segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dados sobre Fechamento de Escolas no meio rural, por estado, de 2007 a 2013

Via e-mail da Secretaria Geral do MST (sgeral@mst.org.br


OFERTA DE ESCOLAS RURAIS NO BRASIL (2007-2013)
Tássia Gabriele Balbi de Figueiredo e Cordeiro

Oferta de Escolas Rurais em áreas Específicas no Brasil (2007-2013)
Unidade Federativa
2007
2013
Diferença
Acre
1698
1511
- 187
Alagoas
2127
1723
- 404
Amazonas
4878
4972
+ 94
Amapá
601
634
+ 33
Bahia
14529
12102
- 2427
Ceará
6411
3934
- 2477
Distrito Federal
91
75
- 16
Espírito Santo
1810
1343
- 467
Goiás
861
656
- 205
Maranhão
11829
11130
- 699
Minas Gerais
5956
4658
- 1298
Mato Grosso do Sul
275
336
+ 61
Mato Grosso
1574
1253
- 321
Pará
10549
9562
- 987
Paraíba
4017
2970
- 1047
Pernambuco
6155
4912
- 1243
Piauí
5165
3669
- 1496
Paraná
1930
1611
- 319
Rio de Janeiro
1410
1225
- 185
Rio Grande do Norte
2239
1726
- 513
Rondônia
1228
744
- 484
Roraima
860
929
+ 69
Rio Grande do Sul
3531
2642
- 889
Santa Catarina
2038
1465
- 573
Sergipe
1487
1183
- 304
São Paulo
1707
1471
- 236
Tocantins
1276
826
- 450
Fonte: Tabela organizada a partir de dados dos Indicadores Demográficos e Educacionais (MEC, 2014).




Unidades federativas que expandiram a oferta de Escolas Rurais (2007-2013)
Amazonas
+ 94
Roraima
+ 69
Mato Grosso do Sul
+ 61
Amapá
+ 33
Fonte: Tabela organizada a partir de dados dos Indicadores Demográficos e Educacionais (MEC, 2014).


Unidades Federativas que Retraíram a Oferta de Escolas Rurais (2007-2013)
Ceará
- 2477
Bahia
- 2427
Piauí
-1496
Minas Gerais
- 1298
Pernambuco
- 1242
Paraíba
- 1047
Pará
- 987
Rio Grande do sul
- 889
Maranhão
- 699
10°
Santa Catarina
- 573
11°
Rio Grande do Norte
- 513
12°
Rondônia
- 484
13°
Espírito Santo
- 467
14°
Tocantins
- 450
15°
Alagoas
- 404
16°
Mato Grosso
- 321
17°
Paraná
- 319
18°
Sergipe
- 304
19°
São Paulo
- 236
20°
Goiás
- 205
21°
Acre
- 187
22°
Rio de Janeiro
- 185
23°
Distrito Federal
- 16
Fonte: Tabela organizada a partir de dados dos Indicadores Demográficos e Educacionais (MEC, 2014).




Fonte: Mapa organizado a partir de dados dos Indicadores Demográficos e Educacionais (MEC, 2014).


Referências

BRASIL/MEC. Indicadores demográficos e educacionais. Disponível em<http://ide.mec.gov.br/2014/. Acesso em 25/09/2014.



domingo, 9 de novembro de 2014

ATO FASCISTA: direita raivosa e ignorante ataca o Memorial Luiz Carlos Prestes, em Porto Alegre

"Foi uma manifestação de direita, com símbolos da suástica, do nazifascismo, da TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade)."


Memorial Luiz Carlos Prestes é alvo de protesto contra o comunismo

Em parte dos cartazes deixados pelos manifestantes, havia inscrições como "devemos derrubar o memorial"

Por Eduardo Rosa



Memorial Luiz Carlos Prestes, prédio de Porto Alegre projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, foi alvo de uma manifestação neste sábado. Cartazes, cruzes e coroa de flores foram fixados na grade da construção, situada à beira do Guaíba.
A data escolhida tem relação com os 25 anos da queda do Muro de Berlim, conforme o cientista político Paulo Moura, que ajudou a promover o ato.
— Ele (Prestes) está sendo vendido como um herói da pátria, aquele local será objeto de visitação pública. As pessoas que estão promovendo o evento acham que aquilo é para idolatrar um líder comunista que tentou produzir um golpe em 1935 com a Coluna Prestes — afirma o coordenador do curso de Ciências Sociais da Ulbra.

