domingo, 26 de março de 2023

CUBA INSURGENTE: Identidade e Educação

Lançamento do livro de Maria Leite pela editora CRV (2023).

LEITE, Maria do Carmo Luiz Caldas. Cuba insurgente: identidade e educação. Curitiba: CRV, 2023.

A autora diz o seguinte aos amigos nas redes sociais:

Estimados amigos

QUERO COMPARTILHAR COM VCS A ALEGRIA DA PUBLICAÇÃO DE MEU LIVRO.

Antes de tudo é preciso dizer, quase confessar, que o estudo retratado neste livro é um recorrido por tudo que vi e vivi em Cuba, ao longo das últimas quatro décadas. No avesso das detalhadas, exaustivas e acadêmicas investigações, leituras documentais, visitas técnicas e entrevistas, este trabalho encerra impressões, imagens, vivências e afetos dos bons e maus momentos e das superações que a Ilha e eu vivenciamos em mais de um terço de século. Estes elementos, de uma certa, necessária e inevitável subjetividade, estão subsumidos no contexto mais amplo do trabalho, integrando-o. A esta altura de minha existência, não poderia deixar de compartilhar com amigos e outros interessados a acumulação que a sociedade cubana generosamente me propiciou (Maria Leite).

Sobre a autora:

MARIA DO CARMO LUIZ CALDAS LEITE

Doutora e mestre em Educação pela UNISANTOS, licenciada e bacharel em Física pela PUC-SP, pesquisadora da Educação em Cuba há quatro décadas, diretora de relações internacionais da Associação Cultural José Martí da Baixada Santista.

O livro pode ser adquirido no seguinte link:

https://www.editoracrv.com.br/produtos/detalhes/37754-cuba-insurgentebr-identidade-e-educacao?fbclid=IwAR3cJm1OtpdeV0-lsD-w95r_o-aPBa1oiBlFdRba6UVB8fNB-uMRj0yaVaU






domingo, 19 de março de 2023

Brasil ontem e hoje: os militares e a política

Texto da historiadora Anita Prestes publicado no Blog da Boitempo, em 16/03/2023, comentando a história dos setores progressistas dos militares no Brasil e no mundo. "Ao pesquisar o comportamento dos militares em diferentes momentos históricos e em determinados contextos sociais, é necessário ter em vista que as instituições militares fazem parte do Estado nacional e têm como função precípua a garantia dos interesses das classes dominantes. Mas os clássicos do marxismo nunca deixaram de considerar a autonomia relativa das instâncias superestruturais, incluindo o Estado e suas instituições, da mesma maneira que a atividade política em cada conjuntura específica."

LEIA O TEXTO COMPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO:

https://blogdaboitempo.com.br/2023/03/16/brasil-ontem-e-hoje-os-militares-e-a-politica/




domingo, 12 de março de 2023

BRASIL: A transição da ditadura militar para uma Democracia tutelada pelos militares

 Palestra com a historiadora Anita Prestes.

O evento acontecerá dia 15 de março de 2023, às 19h, em formato híbrido: presencial na Praça da Alegria (CCHLA/UFPB) e remoto pelo YouTube.

Link da transmissão pelo YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=dEMkNd6nLDI



sexta-feira, 3 de março de 2023

Los comunistas, la educación popular y la lucha por una democracia de participación ampliada en Brasil (1945-1964)

Por Marcos Cesar de Oliveira Pinheiro (Universidade do Estado de Rio de Janeiro)

Artículo publicado en el número 14 (Segundo semestre de 2022) de  Nuestra Historia | Revista de Historia de la FIM

Dossier: Investigaciones sobre emancipación y protesta social

Puede descargar el número completo o por  artículos y secciones.

 Linkhttps://revistanuestrahistoria.com/numero-14/




quarta-feira, 1 de março de 2023

José Martí - Obras Completas (edición crítica) - 29 volúmenes en acceso abierto y gratuito

CLACSO (Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales) presenta ​la Edición Crítica de las Obras ​C​ompletas​ ​de José Martí (1853-1895)​, una iniciativa del Centro de Estudios Martianos y del Ministerio de Cultura de la República de Cuba.

2023 - año del aniversario 170 de su natalicio

(28 de enero de 1853)



La colección, compuesta de 29 volúmenes en acceso abierto y gratuito,​ recoge los manuscritos e impresos de José Martí conocidos hasta hoy: proclamas, discursos, manifiestos, comunicaciones, dedicatorias, cartas, correspondencias periodísticas, crónicas, artículos, ensayos, narraciones, obras de teatro, poemas, semblanzas biográficas, traducciones, dibujos, borradores, fragmentos de escritos y cuadernos de apuntes.


