segunda-feira, 24 de abril de 2017

Vídeos - Aulas da disciplina Pedagogia Histórico-Crítica e a Escola Pública oferecida pelo Programa de Pós-graduação em Educação da FE-UNICAMP





→ Aulas da disciplina Pedagogia Histórico-Crítica e a Escola Pública oferecida pelo Programa de Pós-graduação em Educação da FE-UNICAMP sob a responsabilidade do professor José Claudinei Lombardi.

Aula 1 – Introdução
EXPOSITOR: Dermeval Saviani

Aula 2 – Fundamentos Históricos e Filosóficos da Pedagogia Histórico-Crítica
EXPOSITOR: Newton Duarte

Aula 3 – Fundamentos Psicológicos da Pedagogia Histórico-Crítica
EXPOSITORA: Lígia Márcia Martins

Aula 4 – Pedagogia Histórico-Crítica como teoria pedagógica para uma escola em tempos de transição
EXPOSITOR: Cláudio de Lira Santos Júnior, José Claudinei Lombardi e Paulino José Orso

Aula 5 – Pedagogia Histórico-Crítica e Concepção de Educação Integral e Tempo Integral
EXPOSITORES: Antonio Carlos Maciel e Mara Regina Martins Jacomeli

Aula 6 – Gestão da Educação e da Escola
EXPOSITORES: José Claudinei Lombardi, Luciana Coutinho e Marlene Andrighetti Bialeski

Aula 7 – Implementação do Currículo em Redes Municipais
EXPOSITORAS: Juliana Pasqualini e Rosiane Ponce

Aula 8 – Aprofundamento da Discussão Sobre a Implementação do Currículo
EXPOSITORES: Julia Malanchen e Ricardo Pereira

Aula 9 – Didática: Problemas Teóricos, Metodológicos e Práticos
EXPOSITORAS: Ana Carolina Galvão Marsiglia e Lígia Márcia Martins

Aula 10 –Contribuições da Pedagogia Histórico-Crítica ao Ensino Infantil
EXPOSITORAS: Alessandra Arce e Lucinéia Lazaretti

Aula 11 – Contribuições da Pedagogia Histórico-Crítica ao Ensino Fundamental
EXPOSITORES: Jeferson Gonzalez, Larissa Quacchio e Lucas Teixeira

Aula 12 –Contribuições da Pedagogia Histórico-Crítica ao Ensino Médio
EXPOSITORES: Ricardo Eleutério dos Anjos e Tiago Nicola Lavoura

Aula 13 - Educação Especial na Perspectiva da Pedagogia Histórico-Crítica
EXPOSITORES: Marilda Gonçalves Dias Facci, Silvana Tuleski, Sônia Maria Shima Barroco e Régis Henrique dos Reis Silva

Aula 14 – Formação de Professores na Perspectiva da Pedagogia Histórico-Crítica
EXPOSITORES: José Claudinei Lombardi, Luciana Coutinho e Newton Duarte

Aula 15 - Conclusão: Possibilidades e Perspectivas
EXPOSITORES: Dermeval Saviani e José Claudinei Lombardi

Para download: "A TRANSIÇAO DO FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO: UM DEBATE"

A TRANSIÇAO DO FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO: UM DEBATE
DOBBY, Maurice. Et all. 
Editora Paz e Terra
ano de edição: 2010
edição: 5ª

Link para download:

SINOPSE

A constituição do capitalismo foi um processo longo, durante o qual conviveram estruturas características do feudalismo com novas formas de exploração econômica. Os autores discutem, neste livro, as questões que marcaram e definiram a transição do feudalismo para o capitalismo: o papel do comércio na Idade Média, a evolução das rendas no período, as origens econômicas das cidades medievais, o fim da escravidão na Europa Ocidental e a relação entre campo e cidade.

sábado, 22 de abril de 2017

Para download: "Lenin reactivado: hacia una política de la verdad"


Lenin reactivado. Hacia una política de la verdad
Sebastian Budgen, Stathis Kouvelakis y Slavoj Zizek (eds.)
320 p.
Ediciones Akal, S. A., 2010
1.ª reimpresión, 2013
ISBN: 978-84-460-2869-7
Impreso en España




LINK PARA DOWNLOAD:





Índice general

Introducción. Repetir Lenin (Sebastian Budgen, Stathis Kouvelakis
y Slavoj Zizek)

PRIMERA PARTE
Recuperar a Lenin
1. El Uno se divide en Dos (Alain Badiou) 
2. ¿Leninismo en el siglo XXI? Lenin, Weber y la política de la
responsabilidad (Alex Callinicos)
3. Lenin en la era posmoderna (Terry Eagleton)
4. Lenin y el revisionismo (Fredric Jameson)
5. Un gesto leninista hoy. Contra la tentación populista (Slavoj Zizek)

SEGUNDA PARTE
Lenin en la filosofía
6. Lenin y el camino de la dialéctica (Savas Michael-Matsas)
7. El redescubrimiento y la persistencia de la dialéctica en la filosofía
y la política mundiales (Kevin B. Anderson)
8. «¡Saltos! ¡Saltos! ¡Saltos!» (Daniel Bensaïd)
9. Lenin como lector de Hegel. Hipótesis para una lectura de los
Cuadernos de Lenin sobre La ciencia de la lógica (Stathis
Kouvelakis)

TERCERA PARTE
Guerra e imperialismo
10. El momento filosófico en la política determinada por la guerra:
Lenin 1914-1916 (Etienne Balibar)
11. Del imperialismo a la globalización (Georges Labica) 
12. Lenin y la Herrenvolk democracia (Domenico Losurdo) 

CUARTA PARTE
La política y su sujeto
13. Lenin y el partido, 1902-noviembre de 1917 (Sylvain Lazarus) 
14. Lenin el Justo, o el marxismo sin reciclar (Jean-Jacques Lecercle)
15. Lenin y el Gran Despertar (Lars T. Lih)
16. Qué hacer hoy con ¿Qué hacer?, o el cuerpo del general intellect
(Antonio Negri) 
17. Lenin y la hegemonía. Los sóviets, la clase obrera y el partido en
la Revolución de 1905 (Alan Shandro) 


