terça-feira, 13 de setembro de 2022

Para download: "Marx no Soho", de Howard Zinn

Por ocasião do centenário de Howard Zinn, a Aetia Editorial disponibiliza mais um livro gratuito em seu site. "Marx no Soho" é uma obra-prima do teatro proletário dos EUA; ele imagina Karl Marx voltando dos mortos, ao estilo Brás Cubas, comentando o nosso mundo. São 40 páginas em PDF; dá para ler online ou baixar o arquivo. 

⚫ Howard Zinn. Marx no SoHo (2020) | Acessar em formato PDF no Academia.edu.




sábado, 3 de setembro de 2022

"A primeira heroína de Silvio Tendler": cineasta Silvio Tendler faz filme sobre cartas de amor de Olga Benario Prestes e Luiz Carlos Prestes

Segundo noticiado hoje, 03/09/2022, no blog do jornalista Ancelmo Gois, o cineasta Silvio Tendler começa a filmar “Olga e Luis Carlos”, que revelará, com exclusividade, a correspondência trocada entre Olga Benario Prestes (1908-1942) e Luiz Carlos Prestes (1898-1990), cedida pela filha do casal, Anita Prestes.





sábado, 20 de agosto de 2022

Livros digitais (em PDF) para baixar gratuitamente da Editora Lutas Anticapital

Confira os 27 eBooks da Editora Lutas Anticapital para baixar gratuitamente.

Como fazer o download? No site da editora, você deve realizar a “compra” dos ebooks, que estão com o preço zerado, e receberá um link por e-mail para fazer o download.



[PDF] Marx e a Crítica ao Programa de Gotha

Antonio Nascimento da Silva e Deribaldo Santos

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-marx-e-a-critica-ao-programa-de-gotha



[PDF] Herança, Esperança e Comunismo: Luiz Carlos Prestes e o Movimento Comunista Brasileiro – Documentos (1980-1995) 

Gustavo Koszeniewski Rolim (organizador)

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/heranca-esperanca-e-comunismo-luiz-carlos-prestes-e-o-movimento-comunista-brasileiro-documentos-1980-1995-pdf



[PDF] A Estratégia Democrático Popular: um inventário crítico

Mauro Iasi, Isabel Mansur Figueiredo e Victor Neves (organizadores)

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-a-estrategia-democratico-popular-um-inventario-critico


[PDF] Escravidão e dependência: opressões e superexploração da força de trabalho brasileira

Marcela Soares

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-escravidao-e-dependencia-opressoes-e-superexploracao-da-forca-de-trabalho-brasileira



[PDF] A ideologia do desenvolvimento e a controvérsia da dependência no Brasil

Fernando Correa Prado

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-a-ideologia-do-desenvolvimento-e-a-controversia-da-dependencia-no-brasil



[PDF] A conspiração contra a escola pública

Florestan Fernandes

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-a-conspiracao-contra-a-escola-publica-florestan-fernandes



[PDF] A formação política e o trabalho do professor

Florestan Fernandes

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-a-formacao-politica-e-o-trabalho-do-professor


[PDF] Tragédia Educacional Brasileira no Século XX: diálogos com Florestan Fernandes

Henrique Tahan Novaes e Julio Hideyshi Okumura

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-a-tragedia-educacional-brasileira-no-seculo-xx-dialogos-com-florestan-fernandes


[PDF] Educação Profissional: crise e precarização

Deribaldo Santos

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-copia-de-educacao-profissional-crise-e-precarizacao


[PDF] Educação Democrática, Trabalho e Organização Produtiva no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

Neusa Maria Dal Ri

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/educacao-democratica-trabalho-e-organizacao-produtiva-no-movimento-dos-trabalhadores-rurais-sem-terra-mst


[PDF] Escola da Terra: IV Formação continuada de educadores do campo em Minas Gerais volume 1

Eliano de Souza M. Freitas; Érica Fernanda Justino e Maria de Fátima Almeida Martins (Orgs.)

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/escola-da-terra-iv-formacao-continuada-de-educadores-do-campo-em-minas-gerais-volume-1


[PDF] Democracia e Socialismo: Carlos Nelson Coutinho em seu tempo

Victor Neves

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-democracia-e-socialismo-carlos-nelson-coutinho-em-seu-tempo


[PDF] Mundo do Trabalho Associado e Embriões de Educação para além do capital

Henrique Tahan Novaes e colaboradores

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/mundo-do-trabalho-associado-e-embrioes-de-educacao-para-alem-do-capital-pdf


[PDF] Questão Agrária, Cooperação e Agroecologia - volume 1

Henrique Tahan Novaes, Ângelo Diogo Mazin e Lais Santos (organizadores)

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-questao-agraria-cooperacao-e-agroecologia-volume-1


[PDF] MST: formação política e reforma agrária nos anos de 1980

Fabiana de Cássia Rodrigues

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-mst-formacao-politica-e-reforma-agraria-nos-anos-de-1980


[PDF] Populações e territórios espoliados pela ampliação recente da infraestrutura industrial capitalista: focos de luta política e ideológica na América do Sul

Oswaldo Sevá Filho

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-populacoes-e-territorios-espoliados-pela-ampliacao-recente-da-infraestrutura-industrial-capitalista-focos-de-luta-politica-e-ideologica-na-america-do-sul


[PDF] Movimentos sociais e crises contemporâneas - volume 3

Rogério Fernandes Macedo, Henrique Tahan Novaes e Paulo Alves de Lima Filho (organizadores)

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-movimentos-sociais-e-crises-contemporaneas-volume-3


[PDF] A economia de Francisco, o Futuro do Planeta e do Homem

Pedro Ramos

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/pdf-a-economia-de-francisco-o-futuro-do-planeta-e-do-homem


[PDF] Trabalho e práxis: novas configurações, velhos dilemas 

Vinicius Fernandes, Arelys Esquenazi, Livia Moraes

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/trabalho-e-praxis-novas-configuracoes-velhos-dilemas-pdf


