sábado, 29 de novembro de 2014

Descalço sobre a terra vermelha

Lançamento do filme sobre a vida de dom Pedro Casaldáliga


Lançamento do filme Descalço sobre a terra vermelha

O filme Descalço sobre a terra vermelha, sobre a atuação do bispo Pedro Casaldáliga e da Prelazia de São Félix do Araguaia vai ser lançado no Brasil, em São Félix do Araguaia, no dia 2 de dezembro às 18:00 horas. O filme é uma longa metragem de 2,45 hs de duração.
Nos días 3 e 4 haverá outras sessões, ainda em São Félix,  até duas por dia, pois a TV Brasil quer que nenhum dos participantes fique sem vê-lo.
Dom Adriano deseja ver o filme exibido posteriormente em todos os locais da Prelazia como exercício de recuperação da memória histórica desta Igreja.
     A TV Brasil vai exibir o filme em três capítulos:
Fiquem antenados:
 1º Capítulo: Sábado - 13/12, às 21h30
2º Capítulo: Sábado - 20/12, às 21h30
3° Capítulo: Sábado - 27/12, às 21h30


Trailer - Descalço Sobre a Terra Vermelha Leg. PT


Para download: "Estudios sobre la revolución", de E. H. CARR

LINK PARA DOWNLOAD:

http://www.elsarbresdefahrenheit.net/documentos/obras/1180/ficheros/Estudios_Revolucion.pdf

Prefacio

Los artículos con los que este libro ha sido compuesto aparecieron en el Literary Supplement de The
Times; agradezco al editor del 5t1pplement su amable permiso para reproducirlos. He incorporado a «La revolución que fracasó» algunos pasajes de una charla dada en el Tercer Programa de la British Broadcasting Corporation.He reajustado también algunas referencias temáticas, suprimido otros casos de solapamiento e introducido correcciones como consecuencia de algunas acertadas críticas, públicas o privadas.Por lo demás, los artículos aparecen sustancialmente inalterados; el año de la publicación original se señala en el índice. De los dos artículos sobre Stalin con los que
termina el libro, el primero fue escrito antes que el segundo.

E. H. Carr

Indice

Prefacio , , . 7
1. Saint-Simon: e! precursor (1949)... 9
2. El Manifiesto Comunista (1947) ....22
3. Proudhon: e! Robinsón Crusoe de! socialismo
(1947) .....44
4. Herzen: un revolucionario intelectual (1947) .....61
5. Lassalle se encuentra con Bismarck (1946) ......76
6. Algunos pensadores rusos del siglo XIX (1947) .....91
7. P1ejánov: el padre del marxismo ruso (1948) ......107
8. La cuna del bolchevismo (1948) .....121
9. Lenin: el constructor (1947) ......134
10. Sorel: filósofo del sindicalismo (1947) ......151
11. GaUacher y el Partido Comunista de la Gran
Bretaña (1949) ......164
12. La revolución que fracasó (1949) ......179
13. Stalin: 1. El camino hacia el poder (1946) .....197
14. Stalin: 2. La dialéctica del stalinismo (1949) .....208



Por que a luta pelo plebiscito pela Constituinte exclusiva para a reforma política é uma tática equivocada?




Por Valério Arcary

Duas luvas da mão esquerda não perfazem um par de luvas.Duas meias verdades não perfazem uma verdade.Eduard Douwes Dekker, alias, Multatuli (1820/1887) Ideias.

