços para o quórum e para aprovar os conteúdos da nova constituição. Piñera e seus comparsas estavam seguros de que as urnas renderiam um resultado que lhes garantiria esse poder de veto, ao obter uns 35 ou 40 por cento do voto popular. Mas os cidadãos decidiram o contrário.
Castigaram o seu governo e seus aliados por três razões: a gestão desastrosa da crise da Covid-19 (tão admirada pelos sicários mediáticos da Argentina e pelos dirigentes do Juntos por el Cambio), a brutalidade da repressão aos protestos populares e a súbita tomada de consciência do saque a que o povo chileno fora submetido durante décadas pelo neoliberalismo governante, principalmente por obra de um perverso regime orçamental e do endividamento exorbitante a que foram condenadas milhões de famílias caídas abaixo do limiar da pobreza. Resultado: a pior eleição da direita desde 1965. Particularmente desastroso foi o resultado da outrora poderosa Democracia Cristã, que apenas contará com três dos 155 convencionalistas que compõem esse corpo.
A derrocada da direita também se verificou para além dos resultados da Convenção Constitucional.
Houve outras derrotas igualmente emblemáticas, como a experimentada num bastião tradicional (e estratégico) como a Prefeitura de Santiago, nada menos, que consagrou para o cargo Irací Hassler, uma jovem comunista que derrotou o anterior titular Felipe Alessandri, neto do ex-presidente conservador Jorge Alessandri, que se havia candidatado à reeleição. Ou a vitória esmagadora de Daniel Jadue, prefeito comunista da comuna da Recoleta, ao norte de Santiago, que venceu com 65 por cento dos votos e se perfila como um dos candidatos melhor posicionados para as eleições presidenciais que terão lugar em Novembro do corrente ano.
Em Valparaíso, Jorge Sharp, da Revolución Democrática/Frente Amplio, foi reeleito. Mas os seus companheiros arrebataram nada menos que a aristocrática Viña del Mar às forças conservadoras mais reaccionárias e conquistaram também as comunas de Ñuñoa, Maipú e Valdivia, na região de Los Lagos, onde foi eleita uma ex-dirigente estudantil e membro da Revolución Democrática, Carla Amtmann.
Foram também disputados cargos de Governadores das dezasseis regiões, uma novidade no Chile. Não têm muitas atribuições num país historicamente unitário, mas ainda assim houve situações ilustrativas dessa mudança no clima político transandino. O Frente Amplio venceu o governo de Valparaíso na primeira volta, e outras forças de oposição fizeram o mesmo no extremo sul: Aysén e Magallanes. Nas outras 13 regiões haverá segunda volta e as estimativas anteriores indicam que será muito improvável que a direita consiga mais de duas governações.
Em Santiago, travar-se-á uma grande batalha entre o democrata cristão Claudio Orrego, filho de um dirigente histórico dessa força (e encarniçado opositor do governo de Salvador Allende, estreitamente ligado à embaixada dos Estados Unidos, como demonstram documentos desclassificados da CIA) e Karina Oliva, do Partido Comunes, uma nova agrupação popular que conta com o apoio de outras forças de esquerda. Oliva está nos antípodas de Orrego, uma família pertencente à casta política tradicional do Chile, e define-se como “mãe solteira de Emilia, feminista e mulher popular, cientista política, frente-amplista e militante do Partido Comunes”.
Resumindo: a situação político-eleitoral mudou para melhor no Chile e isto alimenta expectativas promissoras não só para aquele país, mas para toda a América Latina. O projecto neoliberal, do qual o Chile era o navio almirante, está esgotado, e na eleição do passado fim de semana, foi carimbado o primeiro registo da sua certidão de óbito oficial. O segundo e último será conhecido no que resta do ano. Entretanto, na Argentina, ainda há alguns que anseiam imitar o “exitoso” modelo chileno e seu exemplar controlo da pandemia e da crise económica.
Também eles terão um rude despertar.
FONTE: ODiario.info












