[PDF] Tecnologia Social e Reforma Agrária volume 2

Felipe Addor, Farid Eid e Davis Sansolo

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/tecnologia-social-e-reforma-agraria-volume-2


[PDF] Tecnologia Social e Reforma Agrária volume 3 

Farid Eid, Felipe Addor e Davis Sansolo

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/tecnologia-social-e-reforma-agraria-volume-3-pdf


[PDF] Saberes do curso de especialização em agroecossistemas (UFSC/PRONERA): fundamentos, princípios e práticas agroecológicas e formativas no campo Vol. 1 

Marília Carla de Mello Gaia, Marie-Anne Stival Pereira e Leal Lozano, Estevan Felipe Pizarro Muñoz, Maria Jose Hötzel, Alexandre Giesel, Denise Pereira Leme, Daniele Cristina da Silva Kazama e Inês Claudete Burg (Organização)

Link: https://www.blogger.com/blog/post/edit/2446271990859665984/3460638776612417518


[PDF] Saberes do curso de especialização em agroecossistemas (UFSC/PRONERA): estratégias e resistências nos territórios rurais Vol 2

Marília Carla de Mello Gaia, Marie-Anne Stival Pereira e Leal Lozano, Estevan Felipe Pizarro Muñoz, Maria Jose Hötzel, Alexandre Giesel, Denise Pereira Leme, Daniele Cristina da Silva Kazama e Inês Claudete Burg (Organização)

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/saberes-do-curso-de-especializacao-em-agroecossistemas-ufsc-pronera-estrategias-e-resistencias-nos-territorios-rurais-vol-2-pdf


[PDF] Reatando um fio interrompido: a relação universidade-movimentos sociais na América Latina (2a edição)

Henrique Tahan Novaes

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/reatando-um-fio-interrompido-a-relacao-universidade-movimentos-sociais-na-america-latina-2a-edicao-pdf


[PDF] Da Beira-Rio do Sertão à Beira-Mar da Cidade: Uma trajetória de vida

Josefa Jackline Rabelo

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/da-beira-rio-do-sertao-a-beira-mar-da-cidade-uma-trajetoria-de-vida-pdf


[PDF] À margem da voz: repensar a fronteira a partir da violência política e dos genocídios de gênero na Amazônia 

Laura dos Santos Rougemont

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/a-margem-da-voz-repensar-a-fronteira-a-partir-da-violencia-politica-e-dos-genocidios-de-genero-na-amazonia


[PDF] A ética na grande estética de Lukács 

Deribaldo Santos

Link: https://lutasanticapital.com.br/collections/ebooks/products/a-etica-na-grande-estetica-de-lukacs-pdf


sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Ministra Cármen Lúcia reconhece que o STF precisa pedir perdão pela conivência com o crime praticado contra Olga Benario Prestes

No evento ocorrido na tarde desta sexta-feira, dia 19/08/2022, no Centro Cultural Justiça Federal, intitulado "O Caso Olga Benário: O Supremo Tribunal Federal e o Habeas Corpus nº 26.155/1936", a ministra Cármen Lúcia, em mensagem gravada em vídeo, especialmente para o evento, reconhece que o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa pedir perdão. Segundo a ministra, é um "caso trágico porque houve a negativa da jurisdição". Ou seja, "o Supremo não tomou conhecimento deste Habeas Corpus, do qual dependia a vida de Olga Benario e até a vida da pessoa que ela trazia em seu ventre naquele momento, que hoje se apresenta Anita Leocadia". Prossegue a ministra: "Ainda que ineficaz do ponto de vista humana ou ainda que seja do ponto de vista jurídico, o Supremo precisa de perdir perdão...".

O evento contou com a participação das historiadora Anita Leocadia Prestes, filha de Olga Benario e de Luiz Carlos Prestes, que afirmou a conivência do STF com o crime impetrado contra Olga Benario, cuja responsabilidade do crime foi do então presidente Getúlio Vasrgas, que assinou - juntamente com o então ministro da Justiça, o fascista, Vicente Rao - o decreto de expulsão do país de Olga Benario Prestes e de Elise Ewert, outra comunista alemã, barbaramente torturada pela polícia do famigerado Filinto Müller.

A historiadora Anita Prestes durante sua fala chamou a atenção para a importância de resgatar, criticamente, acontecimentos como o de Olga Benario Prestes, em que os culpados por esse crime e por muitos outros jamais foram punidos. Por duas vezes, Anita Prestes denunciou que os torturadores das décadas de 1960 e 1970 da Ditadura Militar até hoje nenhum deles foi punido, seguiram suas vidas tranquilamente e estão morrendo de velhice ou doença. 

Assista abaixo o vídeo do evento disponibilizado no canal do Centro Cultural Justiça Federal no YouTube:


O debate ocorreu na sala de sessões da antiga sede do Supremo Tribunal Federal, local em que se deu o julgamento do habeas corpus de Olga Benario Prestes, onde hoje funciona o Centro Cultural Justiça Federal.


Para download: "La agonía de Mariátegui", libro de Alberto Flores Galindo

Hace cuarenta años, en noviembre de 1980, apareció la primera edición de La agonía de Mariátegui. Su publicación tuvo un impacto notable en los estudios de este valioso pensador peruano y en los debates al interior de la izquierda de su país, del mismo modo que las diferentes ediciones posteriores evidencian su continua influencia. Dentro del amplísimo campo de los estudios mariateguistas, esta obra ocupa un lugar destacado por la combinación de rigor histórico y talento narrativo desplegado por Flores Galindo, y su esfuerzo por demoler las visiones dogmáticas y ahistóricas sobre Mariátegui. Se trata de un libro significativo sobre un personaje esencial en la historia del pensamiento marxista latinoamericano.                                                                   

LINK PARA DOWNLOAD (Edición 1980): 

https://www.marxists.org/espanol/floresgalindo/1980/desco00006.pdf




Edición conmemorativa (2021)

La Casa de las Américas y la Pontificia Universidad Católica del Perú, mediante sus respectivos fondos editoriales, han querido publicar una edición conmemorativa, revisada y enriquecida con materiales críticos seleccionados por el historiador Carlos Aguirre, que permitirá una mejor valoración de su aporte y vigencia.