Reforma política é um tema complicado por muitas razões. Não é por acaso que quase todo o espectro político dos partidos que defendem o atual regime institucional, da direita à esquerda moderada, se dizem a favor e, paradoxalmente, nunca se fez. Mexer nas regras dos processos eleitorais pode ser progressivo ou regressivo, dependendo da relação de forças. Alguém tem que perder para que alguém possa ganhar. [1]
A questão polêmica que devemos nos perguntar é outra: a reforma política deve ser o centro da tática da esquerda?
Para a oposição de esquerda, as duas razões principais para considerar perigosa a defesa da prioridade da reforma política são simples. Em primeiro lugar porque a campanha que une o governo e uma significativa parcela dos movimentos sociais e organizações, como a CUT e o MST, pela Constituinte burla, ilude, desvia da questão central da conjuntura: não se pode combater a burguesia sem fazer denúncias e exigências, ou seja, lutar contra o governo Dilma que colabora com a burguesia.
No Brasil, a burguesia não se deslocou em bloco para a oposição aos governos de coalizão liderados pelo PT. Ela se dividiu, e o PMDB não esteve distraído nos governos de Lula e Dilma, e na coligação eleitoral de 2014. Imaginar que o regime político brasileiro poderia mudar para melhor no calor do impacto do escândalo da operação Lava Jato da Polícia Federal é um engano. Dilma não será Chávez, pelas mesmas razões que explicam porque Lula não foi Rafael Correa.
Quem imagina que as condições da luta política são semelhantes às da Venezuela ludibria-se a si próprio. Depois de doze anos a tese do governo em disputa não tem mais sustentação. Doze anos não são doze meses, muito menos doze semanas. O tempo faz diferença, e deve nos ensinar algo. A esquerda do PT e os movimentos sociais que se uniram ao MST e à CUT para defender o plebiscito estão tentando pressionar o governo Dilma para dançar uma salsa, mas a direção do PT já decidiu que quer ir ao baile do segundo mandato com Michel Temer para dançar um samba canção de reconciliação com o grande capital.
A indicação da equipe econômica com Levy, Tombini e Barbosa, para não falar de Kátia Abreu no Ministério da Agricultura, são uma demonstração inequívoca da estratégia do segundo mandato de Dilma Roussef. Não obstante, as ilusões em reformas social e politicamente indolores, embora inocentes, permanecem majoritárias, como ficou claro nas semanas do segundo turno de 2014, quando até uma parcela da esquerda do PSOL aderiu ao voto anti-Aécio. Esta quimera é ainda mais poderosa quando estas reformas prometem soluções mágicas contra a corrupção. [2]
A campanha pela Constituinte é, portanto, uma tática equivocada. Antigamente, este tipo de posicionamento era criticado como diversionista. Porque cria uma diversão que ajuda o governo a ganhar tempo, desviando as possíveis mobilizações populares para alvos colaterais. Neste caso, o Congresso Nacional onde reina uma maioria reacionária que chantageia o governo. O papel dos sindicatos e movimentos populares não deve ser o de ala auxiliar do governo e do PT em suas disputas com o PMDB.
A expectativa de que frações burguesas dissidentes possam apoiar, inocentemente, uma nova Constituinte está errada. Mas não porque a burguesia esteja satisfeita com a atual Constituição. Mas porque ela prefere o espaço do atual Congresso Nacional para fazer uma revisão reacionária da Constituição, uma revisão para retirar direitos e não para alargá-los.
A campanha em torno à defesa do plebiscito pela Constituinte não deveria ser a prioritária da esquerda, não só porque ela estende uma mão a frações burguesas hipotéticas, mas porque ela já está dividindo a esquerda. A campanha prioritária para uma esquerda que mereça ser socialista deve partir daquilo que é central para os trabalhadores. Não daquilo que é central para segmentos de classe média. Para os trabalhadores o que é central é o salário mínimo de 2015, o direito ao trabalho, os 10% do PIB para a educação e a saúde, e um longo etc..
Ou seja, questionar o tripé da política econômica do governo. Acontece que é muito diferente um bloco social entre a classe média ou parcelas delas aliados aos trabalhadores sob um programa de classe, do que o contrário. Se quem dirige é a classe média, ou até frações burguesas minoritárias, tudo evolui em uma direção perigosa. A política de esquerda não pode se permitir infantilismo. Aprendamos com os impasses das Diretas de 1984, e do Fora Collor de 1992. O preço pago pelos trabalhadores e o povo pelo papel dirigente de frações burguesas em 1984 foi a negociação de Tancredo no Colégio Eleitoral e os cinco anos de Sarney. O preço pago em 1992 foi a posse de Itamar Franco e a eleição de FHC em 1994.
Desperdiçar energias é perigoso, porque nossas forças, enquanto movimentos organizados, não são ilimitadas. Este Congresso não tem interesse em convocar uma Constituinte em que os atuais deputados e senadores não poderiam ser candidatos. O PT vai apoiar esta mobilização? Claro que não. Quando Dilma levantou, improvisadamente, a bandeira da Constituinte em junho de 2013, o PT entregou os pontos em menos de dois dias. Vai ser diferente em 2015? Por que Dilma iria chocar com a parcela da direção do PT que defende uma estratégia Lula/Palocci de giro à direita em 2015/16 semelhante à de 2003, para fazer a defesa da Constituinte? Sério?
Entretanto, admitamos que o faça. Mesmo que houvesse esse plebiscito, não há razão alguma para acreditar que a composição da Constituinte seria melhor, ou menos ruim que o atual Congresso. O mais provável é que seria tão ou mais reacionário. Por outro lado, se tivéssemos força de choque para mobilizar e impor a este Congresso uma decisão como o plebiscito e a convocação de uma Constituinte, porque não impor decisões muito mais interessantes como os 10% do PIB para a educação, só que já? Ou o salário mínimo do DIEESE, já?
Em segundo lugar, a campanha pela reforma política é errada porque o combustível social inflamável que potencializa a defesa da reforma política são as expectativas da classe média de que o problema do Brasil não é o capitalismo, mas a corrupção. Essa premissa ideológica é central na visão do mundo da classe média brasileira. Acontece que ela é falsa. As ilusões em um capitalismo sem corrupção são infantis, todavia, imensas, tanto na classe média histórica, como nas chamadas novas classes médias urbanas que, de resto, mantém fortes laços comunicantes entre si. [3]
Primeiro porque não estamos falando só de algumas maçãs podres quando denunciamos a corrupção. O cesto inteiro de maçãs está contaminado. Além disso, é ingênuo imaginar que o Brasil deixaria de ser uma das sociedades mais injustas do mundo se fosse possível, por hipótese, reduzir a corrupção a taxas escandinavas. Não é possível, e ainda que se reduzisse a taxa de corrupção, a desigualdade social não seria afetada por essa transformação, porque ela não é a sua causa.
A mega operação Lava Jato da Polícia Federal desnuda, mais uma vez, se isso fosse necessário, como são corruptas as relações do capitalismo brasileiro com o Estado. Obras superfaturadas em licitações viciadas financiam propinas que financiam partidos e garantem o enriquecimento dos operadores. Tudo isso é feito com o dinheiro público que faz falta para investimento em educação, saúde, habitação, transporte. A única diferença entre este último escândalo e os anteriores é a escala da roubalheira que não deixa de ser maior ano após ano.
Qual é a dinâmica histórica deste processo de corrupção? Vem diminuindo ou crescendo? A verdade nua e crua é que ninguém sabe. Não sabemos por que não temos indicadores minimamente confiáveis que possam esclarecer o que aconteceu nos subterrâneos ao longo das últimas décadas. Não sabemos, por exemplo, nada sobre as negociatas durante a ditadura militar. Só podemos deduzir que devem ter sido muitas e de grande alcance, já que não havia controles independentes, o que só podia favorecer a impunidade.[4]
Nunca existiu e nunca existirá um capitalismo sem corrupção.[5] Evidentemente, exigir que as investigações venham a ser realizadas até ao fim é mais do que justo. É indispensável. Quem entre os trabalhadores e a juventude não se alegrou quando foi feita a prisão preventiva dos presidentes ou gerentes executivos de algumas das maiores empreiteiras de construção civil pesada no passado dia 14 de novembro? Mas reforçar a ilusão de que, por exemplo, uma reforma política que proíba o financiamento empresarial dos partidos durante uma campanha eleitoral, poderia impedir que a burguesia continuasse a entregar centenas de milhões para os representantes dos seus interesses é uma ingenuidade perigosa. 
Não fosse isso já bastante desanimador, parece insensato imaginar que a esquerda aliada ao governo do PT, depois de tantos e variados escândalos que envolveram líderes petistas, pudesse ser capaz de mobilizar as camadas médias para uma campanha democrática como a Constituinte para uma reforma do regime, quando esta base social rompeu, em sua imensa maioria, com os governos de coalizão dirigidos pelo próprio PT, em primeiro lugar, porque avalia o governo e o PT como corruptos. O PT e seus aliados não têm mais autoridade para poder encabeçar a luta contra a corrupção desde o mensalão. Pior ainda agora com a Lava Jato e a Petrobras.
Mas admitamos que as classes médias não sejam os sujeitos potenciais dos líderes da esquerda governista ou semigovernista organizadores da campanha. Uma mobilização importante de massas operárias e populares, ou mesmo da juventude estudantil, sobre um programa democrático anticorrupção pela defesa de um plebiscito por uma Constituinte exclusiva é, também, mais do que improvável. Essa reivindicação não nasceu das ruas de junho de 2013, mas do Palácio do Planalto, quando do discurso de resposta de Dilma para desmobilizar a onda nacional de protestos. Os oito milhões anunciados como subscritores do abaixo-assinado liderado pelo MST e a CUT não são o ponto de partida desta campanha, mas o ponto de chegada. Nem uma minúscula parcela desses apoiadores pode ser mobilizada nas ruas.
Isto posto, se, hipoteticamente, independente das organizações da classe operária, as classe médias saírem às ruas em massa, ou seja, na escala de dezenas de milhares, por sua própria conta por uma reforma política democrática e progressiva, a esquerda socialista deve, como é óbvio, apoiar. Mas deve ser consciente que terá de lutar pela direção deste combate democrático, apresentando um programa independente dos trabalhadores. 