Os cartazes e faixas fixados na grade do prédio iam de "abaixo ao comunismo" até "devemos derrubar o memorial ao comunista Prestes" e "tear down this wall (derrube este muro, em inglês)".
— Era um ambiente raivoso de ódio. Constatei à tarde, fui chamado por quem passou por aqui e viu. Claramente, foi uma manifestação com dizeres agressivos à democracia, contra o Foro de São Paulo, os comunistas, o Luiz Carlos Prestes, a libertação dos povos — critica Edson Santos, presidente do Instituto Olga Benário Prestes, que não chegou a ver a movimentação de pessoas, apenas o material deixado por elas.
Santos diz que serão estudadas providências do ponto de vista jurídico e político para o que ele chamou de "ato fascista":
— Foi uma manifestação de direita, com símbolos da suástica, do nazifascismo, da TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade).
Moura salienta que não tem como responder por quem fez esse tipo de cartaz e que, nas manifestações políticas atuais, cada um escreve o que quer.
— Uma das características das manifestações hoje em dia é que as pessoas manifestam seu desejo individual. Você não controla o que cada um bota no seu cartaz. Ninguém é dono da verdade de ninguém — explica o cientista político, acrescentando sua contrariedade à aprovação da doação do terreno por parte da Câmara de Vereadores.
Na página do Facebook criada para organizar o ato, havia o pedido para que não fossem levados cartazes e faixas pedindo intervenção militar. As sugestões eram para inscrições como "nossa homenagem às vítimas do comunismo", "fora Foro de São Paulo", "Prestes assassino", "queremos liberdade e democracia" e "fim do Muro de Berlim na Europa e no Brasil".
Quem foi Luiz Carlos Prestes
— Luiz Carlos Prestes nasceu em Porto Alegre no dia 3 de janeiro de 1898. Aos 26 anos, rebelou-se contra o governo de Arthur Bernardes e formou a Coluna Prestes, movimento que, a partir do Rio Grande do Sul, marchou por 25 mil quilômetros pelo Brasil e lutou 53 combates ao longo de dois anos e meio. Exilou-se na América Latina, quando teve contato com a doutrina marxista, e morou na União Soviética durante três anos, onde conheceu a militante alemã Olga Benário, com quem se casou.
— De volta ao Brasil e já integrante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), foi preso com a mulher que, grávida, foi deportada para a Alemanha nazista. Cassado após o golpe de 1964, exilou-se na antiga União Soviética. Após a redemocratização, apoiou a candidatura de Brizola à presidência da República, em 1989. Morreu no ano seguinte.
FONTE: Zero Hora
Maquete do Memorial Luiz Carlos Prestes. Projeto de Oscar Niemeyer.

sábado, 8 de novembro de 2014

“La escuela debe enseñar a pensar”

Por Evald Vasilievich Iliénkov

De esto a nadie le cabe la menor duda. Mucho más, cada pedagogo dirá: ¿cada uno puede responder qué significa esto? ¿Qué significa pensar y qué es el pensamiento? La pregunta está lejos de ser sencilla y, en determinado sentido, es capciosa.
Con mucha frecuencia confundimos el desarrollo de la capacidad de pensar y el proceso de adquisición de los conocimientos establecidos por los programas. Y estos dos procesos, sin embargo, no coinciden automáticamente, aunque son imposibles uno sin el otro. “El mucho saber no enseña inteligencia”. Esta idea, expresada hace más de dos milenios, por el sabio Heráclito de Éfeso, no ha envejecido hoy día.
La inteligencia o la capacidad, la habilidad de pensar, el “mucho conocimiento” por sí mismo, en la realidad no la enseña. ¿Y qué es lo que enseña? ¿Y, en general, se puede enseñar la inteligencia, aprenderla?
Está lejos de carecer de fundamento la opinión de acuerdo con la cual la inteligencia, la capacidad de pensar, el “talento” viene de “Dios” y en una terminología más ilustrada “de la Naturaleza”; del padre y la madre. En realidad, ¿se puede inculcar en el hombre la inteligencia en forma de sistema de reglas exactamente elaboradas, de esquemas, de operaciones; resumiendo: en forma de lógica?
Hay que reconocer que no se puede. Es conocido que las mejores reglas y recetas, cuando caen en una cabeza tonta, no hacen a esta cabeza más inteligente, en cambio, ellas de transforman en un absurdo.
El filósofo Immanuel Kant escribió que “La escuela puede sólo dar un razonamiento limitado, algo así como meter en él todas las reglas logradas por la comprensión ajena, pero la capacidad de utilizarlas correctamente debe pertenecer al propio educando y en caso de carencia de este don natural ninguna regla puede asegurar su correcta utilización. La insuficiencia de la capacidad de juicio es propiamente aquello que llaman tontería; contra esta insuficiencia no hay medicina”. Aparentemente justo. Lenin, muy compasivamente, como “gracioso”, citó el planteamiento de Hegel acerca del “prejuicio” de que la lógica enseña a pensar: “esto se parece a si dijeran que gracias al estudio de la anatomía y la fisiología nosotros aprendemos por primera vez a digerir el alimento y a movernos.”
Pero, ¿cómo hacer en este caso con el llamamiento publicado en calidad de título del artículo? ¿No demuestra el propio autor que realizar esta consigna es imposible, que la inteligencia es un “don natural” y no una habilidad adquirida?
Esto no es así. Es cierto que la capacidad, la habilidad de pensar es imposible “meterla”, convertirla en una suma de reglas, de recetas; como se dice ahora: de algoritmos se puede “meter” en su cabeza sólo una inteligencia de una computadora, pero no la inteligencia de un matemático.
Las consideraciones expuestas al comienzo del artículo, con todo, no agotan la posición del filósofo idealista Kant en relación con la inteligencia, mucho menos la posición materialista. Es falso que la inteligencia sea un “don natural”. El hombre sólo le debe a la naturaleza el cerebro, el órgano del pensamiento: la capacidad de pensar con ayuda de este cerebro, no solo se desarrolla, se perfecciona, sino que surge sólo junto con el contacto del hombre con la cultura general de la humanidad, con los conocimientos, como la capacidad de andar en dos pies que el hombre no posee de la naturaleza. Esta es una habilidad como todas las capacidades humanas restantes. Cierto que el andar erguido es fácil de enseñar por cualquier madre, pero utilizar el cerebro para pensar no sabe enseñarlo cada pedagogo profesional, aunque éste tiene un conjunto de ayudantes: al pensamiento del pequeño le enseña toda su vida circundante.
Las representaciones acerca del surgimiento innato, natural, de la capacidad (o incapacidad) de pensar es sólo una cortina que oculta al pedagogo intelectualmente haragán aquellas situaciones y condiciones realmente muy complejas que prácticamente despiertan y forman la inteligencia, la capacidad de pensar independientemente. Con estas representaciones justifican frecuentemente su incomprensión de tales condiciones, el poco deseo de adentrarse en ellas y tomar para sí el trabajo nada fácil de su organización.