Fondo Editorial PUCP: https://www.fondoeditorial.pucp.edu.pe/categorias/1185-la-agonia-de-mariategui-.html



Lea sobre la edición conmemorativa (2021) del libro La agonía de Mariátegui:

ALBERTO FLORES GALINDO: 40 AÑOS DESPUÉS SE REEDITA LA AGONÍA DE MARIÁTEGUI

La PUCP y la Casa de las Américas, por medio de sus respectivos fondos editoriales, se unen para publicar una edición conmemorativa, revisada y enriquecida del clásico de nuestro recordado profesor universitario e historiador. La publicación ofrece una visión original y poco ortodoxa del pensador peruano José Carlos Mariátegui.

Texto: Oscar García Meza

25.04.2021

En noviembre de 1980, el historiador Alberto Flores Galindo publicó La agonía de Mariátegui. El libro del entrañable egresado y profesor de nuestra Universidad destacó por mostrar, mediante el rigor histórico y el talento narrativo, una visión original y poco ortodoxa del pensador marxista peruano José Carlos Mariátegui.

La obra, que posteriormente también fue lanzada en otras ciudades como Madrid y Caracas, se convirtió en un clásico indispensable para entender a Mariátegui. Cuarenta años después de que viera la luz, el Fondo Editorial PUCP y el Fondo Editorial Casa de las Américas se unen para publicar una edición conmemorativa.

Es un libro muy citado en la historiografía sobre el pensamiento de izquierda en América Latina. Considero que mantiene intacta su frescura y va a resultar, sobre todo para los más jóvenes, un texto iluminador e inspirador.

DR. CARLOS AGUIRRE, EDITOR DEL LIBRO


Esta nueva versión se encuentra editada y revisada por el Dr. Carlos Aguirre, egresado de nuestra Maestría en Historia y actual docente de University of Oregon, e incluye una selección de reseñas y comentarios sobre la publicación realizada entre 1980 y 1982. “Es un libro muy citado en la historiografía sobre el pensamiento de izquierda en América Latina. Considero que mantiene intacta su frescura y va a resultar, sobre todo para los más jóvenes, un texto iluminador e inspirador. Agradezco el esfuerzo de ambas instituciones por sacar adelante esta edición”, menciona Aguirre.

Impacto inicial

En el momento en que esta obra fue publicada ocasionó controversia, especialmente en sectores de la izquierda nacional que tenían al autor de 7 ensayos de interpretación de la realidad peruana como una figura totémica. “Generó polémica porque Flores Galindo analizó a Mariátegui con gran rigor histórico y situándolo en su contexto. Lo mostró como un pensador heterodoxo, original, crítico y con sentido cultural, alejándose de las visiones rígidas y dogmáticas que imperaban en ese momento“, explica la historiadora y docente PUCP Dra. Claudia Rosas.

Aguirre señala que aquella primera edición provocó acalorados debates. “No es muy frecuente que un libro de historia en el Perú genere discusiones. En este caso, se debió por el personaje que trataba y, también, porque dialogaba con una serie de posturas intelectuales y políticas de izquierda que estaban, en ese momento, en el centro de atención”, señala.

"(El libro) generó polémica porque Flores Galindo analizó a Mariátegui con gran rigor histórico y situándolo en su contexto. Lo mostró como un pensador heterodoxo, original, crítico y con sentido cultural, alejándose de las visiones rígidas y dogmáticas que imperaban en ese momento", explica la historiadora Dra. Claudia Rosas

La vigencia de un clásico

Poco más de cuarenta años después de ser publicado, el libro de Flores Galindo sigue siendo de gran valor tanto por la información que brinda acerca de Mariátegui como por el modo que está escrito. De esta forma, el autor utiliza una narración no lineal. “Flores Galindo es un historiador cuyo estilo es tan ágil y ameno que es como si nos estuviera narrando una novela”, manifiesta la Dra. Fanni Muñoz, docente del Departamento de Ciencias Sociales.

La vigencia de La agonía de Mariátegui pasa también por mostrarnos la importancia de contextualizar. “En la época actual en la que hay, al mismo tiempo, información excesiva y de mala calidad hace falta utilizar herramientas críticas, ir más allá de la simplificación, y buscar comprender a los actores sociales, las ideas y movimientos políticos en sus coordenadas históricas”, señala Aguirre.

Asimismo, el libro nos muestra cómo se hace una investigación profunda y rigurosa, pues Flores Galindo no solo leyó los libros y textos del pensador peruano sino que también se zambulló en su correspondencia y entrevistó a su entorno. El historiador y profesor de la Universidad Nacional de Quilmes Dr. Martín Bergel enfatiza: “Estamos ante uno de los grandes libros sobre Mariátegui. No solo debido a que el autor realizó una inmersión muy profunda en sus documentos, sino también porque contiene una serie de textos muy significativos para ser revisitados hoy en día”.


FUENTE: https://puntoedu.pucp.edu.pe/investigacion-y-publicaciones/publicaciones/alberto-flores-galindo-se-reedita-la-agonia-de-mariategui/



segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Livro gratuito Marx & Engels. Escritos sobre a Guerra Civil Americana | Marxists.org

A Aetia Edfitorial, com a Editora Peleja, disponibilizou o volume Escritos sobre a Guerra Civil Americana, de Marx & Engels, gratuitamente, no Marxists.org, o maior arquivo marxista internacional em hyperlink. 

Link para acessar a obra: https://www.marxists.org/portugues/marx/guerra/index.htm

• "Escritos sobre a Guerra Civil Americana" traz 52 artigos, até 2020 inéditos em português", em que Marx e Engels fazem um balanço de uma revolução burguesa que viram acontecer em tempo real: a Guerra da Secessão de 1861-65. Aqui se encontram suas principais manifestações sobre a escravidão transatlântica na época da máquina a vapor, do surgimento dos EUA como potência, racismo e solidariedade internacional da classe trabalhadora.