[1] Sob a bandeira da reforma política a direita ambiciona, por exemplo, a conquista do voto distrital, e a cláusula de barreira, duas propostas reacionárias. A esquerda defende o voto por lista, para acabar com a competição, a antropofagia ou o canibalismo entre os candidatos do mesmo partido, e o fim do financiamento empresarial de partidos. Claro que estas mudanças seriam progressivas. Como seria progressiva a expropriação dos bens dos corruptos e corruptores, mesmo quando transferiram a riqueza para membros da família ou para laranjas. Como seriam progressivas tantas outras: a proporcionalidade direta na composição da Câmara dos deputados, o fim do Senado, o fim da reeleição.
[2] Recordemos o que a história e o marxismo nos deixaram como fundamentos “graníticos” sobre a corrupção. Nunca existiu capitalismo sem corrupção. Capital e Estado estiveram sempre unidos através das mais variadas cumplicidades. Desde o alvorecer das pioneiras Repúblicas italianas, quando a Europa recuperou ao Islã o controle das lucrativas rotas comerciais do Mediterrâneo, passando pela conquista da América pelas Coroas ibéricas, sem esquecer os quase cento e cinquenta anos de disputa entre Londres e Paris pela supremacia no mercado mundial: a corrupção estava lá, em todos os portos, em todos os tribunais, em todas as Cortes, em todas as línguas. A corrupção nunca foi privilégio dos latinos, nem dos chineses, nem dos árabes. Desde o século XIX falou, sobretudo, o latim moderno, o inglês. Comprando favores, deslocando concorrentes, driblando as leis, subornando autoridades, obtendo cargos. A força do dinheiro abrindo as gavetas do poder, e o domínio do Estado favorecendo os cofres da riqueza.
[3] Esta camada social tem um peso social e político desproporcionalmente grande no Brasil. Ela é a trincheira mais combativa na defesa de um capitalismo meritocrático, entre outras razões, porque se beneficiou com a mobilidade social. Para simplificar um tema hemorrágico que não é o nosso foco, e sobre o qual não há consenso sequer entre os marxistas, podemos admitir para o que nos interessa que a velha classe média histórica é composta, essencialmente, por proprietários que vivem de alguma renda - aluguéis, aplicações financeiras - ou pequenos negócios familiares. Já as novas classes médias urbanas são formadas, fundamentalmente, por quadros de alta escolaridade como economistas, administradores, advogados, médicos, engenheiros, arquitetos, etc. Muitos são profissionais liberais que abriram pequenas empresas para gerenciar sua vida fiscal, enquanto outros, ainda quando são assalariados, ocupam cargos de gestão em suas empresas e recebem na forma de dividendos ou pro-labores.
[4]  Alguns incautos, contudo, se apressam em garantir que evoluímos. Que a vigilância e os controles através das instituições do Estado, como a CGU (Controladoria Geral da República), TCU (Tribunal de Contas da União), PGR (Procuradoria Geral da República), MPF (Ministério Público Federal), PF (Polícia Federal), ABIN (Agência Brasileira de Informações) estariam fechando o cerco sobre corruptos e dificultando a organização de esquemas. Outros estão confiantes de que o recurso à delação premiada estaria abrindo o caminho para, finalmente, revelar a identidade dos grandes corruptores. Os otimistas incuráveis sobre a tragédia da corrupção são otimistas, também, sobre a evolução da educação pública, sublinhando o crescimento da taxa de escolaridade média, ou sobre a saúde pública, exaltando o avanço da expectativa média de vida.
[5] Quando o advogado de Fernando Baiano declarou que nem um só paralelepípedo é colocado no chão no Brasil, sem que antes tenha sido feito um acerto por fora com superfaturamento, e alertou ou ameaçou que todas as obras iriam parar, o que desagrada, profundamente, a sensibilidade da classe média, a repercussão entre alguns articulistas reacionários foi tal que parecia que a estátua do Cristo no Corcovado tinha caído.
FONTE: PSTU

