
Nós caminhamos, mudando de país mais do que de sapatos, através da luta de classes, confundidos, quando havia apenas injustiça e não protesto. E ainda assim sabemos: o ódio, mesmo contra a degradação, contorce as feições. A ira, mesmo contra a injustiça, torna a voz áspera. Ah, nós que queríamos preparar o chão da amizade, não pudemos, nós mesmos, ser amigos. Mas, vós quando tudo estiver tão perfeito que o homem ajude o homem, lembrai-vos de tudo isto, quando pensardes em nós”
(Bertold Brecht, “Aos que virão depois de nós”).
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