El contenido de los tomos se ha ordenado y combinado por fechas, temas y géneros, apreciando la evolución y línea del pensamiento martiano, y el paralelismo de su accionar político, periodístico y literario, simultaneidad que empieza a manifestarse a partir de los años 1875-1876, para intensificarse posteriormente. Organizar cronológicamente los textos nos permite observar esa evolución del pensamiento martiano, pero a su vez, separa en diferentes tomos, grupos de textos que habitualmente (y por deseo expreso del autor en su carta devenida testamento literario) se han presentado juntos, como ocurre con las Escenas norteamericanas y las Escenas europeas.

La confrontación de los textos con sus originales o variantes de estos, ha conllevado a la natural rectificación de erratas, así como la fijación del texto más permisible. Los escritos de época han suscitado convenciones editoriales, atendiendo a los modernismos en la ortografía y el lenguaje. La peculiar puntuación martiana ha sufrido modificaciones imprescindibles, pero siempre respetando la intencionalidad del autor.

En términos generales, cada tomo contiene: textos martianos, notas al pie, notas finales, índice de notas finales, índice de nombres, índice geográfico, índice de materias, índice cronológico e índice general del tomo.

La Edición Crítica de las Obras completas es fruto de la colaboración de investigadores y editores del Centro de Estudios Martianos, expertos conocedores de la obra y de la caligrafía de Martí, estudiosos de la obra martiana en el mundo y numerosas instituciones, que han convertido esta “obra” en reflejo de la sentencia que incluyó Juan Marinello, en 1963, en su prólogo a la edición de las Obras completas de la Editorial Nacional de Cuba: “Una edición crítica es el hombre y su tiempo -todo el tiempo y todo el hombre-, o es un intento fallido”.

Descargue desde aquí las Obras Completas en acceso abierto:




domingo, 12 de fevereiro de 2023

Olga Benario Prestes, presente!!! 115 anos do seu nascimento

“Acima de tudo ela foi uma comunista convicta e abnegada, disposta a dar a própria vida pela causa da revolução, que abraçara desde muito jovem” (Anita Leocadia Prestes, filha de Olga com Luiz Carlos Prestes)



À memória de uma revolucionária e ao compromisso de sermos dignos de sua memória, o Blog Prestes A Ressurgir presta sua homenagem a esta revolucionária, nascida em Munique, na Alemanha, no dia 12 de fevereiro de 1908, convidando aos leitores desta postagem visitarem o site do Instituto Luiz Carlos Prestes e conhecerem mais sobre Olga Benario Prestes (1908-1942):

1 De: Olga Benario, Luiz Carlos Prestes – Die Unbeugsamen, Briefwechsel aus Gefängnis und KZ. Robert Cohen (Hsg.)

2 Não olhe nos olhos do inimigo

3 CARTA INÉDITA DE OLGA BENARIO PRESTES À ERMELINDA FELIZARDO (AVÓ DE LUIZ CARLOS PRESTES)

4 Una mujer

5 Olga Benário Prestes: um exemplo para os jovens de hoje!

6 NOVOS RUMOS

7 OLGA BENÁRIO PRESTES, por M.V. Campos da Paz.

8 Sobre Olga Benário Prestes

9 Última Carta de Olga Benário




CONFIRA TAMBÉM:

Olga Benário: a história da uma militante comunista - podcast com Anita Prestes

(História FM, apresentado pelo historiador Icles Rodrigues, recebe a historiadora Anita Prestes, filha de Olga Benario Prestes (1908-1942) e Luiz Carlos Prestes (1898-1990), para falar sobre a trajetória de sua mãe.)


"Se outros se tornaram traidores, eu jamais o serei" (Olga Benario Prestes) [Texto de Fernando Morais para a orelha do livro “Olga Benario Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo” (Boitempo Editorial, 2017)


HOMENAGEM À OLGA BENARIO PRESTES, MINHA MÃE. (Por ocasião do 80º aniversário da sua extradição para a Alemanha nazista)


"Há torturas que só as mulheres entendem", diz autora de livro sobre nazismo [Jornalista britânica, Sarah Helm, conta a história do campo de concentração para mulheres]


Olga Benario Prestes e a "questão democrática" [Artigo da historiadora Anita Leocadia Prestes na nova edição da revista "Germinal: Marxismo e Educação em Debate" (v. 12, n. 1, 2020), dedicada às contribuições das mulheres ao marxismo.]




quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

𝐄𝐗𝐏𝐄𝐑𝐈𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐎𝐋𝐆𝐀 no 𝐀𝐫𝐦𝐚𝐳é𝐦 𝐝𝐚 𝐔𝐭𝐨𝐩𝐢𝐚.

 10 sessões gratuitas - 02 a 06 de fevereiro.