12 artigos de Milton Santos para download


Neste post do Blog de Geografia foi selecionado e organizado alguns artigos completos do geógrafo Milton Almeida dos Santos, publicados em periódicos  e disponíveis para download gratuito na internet. Aqui estão os links dos textos completos em PDF. É só baixar. Bons estudos!

12 artigos completos publicados em periódicos - Milton Santos

1. SANTOS, M. A. . Conferência de Abertura: A Geografia além do professor. 1996. (Apresentação de Trabalho/Conferência ou palestra).

2. SANTOS, M. A. . A responsabilidade social dos geógrafos. Jornal de Geografia, Uberaba, MG, 1985.

3. SANTOS, M. A. “O Papel Ativo da Geografia, um Manifesto”. In: Território, ano V, nº 9, julho/dezembro 2000, pp. 103-109.

4. SANTOS, M. A. . Por uma geografia cidadã: por uma epistemologia da existência . Boletim Paulista de Geografia, n.21, p. 7-14, 1996.

5. SANTOS, M. A. . Para que a geografia mude sem ficar a mesma coisa. Boletim Paulista de Geografia, São Paulo, n.59, p. 5-22, 1984.


7. SANTOS, M. A. . "Modo de produção técnico-científico e diferenciação espacial". Território, Rio de Janeiro, v. Ano VI, n.6, p. 5-20, 1999.