Lenin reactivado es un llamamiento de algunos de los principales teóricos marxistas del mundo para recuperar la atención que merece la importante figura de Lenin. Como explican los editores del libro, fue Lenin quien hizo del pensamiento de Marx algo explícitamente político, quien lo extendió más allá de los límites de Europa y quien, finalmente, lo puso en práctica. Insisten, además, en la urgente necesidad de releer a Lenin ahora que el capitalismo global parece la única alternativa, el sistema democrático-liberal se ha erigido como forma superior de organización política de la sociedad y resulta más fácil imaginar el fin del mundo que un cambio en el modelo de producción. Si Lenin reestructuró el pensamiento de Marx según las condiciones históricas de 1914, Lenin reactivado insta a una reinterpretación del proyecto revolucionario para el momento presente. En estos ensayos, Lenin se enfrenta cara a cara con los problemas actuales, como la guerra, el imperialismo, el imperativo de construir una intelligentsia asalariada, la necesidad de inclusión de los éxitos de la burguesía y la modernidad en el proyecto social, y el amplio fracaso de la socialdemocracia. Demostrando que la variedad y el partidismo no son mutuamente excluyentes, como se suele decir, este libro plantea la tesis contraria: en la actualidad la verdad sólo puede articularse desde posiciones partidistas. [Texto tomado de la web de Akal].

sexta-feira, 21 de abril de 2017

"Há torturas que só as mulheres entendem", diz autora de livro sobre nazismo

Jornalista britânica conta a história do campo de concentração para mulheres

"Olga[Benario Prestes], por sua vez, foi uma das prisioneiras mais corajosas de Ravensbrück. Mesmo sofrendo a dor de estar separada de sua filha, assumiu um papel de liderança e protegeu as prisioneiras mais fracas. Defendeu rigorosamente o comunismo, e por isso não era popular em alguns grupos. Mas foi uma mulher determinada até o final, quando foi enviada para a câmara de gás." (Sarah Helm)


   
POR RENATO GRANDELLE


O campo visto do telhado da administração, em fotografia de 1941 - Reprodução


RIO — Mesmo localizado a apenas 80 quilômetros do Norte de Berlim, o coração do Terceiro Reich, o campo de concentração de Ravensbrück tem uma história muito menos conhecida e estudada do que as edificações de Auschwitz e Dachau.

Para a jornalista britânica Sarah Helm, autora do livro "Ravensbrück" (editora Record), a instalação criada exclusivamente para mulheres dá uma contribuição inestimável para a narrativa do império de Hitler. Foi construída antes da guerra, e foi a última a receber sua câmara de gás, o que só ocorreu no início de 1945. Entre os dois fatos, foi cenário da transformação da sociedade alemã e da escalada de horrores da Segunda Guerra Mundial.

Ravensbrück mostra também que o campo de concentração não era um fardo destinado apenas a judeus. De fato, apenas 10% de sua população era constituída por seguidoras da religião. A maioria das 130 mil mulheres que passaram por lá eram "associais" — nome que abrangia um amplo leque de indesejáveis pelo regime nazista, de prostitutas a deficientes —, prisioneiras políticas e integrantes de grupos de resistência de territórios invadidos.

Também não havia um espírito de união e cumplicidade entre as prisioneiras. Compartilhavam o ódio pelas guardas, mas, de resto, o clima era de disputa: as escolhidas para gerenciar blocos do campo de concentração aproveitavam esta posição para dar privilégios a suas escolhidas.

Uma das mais célebres vítimas de Ravënsbruck foi a comunista Olga Benário, mulher de Luiz Carlos Prestes, e uma das principais figuras políticas do campo de concentração. Outras figuras menos conhecidas também deixaram marcas no espaço, como a guarda Joanna Langefeld, que pediu demissão por não concordar com a tortura às prisioneiras.

Em entrevista ao GLOBO, Sarah Helm detalhou a estrutura, a rotina e as atrocidades do campo de concentração.

Por que os nazistas construíram um campo de concentração exclusivamente para as mulheres?

No início do Terceiro Reich, Hitler destinou estes campos somente para homens contrários ao seu regime. Isso começou a mudar por volta de 1937, quando Heinrich Himmler, chefe da SS (a polícia nazista), assumiu a administração dos acampamentos. Ele queria aumentar sua lotação e construir um império pessoal. Os primeiros detidos foram os “associais”, pessoas que eram consideradas sem valor: mendigos, desempregados e outras “bocas inúteis”. Claro que havia mulheres nesta categoria, como por exemplo prostitutas. Com a aproximação da guerra, Himmler percebeu que o número de prisões cresceria nos países ocupados, e por isso resolveu criar um campo de concentração feminino. Além disso — e pode parecer contraditório —, Himmler era uma espécie de puritano, e provavelmente pensou que seria “correto” separar as pessoas por sexo. E estabeleceu algumas diferenças nas regras: as guardas usavam cães em vez de armas, porque Himmler achava que mulheres sentem mais medo de cachorros do que os homens. Depois de alguns anos, todos os presos foram enviados para os mesmos locais de extermínio, como Auschwitz.

Apenas 10% das prisioneiras eram judias. Como os nazistas decidiam quem iria para o local?

Pela nacionalidade. No início da guerra, as presas eram alemãs ou austríacas, já que a ocupação de outros países ainda não havia começado. Depois das opositoras do regime e das “associais”, e com o avanço do Exército de Hitler, todos os tipos de mulheres eram enviadas ao campo. Os nazistas precisavam de mão de obra para fabricar munição.

Houve muitas revoltas entre as prisioneiras?

Sim. Uma das manifestações mais impressionantes foi realizada pelas “coelhas”, como eram chamadas as vítimas de experiências médicas. Elas realizaram uma marcha até o escritório do comandante do campo e exigiram o fim dos testes a que eram submetidas. Outra forma de protesto era a sabotagem do uniforme que elas eram obrigadas a costurar para os soldados alemães que lutavam no front oriental: elas afrouxavam a costura para que a roupa não pudesse ser usada.

Por que Himmler tinha um interesse especial por Ravensbrück?

São vários motivos e um deles era ver mulheres sofrendo. Mas a visita também era conveniente porque ele mantinha uma amante em uma fazenda nas proximidades. Assim, quando ia vê-la, podia dizer que tinha ido a Ravensbrück. No fim da guerra, alegando que inspecionaria o acampamento, ele organizava reuniões secretas na região para negociar tratados de paz com os Aliados.

Como era o relacionamento entre as guardas e as prisioneiras?

As mulheres detidas odiavam suas vigias, que eram vistas como tiranas que gostavam de promover o terror. Mas algumas eram consideradas humanas até certo ponto, porque protestaram contra maus tratos no campo. E também havia presas que, por terem maior nível de escolaridade, debochavam das guardas.