"𝐔𝐦 𝐞𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐬𝐞𝐜𝐫𝐞𝐭𝐨 𝐞𝐬𝐭á 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐚𝐬 𝐠𝐞𝐫𝐚çõ𝐞𝐬 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐞 𝐚 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚." (𝐖𝐚𝐥𝐭𝐞𝐫 𝐁𝐞𝐧𝐣𝐚𝐦𝐢𝐧)


A Companhia Ensaio Aberto quer, com o Experimento Olga, lembrar as lutas, derrotas e vitórias da esquerda brasileira. A história oficial, no Brasil, negou aos revolucionários de 1935 qualquer reparação. Os torturadores desse período nunca foram punidos. Os ministros, embaixadores e o presidente Getúlio Vargas nunca responderam pelas violações da Constituição. Olga Benario e muitos outros militantes foram expulsos do país sem nenhum processo legal. Vencedores e vencidos tiveram o mesmo tratamento da história: o esquecimento ou a falsificação da realidade.

O Experimento Olga também é uma abertura do processo de criação da companhia. Serão apresentados cenas da montagem original de 2006 e estudos de novas cenas que farão parte da futura montagem. Dentro da tradição do Teatro Documentário sua dramaturgia é feita a partir de longa pesquisa em arquivos brasileiros e europeus e em documentos primários desconhecidos do público. A encenação desse material realiza uma nova abertura da história ao apontar as contradições e camuflagens produzidas pela história oficial.

Com direção e dramaturgia de Luiz Fernando Lobo, cenografia de J.C.Serroni, figurinos de Beth Filipecki e Renaldo Machado, luz de Cesar de Ramires, música e direção musical de Felipe Radicetti e o experimento conta com um coletivo de 15 atores e atrizes em cena.

Lote único de retirada de ingressos disponível 5ª (19/01) no Sympla  (link:  https://www.sympla.com.br/produtor/armazemdautopia).

𝐀𝐫𝐦𝐚𝐳é𝐦 𝐝𝐚 𝐔𝐭𝐨𝐩𝐢𝐚
►Para agendamento de grupos entre em contato no WhatsApp (21) 98909-2402
►𝐓𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐂𝐮𝐫𝐭𝐚
Dias: de 02 à 06 de fevereiro de 2023
Horário: 1ª Sessão às 19h | 2ª Sessão 21h
►𝐀𝐛𝐞𝐫𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐚 𝐜𝐚𝐬𝐚 𝟏𝐡 𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐢𝐧í𝐜𝐢𝐨 𝐝𝐨 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐭á𝐜𝐮𝐥𝐨
Classificação indicativa: 14 anos

Ministério da Cultura, Secretaria Nacional da Economia Criativa e Diversidade Cultural | Laboratório Utopia - Termo de Fomento - Plataforma + Brasil nº 911138/2021.




terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Camarada Julio Antonio Mella, presente!!! 94 anos após seu assassinato, é merecedor de tributo e honra à sua memória.

"Precisamos, mais do que nunca, rememorar aquelas e aqueles que se colocaram na trincheira oposta à ordem existente." (Deni Alfaro Rubbo - UEMS). Afinal, o capitalismo “nunca vai morrer de morte natural” (idem)

“Mella, desde el primer instante, descolló como un extraordinario combatiente revolucionario(...) ¡Es conmovedora la historia de esta vida tan breve, tan dinámica, tan combativa y tan profunda!” (Fidel Castro)


Julio Antonio Mella (1903-1929), líder estudantil e comunista, assassinado no México há 94 anos por capangas do ditador Gerardo Machado (1925-1933).

Em 10 de janeiro de 1929, às nove horas da noite, após ter saído dos escritórios da Socorro Vermelho na Cidade do México, quando estava a duas quadras de sua casa, Julio Antonio Mella recebeu vários tiros que acabaram causando sua morte algumas horas depois. As últimas palavras de Mella quando foi baleado aos 25 anos foram "morro pela Revolução".

Mella foi co-fundador do Partido Comunista de Cuba e da Federação de Estudantes Universitários (FEU), entre inúmeras organizações, e em sua curta existência desenvolveu uma febril atividade política e revolucionária que o tornou um líder de estatura internacional.

Suas cinzas foram transferidas para Cuba em 29 de setembro de 1933 e, desde 1976, permanecem no Memorial Julio Antonio Mella, em frente à escadaria da Universidade de Havana.

FONTE: Com informações da Prensa Latina e Agências.

Julio Antonio Mella, obra do pintor cubano Servando Cabrera Moreno.


Um convite às aventuras políticas e intelectuais do revolucionário cubano: 

A editora Lutas Anticapital lançou em 2022 um livro que é a primeira coletânea de textos de Julio Antonio Mella publicada no Brasil.