Por se tratar de uma tradução de artigos de jornal originalmente publicados em duas línguas, o trabalho editorial foi dividido entre o historiador Muniz Gonçalves Ferreira e o germanista Felipe Vale da Silva. Há dezenas de páginas de ambos os tradutores contendo a contextualização do período histórico e peculiaridades da escravidão norte-americana.






quarta-feira, 10 de agosto de 2022

DEBATE - O Caso Olga Benário: O Supremo Tribunal Federal e o Habeas Corpus nº 26.155/1936

Com a participação de Anita Prestes

Centro Cultural Justiça Federal


Link da transmissão - https://www.youtube.com/watch?v=uo2PvJEePPw

No mês em que se comemora o dia do advogado, o Centro Cultural Justiça Federal realiza um encontro para debater a histórica decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do habeas corpus  26.155/1936, impetrado pelo advogado Heitor Lima, em 1936, em favor de Olga Benário Prestes, com o propósito de obstar sua deportação para a Alemanha nazista. O habeas corpus foi negado e Olga, de origem judaica e grávida de sete meses, foi entregue ao governo alemão e mantida no cárcere, onde, após o nascimento de sua filha Anita Leocádia, foi executada. Para falar sobre o tema foram convidados a historiadora Anita Leocádia Prestes, filha de Olga Benário e Luiz Carlos Prestes; a Ministra do Supremo Tribunal Federal Carmén Lúcia; e Paulo Celso, Cientista Social, pesquisador e técnico do IBRAM, Arquivo do Museu da República.  A mediação será feita pela Diretora Geral do CCJF Simone Schreiber. O debate ocorrerá na sala de sessões da antiga sede do Supremo Tribunal Federal, local em que se deu o julgamento do habeas corpus de Olga Benário, onde hoje funciona o Centro Cultural da Justiça Federal.


Abertura e mediação : 

Desembargadora Federal Simone Schreiber - Diretora-Geral do Centro Cultural Justiça Federal e Professora da UNIRIO


Convidados:

Profa Dra Anita Prestes - Historiadora

Ministra Cármen Lúcia - Ministra do STF (a confirmar) 

Paulo Celso Corrêa - Cientista Social e Mestre em Ciência Política pela UFRJ, Setor de Arquivo, Museu da República. 


Dia 19 de agosto 

Horário: 14h - 15h20

Centro Cultural Justiça Federal


domingo, 7 de agosto de 2022

Centenário do PCB: o ingresso de Luiz Carlos Prestes no PCB e a suposta militarização da direção partidária

Texto da historiadora Anita Prestes publicado no Blog da Boitempo, em que faz uma análise historiográfica da a tese de que o ingresso de Luiz Carlos Prestes no PCB, em 1934, teria trazido o militarismo (entendido como golpismo)1 para a direção partidária. Apresenta as versões tradicionais da referida tese muito presente na historiografia brasileira; analisa as informações disponíveis sobre a composição da direção do PCB no período compreendido entre 1930 e 1980; discorre sobre o golpismo na direção e nas fileiras do PCB; e desenvolve uma argumentação, com base em pesquisa empírica e factual, que "é reveladora de que o golpismo (por vezes entendido como militarismo), assim como possíveis tendências autoritárias e influências positivistas ou de outras correntes filosóficas e políticas, na direção do PCB não pode ser visto como resultado do ingresso de Luiz Carlos Prestes e de alguns outros militares ou ex-militares nas fileiras partidárias. Semelhante postura significaria atribuir-lhes um papel demiúrgico, irreal, que não encontra confirmação nos fatos."

LEIA O TEXTO COMPLETO CLICANDO NO LINK ABAIXO:

https://blogdaboitempo.com.br/2022/08/02/centenario-do-pcb-o-ingresso-de-luiz-carlos-prestes-no-pcb-e-a-suposta-militarizacao-da-direcao-partidaria/




sábado, 6 de agosto de 2022

Anita Prestes na série "De olho nas urnas" do programa Passarim - Maranhão

No Passarim de 28 de julho de 2022, a historiadora Anita Prestes, da UFRJ, presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes, falou sobre a crise política e as eleições de outubro, com ênfase na proposta de retirada de todas as candidaturas não viáveis e concentração do apoio eleitoral no candidato Luís Inácio Lula da Silva.




quinta-feira, 14 de julho de 2022

Para download: La brújula y el mapa. Cultura, crítica y ciencias sociales en la Revolución Cubana


Este libro recorre momentos altamente significativos de los infinitos debates cubanos, de la mano del diálogo con algunas figuras emblemáticas de un proceso revolucionario que marcó a fuego a todo el continente. Figuras que jamás fueron “dóciles”, sumisas, obedientes sino más bien todo lo contrario. Armando Hart Dávalos, Alfredo Guevara, Roberto Fernández Retamar, Fernando Martínez Heredia, Pablo Pacheco López, Celia Hart Santamaría… militantes e intelectuales de raíz antidogmática; marxistas, comunistas y rebeldes al mismo tiempo. Precisamente porque fueron marxistas se comportaron como iconoclastas, renovadoras y rebeldes.

“Recordar es una buena forma de conocer”, decía un sabio filósofo de la antigüedad europea. Los viejos amautas comunitarios de Nuestra América transmitían los saberes de generación en generación. ¿Qué mejor que apelar a lo más rebelde, antidogmático y renovador que produjo la Revolución Cubana? Este libro, sus materiales y sus diálogos, tienen ese humilde objetivo. Traer a la palestra los debates cubanos que difícilmente circulen por instagram, twitter, facebook o tik tok.

Néstor Kohan. La brújula y el mapa. Cultura, crítica y ciencias sociales en la Revolución Cubana. Ocean Press y Ocean Sur, 2022.