Havia divisões entre grupos de prisioneiras?

Sim. A SS não tinha condições de manter os campos sem a colaboração das detidas. Muitas concordavam em trabalhar como gerentes de blocos e aproveitavam esta posição para beneficiar suas amigas. Nos primeiros anos, a SS deu os cargos às “associais”, para evitar que as prisioneiras políticas assumissem o poder. A tática deu certo no começo, mas depois presas como Olga Benário conquistaram espaço.


Duas personalidades, de lados opostos, marcaram a história do campo: Olga Benário e Joanna Langefeld. Qual foi o papel desempenhado por elas?

Langefeld era uma guarda que tinha reservas sobre o modo como o campo era administrado. Pediu demissão porque não concordava com algumas ordens. Ainda assim, respeitou Hitler e Himmler até o fim. Olga, por sua vez, foi uma das prisioneiras mais corajosas de Ravensbrück. Mesmo sofrendo a dor de estar separada de sua filha, assumiu um papel de liderança e protegeu as prisioneiras mais fracas. Defendeu rigorosamente o comunismo, e por isso não era popular em alguns grupos. Mas foi uma mulher determinada até o final, quando foi enviada para a câmara de gás.

Para saber mais sobre a vida de Olga Benario Prestes frente à gigantesca e cruel máquina do Terceiro Reich, que a considerava uma “comunista perigosa”, leia o novo lançamento da Boitempo Editorial, recheado de documentos inéditos: Olga Benario Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo, de autoria da historiadora Anita Leocadia Prestes. MAIS INFORMAÇÕES CLIQUE AQUI.


Que tipo de experimentos médicos ocorreram no campo?

As mulheres eram usadas para testar os efeitos de uma droga chamada sulfonamida, adotada para curar feridos no campo de batalha. Os médicos de Ravensbrück eram instruídos a recriar condições que ocorriam no front, infectando as pernas das detidas com gangrena, tétano, quebrando ossos e até atirando nelas. Também houve exames para monitorar como elas reagiam a doenças como sífilis e gonorreia. E algumas mulheres foram enviadas para experiências no campo masculino de Dachau. Um dos testes tinha como objetivo ver se pilotos de avião, abatidos perto de mares congelados, conseguiam se recuperar ao ver mulheres nuas e ter relações sexuais.

Como Ravensbrück pode aumentar nosso conhecimento sobre a Segunda Guerra Mundial?

O campo mostra muitas histórias que não aconteceram em Dachau e Auschwitz, e por ter sido aberto às vésperas da guerra nos dá uma visão única do desenvolvimento da ideologia e dos métodos nazistas. Além disso, é um lugar único para estudar até onde pode chegar a depravação. Há torturas que só as mulheres entendem. As detidas tinham que entregar seus filhos, que eram levados para outros campos, e depois enviados de volta, só para que as mães os vissem morrendo. E, na libertação do campo, quando os nazistas já haviam deixado a região, os soldados do Exército Vermelho perseguiram as prisioneiras para estuprá-las. Ravensbrück foi a capital do crime contra a mulher.


FONTE: O Globo


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Olga Benario Prestes, uma comunista nos arquivos da Gestapo

Novo livro da historiadora Anita Leocadia Prestes
Publicação Boitempo Editorial

Da Gestapo à memória do Brasil

Esta breve narrativa biográfica contém não apenas preciosidades históricas e raridades documentais – que, por si sós, já valeriam a leitura –, ela oferece a perfeita dimensão da luta diária de Olga Benario Prestes por seus ideais, mesmo nas condições mais adversas. A resistência da jovem revolucionária diante da gigantesca e cruel máquina do Terceiro Reich, que a considerava uma “comunista perigosa”, parece ainda pulsar nestas páginas, como se seu coração, calado há 75 anos, ainda batesse. Um coração intrépido, que, encarcerado, soube conjugar a luta política, o amor pelo grande companheiro e a preocupação com a educação da filha, de quem fora afastada prematuramente.

Após a abertura dos arquivos da Gestapo, essa filha, a historiadora Anita Leocadia Prestes, debruçou-se sobre as cerca de 2 mil páginas a respeito de Olga, recheadas de documentos inéditos, para trazer à tona informações até então desconhecidas. Mais do que peças faltantes no quebra-cabeça da história, os documentos aqui reproduzidos, especialmente a correspondência inédita entre Olga e Luiz Carlos Prestes, nos permitem enxergar o presente com outros olhos.

Ficha técnica

autor
Anita Leocadia Prestes
título original
Olga Benario Prestes
páginas
144
Peso
350 gr
ano de publicação
2017
isbn
9788575595497



terça-feira, 18 de abril de 2017

Dossiê "Gramsci, diálogos inéditos

Na edição do mês de abril, já nas bancas, a Revista CULT publica um dossiê sobre o pensamento de Antonio Gramsci, organizado pelo professor Alvaro Bianchi. Segundo o seu organizador, o dossiê procura apresentar uma pequena amostra dos novos estudos gramscianos no Brasil e na Itália, resultando em um quadro variado a permitir ao leitor reconhecer o estado atual das pesquisas e suas novas direções.

Artigos que formam o dossiê:




Por Alvaro Bianchi
Os novos estudos e a recepção de seu pensamento na atualidade
(Arte Andreia Freire)


Por Alvaro Bianchi
O pensamento de Antonio Gramsci demonstra vitalidade na periferia do capitalismo, 80 anos após sua morte
Giulia Schucht com seus filhos Delio e Giuliano, anos 1930 (Foto: Reprodução)


Por Daniela Mussi e Alvaro Bianchi
O artista brasileiro é o autor de um dos mais antigos retratos feitos de Gramsci
Desenho de Lívio Abramo, "Retrato ideal de Antonio Gramsci", 1932/ (Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Paraná [MAC-PR])


Por Guido Liguori
Gramsci confere originalidade a muitas das categorias mais importantes do pensamento político contemporâneo
Montagem sobre cadernos do cárcere de Gramsci (Arte: Andreia Freire)


Por Daniela Mussi
Gramsci é um legítimo representante da revolução derrotada que amaldiçoa os vencedores
(Arte Andreia Freire)


Por Giancarlo Schirrù
Para o filósofo, o processo de elaboração crítica da filosofia começa a partir da linguagem
(Arte Andreia Freire)


domingo, 16 de abril de 2017

Cuba /Educadora popular Marilín Peña: “El pueblo cubano sigue aspirando a un socialismo próspero y sostenible”.