MELLA, Julio Antonio. Julio Antonio Mella: textos escolhidos. Organização, tradução e prefácio de Luiz Bernardo Pericás. Marília: Lutas Anticapital, 2022.

O livro pode ser adquirido através do linkhttps://lutasanticapital.com.br/products/pre-venda-julio-antonio-mella-textos-escolhidos





Sumário

Introdução: Julio Antonio Mella, o anjo rebelde | Luiz Bernardo Pericás

Julio Antonio Mella: textos escolhidos

  • Função Social da Universidade
  • O Congresso Nacional de Estudantes
  • O Cruzeiro Do Sul
  • A Assembleia Universitária
  • O Congresso de Estudantes em Springfield
  • O Futuro Reitor
  • Todo Tempo Futuro Tem Que Ser Melhor
  • Os Expulsos
  • Intelectuais e Tartufos
  • Aos Alunos da Universidade Popular e ao Povo de Cuba     
  • A Política Ianque e a América Latina
  • Da Universidade Popular ao Proletariado da Nação
  • Pershing!
  • Machado: Mussolini Tropical
  • O Que os Fatos Ensinam
  • Cuba: um Povo que Jamais foi Livre
  • A Solidariedade Estudantil Contra o Tirano
  • Imperialismo, Tirania, Soviete
  • Uma Tarde Sob a Bandeira Vermelha
  • Rumo à Internacional Americana
  • Declaração de Mella Quando Saiu da Greve de Fome
  • Pela Criação de Revolucionários Profissionais
  • Glosas ao Pensamento de José Martí
  • A Provocação Imperialista aos Sovietes
  • O Imperialismo Ianque Estende sua Ditadura de Terror pelo Continente
  • A Insurreição de Viena
  • O Capitalismo Operário como Fórmula de Salvação
  • Um “Dia do Trabalho” nos Estados Unidos
  • O Quarto Aniversário da Universidade Popular “José Martí”
  • Os Estudantes e a Luta Social
  • Números que Falam
  • A Vergonha de Cuba
  • O Comunismo é um Delito?
  • A Tragédia de Puebla
  • Quem os Entende?
  • O Mar Denuncia os Crimes do Verdugo de Cuba
  • Como o Trabalhismo Interpreta a LutaAnti-Imperialista    
  • Para Onde Vai Cuba?
  • Nossas Doenças Infantis
  • Fonógrafos e Homens    
  • O Domínio do Ar
  • A Fome e o Pão dos Professores
  • Os Jogos Olímpicos
  • Fanatismo
  • O Voo de Fierro
  • A Máscara de Mr. Kellogg
  • O Conceito Socialista da Reforma Universitária
  • Nova Rota aos Estudantes
  • Sobre a Missão da Classe Média
  • Outubro

 

Cronologia

Sobre o organizador




quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Anita Prestes no "Na Pauta", da UFSCar, falando sobre o Acervo Luiz Carlos Prestes, sua importância e disponibilização ao público

Um acervo composto de livros, documentos, correspondências, fotos, objetos pessoais e outros materiais, doado à Biblioteca Comunitária da Unidade Multidisciplinar de Memória e Arquivo Histórico (UMMA), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)


Na Pauta, desta terça-feira de 13/12/2022, recebe Anita Prestes, que conversará sobre o trabalho para disponibilização ao público do acervo de seu pai, Luiz Carlos Prestes, doado à UFSCar e em processo de tratamento por equipe que também participa da conversa. A conversa terá a participação da Pró-Reitora Adjunta de Pesquisa da UFSCar, Diana Junkes; das profissionais da Unidade Multidisciplinar de Memória e Arquivo Histórico (UMMA) Claudia de Moraes Barros Ramalho e Izabel da Mota Franco; e das bibliotecárias Vera Lúcia Cóscia e Maria Lúcia Clapis Facundo, que estão atuando no processamento de livros, documentos, correspondências, fotos, objetos pessoais e outros materiais que compõem o acervo doado.





terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Cuba apresenta três documentários inéditos no Brasil na 3ª Mostra Internacional de Cinema Virtual de São Paulo.

Cuba Real, via Instagram

https://www.instagram.com/p/Cl0xFboudym/


"Maestra" (2012) e "Silvio Rodríguez: Mi Primera Tarea" (2020), ambos da norte-americana Catherine Murphy, abordam o processo de alfabetização cubano nos anos 60. Neste último, o cantor e icone da Nova Canção Cubana relata sua participação no programa da Revolução que fez da ilha o primeiro país livre de analfabetismo da América Latina.


"La gota de agua”, traz o relato sobre as dificuldades enfrentadas pelo país caribenho causado pelo embargo dos EUA, especialmente na área da saúde. O curta, dos cineastas cubanos Iriana Pupo e Yaimi Ravelo, conta em 30 minutos a história de Natali, uma menina de 5 anos, e sua luta contra o câncer.