Para descargar GRATIShttp://cipec.nuevaradio.org/b2-img/LabrujulayelmapaNestorKohan.pdf


FUENTE: http://cipec.nuevaradio.org/



domingo, 3 de julho de 2022

Anita Leocadia Prestes: professora, historiadora, militante (entrevista / 2021-2022)

Entrevista da professora, historiadora e militante comunista Anita Leocadia Prestes, sistematizada, paulatinamente, entre dezembro de 2021 e março de 2022, concedida a Yuri Martins Fontes e publicada na Revista Expedições: Teoria da História e Historiografia, 14: 104-119 Fev.-Jul. 2022, no Dossiê Temático: “100 anos do Partido Comunista Brasileiro (PCB)".

Nesta entrevista, Anita Prestes expõe com a franqueza que lhe é característica suas impressões acerca da realidade histórica brasileira e internacional; trata da trajetória do PCB, do comunismo, e das dificuldades da conjuntura política do país e do mundo; conta-nos ainda algo de sua própria história e da de seus pais, e expõe sua visão sobre a importância da educação, engajamento e compreensão do marxismo para a efetividade das lutas sociais.

Confira a entrevista, clicando no link:

https://www.revista.ueg.br/index.php/revista_geth/article/view/13222





sexta-feira, 1 de julho de 2022

Para download: «Teorías del imperialismo y la dependencia desde el sur global» Néstor Kohan (compilador y organizador)

¿El neoliberalismo y la economía neoclásica son “el horizonte insuperable de nuestra época”? ¡No hay otra alternativa!, se resignan hasta los keynesianos. Para demostrar que ese es un callejón sin salida, ya tenemos la novedad editorial «Teorías del imperialismo y la dependencia desde el sur global» (18 autor@s, casi 400 páginas).

Teorías del imperialismo y la dependencia desde el sur global / Néstor Kohan ... [et al.]; compilación de Néstor Kohan. - 1a ed volumen combinado. - Ciudad Autónoma de Buenos Aires : Amauta Insurgente; Ituzaingó : Cienflores ; Ciudad Autónoma de Buenos Aires : Instituto de Estudios de América Latina y el Caribe-IEALC, 2022.

Libro en Formato PDF:

http://iealc.sociales.uba.ar/wp-content/uploads/sites/57/2022/06/Teorias-del-Imperialismo-y-de-la-Dependencia.pdf


¿Aplaudir o cuestionar a los poderosos? El corazón de las ciencias sociales late al ritmo de ese enigma todavía irresuelto.


Las corrientes que se dedican a legitimar las injusticias “normales”, aceptan sólo una agenda de problemas, un repertorio limitado de categorías y una lista estricta de fuentes confiables. Con arrogancia, pretenden monopolizar el “pensamiento contemporáneo”. Quienes no acepten trabajar para las grandes fundaciones y ONGs que inundan con dineros sucios nuestro campo cultural y político, quedan automáticamente fuera de “lo contemporáneo”. La cooptación parece ineluctable. El mundo del trabajo y sus organizaciones deben agachar la cabeza.


¿Será cierto?


Para responder esa pregunta, este libro recupera, reconstruye y actualiza dos tradiciones estrechamente vinculadas, muy útiles a la hora de comprender el mundo actual. Se trata de las teorías marxistas del imperialismo y la dependencia.


La obra se ubica a contracorriente de los saberes convencionales. Aquellos que se pierden en los laberintos de un imaginario “capitalismo bueno”, presuntamente enfrentado a un “capitalismo malo”. Callejón sin salida, decorado por las metafísicas “post” y la promocionada impostura de la “deconstrucción”. Legitimaciones elegantes del capitalismo verde, el capitalismo violeta e incluso el capitalismo “con rostro humano”. Una manera suave y con estilo de rendirse ante el neoliberalismo y la dependencia sin pagar costos políticos ni asumir polémicas incómodas.


Este volumen colectivo (que reune las contribuciones de 18 autor@s) tiene una meta sencilla: nutrir con insumos al campo popular. Apostamos a las nuevas generaciones para retomar las tareas pendientes, en una época signada por la contrainsurgencia global, el colapso ecológico, el resurgir de las derechas extremas y la crisis del imperialismo como sistema mundial.


Néstor Kohan (compilador y organizador)

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Las concepciones de la política exterior y objetivos del subimperialismo brasileiro

Artigo inédito de Luiz Carlos Prestes publicado na revista soviética "América Latina", n° 4, ano 1976.

No site do Instituto Luiz Carlos Prestes, clique no link para acessar o texto:

http://www.ilcp.org.br/prestes/index.php?option=com_content&view=article&id=511:2022-06-29-17-11-29&catid=26:documentos&Itemid=146

Artigo inédito de Luiz Carlos Prestes publicado na revista soviética "América Latina", n° 4, ano 1976. Prestes aborda o então muito discutido "subimperialismo brasileiro" e expõe sua posição em relação à possível aplicação ao Brasil da teoria do Capitalismo Monopolista de Estado Dependente, revelando discordar da  concepção da revolução nacional e democrática então ainda vigente no PCB.




ANITA PRESTES EM TUTAMEIA - CEM ANOS DO LEVANTE DOS 18 DO FORTE E O LEGADO DO TENENTISMO

No dia 5 de jul. de 2022, às 18h,  TUTAMÉIA entrevista a historiadora Anita Prestes, que fala sobre o levante dos 18 do Forte e os desdobramentos do movimento tenentista.


 Link da live: https://www.youtube.com/watch?v=_C8wOrQNayU

domingo, 26 de junho de 2022

Especial Clementina de Jesus Rainha Quelé (Documentário)

Pelo direito à memória. Pelo direito à perpetuação do patrimônio cultural brasileiro chamado Clementina de Jesus

Clementina de Jesus da Silva (Valença, 7 de fevereiro de 1901 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1987) foi uma cantora brasileira. Também era conhecida como Tina ou Quelé. Deixou um grande legado no resgate dos cantos negros tradicionais e na popularização do samba, além de ser vista como um importante elo entre a cultura do Brasil e da África. (Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.)