Ensayo publicado en la revista “Educación popular”, 1964, No. 6 (suplemento)
Traducido por: Eduardo Albert.
Revisado por: Rafael Plá León.

FUENTE: Marxismo Critico

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Camilo Cienfuegos, presente!!!

55 anos do desaparecimento de Camilo Cienfuegos


Cubadebate
Todos os anos, no dia 28 de outubro, milhares de crianças cubanas jogam flores nos rios e no mar em homenagem ao lutador


Há 55 anos desaparecia um dos líderes da Revolução Cubana, Camilo Cienfuegos. No dia 28 de outubro de 1959, nove meses depois da tomada de poder pelos revolucionários cubanos, o avião bimotor que levava Camilo e mais dois tripulantes da província de Camagüey para Havana desapareceu no mar depois de uma tempestade. Nem o avião e nem os passageiros foram encontrados. Em sua homenagem, todos os anos, no dia 28, milhares de crianças cubanas jogam flores nos rios e no mar.
Trajetória
Quando tinha 21 anos, em 1954, Cienfuegos foi fichado por participar de manifestações e se viu obrigado a deixar Cuba, se exilando em Nova York, de onde foi deportado no ano seguinte também por participação em protestos. De lá seguiu para o México e logo depois voltou para Cuba. Quando retornou aos Estados Unidos, em 1956, ele se aproximou do Movimento 26 de Julho. Um dos últimos a se integrar à “Expedição Granma”, participou de diversas batalhas até a tomada do poder em janeiro de 1959.
Camilo é lembrado até hoje pelos cubanos porque ele, junto de Fidel Castro, Ernesto Guevara e Vilma Espín, foi um dos personagens de destaque da Revolução Cubana. Foi o primeiro comandante do Exército Rebelde a entrar na capital e o responsável pela tomada do Regimento Columbia, um dos maiores símbolos da força militar do governo de Fulgêncio Batista (1940-1944 e 1952-1959).
Após o início da Revolução, Camilo foi nomeado Chefe de todas as Forças Armadas na província de Havana, um dos maiores cargos dentro do Exército, e Chefe de Estado Maior do Exército Rebelde.
FONTE: Brasil de Fato

Vídeos O Golpe civil-militar de 1964 e a repressão aos camponeses


2014, 50 ANOS da Ditadura Civil Militar, onde se registra que Ditadura matou 1.196 camponeses, mas o Estado só reconhece 29. Seguindo a luta dos que caíram em combate, o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) realiza um conjunto de cinco entrevistas especiais com a professora Leonilde Servolo de Medeiros, Profa Dra em Ciências Sociais no Programa em Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da UFRRJ.

Segue os vídeos:


sábado, 1 de novembro de 2014

Uma leitura das teses “Sobre o conceito de história”

LÖWY, Michael. Walter Benjamin: aviso de incêndio – uma leitura das teses “Sobre o conceito de história”. São Paulo: Boitempo, 2005.

LINK PARA DOWNLOAD: o link foi retirado porque viola os direitos de reprodução da edição do livro. No lugar segue um link para o livro no Google Books, que conta com uma prévia legal de cerca de 20% do livro. (Nota do administrador deste blog. 3/11/2014, às 21:13)

http://books.google.com.br/books?id=guA3ge7sa60C&lpg=PA1&dq=aviso+de+inc%C3%AAndio&hl=pt-BR&pg=PA1#v=onepage&q&f=false