Por Carlos Aznárez, Resumen Latinoamericano, 14 abril 2017

La educadora popular cubana e integrante del Centro Martin Luther King, Marilin Peña, conversó con Resumen Latinoamericano, acerca de los desafíos que se le presentan a Cuba y al Continente en este nuevo contexto y como la lucha de las mujeres y el papel de la educación popular en la isla siguen iluminando el camino revolucionario de Nuestra América.

Marilin Peña
Educadora popular cubana e integrante del Centro Martin Luther King
– ¿Cuál es tu actividad en el Centro Martin Luther King y a qué te dedicás en Cuba?

-Soy parte de la Red de Educadores y Educadoras Populares que anima el Martin Luther King en Cuba. Soy de Santiago de Cuba, la región más oriental del país. Desde la Red, doy mi aporte a la formación en educación popular.

-América Latina está atravesada por el extractivismo, tanto en los gobiernos progresistas como con la derecha. Cuba tiene suerte de no tener ese flagelo, por eso me gustaría una reflexión sobre qué significa para ustedes la tierra.

– Nosotras tenemos una etapa anterior en Cuba, cuando sí hubo extractivismo. La neo-colonia significó algo bien duro para muchas personas, la eliminación del indigenismo por el extractivismo del oro, del cobre. Es un fenómeno que la Revolución Cubana logró resolver pero que ha dejado huellas. Por ejemplo, una mina de cobre ha sido cerrada en el año 2001 por todo lo que contaminaba, porque era una mina explotada a cielo abierto. Traía desarrollo económico porque empleaba a mucha gente pero era insostenible ambientalmente. Ahí está también la huella del extractivismo. En América Latina es un desafío enorme cómo colocar en las agendas de los gobiernos esta situación.

-Tú también estuviste participando en el lanzamiento de la Cátedra Fidel Castro en Argentina y a nivel continental, que organiza el Movimiento hacia el Alba. En ese sentido, ¿cómo ha impactado en la sociedad cubana la desaparición física de Fidel?

-Para Cuba, ha sido un momento difícil. Yo no creo que esté muerto aún. Sin embargo, el pueblo cubano ha tenido una capacidad muy grande de adaptarse a la idea de que Fidel no está físicamente, el país ha seguido funcionando y la gente ha seguido trabajando. Hay una cotidianeidad en la que Fidel está muy presente, en las escuelas, en los niños, en los jóvenes. Se ha asumido esa consigna: “Yo soy Fidel”, que creo que ya es más que una consigna pues la gente lo ha hecho suyo.

La historia de Cuba está muy relacionada al territorio donde yo vivo, Santiago. Por ejemplo, él estudió en sus primeros años en un colegio de Santiago, donde hoy tengo el honor de que mis hijas estudien. Desde el balcón de nuestro ayuntamiento, Fidel proclamó el triunfo de la Revolución Cubana el primero de enero. Tenemos el cuartel Moncada en Santiago de Cuba. Entonces, Fidel está ahí.

Si bien una se emociona mucho, incluso yo no puedo evitar ponerme un poco triste, sí significa coger esa fuerza que él nos impregnaba en los momentos difíciles. Cuba ha vivido muchos años de experiencias difíciles y yo creo que esa fuerza de él, de sentir que sí se puede seguir, soñar y alcanzar las metas, está ahí, está en el imaginario, en la cotidianeidad del cubano. Es muy bonito.

Es importante la capacidad inmensa de él de prepararnos, de haber salido del Estado, del gobierno, tanto tiempo antes, de acostumbrarnos que estaba ahí aunque no estaba. Todo eso nos fue preparando psicológicamente para ese momento, que no dejó de ser doloroso pero que también significó una unidad muy grande para el pueblo. Porque no hubo nadie que no sintiera el momento, que no haya estado a la altura de lo que se esperaba del pueblo. Esos días de duelo fueron inolvidables, de mucho dolor pero también de mucho compromiso. Y ver tanta gente joven ha sido de las cosas más lindas que ha pasado en los últimos años.

Nosotros decimos que él va a reposar para custodiarnos, nunca para sentir que ha muerto. Porque creo que si las ideas de él viven, él nunca va a morir.

-Un tema que es recurrente cuando uno habla de Cuba es el del bloqueo. Hay mucha gente que cree que el bloqueo ha terminado a partir de las relaciones de Obama con Cuba.¿Cómo ustedes siguen percibiendo esa lacra que es el bloqueo?.

-Es un juego político. Las relaciones se han restablecido. La política exterior nuestra ha hecho énfasis en que queremos una normalización de las relaciones, pero en el fondo no ha cambiado nada la actitud de ellos hacia el país. La gente no percibe que haya cambiado. Con el tema del bloqueo, todo el mundo tuvo esperanza tras las palabras de Obama, de que fuera capaz de abolir el bloqueo antes de su salida. Y hoy por hoy sigue ahí, con todas las consecuencias que trae al pueblo cubano, que para nada es sólo discurso; que no es queja del pueblo. Ahí están los efectos en la economía del país en los gastos que tiene que hacer el Estado para alimentar a los once millones de cubanos trayendo alimentos a veces desde China o desde lugares lejísimos, a costos altísimos porque no podemos comercializar con muchos países que están más cerca.

La base naval de Guantánamo sigue siendo territorio ocupado por Estados Unidos. En la medicina, hay mucha documentación de lo que significan los daños del bloqueo para obtener medicamentos que son para curar seres humanos; medicamentos oncológicos, medicamentos necesarios para los niños. Todo el tema del transporte se ve a veces afectado por la compra de repuestos. Entonces sí hay efectos muy concretos que el pueblo cubano está consciente que no es responsabilidad del gobierno sino de todos esos años de bloqueo.

-Estamos viviendo un momento en América Latina en que el poder de la mujer se está visibilizando mucho más. Obviamente tiene que ver con que hay un hartazgo por parte de las mujeres de soportar siglos de opresión. ¿Cómo vive la mujer cubana la lucha por sus derechos?

-Yo creo que nosotras estamos en un nivel diferente al de las mujeres latinoamericanas. Pienso que la lucha nuestra, es más hacia el interior de las familias; que ahí se están poniendo el énfasis más grande. Socialmente y públicamente, la mujer cubana tiene derechos y ha conquistado espacios. Incluso adentro de la Revolución se ha ido superando a sí misma: en participación en el Parlamento; hoy hay muchas provincias cubanas que están gobernadas por mujeres. Dentro del Partido Comunista, igual. Si vamos a la esfera de lo militar, muchas mujeres alcanzan los grados más altos. Pero todavía sigue siendo el machismo un problema que no se ha derrotado.