Clementina de Jesus



Especial Clementina de Jesus Rainha Quelé - Parte 01




Especial Clementina de Jesus Rainha Quelé - Parte 02



sexta-feira, 24 de junho de 2022

Consulta aos livros do acervo da Coleção Luiz Carlos Prestes (LCP) na Biblioteca Comunitária da UFSCar

Já é possível consultar os livros do acervo da Coleção Luiz Carlos Prestes (LCP), que se encontra na Biblioteca Comunitária da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos),   através do sistema informatizado de gerenciamento de dados Pergamum. Trata-se da biblioteca de livros adquiridos por Luiz Carlos Prestes (LCP). Há livros da prisão com carimbo da “Casa de Correção, RJ” - 1936-1945, muitos deles com anotações, e livros pós - prisão (1948-1958) com dedicatórias.

O acervo é composto de 1.400 livros. O acervo está no quinto andar da Biblioteca Comunitária. “Livro de filosofia, de outros países que ele procurava conhecer, livro de música. É bem diversificado o acervo dele”, afirmou a bibliotecária Izabel da Mota Franco. Muitas edições se tornaram ainda mais especiais pelas dedicatórias como a que possui a assinatura de Cândido Portinari e outra de Euclides da Cunha, autor de ‘Os Sertões’. Uma biografia de Prestes escrita por Jorge Amado em 1942 também está entre as obras. (Ver em UFSCar faz restauração de parte do acervo de 1,4 mil livros de Luiz Carlos Prestes)

Para consultar os livros da Coleção Luiz Carlos Prestes (LCP), clique no link https://www.pergamum.ufscar.br/biblioteca/index.php. Em "Opções de consulta", clicar em "Índice". Em seguida, em "Buscar por", selecione a opção "Número de Chamada". Depois no campo "Pesquisa Geral", colocar a sigla LCP e clicar em "Pesquisar". 

A Coleção Luiz Carlos Prestes (LCP) é formada pelo acervo particular que pertenceu a Luiz Carlos Prestes (03/01/1898–07/03/1990) doado, em 2018, por sua filha Anita Leocadia Prestes. Este acervo é composto um conjunto representativo de materiais diversificados tais como: livros, arquivo pessoal, documentos e objetos. Um acervo composto de diversos tipos documentais e bibliográficos de uma das personalidades políticas mais influentes no Brasil durante o século XX, que revela parte da história do país.

O referido acervo faz parte das Coleções Especiais - UMMA (Unidade Multidisciplinar de Memória e Arquivo Histórico da UFSCar): Coleção Florestan Fernandes, Coleção Luiz Carlos Prestes, Coleção Luís Martins, Revista Ilustração Brasileira, Coleção Henrique Luiz Alves, Coleção de Ficção Científica e Coleção Brasiliana.




Acervo de livros de Luiz Carlos Prestes foram doados para a UFSCar — Foto: Marlon Tavoni/EPTV (2018)



Para saber um pouco mais dos materiais diversos da Coleção Luiz Carlos Prestes (LCP) da UMMA, veja as seguintes postagens deste blog:






sábado, 11 de junho de 2022

"Der Kapitalismus löst sich nicht einfach in Luft auf“ ("O capitalismo não desaparece no ar")

 Entrevista da historiadora Anita Prestes publicada hoje (11/6/22) no jornal alemão TAZ.

Link da entrevista em alemão:

https://taz.de/Archiv-Suche/!5853340&s=Anita%2BPrestes&SuchRahmen=Print/


Segue a matéria em português, em tradução automática do Google Tradutor:


"O capitalismo não desaparece no ar"

Ela está viva porque Hitler e Goering foram bombardeados com cartas de todo o mundo sobre ela: Anita Prestes é filha da comunista judia-alemã Olga Benario, assassinada pelos nazistas, e Luís CarlosPreste, fundador do Partido Comunista Brasileiro. Hoje a historiadora mora no Rio de Janeiro – e vê sua vida como parte da história


POR NIKLAS FRANZEN

(CONVERSA) E LUISA MACEDO (FOTO)





O Palácio do Catete é um imponente edifício neoclássico no coração do Rio de Janeiro. Este é o lugar onde o governo do Brasil se sentou. Mas a cidade do Pão de Açúcar foi substituída por Brasília como capital em 1960, e hoje há um museu na antiga residência oficial, cercado por um pequeno parque público de aparência sofisticada com fontes ornamentadas, palmeiras e um lago artificial - um oásis verde no meio da metrópole de seis milhões. Anita Prestes muitas vezes caminha aqui, mesmo neste dia quente. A idosa de 85 anos é recebida por um transeunte: "Olá, senhora Anita!"

taz no fim de semana: Sra Prestes, lá no palácio, Getúlio Vargas, o ditador ditatorial suposto “presidente dos pobres” e ardente anticomunista, suicidou-se em 1954. Ele extraditou sua mãe Olga Benario para a Alemanha nazista onde ela foi assassinada. Então esse lugar tem um significado especial para você?

Anita Prestes: Não, só acho legal aqui. E devido à Baía de Guanabara adjacente, é mais fresco aqui no verão do que no resto da cidade.

Você nasceu em uma família bem conhecida: sua mãe era a comunista judia-alemã Olga Benario, seu pai, Luís CarlosPreste, fundou o PCB, o Partido Comunista do Brasil. Em 1935, seus pais e um punhado de camaradas de armas ousaram se revoltar contra o regime militar liderado por Vargas - mas falhou. Onde começa sua história pessoal?

Em outubro de 1936 minha mãe e sua companheira Elisa Ewert foram deportadas do Brasil. Eles foram levados para Hamburgo em um navio de carga e de lá foram direto para a prisão feminina de Barnimstrasse em Berlin-Friedrichshain. Nasci lá em 1936.