8. SANTOS, M. A. . Meio técnico-científico e urbanização: tendências e perspectivas. Revista Resgate (Centro de Memória da UNICAMP), Campinas, n.3, 1991.

9. SANTOS, M. A. . "A técnica em nossos dias - a instrução e a educação". Cadernos da ABMES, Brasília, v. nº 1, 1998.

10. SANTOS, M. A. . São Paulo, metrópole internacional do Terceiro Mundo . Revista do Departamento de Geografia (USP), n.7, p. 7-24, 1994.

11. SANTOS, M. A. . 1992: a redescoberta da Natureza . Estudos Avançados, v. 6, n.14, p. 95-106, 1992.

12. SANTOS, M. A. . O tempo nas cidades. Coleção Documentos Série Estudos Sobre o Tempo, IEA - USP - São Paulo, n.2, 1991.


Filha de Prestes critica PT, Bolsa Família e diz que esquerda não consegue representar insatisfação dos brasileiros

Por Paulo Veras


Noventa anos depois do levante que levou ao início da Coluna Prestes, a historiadora Anita Leocádia Prestes, 78 anos, filha do político e guerrilheiro Luis Carlos Prestes com a comunista Olga Benário, critica a política econômica do PT, diz que o Bolsa Família acalma as massas populares e diz que a esquerda brasileira não é capaz de representar as insatisfações existentes no País.
“Acho que a esquerda no Brasil está muito mal, falando francamente. E não consegue liderar esse movimento de insatisfação que existe no País, que ficou bastante patente com as manifestações de junho do ano passado”, afirmou Anita, no Recife, nesta quinta-feira (27), após uma palestra no Colégio Apoio. Ela se desfiliou do PCB em 1979 e desde então não entrou em nenhum partido.
“Houve muita ilusão com o PT. Diga-se de passagem o Prestes nunca teve essa ilusão nem no Lula, nem no PT”, lembra a filha do homem que ficou conhecido como o “cavaleiro da esperança”. “Lula concorreu três vezes à Presidência da República e foi derrotado. Na quarta ele entendeu que para ser vitorioso e conseguir se eleger precisava fazer concessões ao grande capital internacionalizado”, explica.
“A política econômica que foi aplicada nesses governos do Lula, e depois da Dilma, agora nesse último quadriênio é uma continuação da política neoliberal”, critica Anita Prestes, que lembra que o ex-presidente nomeou Henrique Meirelles para comandar o Banco Central após uma viagem aos Estados Unidos.
“E ao mesmo tempo fazer política compensatória que acalme as massas populares e não permitam revoltas e maiores lutas. Então aí vem Bolsa Família e todas essas medidas que são tomadas que acabam sendo positivas, porque é melhor do que nada. Mas de qualquer maneira, acaba sendo uma migalha diante dos grandes lucros dos banqueiros, dos empresários e dos capitalistas das multinacionais”, diz.

DITADURA, ANISTIA E HISTÓRIA – Questionada sobre as manifestações que pedem a volta do Regime Militar no País, a historiadora marxista acredita ser um grupo inexpressivo. “É uma parte bastante restrita, bastante pequena pelo que eu tenho visto; amplamente minoritária”, avalia.
Anita, que teve deixar o Brasil como exilada, ao lado do pai, após o golpe militar de 1964, defende a revisão da Lei da Anistia. “A Comissão da Verdade faz um trabalho de resgate histórico, mas não tem punição”, afirma.
Professora aposentada, a historiadora tem percorrido várias cidades do País para lembrar os 90 anos da Coluna Prestes, cujo primeiro levante ocorreu no dia 28 de outubro de 1924. O movimento durou mais de três anos, percorreu 25 mil quilômetros, enfrentou 53 combates e não enfrentou nenhuma derrota; embora também não tenha conseguido depor o então presidente Artur Bernardes.
“O Nordeste foi importante na marcha da coluna”, reconhece Anita. O movimento passou por Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco; onde a Coluna passou pelo Vale do Pajeú, no Sertão, até cruzar o Rio São Francisco em direção a Bahia.
Anita Prestes nasceu na prisão feminina do Campo de Concentração de Barnimstrasse, na Alemanha, para onde Olga Benário foi enviada após ajudar Prestes a realizar um levante comunista, em 1935. Anita conviveu 14 meses com a mãe antes de ser entregue à avó brasileira. Olga foi executada na câmara de gás. Luiz Carlos Prestes faleceu em 1990, no Rio de Janeiro, cerca de dez anos depois de retornar ao Brasil após a Anistia.
No Recife, Anita ainda promove palestra nesta sexta-feira (28), às 14h, no Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). No périplo pelo País, ela já passou por Lagoa dos Gatos e Gravatá, no interior de Pernambuco. Na última semana, também foi a João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, e Maceió, em Alagoas. Na próxima semana, ela irá a Fortaleza, no Ceará.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

"Lorca, muerte de un poeta" (6 videos)

Serie de carácter biográfico sobre la vida del poeta granadino Federico García Lorca, basada en la reconstrucción que de ella hizo el historiador e hispanista Ian Gibson. La figura de Lorca es tratada en toda su dimensión artística y humana; propone incluso una aproximación a la faceta ideológica y militante del poeta muerto durante la guerra civil.