Todos os filmes estão disponíveis gratuitamente na plataforma de streaming e vídeo por demanda CulturaEmCasa da Mostra, promovida pelo Governo de SP em parceria com consulados de 13 países, entre os quais Cuba.


Para saber mais e acessar a programação completa, confira a página da mostra https://culturaemcasa.com.br/agenda/










quarta-feira, 30 de novembro de 2022

"Deixar um erro sem refutação é estimular a imoralidade intelectual" (Karl Marx)

Indicação de leitura: 

Centenário do PCB: os comunistas e o “queremismo”

Texto da historiadora Anita Prestes publicado no Blog da Boitempo, em 23/11/2022. No artigo, a autora faz um consistente balanço bibliográfico de como textos historiográficos, memorialísticos, biográficos, sociológicos e de ciência política abordam a posição dos comunistas frente ao queremismo. A autora mostra como se tornou lugar comum, sem sustentação empírica nos documentos da época, a afirmação de que em 1945 Luiz Carlos Prestes e os comunistas teriam aderido ao movimento consagrado com o nome de “queremismo”, criado em junho daquele ano. As evidências apresentadas pela autora são reveladoras da função exercida pela História Oficial na consagração de falsificações históricas de acordo com os interesses dos setores dominantes numa sociedade dividida em classes antagônicas. A historiadora Anita Prestes procura nos mostrar como as versões historiográficas consagradas pela História Oficial, elaborada pelos “intelectuais orgânicos” (segundo Gramsci) a serviço dos interesses dominantes, adquiriram foros de verdade e passaram a ser transmitidas de geração em geração, exercendo influência inclusive em intelectuais progressistas e/ou de esquerda e na própria militância de partidos de esquerda. E conclui chamando a atenção que revelar as falsificações difundidas pela História Oficial é parte constitutiva da luta ideológica permanente que devemos conduzir contra a dominação burguesa nas sociedades capitalistas. 

O texto nos alerta para o necessário reconhecimento da diferença entre as consignas dos queremistas e dos comunistas, pois um exame sério nas fontes históricas da época, em especial na imprensa e relatórios comunistas, analisando o discurso dos comunistas e não somente o discurso produzido sobre os comunistas na época, pode esclarecer de que "Queremos uma Assembleia Constituinte com Getúlio" jamais foi um slogan oficial do Partido Comunista em 1945. Considerando seus acertos e erros, é necessário entender do que se tratava a chamada política de "União Nacional" defendida pelos comunistas e no que era distinta das propostas da campanha queremista.

Ao final da leitura do texto da professora Anita Prestes, grande estudiosa do movimento comunista brasileiro, nos remete a pertinência de uma célebre frase de Karl Marx, usada como epígrafe do livro A miséria da teoria, do historiador E. P.Thompson: "Deixar um erro sem refutação é estimular a imoralidade intelectual"

LEIA O TEXTO COMPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO:

https://blogdaboitempo.com.br/2022/11/23/centenario-do-pcb-os-comunistas-e-o-queremismo/



segunda-feira, 14 de novembro de 2022

ENTREVISTA DE ANITA PRESTES A ISKRA - ASSOCIAÇÃO DE ESTUDOS MARXISTAS-LENINISTAS DE PORTUGAL

 A seguir, vai o link para a entrevista da historiadora Anita Prestes, realizada no último dia 11 de novembro de 2022 e promovida pela Iskra (Associação de Estudos Marxistas-leninistas), em que ela fala sobre a Coluna Prestes,  a Insurreição antifascista de 1935, o PCB na Constituinte de 1946 e no golpe de 1964, as razões do rompimento de Prestes com o Comitê Central do PCB em 1980 e ainda sobre os desdobramentos das recentes eleições no Brasil.




terça-feira, 8 de novembro de 2022

Resenha do livro "Olga Benario Prestes. Eine biografische Annäherung" pelo estudioso literário Robert Cohen

A resenha do livro escrito pela historiadora Anita Prestes foi publicado hoje, 8/11/22, no jornal alemão junge Welt, disponível em: https://www.jungewelt.de/artikel/438328.antifaschismus-die-solidarit%C3%A4t-der-opfer.html

Leia a seguir a resenha traduzida para o português.

ANTIFASCISMO

A solidariedade das vítimas

A historiadora Anita Prestes escreve sobre a vida e morte da sua famosa mãe, a comunista judia Olga Benario.