Como você escapou da prisão?

Houve uma grande campanha internacional liderada pela minha avó paterna e minha tia Lígia. Tratava-se da libertação de presos políticos, principalmente meu pai, por isso a campanha foi chamada de "Prestes“. Mas eles também lutaram por mim e minha mãe. De Paris, minha avó e minha tia criaram o “Comitê Prestes’, elas viajaram pela Europa com a campanha. Houve também um grande eco na América Latina, Ásia e EUA. O público estava particularmente interessado no meu caso, desde que eu ainda era um bebê. Hitler e Goering foram bombardeados com cartas e telegramas, delegações viajaram para a Alemanha para protestar pela minha libertação. Mais tarde escrevi um livro sobre isso. Pude deduzir dos arquivos da Gestapo que os nazistas ficaram extremamente perturbados com essa campanha. Por isso fui entregue à minha avó em janeiro de 1938. Fomos primeiro a Paris e depois à Cidade do México, onde muitos antifascistas encontraram o exílio.

E a sua mãe?

Ela era uma comunista conhecida. Não havia chance de libertá-la, também porque ela nunca traiu seus companheiros. A Gestapo não deixava ninguém chegar perto dela. Depois que fui resgatada, minha mãe foi enviada para um campo de concentração em março de 1938. Primeiro para Lichtenburg, depois para Ravensbrück. Em 1942, ela foi assassinada no centro de extermínio de Bernburg.

Você só soube da morte de sua mãe anos depois.

Sim. Meu pai tinha grande esperança de que ela ainda estivesse viva. Mas em 1945, quando o exército soviético tomou Ravensbrück, recebemos um telegrama de que minha mãe havia sido assassinada na câmara de gás. Foi muito ruim para o meu pai. Eu mesmo não tenho memória dela. Mas meus parentes me contaram muito, eu conhecia a história dela e adoraria conhecê-la. Claro que fiquei triste, mas não foi traumático para mim.

Quando houve anistia para presos políticos em 1945, você veio para o Brasil, terra natal de seu pai. Como você percebeu esse tempo?

O período pós-guerra foi um momento de despertar democrático. Muitas pessoas souberam o que tinha acontecido com minha mãe. A participação foi muito grande. Mas aí começou a Guerra Fria, e em 1947 o Partido Comunista foi banido do Brasil. Um ano depois, todos os deputados comunistas perderam suas cadeiras, inclusive meu pai, que era senador. Começou um período de repressão e perseguição, houve assassinatos políticos. Lembro-me da polícia passando por nossa casa o tempo todo. Depois que um mandado de prisão foi emitido para meu pai e muitos de seus companheiros, eles foram para a clandestinidade.

A partir de então você viveu separada de seu pai. Como foi isso para você?

Claro que eu gostaria de ter meu pai comigo. Mas sempre tive muita gente ao meu redor e fui criada com amor. Minha tia Lígia era como uma mãe para mim. Havia mais perigo de eu ser mimada demais.

Sempre foi claro para você que seguiria o caminho de seus pais?

Politicamente sim. Mas nunca quis fazer política profissionalmente. Por causa da perseguição e ameaças concretas, o Partido Comunista decidiu me enviar para Moscou em 1949. Lá completei todo o ensino médio, aprendi russo e muito sobre o país. Na União Soviética, tivemos grande solidariedade, o destino de minha mãe era conhecido por muitas pessoas de lá. Só que o tempo estava difícil para mim como brasileira. No verão fomos às praias do Mar Negro. Quando pude voltar ao Brasil, estudei química industrial. Na verdade, eu queria trabalhar em uma fábrica de plásticos depois. Mas não tive sorte, minha formatura coincidiu com o ano do golpe militar liderado pelo general Humberto Castelo Branco: 1964. O anticomunismo foi novamente muito forte nessa época. Qualquer pessoa suspeita de ser esquerdista foi demitida. Com meu sobrenome, não tive chance no mercado de trabalho. Então comecei a trabalhar secretamente para o Partido Comunista.

Até que você teve que deixar o país novamente...

Sim, em algum momento a repressão foi muito forte. Em 1973 tive que me exilar novamente, de volta a Moscou. Se eu tivesse ficado no Brasil, provavelmente não estaria contando minha história agora. O ódio aos comunistas era grande. Muitos dos quadros do partido foram assassinados ou acredita-se que tenham desaparecido até hoje. Então fiz meu doutorado em economia em Moscou. No Brasil, mais tarde obtive outro doutorado em história.

Você é uma historiadora, mas também faz parte da história. Isso já foi uma contradição para você?

Algumas pessoas acham que sou tendenciosa ao pesquisar e escrever sobre esses tópicos. Sempre mantive distância no meu trabalho. Nunca foi meu objetivo adoçar a história. Quando defendi minha tese de doutorado sobre meu pai, a banca examinadora também apreciou.

Você foi condenada a quatro anos e meio à revelia enquanto estava no exílio soviético. Do que você tem sido acusada?

Chamaram isso de "atividade subversiva". Fui condenada, entre outras coisas, por trabalho de educação política com funcionários da fábrica da VW em São Paulo. O que não sabíamos na época: a direção da fábrica trabalhava em conjunto com a polícia secreta e espionava os trabalhadores. Muitos de nossos camaradas foram presos e torturados. Eles me deram a pena máxima de prisão possível. Isso deve ser uma lição para o meu pai.

Em 1979, depois de mais uma mudança de governo no Brasil, você voltou para lá, como muitos outros exilados.

Houve uma anistia para os subversivos, como nos chamavam. O problema: os perpetradores do regime militar também receberam anistia. Muitos ex-torturadores assumiram cargos em agências governamentais apesar de terem cometido atrocidades ultrajantes.

Hoje, muitos explicam a vitória eleitoral do presidente de direita Jair Bolsonaro com o fracasso em chegar a um acordo com a história brasileira. Como você vê isso?