Federico García Lorca tenía 38 años cuando fue asesinado el 19 de agosto de 1936, un mes después de estallar la Guerra Civil. La serie pretende recrear con precisión la andadura maravillosa y terrible del poeta: desde el niño que oía cómo las hojas de los chopos mecidas por la brisa cantaban su nombre, al hombre que escucha aterrorizado cómo sus verdugos amartillan los fusiles que acabarán con su vida.


Lorca, muerte de un poeta 1 Impresiones y paisajes 1903 1918




Lorca, muerte de un poeta 2 La residencia 1918 1923




Lorca, muerte de un poeta 3 El amor oscuro 1925 1928




Lorca, muerte de un poeta 4 El llanto 1929 1935




Lorca, muerte de un poeta 5 Una guerra civil 1935 1936




Lorca, muerte de un poeta 6 La muerte 1936


Historiadores traduzem única autobiografia escrita por ex-escravo que viveu no Brasil

Mahommah Gardo Baquaqua, nascido no Norte da África no início do século XIX, trabalhou no país antes de fugir em Nova York

POR LEONARDO VIEIRA


RIO - “Que aqueles ‘indivíduos humanitários’ que são a favor da escravidão se coloquem no lugar do escravo no porão barulhento de um navio negreiro, apenas por uma viagem da África à América, sem sequer experimentar mais que isso dos horrores da escravidão: se não saírem abolicionistas convictos, então não tenho mais nada a dizer a favor da abolição.”

As palavras são de Mahommah Gardo Baquaqua, ex-escravo nascido no Norte da África no início do século XIX e que trabalhou no Brasil antes de fugir das amarras da servidão em Nova York, em 1847. O trecho consta do livro “An interesting narrative. Biography of Mahommah G. Baquaqua” (“Uma interessante narrativa: biografia de Mahommah G. Baquaqua”, em tradução livre), lançado assim mesmo, em inglês, pelo próprio ex-escravo, em Detroit, no ano de 1854, em plena campanha abolicionista nos EUA. A obra jamais foi traduzida para o português, permanecendo desconhecida do público brasileiro.

No entanto, com apoio do Ministério da Cultura e do Consulado do Canadá, o professor pernambucano Bruno Véras, de 26 anos, resolveu se debruçar sobre o documento, ajudado por outros dois pesquisadores. Ele viajou ao Canadá, onde buscou vestígios de Baquaqua e consultou os originais do livro, cuja primeira edição em português deve ser lançada no Brasil até o fim do ano que vem.

- Baquaqua sempre foi um personagem que me intrigou. Ele escreveu a única autobiografia de um africano escravizado em terras brasileiras. Nos EUA e na Inglaterra existem vários desses relatos, que tinham uma função abolicionista. No Brasil, só um. E, apesar disso, Baquaqua não é conhecido em nossa História nem em nossos livros didáticos - conta Véras.

Os historiadores Paul Lovejoy e Robin Law, por exemplo, republicaram o livro nos anos 2000, ainda no idioma de Shakespeare. Segundo consta dos registros da edição original, parte da obra foi ditada para o escritor Samuel Moore, responsável também por editar a história do escravo.

DUAS VEZES ESCRAVIZADO

A trajetória extraordinária desse personagem começa nos anos 1820, em Dijougou, onde hoje é o Norte do Benim. Filho de um proeminente comerciante, o pequeno Mahommah Baquaqua estudou em uma escola islâmica para ter acesso ao Corão, adquirindo conhecimentos de leitura e de matemática. Suas habilidades logo lhe permitiram atuar em importantes rotas comerciais que ligavam o então califado de Socoto e o extinto Império Ashanti, que rivalizavam no tráfico de escravos e no domínio de regiões da África Ocidental.

Baquaqua foi preso e feito escravo pelos Ashanti enquanto vendia grãos, noz de cola e outras especiarias para o front de guerra. Mesmo sendo recomprado e libertado pelo seu irmão, acabou novamente detido pouco tempo depois por tentar roubar e ingerir bebida alcoólica perto de Dijougou, algo próximo a um pecado capital para uma localidade dominada pelo Islã.

Baquaqua não pôde contar com a sorte daquela vez. Novamente escravizado, foi levado para a cidade litorânea de Uidá, importante porto de onde saía grade parte dos cativos destinados ao Novo Mundo. É a partir desse ponto que a autobiografia ganha seus contornos mais emocionantes:

“Quando estávamos prontos para embarcar (para as Américas), fomos acorrentados uns aos outros e amarrados com cordas pelo pescoço e, assim, arrastados para a beira-mar. Uma espécie de festa foi realizada em terra firme naquele dia. Não estava ciente de que essa seria minha última festa na África. Feliz de mim que não sabia”, escreveu o escravo.