En la esfera doméstica no se ha abolido el patriarcado. Yo creo que también la propia sociedad cubana y los cambios culturales han hecho que los hombres sean cada vez menos machistas. Yo lo veo en mi hermano, lo veo en la generación más joven. En varias organizaciones se tratan los derechos de las mujeres. Sin embargo, también se suma a los hombres y se habla de la masculinidad para que las mujeres entiendan un poco y haya una armonía, una relación más de igualdad entre hombres y mujeres y no esa lucha que a veces es muy radical, lo feminista. Entonces, hay una interrelación que va dando pasos, no es un proceso que está terminado pero sí hay un avance.

Es las primarias y en las secundarias, hay un trabajo interesantísimo en temas de géneros con los adolescentes. Es muy bonito porque ya las educadoras de círculos infantiles, que antes le decían a los niños que no jueguen con las muñecas, ahora entienden que ese niño -para ser un buen padre luego-, también tiene que jugar con la muñeca. Digamos que hay una rotación de la mentalidad que es importante para ese sueño de derrocar al patriarcado.

-El tema del acoso ¿es castigado en Cuba?

-Creo que no es un fenómeno visible, no quiere decir que no esté. Se puede dar un caso. Pero no he tenido la vivencia de alguna amiga o hermana a la que le haya pasado. Porque la propia organización social de Cuba, la cuestión de los derechos laborales y el empoderamiento de la mujer, de saber que no tiene por qué aguantar ninguna manifestación de ese tipo, limita mucho que haya jefes que quieran acosar. Hay una apertura muy grande, la mujer cubana tiene mucha garra, por nuestras madres; nuestras antecesoras. No es un fenómeno ni común ni visible. Y si se diera, hay leyes que penan el acoso, que penan la violencia de todo tipo. Los asesinatos tampoco son algo de la cotidianeidad, ocurren hechos como en todas partes, pero no creo que sea un problema el femicidio.

-¿Cómo ves el tema de esta ofensiva neoliberal, derechista e imperial que está sufriendo América Latina en su conjunto? La caída de algunos gobiernos, la llegada de Trump al gobierno Estados Unidos, ¿qué temores despierta en la población cubana?

-Mucha preocupación y también ocupación. Creemos que hay una necesidad de reorganizarnos muy rápidamente para enfrentar todos esos desafíos que nos impone el contexto actual. En Cuba se han intensificado los espacios de reflexión como para saber qué terreno estamos pisando, como para mirar Latinoamérica, mirar el contexto y decir por dónde vamos a andar. No Cuba independiente de Latinoamérica sino Cuba con Latinoamérica. Con Cuba siempre se va a poder contar como espacio de denuncia, como espacio de formación, como espacio para brindar humildemente para acompañar al resto de los movimientos, de los países, de los luchadores.

-En ese marco, ¿ves al Alba como una punta importante de protección y acompañamiento de las luchas sociales?

-Claro que sí. Pienso que hay un posicionamiento de los movimientos populares, del Alba, de que hay que andar cada vez más juntos, más acompañados, cada vez con expresiones de solidaridad más concretas. Ese es un escudo que nos va a proteger a todos. No hay otra manera de avanzar que no sea esa: la lucha conjunta, la lucha de movilización, la organización popular y la formación de la gente, que sepa a qué va, por qué está ahí.

-En ese marco, ¿cómo trabajan ustedes como educadoras populares? ¿Qué método utilizan para generar simpatía y adhesión en los jóvenes, niños y niñas?

-Nuestra formación iba más a personas adultas. Ya felizmente hace unos años se ha comenzado a trabajar con adolescentes, con niños. Las educadoras y educadores cubanos están en muchas instituciones cubanas. Por ejemplo, en el territorio de donde yo procedo, el sector de la cultura está topado de educadores populares. Desde el patrimonio, las instituciones y las casas de cultura se lleva la educación popular a toda la vida de la gente. Es muy bonito porque el hacer pensar a la gente sobre la realidad que puede transformar es lo que nos caracteriza. Entonces la gente empieza a ver la vida de otra manera.

La Revolución Cubana es un proyecto de participación. La educación popular le aporta mirar la realidad con otros lentes. Ya logramos un montón de cosas, pero todavía hay cosas que podemos mejorar más. Es interesante porque los jóvenes se animan mucho y participan con mucha frescura. Eso es un gran desafío para Cuba hoy, ya le vamos a legar a la joven generación una revolución, un grupo de conquistas, pero que la gente sepa que eso tiene toda una historia que tiene que defender. Que no sea el estar ahí sólo para llenar la plaza o para votar, sino con un contenido más ideológico.

Hay un sistema de escuelas de formación política envidiable, todo está muy organizado. Ahora bien: ¿cómo llenas de contenido esos espacios en un contexto diferente? Allí está el aporte de la educación popular, que las cosas sean menos formales, menos lineales para que la gente participe de otra forma y concretice de otra manera.

-No puedo terminar la entrevista sin preguntarte que sigue significando para ti y para el pueblo cubano, en la medida que tú eres parte de él, el socialismo, ahora que muchos intentan taparlo, ¿qué significa para ustedes esa palabra y esa construcción?

-El pueblo cubano sigue aspirando a hacer un socialismo del siglo XXI próspero y sostenible; salvaguardando lo que hemos logrado, pero también mejorándolo. Todos los debates que se han dado en la sociedad cubana en los últimos años han sido muy críticos con el tema de la economía, de cómo lograr un país que económicamente pueda sostener todas esas conquistas sociales que se han logrado y avanzar en la prosperidad de la gente. Es un gran reto. No creo que haya mucha gente que quiera el capitalismo en Cuba, eso no es verdad. La gente quiere el socialismo mejorado, el socialismo próspero. La gente ya tiene un nivel logrado, pero han sido años de mucho bloqueo, de muchas dificultades económicas y la gente también quiere vivir con comodidades. Pero no creo que haya ninguna contradicción, ni por la muerte de Fidel ni por el restablecimiento de las relaciones con Estados Unidos, que apunte al capitalismo. Y en lo personal, yo no apuesto por ningún otro sistema que no sea el socialismo. Ahí está la base por la que hemos resistido tanto y no vamos a ca.


sábado, 15 de abril de 2017

O CANTO DOS ESCRAVOS - Clementina de Jesus, Doca, Geraldo Filme

Em disco, Tia Doca da Portela, Geraldo Filme e Clementina de Jesus, três das majestades negras da música popular brasileira, registram 12 cantos de trabalho (ou vissungos) recolhidos nos anos 1930.