Por Robert Cohen* 


Olga Benario, cuja memória foi honrada muitas vezes na RDA [República Democrática Alemã], é agora também uma das bem conhecidas vítimas do Holocausto na República Federal da Alemanha. "Conhecido" não significa apenas uma forma de celebridade - que é questionável no contexto do Holocausto de qualquer modo - mas também nos lembra que a maioria das vítimas permaneceu desconhecida. Isto dá origem à obrigação para aqueles que vêm mais tarde de comemorar sempre na vítima individual também a totalidade das vítimas. Se falta esta solidariedade, ela leva a reações mal orientadas, como a que foi relatada por Theodor Adorno sobre um espectador de teatro que, após uma representação de O Diário de Anne Frank, se diz ter dito em choque: "sim, mas pelo menos a rapariga deveria ter sido autorizada a viver. "Olga Benario insistiu nesta solidariedade, mesmo no seu mais profundo sofrimento. Em 12 de Fevereiro de 1938, escreveu ao seu parceiro Carlos Prestes, que estava preso no Brasil, da prisão da Gestapo em Berlim, que ainda era capaz de distinguir "entre a insignificância das questões da sua pequena pessoa e os acontecimentos históricos mundiais gerais do nosso tempo".

A comunista de ascendência judaica de Munique inscreveu o seu nome nestes eventos: Para além de uma monografia, um romance e um filme documentário, a sua correspondência sobre a prisão e os campos de concentração e o seu arquivo da Gestapo foram publicados nos últimos anos, tendo sido lançado um livro áudio assombroso em 2020. 

Com o livro fino de Anita Prestes "Olga Benario Prestes. Uma Abordagem Biográfica", complementa estas apresentações de uma forma significativa. Baseia-se na avaliação do extenso dossiê da Gestapo sobre Olga Benario, que está acessível nos arquivos da Federação Russa desde Abril de 2015. O livro contém fotografias, várias cartas e uma entrevista com o autora destinada aos leitores alemães.

Uma breve descrição da juventude de Olga Benario e do compromisso comunista inicial é seguida na seção principal por uma montagem opressiva de cartas seleccionadas e documentos da Gestapo com comentários complementares de Anita Prestes. Isto mina o cliché de que o Holocausto deve permanecer incompreensível. A burocracia passo a passo que conduz à aniquilação de um ser humano é tornada acessível à mente analítica. Os acontecimentos da curta vida de Olga Benario - ela tinha trinta e quatro anos quando foi morta - são, por vezes, pouco credíveis. Daí as numerosas notas de rodapé e a bibliografia na edição original brasileira de 2017 (estão em falta na edição alemã).

Um aspecto notável do livro está enraizado na pessoa da autora: Anita Prestes é uma historiadora, mas é também filha de Olga Benario. Isto leva, inevitavelmente, a uma visão estereofónica. Por exemplo, no capítulo sobre o resgate de Anita, de 14 meses, da custódia da Gestapo para sua sogra brasileira. O que poderiam estas passagens ter exigido da autora, agora com 85 anos de idade? Anita Prestes encontrou uma solução para manter a sua própria consternação à distância: Ela fala do seu antigo eu na terceira pessoa: "a criança"; numa nota ela chama a atenção para isto. Esta nota sensibiliza o leitor para o difícil equilíbrio da autora entre historiografia e autobiografia.

O subtítulo foi também alterado para a edição alemã. No original lê-se: "Uma comunista nos arquivos da Gestapo". Anita Prestes, ela própria comunista e, segundo as suas memórias Viver é tomar partido (2019), por vezes ativa numa posição de liderança no PCB, insiste no compromisso político dos seus pais em tudo o que diz. Mesmo na sua ampla monografia sobre o seu pai, isto é assinalado no subtítulo sucinto: "Um comunista brasileiro". Mas mesmo sem a menção no título, a centralidade do empenho comunista de Olga Benario nas suas ações e destino torna-se clara; é um mérito da Verbrecher Verlag ter trazido à luz este livro.

A manipulação de Anita Prestes das origens judaicas da sua mãe é mais difícil. Ela não faz segredo desta origem, mas minimiza o seu significado. Olga Benario já tinha deixado a comunidade judaica aos dezessete anos de idade, como se pode ver num arquivo da Gestapo citado por Anita Prestes. A correspondência prisional de Olga Benario quase não menciona as suas origens judaicas. De acordo com Anita Prestes na entrevista, a comunidade judaica brasileira tinha-se apropriado de Olga Benario enquanto ignorava o seu comunismo. A autora tem razão em defender-se contra isto. Talvez a melhor maneira de fazer justiça à relação de Olga Benario com o judaísmo seja referir-se ao famoso ensaio de 1958 "The Non-Jewish Jew" do historiador comunista polaco-britânico Isaac Deutscher. Deutscher expõe uma linhagem judaica de "grandes revolucionários do pensamento moderno", entre os quais Marx, Rosa Luxemburgo e Trotsky. Tinham-se separado das suas origens judaicas; mas sem estas origens, o seu desenvolvimento não poderia ser compreendido. Neste sentido, Olga Benario poderia ser entendida como uma judia não judia.