Se, antes, os brasileiros tinham conhecimento do ambiente de um navio negreiro por meio das descrições de historiadores ou de famosos poemas como o de Castro Alves, agora poderão ter um relato vivo de uma testemunha de um dos piores capítulos da História da humanidade:

“Fomos arremessados, nus, porão adentro, os homens apinhados de um lado, e as mulheres de outro. O porão era tão baixo que não podíamos ficar de pé, éramos obrigados a nos agachar ou nos sentar no chão. Noite e dia eram iguais para nós, o sono nos sendo negado devido ao confinamento de nossos corpos.”

Comida e bebida eram escassos na viagem, havendo dias em que os escravos não ingeriam absolutamente nada. “Houve um pobre companheiro que ficou tão desesperado pela sede que tentou apanhar a faca do homem que nos trazia água. Foi levado ao convés, e eu nunca mais soube o que lhe aconteceu. Suponho que tenha sido jogado ao mar”, conta Baquaqua.

A incrível jornada de Baquaqua - Editoria de Arte


Pernambuco foi o destino do navio que levava nosso personagem, que desembarcou em 1845. De início, foi levado para uma lavoura nos arredores de Olinda, onde conheceu a dureza da escravidão brasileira: “o fazendeiro tinha grande quantidade de escravos, e não demorou muito para que eu presenciasse ele empregando livremente seu chicote contra um rapaz. Essa cena causou-me uma impressão profunda, pois, é claro, imaginei que em breve seria o meu destino”.

Baquaqua tratou da violência do senhor, chamando-o de “tirano”. Trabalhando como padeiro, o escravo inicialmente prestava os serviços com dedicação, mas ao ver que seu "patrão" nunca ficava satisfeito, entregou-se às bebidas e evitou o serviço. Acabou revendido para outro comerciante, desta vez no Rio de Janeiro.

"Meus companheiros não eram tão constantes quanto eu, sendo muito dados à bebida e, por isso, eram menos rentáveis para o senhor. Aproveitei disso para procurar elevar-me em sua opinião, sendo muito prestativo e obediente, mas tudo em vão; fizesse o que fizesse, descobri que servia a um tirano e nada parecia satisfazê-lo. Então comecei a beber como os outros e, assim, éramos todos da mesma laia, mau senhor, maus escravos."

Na capital do Império, devido aos seus conhecimentos de matemática e literatura, o escravo atuou dentro de um navio especializado no comércio de charque entre o Rio Grande do Sul e a Corte.

Mas foi uma encomenda de café para Nova York que mudou sua vida completamente. Naquela época, os estados do Norte dos Estados Unidos já tinham abolido a escravidão, fato que não passou despercebido por Baquaqua. “A primeira palavra que meus dois companheiros e eu aprendemos em inglês foi F-R-E-E (L-I-V-R-E); ela nos foi ensinada por um inglês a bordo e, oh!, quantas e quantas vezes eu a repeti.”

Baquaqua tentou fugir do navio ao desembarcar em Nova York, mas logo acabou preso. Com a ajuda de abolicionistas locais, o escravo conseguiu escapar da prisão e rumou para o Haiti. Ficou por lá durante dois anos, período em que se converteu ao cristianismo, ingressando na Igreja Batista Abolicionista. De volta aos Estados Unidos, em 1850, o já liberto africano frequentou aulas de inglês por três anos no Central College, numa localidade então conhecida como MacGrawville, hoje parte de Nova York.

RELATO SIMILAR AO DE FILME QUE GANHOU OSCAR

Mas foi em Detroit que Baquaqua publicou seu livro, numa tentativa de arrecadar fundos para a campanha abolicionista. A autobiografia - chave do seu engajamento na luta abolicionista (que o levou até mesmo à inglesa Liverpool, em 1857, último lugar onde se teve notícia de Baquaqua) - é contemporânea e guarda similaridade com a de Solomon Northup. Americano nascido livre e escravizado no Sul dos Estados Unidos, ele teve sua obra adaptada para o cinema em 2013, com o título “Doze anos de escravidão”. O filme americano venceu o Oscar em três categorias, inclusive a de melhor longa-metragem.

- O contexto em que o livro de Solomon Northup foi publicado é o mesmo do de Baquaqua. Abolicionistas incentivavam ex-escravos a escrever relatos do cativeiro e mobilizar a opinião pública. Nada melhor do que o próprio escravo para contar como era a escravidão - afirmou Véras, que também trabalha para lançar um site somente sobre o ex-escravo, reunindo vídeos, fotos e arquivos de época.