Isso é certamente um motivo. A democratização do Brasil está apenas na metade. Os militares continuaram a desempenhar um papel importante após a ditadura. Mas há outros motivos para a eleição de Bolsonaro, como a ascensão da extrema direita ao redor do mundo.

A presidência de Bolsonaro, declarado antidemocrata e admirador da ditadura militar, não é uma consequência lógica da história brasileira?

Sua escolha não foi uma surpresa para mim. O Brasil é extremamente conservador. Os episódios democráticos foram curtos, o conservadorismo sempre foi muito forte. Nós olhamos para trás em quatro séculos de escravidão. Isso moldou a mentalidade desta sociedade, não apenas da elite, mas também das pessoas comuns. O Brasil foi o último país a abolir a escravidão. Isso queimou. A discriminação racial ainda faz parte da vida cotidiana. Aqui no Rio de Janeiro, negros são assassinados pela polícia todos os dias, e muitos aplaudem. Um bom criminoso é um criminoso morto, dizem.

Essa frase muitas vezes pode ser ouvida nas fileiras dos apoiadores de Bolsonaro. Além do racismo, negação científica e homofobia, eles também evocam regularmente o perigo de uma tomada comunista e castigam todas as formas de crítica ao governo como comunistas. Por que o anticomunismo é tão importante para essas pessoas?

O objetivo é acabar com qualquer resistência da população. A dissidência é rotulada de comunista e essa é a justificativa para combatê-la. O espectro do comunismo é um meio de contra-mobilização. E este não é apenas o caso do Brasil, mas da direita em todo o mundo. No entanto, isso não tem nada a ver com a força real dos comunistas, porque eles são fracos.

Por que na verdade?

Sua linguagem é parcialmente sectária, bastante difícil para os outros entenderem. Nos comerciais de TV, eles promovem sua causa com foice e martelo e usam palavras fortes. Isso não cai bem com as pessoas comuns. Você tem que resolver os problemas reais. Por outro lado, grandes setores da esquerda brasileira estão agora dominados pelo reformismo, ou seja, pela ideia de querer melhorar um pouco o capitalismo. Mas as chances de um estado de bem-estar baseado no modelo europeu estão se tornando cada vez menores devido ao neoliberalismo. Vejamos apenas a situação atual do Brasil: a desigualdade social está crescendo novamente. Sob Lula (ex-presidente social-democrata até 2011, nota do editor) temporariamente ficou um pouco melhor, mas isso já passou. As pessoas estão passando fome novamente neste país, a miséria é grande. Na esquina já não te pedem troco. Eles imploram por comida.

Tais condições seriam um bom terreno fértil para revoltas, certo?

Não, eu não acho. A miséria e a fome não levam à luta de classes. Os famintos correm atrás de quem lhes dá um pedaço de pão. Somente a democratização e o desenvolvimento levam os trabalhadores a se organizarem.

Então eles não acreditam na teoria do empobrecimento que diz: quanto pior as pessoas estão, mais provável é a revolução.

Absolutamente não. Teóricos marxistas como Lenin ou Gramsci já escreveram que um mínimo de democracia burguesa é necessário para a mobilização da população. Organizar no subsolo enquanto há miséria total ao mesmo tempo - não funciona.

Em outros países da América Latina, no entanto, há grandes protestos e movimentos trabalhistas. Por que a esquerda brasileira está lutando tanto?

Sua fraqueza é histórica. Sempre houve revoltas, especialmente no nordeste do país, mas elas foram cortadas pela raiz com força bruta. Por exemplo, antes que o Partido Comunista fosse banido, existiam comitês de bairro em muitas cidades. Lá, os moradores foram ensinados a ler e escrever para que pudessem lutar por seus direitos. O modelo funcionou bem por dois anos, depois os comitês foram esmagados pela polícia. Sempre foi assim. É por isso que, ao contrário da Argentina, Uruguai ou Chile, não há uma tradição tão grande de revoltas aqui. A classe dominante no Brasil sempre teve medo das pessoas comuns. Quando começaram a se organizar de alguma forma, a resposta sempre foi a violência e a repressão. Isto é parcialmente ainda o caso hoje. Além disso: No Brasil, a elite impõe suas ideias ao país. O atual ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que filhos de porteiros não devem estudar em universidades. Ele quer que as universidades sejam reservadas para uma elite. A elite explica assim as diferenças sociais como um fato natural– e assim combate as mudanças progressivas.

Para muitos comunistas, o colapso da União Soviética foi uma grande desilusão. Como foi para você?

Foi uma derrota pesada. E sim, muitos erros foram cometidos na União Soviética, que devemos analisar cuidadosamente. Mas isso não torna as ideias básicas do socialismo erradas.

Senhora Prestes, você ainda acredita no fim do capitalismo?

Não é uma questão de fé. Estou cientificamente convencida de que isso acontecerá em algum momento. Marx mostrou em “Das Kapital” que as contradições do capitalismo continuarão a se intensificar. E é exatamente isso que estamos observando agora. Mas seria errado pensar que o capitalismo simplesmente explodirá e desaparecerá no ar. É preciso um movimento organizado para que isso aconteça. A única solução é mudar os meios de produção. Até que isso aconteça, o capitalismo encontrará maneiras de sobreviver. Eu não sei quando isso vai acabar. Meu pai sempre dizia: se um comunista precisa de uma qualidade, é paciência.


FONTEhttps://taz.de/Archiv-Suche/!5853340&s=Anita%2BPrestes&SuchRahmen=Print/




quarta-feira, 8 de junho de 2022

Live de Anita Prestes sobre Astrojildo Pereira e Luiz Carlos Prestes na TV Boitempo

O revolucionário cordial e o cavaleiro da esperança | Anita Prestes



Por ocasião da reedição das obras de Astrojildo Pereira pela Boitempo no ano do centenário do PCB, a historiadora Anita Leocadia Prestes comenta alguns aspectos pouco mencionados da relação entre Luiz Carlos Prestes e o fundador do PCB, desde o primeiro contato até o final da vida de ambos.