Anita Prestes enfatiza repetidamente a firmeza da sua mãe. Apesar de todas as torturas mentais e físicas durante os anos na prisão e nos campos de concentração, ela não revelou nada, como é provado por citações do dossiê da Gestapo. Esta firmeza foi tão importante para Anita Prestes que ela colocou uma declaração da sua mãe como epígrafe do texto (falta-o na edição alemã). Para Anita Prestes, o conceito de solidariedade está inseparavelmente ligado à firmeza. Uma e outra vez ela sublinha a atitude de solidariedade da sua mãe para com todas as outras vítimas do fascismo. A solidariedade forma uma espécie de leitmotiv do livro, como já é assinalado na dedicatória: "Em memória de Olga Benario Prestes, da minha mãe e de todos aqueles que morreram na luta contra o fascismo". Com esta formulação, Anita Prestes, por seu lado, cumpre a obrigação de recordar sempre solidariamente a totalidade das vítimas na vítima individual.


Robert Cohen é o autor do épico romance Exil der frechen Frauen (2009), Olga Benario é uma das três personagens principais.

Anita Prestes: Olga Benario Prestes. Eine biografische Annäherung. Aus dem Portugiesischen vom Coletivo Tropeção. Verbrecher-Verlag, Berlin 2022, 114 Seiten, 16 Euro.



Discurso de Saudação à Professora Anita Leocadia Prestes, por ocasião da entrega da Medalha Minerva do Mérito Acadêmico

(Sessão Solene do Conselho Universitário Entrega da Medalha Minerva do Mérito Acadêmico à Professora Anita Leocadia Prestes, realizada no Salão Nobre do Instituto de História da UFRJ, no dia 07 de novembro de 2022.)

 

Por Marcos Cesar de Oliveira Pinheiro

Professor de História da Educação da UERJ

 

Senhoras e senhores, boa tarde!

Sinto-me, extremamente, honrado de estar nesta mesa, composta pela Magnífica Reitora da UFRJ, Prof.ª Denise Pires de Carvalho, pelo Vice-Reitor, Prof. Carlos Frederico Leão Rocha, pelo Vice Decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Prof. Paulo Castro, pelo Diretor do Instituto de História, Prof. Antonio Carlos Jucá, e pela homenageada desta Sessão Solene, Professora Anita Leocadia Prestes.

Gostaria de agradecer o honroso convite para ser orador nesta sessão solene de entrega da Medalha Minerva do Mérito Acadêmico à Professora Anita Prestes, de quem fui seu aluno e orientando durante minha trajetória discente nesta Universidade, tanto no Curso do Bacharelado em História, do antigo Departamento de História, hoje Instituto de História da UFRJ, quanto nos cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em História Comparada. Assim como eu, muitos de seus ex-alunos reconhecem que suas ideias e atitudes, reveladas durante o exercício de sua docência aqui na UFRJ, contribuíram para que seus alunos trilharem o difícil caminho de adquirir a profissão de pesquisador(a) ou professor(a) de História.

Portanto, o que falar da Professora Anita Prestes? No que se refere ao ensino, à pesquisa e à extensão, o trabalho educativo desenvolvido por ela, isto é, o “ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens”[1],  tem uma expressão pedagógica explícita: é diretamente voltado para a formação de lutadores e construtores, para contribuir na construção de “alternativas a uma ordem social que precisa ser transformada radicalmente em toda sua maneira de ser”. [2]

Sua postura como historiadora e professora de História é de sempre se posicionar ideológica e politicamente diante da chamada História Oficial – aquela elaboração histórica que convém aos grupos dominantes na sociedade. Como uma historiadora e uma professora, comprometida com as lutas populares, com os interesses dos explorados e dos oprimidos, a sua meta, na sala de aula, no trabalho de pesquisa histórica e na participação de eventos diversos para além dos muros da universidade, é formar jovens questionadores, cidadãos que não aceitem o consenso dominante e contribuir para a elaboração de uma outra história, comprometida não só com a evidência dos fatos, mas também com o imperativo de construir um futuro de justiça social e liberdade para o povo.