Essa fascinante história também virou tema de um pequeno documentário em 2012, produzido por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em parceria com professores da rede de ensino do estado. Paulo Alexandre, conhecido nacionalmente por reproduzir os principais acontecimentos da Segunda Guerra Mundial no Facebook, foi um dos que participaram da produção.

Segundo ele, o personagem pode ser trabalhado em sala de aula como uma história de superação e de luta contra os estereótipos em torno do escravo:


- Meus alunos ficam impressionados quando lhes conto sobre Baquaqua, pois todos tinham aquela velha ideia de escravo submisso, aquele indivíduo sem nome nem identidade, que só sabia apanhar e trabalhar. Ninguém imagina que ele poderia ser uma pessoa inteligente, empreendedora, que consegue a liberdade a partir do próprio esforço.

Assista abaixo às duas partes do documentário de 2012.


 Baquaqua Comum & Extraordinário part 1.


 Baquaqua Comum & Extraordinário part 2.



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

ATO PÚBLICO PELA DEMOCRACIA, VERDADE E JUSTIÇA: EM DEFESA DO MEMORIAL LUIZ CARLOS PRESTES

Convocam o ato movimentos sociais, partidos políticos, movimento sindical, movimentos estudantil,  e diversas entidades da sociedade civil

No dia 8 de novembro o Memorial Luiz Carlos Prestes foi alvo de manifestações de ódio por parte de um grupo de cerca de 30 pessoas, que não só ameaçaram depredar o prédio do Memorial, obra projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a ser inaugurada no final deste ano, como também achincalharam e ofenderam fortemente a memória de Luiz Carlos Prestes, referência histórica das lutas populares no Brasil.



A manifestação do dia 8 de novembro não foi um ato isolado. Durante e após o processo eleitoral deste ano temos acompanhado a intensificação das manifestações de ódio e atos de violência contra a população mais pobre, negros, homossexuais, movimentos populares, nordestinos e grupos políticos situados no campo democrático e de esquerda.

Por este motivo, convocamos a todos aqueles que de alguma forma se identificam com as lutas históricas do nosso povo, e que entendem que não podemos retroceder nas conquistas democráticas, para unirem-se ao ato público em defesa do Memorial Luiz Carlos Prestes e em repúdio às declarações raivosas que demonstraram a intolerância contra qualquer expressão do pensamento político dos trabalhadores organizados.

As lutas por conquistas sociais no Brasil gerou grandes homens e mulheres comprometidos com as causas do nosso povo. O ódio direcionado aos que lutaram no passado denota uma perigosa intolerância contra aqueles que hoje continuam lutando cotidianamente pelo avanço das conquistas sociais e contra o retrocesso.

ATO PÚBLICO
PELA DEMOCRACIA, VERDADE E JUSTIÇA: EM DEFESA DO MEMORIAL

DIA 29 DE NOVEMBRO DE 2014, SÁBADO, ÀS 16 HORAS, NO MEMORIAL LUIZ CARLOS PRESTES

Convocam o ato:

Associação de Pós-graduandos da UFRGS - APG/UFRGS
Associação dos Escultores do Estado do Rio Grande do Sul - AEERGS
Associação dos Servidores da UFRGS, UFCSPA e IFRS - ASSUFRGS
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB
Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul - Sindicato dos Trabalhadores em Educação - CPERS/SINDICATO
Coletivo Práxis
Comissão Sobral Pinto de Direitos Humanos da OAB/RS
Confederação Nacional das Associações de Moradores - CONAM
Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores
Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS - FECOSUL
Fernando Morais - Jornalista e Escritor. Autor da biografia de Olga Benario Prestes
Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB/RS
Instituto de Assessoria às Comunidades Remanescentes de Quilombos - IACOREQ
Instituto Olga Benário Prestes
Intersindical - Central da Classe Trabalhadora
João Pedro Stedile - Membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - MST
Juventude Comunista Avançando - JCA
Juventude Liberdade e Revolução - LibRe
Movimento Avançando Sindical - MAS
Movimento Contestação
Movimento de Justiça e Direitos Humanos
Organização A Marighella
Organização Comunista Arma da Crítica
Partido Comunista Brasileiro - PCB
Partido Comunista do Brasil - PCdoB
Partido Comunista Revolucionário - PCR
Partido Democrático Trabalhista - PDT
Refundação Comunista - RC
Partido Socialismo e Liberdade - PSOL
Paulo Niemeyer - Arquiteto
Polo Comunista Luiz Carlos Prestes - PCLCP
Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do RS- Sindjus RS
Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul - SINDSEPE/RS
União Brasileira de Mulheres - Porto Alegre
União da Juventude Rebelião - UJR
União das Associações de Moradores de Porto Alegre - UAMPA

FONTE: PCLCP (via Facebook)