Em 1982, a gravadora Eldorado reunia em seus estúdios três das majestades negras da música popular brasileira: Tia Doca da Portela (pastora da Velha Guarda), Geraldo Filme (o primeiro-nome do samba paulista), e a Rainha Quelé, Clementina de Jesus. O projeto de Aluízio Falcão com direção musical de Marcus Vinícius e percussão de Papete viria a se tornar um dos mais antológicos álbuns da música popular: O canto dos escravos. Tratava-se da primeira gravação de 12 cantos de trabalho (ou vissungos) recolhidos na década de 1930 pelo folclorista mineiro Aires da Mata Machado Filho na região de Diamantina, no Norte de Minas Gerais. 


O CANTO DOS ESCRAVOS - Clementina de Jesus, Doca, Geraldo Filme

O sambista Geraldo Filme, clicado por Marcos Penteado, e Clementina de Jesus, a Rainha Quelé, por Julio C. Soares. (CEDOC FPA)
Tia Doca da Portela


Em 1928, indo em gozo de férias a S.João da Chapada, município de Diamantina, chamaram-me a atenção umas cantigas em língua africana ouvidas outrora nos serviços de mineração. Fui ter com um dos conhecedores, o meu bom amigo João Tameirão, que, com solicitude, satisfez à minha curiosidade de aprender as cantigas.

Tomei notas apressadas, que vim depois a rejeitar. E, nas curtas estadas naquele aprazível e tranquilo arraial, nunca deixei de observar alguma coisa sobre os tais cantos de trabalho, cuja importância foi crescendo em meu conceito, à medida que fui adquirindo conhecimentos novos.

Entendi, posteriormente, de realizar, de vez, o velho plano de recolher os "vissungos", como lhes chamam, reunindo ainda o vocabulário e a gramática da "língua de banguela", certamente transformada em nosso meio.

Quase nada consegui na primeira investida. Lá ficava, porém, o meu colaborador, Araújo Sobrinho, com instruções minhas.

Voltando, mais tarde, encontrei novidades: um vocabulário de duzentas palavras, colhidas na boca de "seu" Tameirão, algumas cantigas e a notícia do falecimento do nosso prestimoso amigo.

Fiquei pelos cabelos, imaginando que tudo estava perdido. Mas não tardaram em aparecer outros conhecedores. E, depois de peripécias que não vêm ao caso, conseguimos, com um outro cantador, letra, música e tradução, ou antes "fundamento", como eles dizem.

Não sei se seremos felizes com as notas e reflexões. O certo, porém, é que só o material, que tivemos a sorte de desencavar em nossa mineração, bastaria para justificar o aparecimento de um livro.

À colheita do material seguiu-se o exame da bibliografia sobre o assunto. Compulsando livros de linguistas e etnógrafos, tivemos ensejo de estabelecer confrontos e reforçar hipóteses. Muitas vezes, vimos a autenticidade dos modestos achados e a plausibilidade das reflexões confirmadas pelas contribuições dos eminentes estudiosos que antes de nós lavraram o terreno. Com isso pudemos evitar, quanto possível, generalizações apressadas, cotejos fantasiosos e afirmações apriorísticas. Se o não conseguimos, não foi por falta de necessária diligência.

AIRES DA MATA MACHADO FILHO

O texto acima foi publicado como introdução do livro "O Negro e o garimpo em Minas Gerais (Editora José Olímpio), de Aires da Mata Machado Filho, sendo aqui reproduzido com a permissão do autor, que igualmente autorizou o Estúdio Eldorado a realizar a gravação de quatorze das sessenta e cinco partituras registradas naquela obra.

LADO A

1 — CANTO I — com Clementina de Jesus, Geraldo Filme e Doca
2 — CANTO II — com Clementina de Jesus
3 — CANTO III — com Geraldo Filme
4 — CANTO IV — com Doca
5 — CANTO V — com Clementina de Jesus
6 — CANTO VI — com Geraldo Filme
7 — CANTO VII — com Doca

LADO B

1 — CANTO VIII — com Clementina de Jesus
2 — CANTO IX — com Geraldo Filme
3 — CANTO X — com Doca
4 — CANTO XI — com Geraldo Filme
5 — CANTO XII — com Clementina de Jesus
6 — CANTO XIII — com Doca
7 — CANTO XIV — com Geraldo Filme

PERCUSSIONISTAS:

Djalma Correia: tronco, atabaques, xequerê, enxada e cabaça
Papete: atabaques, xequerê, agogô e ganzá
Don Bira: atabaques, caxixi, xequerê e afoxê
Projeto e Coordenação Artística: Aluízio Falcão
Direção Musical, Produção e Direção de Estúdio: Marcus Vinícius
Técnico de Gravação e Mixagem: Flávio Barreira
Direção de Arte e Capa: Ariel Severino

Clementina de Jesus, cedida gentilmente pela gravadora Emi Odeon.

Para download: Mi vida con Lenin, de Nadiezhda Krúpskaya

Nadiezhda Krúpskaya, Mi vida con Lenin [Reminiscencias de Lenin], Barcelona: Madrágora, 1976.
Link para download:

Original en ruso: Надежда Крупская, Воспоминания о Ленине (Vospominaniya o Lenine), Partizdat, 1933.



(VIDEO) Gramsci: cultura y educación

Programa 196 - Gramsci: cultura y educación (historiadora Iraida Vargas)
Escuela de Cuadros (Formación marxista en TV)



La historiadora Iraida Vargas orienta el estudio de la cultura y la educación a partir de una serie de textos de Antonio Gramsci recogidos en "Los intelectuales y la organización de la cultura" (segundo cuaderno de la cárcel).


Para download: Dialéctica y conciencia de clase (capítulos diversos de Lukács)

Compilación de diversos capítulos de Lukács, correspondientes a épocas diversas. Incluye “La cosificación y la conciencia del proletariado”.

LINK PARA DOWNLOAD:


terça-feira, 11 de abril de 2017

DOSSIÊ 150 ANOS DE O CAPITAL, DE KARL MARX

Completando 150 anos da publicação do livro I de O Capital, o blog marxismo21 organizou um dossiê sobre este importante evento da história social e cultural da humanidade. Esta iniciativa está ancorada no fato de que esta obra magna de Karl Marx continua sendo decisiva para o conhecimento das estruturas e dinâmica da ordem capitalista bem como um instrumento indispensável para todas e todas que lutam pela sua radical transformação.   

CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ACESSAR O DOSSIÊ:



Para download: Atlas de Historia del mundo antiguo y Atlas de Historia de la Edad Media

Atlas de Historia del mundo antiguo y Atlas Historia de la Edad Media,  DGGC Cuba y URSS 1984

LINK PARA DOWNLOAD:




domingo, 9 de abril de 2017

CNBB: Reformas trabalhista e da Previdência atendem ao mercado, não ao povo

Crítica às reformas de Temer, CNBB pretende levar o tema a missas e comunidades

Janaina Garcia Do UOL, em São Paulo


O secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, 66.


Reformas como a trabalhista e a previdenciária, nos moldes propostos pelo governo do presidente Michel Temer (PDMB), podem até atender aos apelos do mercado, mas deixam de fora interesses básicos do cidadão –justamente o maior afetado por elas, e o que menos ou nada foi chamado a participar dessa discussão.

A opinião é da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), entidade que, nas últimas semanas, se reuniu com representantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e de outras centrais sindicais no debate por uma agenda de mobilização contra as reformas. No último dia 23, a confederação divulgou uma nota em que criticou duramente a reforma previdenciária ao afirmar, por exemplo, que a proposta defendida pelo governo "escolhe o caminho da exclusão social".

"Por que não discutir abertamente com a sociedade temas como esses, mas sem se preocupar em sinalizar apenas para o mercado, e sim, preocupado com o cidadão? Não é possível, a partir de um gabinete, determinar o que um cidadão pode ou não", afirma o secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, 66.

Arcebispo auxiliar de Brasília e desde 2001 secretário-geral da entidade, Steiner falou ao UOL sobre como a representação máxima dos bispos, de um país ainda de maioria católica, pretende atuar em relação às medidas defendidas por Temer, seja em posicionamentos oficiais –além de nota do mês passado, o assunto deve entrar na pauta da Assembleia Geral anual da CNBB, no final deste mês --, seja em ações práticas nas comunidades eclesiásticas –como, por exemplo, a abordagem crítica das reformas em missas.

"Não é uma posição político-partidária, mas política, no sentido da polis, do cuidado de todas as pessoas. É importante que se debata e que se converse sobre isso. E faremos", afirmou.

Leia, a seguir, a entrevista concedida por telefone.

*

UOL – Como a CNBB avalia a reforma da previdência defendida pelo governo do presidente Michel Temer? 
DOM LUCIANO STEINER – Temos várias observações que já expressamos aos deputados, por meio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e também ao presidente Michel Temer, mas falamos disso explicitamente em uma nota.

A primeira preocupação é a necessidade de um debate com a sociedade. Uma reforma dessas não pode ser algo que o Executivo envie à Câmara e, depois, ao Senado, para que, após, se decida --ainda mais quando se envolvem milhões de pessoas.

Outra preocupação é sobre quais os dados reais, qual a dinâmica da Previdência, seja a Previdência Social, seja também a que envolve os funcionários públicos. É preciso colocar a sociedade a par, porque, sabendo do que se trata, não se negará a buscar, também, soluções para os problemas.

E há outra preocupação de que um dos argumentos é de que essas reformas "precisam sinalizar ao mercado". Ora: é o mercado que importa ou o cidadão e a cidadã brasileira que são importantes?

E como fica essa reforma em relação aos povos indígenas? Como ela fica para o agricultor familiar? Os povos indígenas e todas as pessoas, o Estado tem obrigação de assistir na velhice. Simplesmente colocar homens e mulheres no mesmo patamar da aposentadoria é não levar em consideração a jornada dupla ou tripla por parte da mulher. Ela tem algumas responsabilidades maiores do que tem o homem.

Além disso, exigem determinado tempo de trabalho mesmo para determinadas profissões que são muito exigentes, como professor. Ou mesmo o agricultor. Nasci em uma família de agricultores –como esperar que alguém chegue aos 65 anos [mínimos, para se aposentar] de sol a sol, após uma vida marcada também por decepções com as colheitas? São várias as questões que precisariam ser aprofundadas. Mas a maior preocupação nossa é como o Estado deve cumprir sua responsabilidade com as pessoas idosas, mas também as que se aposentam e não têm determinada assistência. Também as pessoas que sofrem acidentes, ou as que nascem com dificuldades de locomoção ou intelectuais.

Por que não discutir abertamente com a sociedade temas como esses, mas sem se preocupar em sinalizar apenas para o mercado, e sim, preocupado com o cidadão? Não é possível, a partir de um gabinete, determinar o que um cidadão pode ou não.

UOL – O senhor sente que se tenta aprovar essas medidas sem que a sociedade seja ouvida?

STEINER – Essa não é só uma sensação, é algo real. Tanto que esta havendo manifestações em que as pessoas querem ser ouvidas, elas querem participar. Acho que todo mundo entende que haja uma necessidade de determinadas mudanças. Mas não pode ser algo elaborado por um pequeno grupo. E por que não discutir os altos salários, as altas aposentadorias? Por que não incluir todo mundo no debate? Creio que isso é muito importante, porque estamos falando do nosso futuro.

UOL – Na nota emitida mês passado, contrária às reformas, a CNBB afirmou que "O debate sobre a Previdência não pode ficar restrito a uma disputa ideológico-partidária, sujeito a influências de grupos dos mais diversos interesses." Um trecho como esse cita também bancadas como a da bala e a evangélica no Poder Legislativo?

STEINER – Não estamos falando dessas bancadas, especificamente. Estamos falando de pessoas que tenham interesse de facilitar o mercado em detrimento do cidadão. É uma questão ética. A Constituição Federal de 1988 colocou uma questão muito importante: criou uma espécie de solidariedade social com a Previdência. Sentimos que essa solidariedade social dentro dessa nova proposta está sendo rompida.

UOL – E qual o efeito mais imediato desse "rompimento"?

STEINER – Qual a contribuição que podem dar, por exemplo, para as pessoas que vivem de uma cultura de subsistência? Ainda não temos incluídas na Previdência todas as pessoas. Tivemos o acréscimo de 13 milhões de pessoas que estavam fora da Previdência Social, mas, com a Constituição, devagar, foram sendo incluídas. Com a nova reforma, temos a sensação de que elas serão completamente excluídas. Temos povos indígenas e outros pequenos que ainda não têm contato com a sociedade --e como serão inseridos? Como essas comunidades distantes, como os quilombolas, serão inseridas? Existe um corte muito claro da solidariedade social.