Por se posicionar publicamente contra o status quo, negando-se a uma neutralidade aparente, a professora Anita Prestes é uma personalidade incômoda aos chamados donos do poder e seus intelectuais orgânicos, uma vez que não capitulou diante do inimigo de classe, não se vendeu em troca de cargos políticos, não se utiliza dos nomes de seus pais para ser favorecida diante de interesses menores ou de caráter pessoal. Discordar de Anita Prestes por suas profundas convicções comunistas, de defesa de uma sociedade justa e igualitária, é um direito facultado aos seus adversários políticos, porém o que ninguém pode fazer, honradamente, é negar grandeza ao seu trabalho de combate à História Oficial, que esquece, silencia, deturpa e ataca “os ideais e as lutas dos setores, que não obtiveram êxito em seus propósitos revolucionários e transformadores e, muitas vezes, sofreram duras derrotas”.[3] A produção historiográfica da professora Anita é feita com rigor científico, com absoluta precisão teórico-metodológica, com análise em farta documentação, contribuindo imensamente para esclarecer períodos obscuros da história brasileira.

E por falar em história, a professora Anita é também uma personagem histórica. Sua trajetória pessoal entrecruza-se, em muitos pontos, com os acontecimentos históricos internacionais e os nacionais de alguns países, como Brasil, México e União Soviética, desde o seu nascimento em uma prisão em Berlim da Alemanha nazista, passando pelos dramas familiares e pelas vicissitudes de sua militância comunista no contexto da Guerra Fria e da Ditadura Militar no Brasil, até a carreira acadêmica como estudiosa da história política do Brasil contemporâneo e do movimento comunista internacional, em particular, a história do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a trajetória política de seu pai, Luiz Carlos Prestes, principal liderança comunista brasileira no século XX.

Aliás, desde o nascimento, o modo como a professora Anita vai se inscrevendo no mundo é marcado por dois aspectos ao longo de sua vida: a solidariedade, um princípio entre os comunistas que lhe foi fundamental, e o anticomunismo, impondo-lhe condições que nunca foram favoráveis desde a mais tenra infância. As vivências de sua infância e adolescência são elementos da formação de um sujeito histórico, de uma pessoa, que se engajará na luta por um mundo melhor para todos, não obstante os sacrifícios pessoais, entendendo, por exemplo, que o martírio de sua mãe, assassinada na câmara de gás do campo de concentração de Bernburg (em abril de 1942), uma vítima do fascismo entre milhares de outras, “deve servir de exemplo para que não permitamos que tais horrores se repitam”. [4]  Para além da condição de filha de dois expoentes do movimento comunista internacional, a professora Anita, desde cedo, procura trilhar caminho próprio como militante, ciente de que não pertence a ela o prestígio de ser filha de quem é. Em vez de desfrutar do prestígio advindo dos pais, busca sempre ser digna da história de vida de ambos, isto é, ser uma comunista revolucionária.

A partir dos anos 1990, atuando profissionalmente na universidade, a militância comunista assume “a forma de luta ideológica contra a falsificação (promovida pela história oficial a serviço dos donos do poder) da trajetória revolucionária de Luiz Carlos Prestes e dos comunistas brasileiros, e contra as tendências de caráter reformista burguês presentes em grande parte das políticas adotadas pelas forças ditas de esquerda no Brasil”.[5] Anita Prestes é uma intelectual militante, comprometida com os “de baixo”, em defesa de uma educação pública, laica, gratuita, democrática e de qualidade, e que luta por transformações radicais da sociedade expressando os interesses de setores sociais revolucionários ou potencialmente revolucionários.

“Viver é tomar partido”, título do seu livro de memórias, resume bem uma vida de militância política e de carreira acadêmica, que nunca ficou indiferente e sempre se posicionou frente aos acontecimentos. Anita Prestes não é somente o “bebê famoso”, filha de Olga e Prestes, nem unicamente uma historiadora e professora universitária, mas uma pessoa com uma vida intensa, cheia de aventuras, marcada pelas perseguições movidas contra os comunistas e, em particular, contra seu pai e sua família. Mas, também, uma vida marcada pela solidariedade humana e cercada de amor.

Para concluir, gostaria de finalizar dizendo o seguinte à nossa homenageada: Professora Anita, pela sua integridade, pela sua firmeza de caráter, pela sua militância comunista, pelo seu profissionalismo e pela sua coerência de na vida sempre tomar partido, serei sempre seu aprendiz.

Muito obrigado.



[1] Dermeval Saviani, D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações (8ª ed., Campinas, Autores Associados, 2003, p. 13).

[2] Roseli Salete Caldart, Pedagogia do Movimento: processo histórico e chave metodológica (março de 2021, p. 1). Disponível em: https://mst.org.br/download/pedagogia-do-movimento-processo-historico-e-chave-metodologica/. Acesso em: 06/11/2022.

[3] Anita Leocadia Prestes, O historiador perante a história oficial, in Germinal: marxismo e educação em debate, v. 2, n. 1, 2010, p. 94. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/revistagerminal/article/view/9607/7031. Acesso em: 06/11/2022.

[5] Anita Leocadia Prestes, Viver é tomar partido: memorias (São Paulo: Boitempo, 2019, p. 268-269).