UOL –  "Mais que apoio político, é preciso apoio humanitário" às reformas, salientou esta semana o presidente da CUT, Vagner Freitas, depois de se reunir com a CNBB para falar sobre as reformas em curso. Na prática, o que isso vai significar?

STEINER – É preciso apoio humanitário no sentido de haver solidariedade social: o Estado deve cuidar dos mais frágeis e assistir as pessoas. Se em uma família nasce uma criança que tenha necessidades especiais, por exemplo, pode ser que, até determinado tempo, essa família dê conta dessa situação. Se não conseguir, o Estado terá que suprir, isso é uma questão de humanidade. Mas também é preciso fazer a diferenciação entre homem e mulher na questão de idade mínima, bem como às profissões que têm uma exigência maior, e não só pelo aspecto da insalubridade. Exigir de todos dentro de uma mesma regra demonstra falta de solidariedade social.

Isso está expresso também no fato de que não se pode pensar na Previdência apenas como contribuição do trabalhador e da cota patronal. O Estado, na coleta que faz de impostos, também tem uma obrigação. Isso eu também chamo de solidariedade social. Não se pode pensar simplesmente que a contribuição do trabalhador e a cota patronal serão suficientes para assistir tantas pessoas. É claro que não serão suficientes. É preciso criar então outros mecanismos que ajudem nessa solidariedade social.

UOL – De que maneira a CNBB considera que é preciso "movimentar a sociedade" em relação às reformas, como dirigentes da entidade colocaram, publicamente, nos últimos dias?

STEINER – Debatendo isso, o que já está acontecendo, hoje, por exemplo, pelo diálogo nas comunidades e nas audiências públicas em diversos municípios. Buscamos criar consciência e levar as pessoas a perceberem as dificuldades dessa reforma e propor, de outro lado, soluções. Não vemos, aliás, nenhum problema de que pessoas se manifestem sobre isso, publicamente, nas ruas. Aliás, são importantes as manifestações para que o Congresso e o Executivo percebam que a sociedade está atenta agora, e não apenas em relação às eleições de 2018.

UOL – O presidente da CNBB, Dom Sergio da Rocha, afirmou em entrevistas que o tema das reformas precisa ser debatido nas comunidades, mas deixou a forma como isso será feito a critério dos bispos diocesanos. O senhor vê com bons olhos um padre abordar criticamente a reforma em uma missa, por exemplo?

STEINER - Sugerimos aos bispos para lerem a nota da CNBB [sobre a reforma da previdência] nas missas. Não é uma posição político-partidária, mas política, no sentido da polis, do cuidado de todas as pessoas. É importante que se debata e que se converse sobre isso. E faremos. É importante lembrar, aliás, que a própria lei impõe restrições à atuação político-partidária dentro das igrejas. Mas abordar questões tão importantes sobre a questão do trabalho, da previdência, e outras, como aborto, têm a ver com política, só que no sentido do bem comum. Aqui não se está atacando o governo, mas se está atacando propostas – e dialogando sobre propostas. Acho que é bem diferente.

UOL – Há alguma conversa entre a Igreja Católica e outras religiões sobre essas reformas?

STEINER – Não temos nada estabelecido nesse sentido, nada oficial, ainda que haja, claro, um diálogo entre as religiões. Mesmo porque várias igrejas têm tomado essa iniciativa também e emitido notas, como fizemos.

UOL - Em que ponto se verificou a necessidade de a Igreja chamar para si essa articulação – lembrando que a CNBB tem se reunido, nos últimos dias, com entidades como a CUT e outras centrais sindicais?

STEINER – A CNBB é procurada para debater muitos temas, não se recusa a receber ninguém --inclusive quem tem posições contrárias. Nesses momentos de maior tensão muitas entidades e pessoas nos procuram. Claro que isso ajuda a refletir, e tudo o mais. Mas em se tratando de temas que envolvem os mais pobres e os mais fragilizados, temos nos manifestado e procurado dialogar com Executivo e Congresso. Sempre temos feito isso.

UOL - As reformas do governo Temer podem pautar de alguma forma a Assembleia Geral da CNBB [que acontece de 26 de abril a 5 de maio]? Como será a participação da entidade, este ano, nos eventos do 1º de Maio, que devem ter um contorno político forte por conta das reformas?

STEINER –  A pauta e os temas das assembleias são sempre preparados com antecedência; as notas e manifestações são decididas no início. Mas sempre temos nos manifestado como CNBB para o 1º de Maio. Certamente acontecerá de novo este ano, da mesma forma que vai haver uma manifestação dos bispos na assembleia sobre as reformas.

UOL – Ao se referir à reforma, a CNBB tem se mostrado preocupada com aqueles que ficam expostos à vulnerabilidade social e chegou a defender que "nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores éticos-sociais e solidários." Nesse contexto, como a entidade avalia o cenário atual de polarização política no país, e em que medida discursos como o do deputado Jair Bolsonaro, que se coloca pré-candidato à Presidência, mas que, em declarações recentes, fez ataques à figura da mulher e do negro, contribui ou não para isso?

STEINER –  Creio que, em relação à reforma da Previdência e outras reformas, não existe muita polarização. E acho que a polarização está diminuindo cada vez mais. Existe uma tensão crescente, mas não na sociedade: é uma tensão no sentido de que essa reforma, do jeito que está, não deve passar.

Penso que sobre a polarização politica, existe hoje, de um modo geral, mais possibilidade de diálogo.

Sobre os discursos, internamente ainda não conversamos oficialmente sobre isso. Mas é claro que todas as declarações que levam ao descarte das pessoas ou ao preconceito nunca são convenientes a um debate político --isso prejudica a própria política, que é muito importante. Vemos crescer um preconceito contra a política, mas ela é necessária até como elemento que ajude na construção da harmonização social.


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Conferência "A Crise nas Universidades Públicas", por Marilena Chauí

Professora e intelectual da USP fala sobre a crise nas universidades públicas brasileiras
Transmissão feita pela TV UERJ
Palestra proferida em 3 de abril de 2017, no auditório 11 da UERJ, campus Maracanã.



Marilena Chauí: "Universidades devem entender que fazem parte da luta de classes"

Para Marilena, os problemas da UERJ vão muito além da relação com o governo do estado. “A crise nas universidades é resultado do avanço neoliberal e da entrada da iniciativa privada internacional no mercado brasileiro”, afirmou a filósofa durante a palestra.